Questões de EFAF Português
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Questão 8357109
ENCCEJA ENCCEJA 2019 EF-LIN 2019Anedota búlgara
Era uma vez um czar naturalista
que caçava homens.
Quando lhe contaram que também
se caçam borboletas e andorinhas
ficou muito espantado
e achou uma barbaridade.
ANDRADE, C. D. Alguma poesia. São Paulo: Cia. das Letras, 2013.
A ironia do fato narrado no poema manifesta-se na
Questão 8357107
ENCCEJA ENCCEJA 2019 EF-LIN 2019O sol poente desatava, longa, a sua sombra pelo chão, e protegido por ela — braços largamente abertos, face volvida para os céus —, um soldado descansava. Descansava... havia três meses. Morrera no assalto de de julho.
CUNHA, E. Os sertões. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1946.
Nesse fragmento, o narrador leva o leitor a uma quebra de expectativa provocada pelo
Questão 8357106
ENCCEJA ENCCEJA 2019 EF-LIN 2019Canção do exílio
Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas,
os filósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha a
[Gioconda.
Eu morro sufocado
em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil réis a dúzia.
MENDES, M. Disponível em: www.vidaempoesia.com.br. Acesso em: 30 jul. 2014 (fragmento).
No poema, o eu lírico emprega um tom nacionalista que se modifica de acordo com uma visão
Questão 8356812
ANA POR 9AF 008 ANA031 2019Leia o texto 9 e responda.
TEXTO 9
A frase do texto que expressa uma opinião éJornal do Brasil pôs o ovo em pé para falar sobre cultura
O Jornal do Brasil deixou de ser impresso neste mês, vítima de sucessivas crises financeiras. Agora só pode ser lido pela internet. Pouca gente poderia imaginar que um dos periódicos mais importantes e influentes da história do País sumiria das bancas. Menos ainda em 15 de setembro de 1960, quanto estreou o seu famoso Caderno B.
Idealizado pelo poeta Reynaldo Jardim, a novidade trazia uma forma diferente de falar sobre cultura. A ideia – que hoje parece óbvia, mas que soou revolucionária – era reunir num único caderno as reportagens sobre artes e espetáculos. Os textos tratavam de artes plásticas, música, literatura, cartuns. Por suas páginas, revezaram-se nomes como Drummond, Clarice Lispector, Henfil, Zózimo Barroso do Amaral, Fernando Sabino, Ziraldo.
Como resultado, o Caderno B inspirou todos os suplementos culturais que surgiriam dali para frente. “O caderno tornou-se um padrão para o jornalismo brasileiro. Hoje, não há jornal que não tenha o seu Caderno B”, diz o poeta Ferreira Gullar.
Brasil. Almanaque de cultura popular. Ano 12, setembro de 2010.
Questão 8356811
ANA POR 9AF 008 ANA031 2019Leia o texto 9 e responda.
TEXTO 9
A palavra ou expressão que retoma o termo "Jornal do Brasil" no texto éJornal do Brasil pôs o ovo em pé para falar sobre cultura
O Jornal do Brasil deixou de ser impresso neste mês, vítima de sucessivas crises financeiras. Agora só pode ser lido pela internet. Pouca gente poderia imaginar que um dos periódicos mais importantes e influentes da história do País sumiria das bancas. Menos ainda em 15 de setembro de 1960, quanto estreou o seu famoso Caderno B.
Idealizado pelo poeta Reynaldo Jardim, a novidade trazia uma forma diferente de falar sobre cultura. A ideia – que hoje parece óbvia, mas que soou revolucionária – era reunir num único caderno as reportagens sobre artes e espetáculos. Os textos tratavam de artes plásticas, música, literatura, cartuns. Por suas páginas, revezaram-se nomes como Drummond, Clarice Lispector, Henfil, Zózimo Barroso do Amaral, Fernando Sabino, Ziraldo.
Como resultado, o Caderno B inspirou todos os suplementos culturais que surgiriam dali para frente. “O caderno tornou-se um padrão para o jornalismo brasileiro. Hoje, não há jornal que não tenha o seu Caderno B”, diz o poeta Ferreira Gullar.
Brasil. Almanaque de cultura popular. Ano 12, setembro de 2010.
Questão 8356810
ANA POR 9AF 008 ANA031 2019Leia os textos abaixo.
TEXTO 1
[...] O direito à legítima defesa da vida e da integridade física, pessoal ou de terceiros, e do patrimônio é reconhecido por todas as religiões, civilizações e legislações há milênios; é um direito natural, inerente ao ser humano. [...] A lei reconhece a legítima defesa e procura, acertadamente, garantir o acesso ao instrumento de defesa; se privado dos instrumentos adequados, o direito à legítima defesa virará letra morta. Na situação atual de violência, o instrumento é a arma de fogo. Em um Estado democrático de direito nenhum cidadão que atenda aos requisitos legais pode ser impedido de, com a utilização dos meios adequados e necessários, defender a vida e a integridade física de sua pessoa e de seus familiares e os seus bens. [...] os cidadãos de bem não se armam para cometer crimes, e sim, para se defender. A questão é simples: é preciso desarmar e punir os criminosos, não os cidadãos honestos.
Edson Luiz Ribeiro. Folha de São Paulo, Caderno Mais!, São Paulo, 4 de junho de 2000.
TEXTO 2
Estou convencido de que, em benefício da segurança de todo o povo, o comércio de armas deveria ser bastante restringido e rigorosamente controlado. [...] É absolutamente falso dizer que o comércio deve ser livre para dar segurança aos cidadãos honestos, pois quem tem o dever legal de dar segurança ao povo é o governo, que recebe impostos e tem gente treinada para executar essa tarefa, estando realmente preparado para enfrentar criminosos. Se os organismos policiais são deficientes, o caminho é a mobilização de toda a sociedade exigindo eficiência – e não a barbárie da autodefesa, que fatalmente acaba gerando justiceiros privados, arbitrários e violentos [...]
Dalmo de Abreu Dallari. Folha de São Paulo, Caderno Mais!, São Paulo, 4 de junho de 2000. In SOARES, Magda. Português uma proposta para o letramento.São Paulo: Moderna, 2002.
Comparando os textos 1 e 2, podemos concluir que
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