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Questão 12 10134622
CMSM 1° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2019Leia o texto abaixo para responder ao item.
Texto
SENHOR DO TEMPO-CHARLIE BROWN
[1] Eu não sou o senhor do tempo, mas eu sei que vai chover
Me sinto muito bem quando fico com você
Eu tenho habilidade de fazer histórias tristes
Virarem melodia, vou vivendo o dia a dia
[5] Na paz, na moral, na humilde, busco só sabedoria
Aprendendo todo dia, me espelho em você
Corro junto com você, vivo junto com você
Faço tudo por você
Seguindo em frente com fé e atenção
[10] Continuo na missão continuo por você e por mim
Porque quando a casa cai
Não dá pra fraquejar, quem é guerreiro tá ligado
Que guerreiro é assim
O tempo passa e um dia a gente aprende
[15] Hoje eu sei realmente o que faz a minha mente
Eu vi o tempo passar, vi pouca coisa mudar
Então tomei um caminho diferente
Tanta gente equivocada faz mau uso da palavra
Falam, falam o tempo todo, mas não tem nada a dizer
[20] Mas eu tenho santo forte, é íncrivel a minha sorte
Agradeço todo tempo por ter encontrado você
O tempo é rei, e a vida é uma lição
E um dia a gente cresce
E conhece nossa essência e ganha experiência
[25] E aprende o que é raiz, então cria consciência
Tem gente que reclama da vida o tempo todo
Mas a lei da vida é quem dita o fim do jogo
Eu vi de perto o que neguinho é capaz por dinheiro
Eu conheci o próprio lobo na pele de um cordeiro
[30] Infelizmente a gente tem que tá ligado o tempo inteiro
Ligado nos pilantra e também nos bagunceiro
E a gente se pergunta por que a vida é assim?
É difícil pra você e é difícil pra mim
Eu não sou o senhor do tempo, mas eu sei que vai chover
[35] Me sinto muito bem quando fico com você
Eu tenho habilidade de fazer histórias tristes
Virarem melodia vou vivendo o dia-a-dia
Na paz, na moral, na humilde busco só sabedoria
Aprendendo todo dia me espelho em você
[40] Corro junto com você, vivo junto com você, faço tudo por você
Vivendo nesse mundo louco hoje só na brisa
Viver pra ser melhor também é jeito de levar a vida
O tempo passa e um dia a gente aprende
Hoje eu sei realmente o que faz a minha mente
[45] Eu vi o tempo passar e pouca coisa mudar
Então tomei um caminho diferente
Tanta gente equivocada faz mau uso da palavra
Falam, falam o tempo todo mas não tem nada a dizer
Mas eu tenho santo forte é incrível a minha sorte
[50] Agradeço todo tempo ter encontrado você
Vem que o bom astral vai dominar o mundo!
Eu já briguei com a vida, hoje eu vivo bem com tudo mundo aí
Na maior moral Charlie Brown!
Vivendo nesse mundo louco hoje só na brisa
[55] Viver pra ser melhor também é um jeito de levar a vida
Em qual das alternativas abaixo, o verbo concorda com um elemento que não está explicitamente evidenciado no período
Questão 4 10134551
CMM 1º Ano - Língua Portuguesa 2019TEXTO
Tecnologia e juventude
Camila Achutti*
O jovem é fascinado pelas novas tecnologias – mas essa relação precisa ser trabalhada para ganhar maior responsabilidade. E, assim, gerar progresso.

(FOTO: THINKSTOCK)
Na semana passada, conversamos sobre como nossas crianças estão expostas ao usar as novas tecnologias. Mas e nossa juventude? Como ela está se comportando e se desenvolvendo nos tempos digitais? Certa vez, ouvi de um professor da ECA (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo) que tecnologia representava para o jovem um fascínio. Algo que é difícil de explicar para os adultos – aliás, essa é uma das poucas áreas em que eles têm desempenho melhor que os adultos. Pensa se você também não iria se fascinar se existisse um lugar, uma forma de criar modelos e culturas próprias distantes dos pais, da escola ou da sociedade. É fascinante construir relacionamentos com certo distanciamento e liberdade, dois aspectos intrínsecos à juventude. Mas é nesse fascínio que mora o perigo.
No livro Ideais na Adolescência: falta (d)e perspectivas na virada do século, Tiago Corbisier Matheus defendeu que a dificuldade na relação da juventude com a tecnologia reside no fato de os jovens não compreenderem que é preciso se comprometer com as ações realizadas no mundo virtual. Eles pensam que o ciberespaço não tem efeito algum sobre o mundo real. Aí está a explicação para cyberbullying (...) e novos comportamentos que não existiam antes. Mas será que é culpa da tecnologia? Não acredito. A recusa de se responsabilizar pelas próprias ações é característica da adolescência.
O papel da tecnologia foi ter trazido novos espaços e ferramentas que ampliaram os efeitos e danos desse comportamento. A internet, os aplicativos, os games e todo esse mundo virtual permitem a experimentação de papéis sociais, ampliam possibilidade de aprendizado, abrem as portas para um mundo.de informação e cultura. Tudo isso só auxilia na formação da identidade. Só precisamos ajudá-los a construir uma relação saudável com tudo isso.
Caso seja utilizada de forma adequada, a tecnologia pode se transformar em um superpoder para a juventude que tem vontade, disposição e ideal para realizar mudanças e quebrar paradigmas. (...) Precisamos trabalhar duro em direção a esse novo mundo que empodera o jovem de tecnologia e não permite que ele se torne vítima dessa nova economia. Ver a juventude ou a tecnologia como vilões e querer impossibilitar esse
relacionamento não é a melhor solução. É necessário que haja um equilíbrio e espaço para desenvolvimento e amadurecimento dessa relação.
É preciso olhar para estes jovens com outra perspectiva. Ver que eles podem ser agentes de mudança com o superpoder de saber usar tecnologia. Precisamos catalisar toda essa ousadia e habilidade para o lado bom. Para isso, professores, escolas e sociedade precisam mudar de forma urgente. Precisam aceitar que não dá mais para trabalhar com base em volume e memorização. Não dá mais pra ter palestra de 3 horas sem colocar esse aluno em posição ativa, protagonizando e criando. Eles têm a informação do planeta nas mãos. Por qual motivo não se valer disso?
*Camila Achutti é CTO e fundadora do Mastertech, professora do Insper e idealizadora do Mulheres na Computação.
Fonte: https://epocanegocios.globo.com/colunas/Novos-tempos/noticia/ 2018/04/tecnologia-e-juventude.html.
Nas últimas décadas, a discussão sobre o avanço tecnológico tem sido recorrente, e muitas vozes são ouvidas nos diálogos que se estabelecem. Sobre esse tópico, a autora do texto “Tecnologia e juventude”, Camila Achutti, expõe, exclusivamente, sua voz ao enunciar que:
Questão 11 10132556
CMF 1° Ano - Prova de Português 2019TEXTO
Relacionamento Virtual
O mundo conectado
A interconectividade do mundo atual é a maior das consequências do fenômeno da globalização. Em
todos os sentidos, a globalização encolheu o mundo, encurtou distâncias e possibilitou o contato
entre partes distantes, antes inalcançáveis. Ao mesmo tempo em que encurtou distâncias, a
globalização, mais especificamente a internet, agigantou nosso mundo perceptível, de forma que
[5] com apenas um clique de um mouse é possível vislumbrar realidades de todos os cantos do mundo
e em um espaço de tempo minúsculo. Essa conexão, no entanto, vai além da informação: ela permite
a interação constante entre pessoas e grupos de regiões absolutamente distantes e diferentes.
Laços virtuais, sentimentos reais
A interação com o outro distante não se dá de outra forma, por meio da internet, se não virtualmente.
Porém, isto não é barreira para que laços emocionais se formem entre esses que se conhecem e criam
[10] laços de amizade dentro desse mundo. Os Telacionamentos virtuais se diferem na maneira como os
indivíduos mantêm contato e por muitas vezes, apesar da ausência de contato físico entre as partes,
os laços sentimentais que se formam podem se tornar tão profundos quanto os que estabelecemos na
“vida real”. Na verdade, poderíamos observar que o contraponto dessa falta de contato físico é a
possibilidade do contato constante e ininterrupto enquanto for do interesse das partes envolvidas. O
[15] contato por proximidade física, ainda que a distância não seja um problema tão grande, é muitas
vezes impossibilitado pela nossa limitação em estar fisicamente em apenas um lugar de cada vez,
enquanto que no mundo virtual podemos estar presentes em uma série de eventos e manter contato
Constante com quem desejamos.
As salas de bate-papo, as redes sociais e os Jogos on-line são plataformas que permitem a Interação
[20] direta entre pessoas que naturalmente se agruparam em torno de seus interesses. Essa forma de
agrupamento por interesse, que também existe em menor escala em nosso convívio no mundo real,
acaba sendo a principal alavanca para que o contato se inicie. A busca pelo sentimento de
pertencimento é o que acaba se tornando o motor para a construção de comunidades virtuais, onde
indivíduos diferentes se reúnem em torno de um ponto de interesse comum.
[...]
Mundo virtual, problemas reais
[25] Embora possam ser tão fortes quanto laços de relacionamentos que se constroem no mundo real, os
relacionamentos virtuais estão sujeitos à insegurança do anonimato que a internet proporciona. A
identidade de um sujeito pode ser tanto real quanto inventada, podendo ter desde a manipulação com
fins perversos até a construção de uma persona para fins de entretenimento de seu criador É neste
ponto que os relacionamentos virtuais devem ser ponderados de forma cuidadosa por aqueles que
[30] resolvem se aventurar no mundo virtual. A ilusão de intimidade e proximidade que estes
relacionamentos podem possuir pode acabar por se tornar uma armadilha para os mais
emocionalmente vulneráveis.
Para os mais vulneráveis, a internet pode passar a se tornar um catalizador para possíveis problemas
de socialização. Alguns autores da sociologia argumentam, como Anthony Giddens nos informa,
[35] que é possível que as pessoas estejam dedicando menos tempo à interação com os outros no mundo
físico. Estes teóricos temem que a internet acabe por se tornar um refúgio para aqueles que desejam,
por um motivo ou outro, escapar das interações sociais do mundo real.
OLIVEIRA, Lucas. Relacionamento virtual, Brasil escola. Disponível em https://brasilescola.uol com br/sociologia/relacionamento-virtual htm - adaptado. Acesso em 03 out 2019.
Em “...é possível que as pessoas estejam dedicando menos tempo à interação com outros...”, o uso do acento grave indicador de crase é obrigatório.
Assinale a alternativa em que o emprego do acento grave também é obrigatório:
Questão 8 9546259
IFSul - Rio-Grandense Inverno 2019Leia o texto, para responder à questão.
Texto
Poema da necessidade
É preciso casar João,
é preciso suportar Antônio,
é preciso odiar Melquíades
é preciso substituir nós todos.
É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
é preciso comprar um rádio,
é preciso esquecer fulana.
É preciso estudar volapuque,
é preciso estar sempre bêbado,
é preciso ler Baudelaire,
é preciso colher as flores
de que rezam velhos autores.
É preciso viver com os homens
é preciso não assassiná-los,
é preciso ter mãos pálidas
e anunciar O FIM DO MUNDO.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Poema da Necessidade. In: ____. Sentimento do mundo. São Paulo:Companhia das Letras, 2012, p. 11.
Volapuque: sm Língua universal, inventada em 1879 por João Martinho Schleyer e hoje substituída pelo esperanto.
Quanto ao poema acima, analise as alternativas a seguir:
I. Faz-se, no poema, uma crítica às várias formas como a sociedade condiciona a vida dos indivíduos, limitando sua capacidade de escolha.
II. O eu-lírico faz uso da ironia para tratar das expectativas da sociedade, que regula até mesmo as relações pessoais.
III. É possível inferir que o eu-lírico se posiciona favoravelmente ao fato de a sociedade regrar a conduta dos indivíduos.
Estão corretas as afirmativas
Questão 5 9545338
IFSul - Rio-Grandense Inverno 2019Texto
A vida perdeu o valor
O modo exploratório e invasivo com que lidamos com ___ natureza levou ao desequilíbrio
ambiental, ____ instabilidade climática, ___ exaustão de determinados recursos naturais; mas
também levou ___ insustentabilidade social, ___ desigualdade econômica, ao descaso com a
vida.
[5] Se por um lado a indústria farmacêutica deu saltos incríveis, por outro nos tornamos cada
vez mais dependentes dos médicos e de medicação, especialmente psiquiátrica, nos tornamos
uma sociedade medicada. E suicida. Os impressionantes avanços da medicina nas últimas
décadas fizeram com que morrêssemos cada vez menos de doenças, mas estamos hoje vivendo
um crescente surto de depressão e automutilação, mais do que tudo entre jovens e crianças.
[10] O suicídio é hoje a segunda principal causa de mortes de crianças e jovens entre 12 e 18
anos nos Estados Unidos. “A taxa de suicídios infanto-juvenis é maior do que a soma das mortes
por câncer, doenças cardíacas e respiratórias, problemas de nascimento, derrame, pneumonia e
febre”. As tentativas de suicídio e automutilação nesta faixa etária mais que dobraram nos
Estados Unidos na última década.
[15] Mas não apenas nos Estados Unidos. O Brasil, que já foi tão cantado por sua alegria de
viver, também padece; segundo a OMS, o suicídio é hoje a terceira causa de morte de jovens de
15 a 19 anos no Brasil, ficando atrás apenas de acidentes de trânsito e homicídios, especialmente
nas periferias das grandes cidades. Destas mortes, mais de 80% é de negros, e 90% dos que
morrem são homens; um verdadeiro genocídio da juventude negra brasileira.
[20] Se considerarmos de 1980 até 2014, o índice de suicídios subiu quase 30% nesta faixa
etária no Brasil. Ainda mais grave é saber que este índice aumenta quanto mais a idade diminui;
segundo o mapa da violência de 2017, organizado pelo Ministério da Saúde, de 2002 a 2012 o
índice de suicídios entre 10 e 14 anos subiu 40% no Brasil. Uma constatação alarmante. Ao
mesmo tempo, aumentam em todo o mundo os ataques terroristas, na maioria ações suicidas,
[25] com algum tipo de causa ou não, que se caracterizam por deixar atrás de si um rastro de outras
mortes.
Quando grande parte dos adultos está deprimida e medicada e quando a segunda maior
causa de morte de jovens em todo o mundo é o suicídio, alguma coisa muito errada se deu no
processo civilizatório. Quando a medicina se sofistica a ponto de operar crianças ainda no útero
[30] da mãe, e ao mesmo tempo a soma das cinco doenças que mais matam crianças nos Estados
Unidos é menor do que as que tiram suas próprias vidas, isso somente pode dizer que algo deu
muito errado com as escolhas civilizatórias que fizemos.
Os dados mostram que nos últimos anos quanto menor a idade, maior a taxa de suicídios.
A vida se tornou um peso, uma carga que os jovens, adolescentes e crianças não estão
[35] conseguindo carregar. É como se o próprio processo civilizatório estivesse se autoavaliando,
como se cada suicídio tivesse uma placa dizendo: “Eu não quero a civilização com as suas
incríveis conquistas, eu não quero viver”.
MOSÉ, Viviane. A vida perdeu o valor. In: ______. Nitzsche Hoje. Petrópolis – RJ: Vozes, 2018. (fragmento)
Analise as afirmativas a seguir e julgue-as como Verdadeiras, (V), ou Falsas, (F).
( ) As vírgulas que isolam o fragmento “que já foi tão cantado por sua alegria de viver” (linhas 15 e 16) têm a função de separar a oração subordinada adjetivada da principal.
( ) Na linha 6, a colocação pronominal em próclise no verbo tornar-se está incorreta.
( ) O substantivo automutilação e o verbo autoavaliar deveriam ser grafados com hífen.
( ) Os substantivos derrame, pneumonia e febre são todos classificados como palavras paroxítonas.
A sequência correta, de cima para baixo, é
Questão 1 9542287
IFSul - Rio-Grandense Inverno 2019Texto
A vida perdeu o valor
O modo exploratório e invasivo com que lidamos com ___ natureza levou ao desequilíbrio
ambiental, ____ instabilidade climática, ___ exaustão de determinados recursos naturais; mas
também levou ___ insustentabilidade social, ___ desigualdade econômica, ao descaso com a
vida.
[5] Se por um lado a indústria farmacêutica deu saltos incríveis, por outro nos tornamos cada
vez mais dependentes dos médicos e de medicação, especialmente psiquiátrica, nos tornamos
uma sociedade medicada. E suicida. Os impressionantes avanços da medicina nas últimas
décadas fizeram com que morrêssemos cada vez menos de doenças, mas estamos hoje vivendo
um crescente surto de depressão e automutilação, mais do que tudo entre jovens e crianças.
[10] O suicídio é hoje a segunda principal causa de mortes de crianças e jovens entre 12 e 18
anos nos Estados Unidos. “A taxa de suicídios infanto-juvenis é maior do que a soma das mortes
por câncer, doenças cardíacas e respiratórias, problemas de nascimento, derrame, pneumonia e
febre”. As tentativas de suicídio e automutilação nesta faixa etária mais que dobraram nos
Estados Unidos na última década.
[15] Mas não apenas nos Estados Unidos. O Brasil, que já foi tão cantado por sua alegria de
viver, também padece; segundo a OMS, o suicídio é hoje a terceira causa de morte de jovens de
15 a 19 anos no Brasil, ficando atrás apenas de acidentes de trânsito e homicídios, especialmente
nas periferias das grandes cidades. Destas mortes, mais de 80% é de negros, e 90% dos que
morrem são homens; um verdadeiro genocídio da juventude negra brasileira.
[20] Se considerarmos de 1980 até 2014, o índice de suicídios subiu quase 30% nesta faixa
etária no Brasil. Ainda mais grave é saber que este índice aumenta quanto mais a idade diminui;
segundo o mapa da violência de 2017, organizado pelo Ministério da Saúde, de 2002 a 2012 o
índice de suicídios entre 10 e 14 anos subiu 40% no Brasil. Uma constatação alarmante. Ao
mesmo tempo, aumentam em todo o mundo os ataques terroristas, na maioria ações suicidas,
[25] com algum tipo de causa ou não, que se caracterizam por deixar atrás de si um rastro de outras
mortes.
Quando grande parte dos adultos está deprimida e medicada e quando a segunda maior
causa de morte de jovens em todo o mundo é o suicídio, alguma coisa muito errada se deu no
processo civilizatório. Quando a medicina se sofistica a ponto de operar crianças ainda no útero
[30] da mãe, e ao mesmo tempo a soma das cinco doenças que mais matam crianças nos Estados
Unidos é menor do que as que tiram suas próprias vidas, isso somente pode dizer que algo deu
muito errado com as escolhas civilizatórias que fizemos.
Os dados mostram que nos últimos anos quanto menor a idade, maior a taxa de suicídios.
A vida se tornou um peso, uma carga que os jovens, adolescentes e crianças não estão
[35] conseguindo carregar. É como se o próprio processo civilizatório estivesse se autoavaliando,
como se cada suicídio tivesse uma placa dizendo: “Eu não quero a civilização com as suas
incríveis conquistas, eu não quero viver”.
MOSÉ, Viviane. A vida perdeu o valor. In: ______. Nitzsche Hoje. Petrópolis – RJ: Vozes, 2018. (fragmento)
A sequência que completa adequadamente as lacunas no primeiro parágrafo do texto é
06
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