Questões de EFAF Português
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Questão 12 10422631
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2019Texto - Pesquisadores analisam diferenças entre sentido na vida e felicidade
Um estudo publicado no Journal of Positive Psychology ajuda a entender melhor a percepção que as pessoas têm dos
dois aspectos.
Por Ricardo Teixeira
[01] Para a maioria das pessoas, ser feliz e ter uma vida com significado são dois objetivos
importantes e também correlacionados. Percepção de felicidade e percepção de sentido na vida às
vezes não andam juntas e um estudo que o Journal of Positive Psychology publicou ajuda a entender
melhor essa questão.
[05] A pesquisa entrevistou quase 400 pessoas sobre o quanto se sentiam felizes, o quanto estavam
satisfeitas com o curso de suas vidas e também sobre seus hábitos de vida. A percepção de felicidade
estava associada a uma vida sem problemas, prazerosa, com boa saúde. Esses fatores não tinham
relação com o senso de sentido na vida. Convívio com amigos e posse de dinheiro para as
necessidades e desejos tinham boa relação com a percepção de felicidade, mas faziam pouca
[10] diferença no sentido na vida. Por outro lado, o tempo ao lado do companheiro ou companheira fazia
diferença.
Outro estudo, que foi realizado pela Universidade de Cambridge em diferentes países,
mostrou que nos países ricos as pessoas tendem a ser mais felizes, mas não veem mais sentido na
vida. Na verdade, as pessoas de países mais pobres enxergam mais sentido na vida. Isso pode estar
[15] associado a uma maior religiosidade e maiores conexões sociais entre os moradores desses |
países. Ao invés de dizer que dinheiro não compra felicidade, talvez seja melhor dizer que dinheiro
não compra sentido na vida.
Muito do que fazemos no dia a dia não aumenta nossa percepção do quanto nos sentimos
felizes, mas pode fazer sentirmos nossas vidas com mais sentido. Atividades que exigem esforço e
[20] sacrifício costumam alimentar nossa percepção de sentido na vida.
E então? Vai querer ser só feliz?
*Dr. Ricardo Teixeira é neurologista do Instituto do Cérebro de Brasília e professor de pós-graduação na Unicamp.Disponívelem:https:/www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/revista/2017/01/30/intema revista correio,569285/pesquisadores- analisam-vida- diferencas-entre-sentido-na-e-felicidade.shtml. Acesso em: 10 set. 2019
A respeito da organização do Texto, assinale a alternativa correta.
Questão 11 10422592
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2019Texto - Oásis
[01] Conta uma popular lenda do Oriente que um jovem chegou à beira de um oásis junto a um
povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:
— Que tipo de pessoa vive neste lugar ?
— Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem ? — perguntou por sua vez o ancião.
[05] — Oh, um grupo de egoístas e malvados — replicou o rapaz — estou satisfeito de haver saído de
lá.
— A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui — replicou o velho.
No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião
perguntou-lhe:
[10] — Que tipo de pessoa vive por aqui?
O velho respondeu com a mesma pergunta:
— Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?
O rapaz respondeu:
— Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Por ter de deixá-las, fiquei
[15] muito triste.
— O mesmo encontrará por aqui — respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
— Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?
Ao que o velho respondeu :
[20] — Cada um carrega no seu coração o ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de
bom nos lugares pelos quais passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou
amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na
nossa vida sobre a qual podemos manter controle absoluto.
Disponível em: https://sabedoriauniversal.wordpress.com/lendas-e-contos/. Acesso em: 18 set. 2019.
O Texto é constituído predominantemente sob a forma de sequência narrativa.
A respeito dos elementos da narrativa, assinale a alternativa correta.
Questão 10 10422537
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2019Texto - Oásis
[01] Conta uma popular lenda do Oriente que um jovem chegou à beira de um oásis junto a um
povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:
— Que tipo de pessoa vive neste lugar ?
— Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem ? — perguntou por sua vez o ancião.
[05] — Oh, um grupo de egoístas e malvados — replicou o rapaz — estou satisfeito de haver saído de
lá.
— A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui — replicou o velho.
No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião
perguntou-lhe:
[10] — Que tipo de pessoa vive por aqui?
O velho respondeu com a mesma pergunta:
— Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?
O rapaz respondeu:
— Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Por ter de deixá-las, fiquei
[15] muito triste.
— O mesmo encontrará por aqui — respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
— Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?
Ao que o velho respondeu :
[20] — Cada um carrega no seu coração o ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de
bom nos lugares pelos quais passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou
amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na
nossa vida sobre a qual podemos manter controle absoluto.
Disponível em: https://sabedoriauniversal.wordpress.com/lendas-e-contos/. Acesso em: 18 set. 2019.
Assinale a alternativa correta a respeito da sintaxe de regência, na modalidade escrita padrão.
Questão 2 10415390
CMT 2019TEXTO
Blusão da moda

Há cores por todos os lados e um clima de muita
generosidade na vitrine, os preços das ofertas fazem graciosos
malabarismos.
Vejo um blusão de lã e me agrado dele. Sim, a cor me cai
[5] no gosto, o talhe não é dos piores, o preço está convidativo. Para
quem precisa de um blusão de lã e sabe que ainda tem um pouco
de inverno pela frente, é de aproveitar.
Entro. Quem me atende é o próprio dono da loja, um cidadão que já vi, creio eu, em
mais de uma história d’As mil e uma noites. Um cidadão cortês, prestativo,
[10] interessadíssimo na minha humilde pessoa. Digo-lhe que gostei do blusão assim e assim
que está na vitrine e ele vai, olha qual é, vem, procura na prateleira um semelhante, não
encontra. O que justamente está de amostra é o último.
Fico torcendo para que o número seja o meu, 46. Faz tempo que ando procurando
um blusão daquele tipo, daquela cor, daquele preço. Decepção: é 50. Quando vou dizer
[15] “que pena, é muito grande”, o homem já está me tirando o casaco e me vestindo o blusão.
Digo que não adianta, é enorme, mas ele não me dá ouvidos.
- Viu? Olha aí!
Estou olhando, é monstruoso. Sobra pano nos ombros, nas mangas, nas costas,
por todo lado. Mas o persistente comerciante tem a coragem síria de dizer que aquilo está
[20] bom.
- Está bom demais: é blusão para mim e meus quatro filhos... – digo, com um risinho.
Ele não quer saber de piadas. Manda que eu aproveite a oportunidade, pois um
blusão daqueles, na verdade, anda custando o dobro. Replico que o blusão não está
custando, o blusão é o dobro. Não me escuta, prefere me ensinar que hoje um blusão
[25] decente se usa assim mais folgado, é da moda. Com todo respeito, só um palhacinho de
circo usaria um mais justo. Depois a tendência da lã é sempre encolher um pouco.
Resisto, digo que vou pensar. Consigo, a duras penas, sair.
Entro noutra loja, olho, olho, não tenho sorte. Entro em mais outra, olho, olho, nada
parecido com o blusão do meu gosto. Tento uma terceira, a mesma coisa. Desisto.
[30] Volto ao blusão que já seria meu se fosse 46. Vou pensando: não ficou tão grande,
ficou? Não entendo nada de moda, mas parece que já ouvi mesmo minha mulher dizer que
roupa agora se usa um pouco mais solta. Será que não ando um pouco antiquado?
Chego e verifico que o blusão está sendo visto por outro freguês e sinto-me como
que passado para trás. É um blusão bonito mesmo, o danado. O novo pretendente é um
[35] animal de grande, deve vestir 54, e ouço-o dizer “que pena, é muito pequeno”, mas o turco
não lhe dá ouvidos, diz que hoje um blusão decente se usa assim mais justo, senão o cara,
com todo respeito, fica parecendo um palhacinho de circo. Depois, a tendência da lã é
sempre a de esticar, claro.
Saio resignadamente sem blusão, vou embora ler um pouco das minh’As mil e uma
[40] noites.
Cardozo. Flávio José. Uns papéis que voam.São Paulo, FTD, 2003.
Julgue os itens em V, caso considere os verdadeiros, e em F, caso considere-os falsos e, em seguida, marque a opção com a sequência correta.
I. Em “Volto ao blusão que já seria meu se fosse 46” (l.30) e “(...) dizer que roupa agora se usa um pouco mais solta” (l.31 e 32), as palavras destacadas exercem a mesma função.
II. Ao dizer que o blusão “Está bom demais (...)” (l.21), o freguês foi irônico, sarcástico.
III. No momento em que estava sendo atendido, o freguês achou que o dono da loja estava sendo sincero.
IV. O vendedor não insiste com o freguês, porque sabe que não demorará para que outro cliente logo se interesse pelo blusão e o compre.
Questão 1 10415284
CMT 2019TEXTO
Blusão da moda

Há cores por todos os lados e um clima de muita
generosidade na vitrine, os preços das ofertas fazem graciosos
malabarismos.
Vejo um blusão de lã e me agrado dele. Sim, a cor me cai
[5] no gosto, o talhe não é dos piores, o preço está convidativo. Para
quem precisa de um blusão de lã e sabe que ainda tem um pouco
de inverno pela frente, é de aproveitar.
Entro. Quem me atende é o próprio dono da loja, um cidadão que já vi, creio eu, em
mais de uma história d’As mil e uma noites. Um cidadão cortês, prestativo,
[10] interessadíssimo na minha humilde pessoa. Digo-lhe que gostei do blusão assim e assim
que está na vitrine e ele vai, olha qual é, vem, procura na prateleira um semelhante, não
encontra. O que justamente está de amostra é o último.
Fico torcendo para que o número seja o meu, 46. Faz tempo que ando procurando
um blusão daquele tipo, daquela cor, daquele preço. Decepção: é 50. Quando vou dizer
[15] “que pena, é muito grande”, o homem já está me tirando o casaco e me vestindo o blusão.
Digo que não adianta, é enorme, mas ele não me dá ouvidos.
- Viu? Olha aí!
Estou olhando, é monstruoso. Sobra pano nos ombros, nas mangas, nas costas,
por todo lado. Mas o persistente comerciante tem a coragem síria de dizer que aquilo está
[20] bom.
- Está bom demais: é blusão para mim e meus quatro filhos... – digo, com um risinho.
Ele não quer saber de piadas. Manda que eu aproveite a oportunidade, pois um
blusão daqueles, na verdade, anda custando o dobro. Replico que o blusão não está
custando, o blusão é o dobro. Não me escuta, prefere me ensinar que hoje um blusão
[25] decente se usa assim mais folgado, é da moda. Com todo respeito, só um palhacinho de
circo usaria um mais justo. Depois a tendência da lã é sempre encolher um pouco.
Resisto, digo que vou pensar. Consigo, a duras penas, sair.
Entro noutra loja, olho, olho, não tenho sorte. Entro em mais outra, olho, olho, nada
parecido com o blusão do meu gosto. Tento uma terceira, a mesma coisa. Desisto.
[30] Volto ao blusão que já seria meu se fosse 46. Vou pensando: não ficou tão grande,
ficou? Não entendo nada de moda, mas parece que já ouvi mesmo minha mulher dizer que
roupa agora se usa um pouco mais solta. Será que não ando um pouco antiquado?
Chego e verifico que o blusão está sendo visto por outro freguês e sinto-me como
que passado para trás. É um blusão bonito mesmo, o danado. O novo pretendente é um
[35] animal de grande, deve vestir 54, e ouço-o dizer “que pena, é muito pequeno”, mas o turco
não lhe dá ouvidos, diz que hoje um blusão decente se usa assim mais justo, senão o cara,
com todo respeito, fica parecendo um palhacinho de circo. Depois, a tendência da lã é
sempre a de esticar, claro.
Saio resignadamente sem blusão, vou embora ler um pouco das minh’As mil e uma
[40] noites.
Cardozo. Flávio José. Uns papéis que voam.São Paulo, FTD, 2003.
Segundo o narrador, quem o atende é um cidadão “(...) interessadíssimo na minha humilde pessoa” (l. 10).
O motivo deste interesse é que o vendedor
Questão 3 10375660
CPM 2019Leia o trecho abaixo e observe as palavras destacadas.
[...] Entre essas causas, os especialistas consideraram doença hepática alcoólica, doença cardiovascular, infecções, câncer, diabetes e overdose de drogas. [...]
Disponível em: https://escolakids.uol.com.br/texto-de-divulgacao- cientifica.htm Acesso em: 15 set. 2018.
As palavras destacadas no trecho têm acentos de sílaba tônica.
Assinale a alternativa com palavras que têm acento pelas mesmas regras das palavras “hepática”, “alcoólica” e “câncer”, respectivamente.
06
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