Questões de EFAF Português
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Questão 82 10533526
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2019TEXTO I
As cores da desigualdade
De mãe preta e pai branco, ela se considera parda. Quando sai com sua filha, de pele bem branca e cabelos claros, muitas vezes é tratada por estranhos como a babá da criança. Certo dia, estava no mercado e reprimiu a filha por uma pirraça. Foi, então, abordada por uma senhora, que disse: “A mãe da menina sabe que você fala com ela assim?”.
GOMES, I.; MARLI, M. Retratos: a revista do IBGE, n. 11, maio 2018 (adaptado).
TEXTO II
Incidente na raiz
Jussara pensa que é branca. Nunca lhe disseram o contrário. Nem o cartório.
No cabelo crespo deu um jeito. Produto químico e fim! Ficou esvoaçante e submetido diariamente a uma drástica auditoria no couro cabeludo para evitar que as raízes pusessem as manguinhas de fora. Qualquer indício, munia-se de pasta alisante, ferro e outros que tais e...
Lá um dia, veio alguém com a notícia de “alisamento permanente”. [...]
Fez um sacrifício nas economias, protelou o sonho da plástica e submeteu-se.
Com as queimaduras químicas na cabeça, foi internada às pressas, depois de alguns espasmos e desmaios.
Na manhã seguinte, ao abrir com dificuldade os olhos, no leito do hospital, um enfermeiro crioulo perguntou-lhe:
Tá melhor, nêga?
Ela desmaiou de novo.
SILVA, L. Cuti: contos escolhidos. Rio de Janeiro: Malê, 2016.
Analisando os dois textos, conclui-se que eles
Questão 66 10533459
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2019
QUINO. Disponível em: http://clubedamafalda.blogspot.com.br. Acesso em: 5 set. 2014.
Na tirinha, os questionamentos da personagem Mafalda evidenciam a
Questão 7 10532356
OBJETIVO 9º Ano - Português 2019Texto para a questão.
Texto - MÚSICA NO TÁXI
Prazeres do cotidiano. Quando menos se espera... Você pega o táxi, manda tocar para o seu destino (manda, não, pede por favor) e resigna-se a escutar durante 20 minutos, no volume mais possante, o rádio despejando assaltos e homicídios do dia. Os tiros, os gemidos, os desabamentos o acompanharão por todo o percurso. É a fatalidade da vida, quando se tem pressa.
Mas eis que o motorista pega de um imprevisto cassete, coloca-o no lugar devido, liga, e os acordes melódicos dos Contos dos Bosques de Viena irrompem do fusca amarrotado, mas digno.
Bem, não é a Nona Sinfonia nem um título menor da grande música, mas não estamos na Sala Cecília Meireles, e isso vale como homenagem especial a um passageiro distinto, que pede por favor. Cumpre agradecer a fineza:
– Obrigado. O senhor mostra que tem satisfação em agradar aos passageiros, oferecendo-lhes música e não barulho e crimes.
– Não tem de quê. O senhor também aprecia?
– O quê?
– Strauss. É um dos meus prediletos.
– Sim, ele é agradável. O senhor está sendo gentil comigo.
– Ora, não é tanto assim. Pus o cassete porque gosto de música. Não sabia se o senhor também gostava ou não. Se não gostasse, eu desligava. Portanto, não tem que agradecer.
– E já lhe aconteceu desligar?
– Ih, tantas vezes. Fico observando a fisionomia do passageiro. Uns, mais acanhados, disfarçam, não dizem nada, mas tem outros que reclamam, não querem ouvir esse troço.
O senhor já pensou: chamar Tchaikovsky de “esse troço”? Pois ouvi isso de um cidadão de gravata e pasta de executivo. Disse que precisava se concentrar, por causa de um negócio importante, e Tchaikovsky perturbava a concentração.
– Ele talvez quisesse dizer que ficava tão empolgado pela música que esquecia o negócio.
– Pois sim! Nesse caso, não falaria “esse troço”, que é o cúmulo da falta de respeito.
– Estou adivinhando que o senhor toca um instrumento.
Olhou-me admirado:
– Como é que o senhor viu?
– Porque uma pessoa que gosta tanto de música, em geral toca. Seu instrumento qual é?
Virou-se com tristeza na voz:
– Atualmente nenhum. O senhor sabe, essa crise geral, a gasolina pela hora da morte, e não é só a gasolina: a comida, o sapato, o resto. Tive de vender pra tapar uns buracos. Mas se as coisas melhorarem este ano...
– Melhoram. As coisas têm de melhorar – achei do meu dever confortá-lo.
– Porque clarinetista sem clarinete, o senhor sabe, é um negócio sem sentido. Clarinete tem esta vantagem: dá o recado sem precisar de orquestra. Um solo bem executado, não precisa mais pra encantar a alma. Mas clarinetista, sozinho, fica até ridículo.
– Não diga isso. E não desanime. O dia em que arranjar outro clarinete – quem sabe?, talvez até seja o mesmo que lhe pertenceu – será uma festa.
– Mas se demorar muito eu já estarei tão desacostumado que nem sei se volto a tocar razoavelmente. Porque, o senhor compreende, eu não sou um artista, minha vida não dá folga pra estudar nem meia hora por dia.
– O importante é gostar de música, tem amor e devoção por música, e está-se vendo que o senhor tem de sobra.
– Lá isso tá certo.
– Não importa que o senhor não seja solista de uma grande orquestra, e mesmo de uma orquestra comum. Ninguém precisa ser grande em nada, desde que cultive alguma coisa bonita na vida.
Seu rosto iluminou-se.
– Que bom ouvir uma coisa dessas. Agora vou lhe confessar que isso de não ser músico dos tais que arrebatam o auditório sempre me doeu um pouco. Não era por vaidade não, quem sou pra ter vaidade? Mas um sonho esquisito, sei lá. Ficava me imaginando num palco iluminado, tocando... Bobagem, o senhor desculpe. Agora a sua palavra deixou tudo claro. Basta eu gostar de música. Não é preciso que gostem de mim, nem que ela goste de mim. Obrigado ao senhor.
Olhei o taxímetro, tirei a carteira.
– Eu nem devia cobrar do senhor. Fico até encabulado!
(Carlos Drummond de Andrade. Boca de luar. 6. ed. Rio de Janeiro: Record, 1987, p. 69-71.)
No trecho “Bem, não é a Nona Sinfonia nem um título menor da grande música, mas não estamos na Sala Cecília Meireles, e isso vale como homenagem especial a um passageiro distinto, que pede por favor”, observamos um narrador que
Questão 6 10532343
OBJETIVO 9º Ano - Português 2019Texto para a questão.
Texto - MÚSICA NO TÁXI
Prazeres do cotidiano. Quando menos se espera... Você pega o táxi, manda tocar para o seu destino (manda, não, pede por favor) e resigna-se a escutar durante 20 minutos, no volume mais possante, o rádio despejando assaltos e homicídios do dia. Os tiros, os gemidos, os desabamentos o acompanharão por todo o percurso. É a fatalidade da vida, quando se tem pressa.
Mas eis que o motorista pega de um imprevisto cassete, coloca-o no lugar devido, liga, e os acordes melódicos dos Contos dos Bosques de Viena irrompem do fusca amarrotado, mas digno.
Bem, não é a Nona Sinfonia nem um título menor da grande música, mas não estamos na Sala Cecília Meireles, e isso vale como homenagem especial a um passageiro distinto, que pede por favor. Cumpre agradecer a fineza:
– Obrigado. O senhor mostra que tem satisfação em agradar aos passageiros, oferecendo-lhes música e não barulho e crimes.
– Não tem de quê. O senhor também aprecia?
– O quê?
– Strauss. É um dos meus prediletos.
– Sim, ele é agradável. O senhor está sendo gentil comigo.
– Ora, não é tanto assim. Pus o cassete porque gosto de música. Não sabia se o senhor também gostava ou não. Se não gostasse, eu desligava. Portanto, não tem que agradecer.
– E já lhe aconteceu desligar?
– Ih, tantas vezes. Fico observando a fisionomia do passageiro. Uns, mais acanhados, disfarçam, não dizem nada, mas tem outros que reclamam, não querem ouvir esse troço.
O senhor já pensou: chamar Tchaikovsky de “esse troço”? Pois ouvi isso de um cidadão de gravata e pasta de executivo. Disse que precisava se concentrar, por causa de um negócio importante, e Tchaikovsky perturbava a concentração.
– Ele talvez quisesse dizer que ficava tão empolgado pela música que esquecia o negócio.
– Pois sim! Nesse caso, não falaria “esse troço”, que é o cúmulo da falta de respeito.
– Estou adivinhando que o senhor toca um instrumento.
Olhou-me admirado:
– Como é que o senhor viu?
– Porque uma pessoa que gosta tanto de música, em geral toca. Seu instrumento qual é?
Virou-se com tristeza na voz:
– Atualmente nenhum. O senhor sabe, essa crise geral, a gasolina pela hora da morte, e não é só a gasolina: a comida, o sapato, o resto. Tive de vender pra tapar uns buracos. Mas se as coisas melhorarem este ano...
– Melhoram. As coisas têm de melhorar – achei do meu dever confortá-lo.
– Porque clarinetista sem clarinete, o senhor sabe, é um negócio sem sentido. Clarinete tem esta vantagem: dá o recado sem precisar de orquestra. Um solo bem executado, não precisa mais pra encantar a alma. Mas clarinetista, sozinho, fica até ridículo.
– Não diga isso. E não desanime. O dia em que arranjar outro clarinete – quem sabe?, talvez até seja o mesmo que lhe pertenceu – será uma festa.
– Mas se demorar muito eu já estarei tão desacostumado que nem sei se volto a tocar razoavelmente. Porque, o senhor compreende, eu não sou um artista, minha vida não dá folga pra estudar nem meia hora por dia.
– O importante é gostar de música, tem amor e devoção por música, e está-se vendo que o senhor tem de sobra.
– Lá isso tá certo.
– Não importa que o senhor não seja solista de uma grande orquestra, e mesmo de uma orquestra comum. Ninguém precisa ser grande em nada, desde que cultive alguma coisa bonita na vida.
Seu rosto iluminou-se.
– Que bom ouvir uma coisa dessas. Agora vou lhe confessar que isso de não ser músico dos tais que arrebatam o auditório sempre me doeu um pouco. Não era por vaidade não, quem sou pra ter vaidade? Mas um sonho esquisito, sei lá. Ficava me imaginando num palco iluminado, tocando... Bobagem, o senhor desculpe. Agora a sua palavra deixou tudo claro. Basta eu gostar de música. Não é preciso que gostem de mim, nem que ela goste de mim. Obrigado ao senhor.
Olhei o taxímetro, tirei a carteira.
– Eu nem devia cobrar do senhor. Fico até encabulado!
(Carlos Drummond de Andrade. Boca de luar. 6. ed. Rio de Janeiro: Record, 1987, p. 69-71.)
Em relação à acentuação gráfica, analise as proposições a seguir:
I. As palavras rádio, negócio e auditório são acentuadas por serem proparoxítonas.
II. Ninguém e também são acentuadas por serem oxítonas terminadas em “em”.
III. A palavra agradável é acentuada por ser uma paroxítona terminada em “l”.
IV. As palavras táxi, será e está obedecem à mesma regra de acentuação.
É correto o que se afirma em
Questão 16 10424794
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2019Texto

Disponível em: https://aberturasimples.com.br.infografico. Acesso em: 19 set. 2019.
Quanto ao emprego de recursos linguísticos no Texto, marque a alternativa correta.
Questão 14 10422780
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2019Texto - Pesquisadores analisam diferenças entre sentido na vida e felicidade
Um estudo publicado no Journal of Positive Psychology ajuda a entender melhor a percepção que as pessoas têm dos
dois aspectos.
Por Ricardo Teixeira
[01] Para a maioria das pessoas, ser feliz e ter uma vida com significado são dois objetivos
importantes e também correlacionados. Percepção de felicidade e percepção de sentido na vida às
vezes não andam juntas e um estudo que o Journal of Positive Psychology publicou ajuda a entender
melhor essa questão.
[05] A pesquisa entrevistou quase 400 pessoas sobre o quanto se sentiam felizes, o quanto estavam
satisfeitas com o curso de suas vidas e também sobre seus hábitos de vida. A percepção de felicidade
estava associada a uma vida sem problemas, prazerosa, com boa saúde. Esses fatores não tinham
relação com o senso de sentido na vida. Convívio com amigos e posse de dinheiro para as
necessidades e desejos tinham boa relação com a percepção de felicidade, mas faziam pouca
[10] diferença no sentido na vida. Por outro lado, o tempo ao lado do companheiro ou companheira fazia
diferença.
Outro estudo, que foi realizado pela Universidade de Cambridge em diferentes países,
mostrou que nos países ricos as pessoas tendem a ser mais felizes, mas não veem mais sentido na
vida. Na verdade, as pessoas de países mais pobres enxergam mais sentido na vida. Isso pode estar
[15] associado a uma maior religiosidade e maiores conexões sociais entre os moradores desses |
países. Ao invés de dizer que dinheiro não compra felicidade, talvez seja melhor dizer que dinheiro
não compra sentido na vida.
Muito do que fazemos no dia a dia não aumenta nossa percepção do quanto nos sentimos
felizes, mas pode fazer sentirmos nossas vidas com mais sentido. Atividades que exigem esforço e
[20] sacrifício costumam alimentar nossa percepção de sentido na vida.
E então? Vai querer ser só feliz?
*Dr. Ricardo Teixeira é neurologista do Instituto do Cérebro de Brasília e professor de pós-graduação na Unicamp.Disponívelem:https:/www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/revista/2017/01/30/intema revista correio,569285/pesquisadores- analisam-vida- diferencas-entre-sentido-na-e-felicidade.shtml. Acesso em: 10 set. 2019
Marque a única alternativa que indica a reescrita que mantém a correção gramatical e o sentido original do trecho extraído do penúltimo parágrafo do Texto.
Muito do que fazemos no dia a dia não aumenta nossa percepção do quanto nos sentimos felizes, mas pode fazer sentirmos nossas vidas com mais sentido.
06
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