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Questão 17 10716545
CMBH 1°ano - Prova de Português 2019Texto
AUTISTÃO: PAÍS METAFÓRICO, APOIO CONCRETO
Autistas se reúnem no Rio de Janeiro para celebrar o Dia do Autistão e discutir de neurodiversidade a autoaceitação
[1] Em consonância com as comemorações do Dia Mundial da Conscientização do Autismo –
instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o dia 2 de abril, a Organização Diplomática
do Autistão, uma instituição sem fins lucrativos com diversos pontos e apoiadores no mundo, promoveu
o Dia do Autistão, em Copacabana, no Rio de Janeiro, neste último 31 de março.
[5] Na ocasião, autistas de diferentes estados do Brasil, presencialmente e virtualmente, discutiram
temas de escolha livre em mesas redondas variadas. Entre os debates, figuraram assuntos como
neurodiversidade, diagnóstico, preconceito, mulheres autistas e autoaceitação.
O responsável pelo evento foi o francês Eric Lucas, de 54 anos, que classificou a programação
como o dia mais difícil da sua vida. Foram mais de 10 horas, concentrado no gerenciamento das
[10] chamadas e na transmissão feita, simultaneamente, no YouTube e Facebook, para que fosse vista em
diferentes lugares do Brasil.
Diálogos
A ideia do Dia do Autistão surgiu apenas dois meses antes do evento propriamente dito. Apesar
da correria, Eric conseguiu reunir diferentes autistas em posições distintas no midiativismo autista –
como o youtuber Leonard Akira, a podcaster Erika Ribeiro e o adolescente Zeca Szymon – para falar
[15] dos temas que os interessavam.
“Eles foram muito colaborativos, muito pacientes, muito bacanas. Isso é o efeito mágico do
Brasil, o povo é mais humano, mais aberto, mais gentil e mais amável. O Brasil, na minha opinião como
francês, é um país muito avançado em termos de direitos para os autistas”, contou Eric.
O evento iniciou às 11h da manhã e seguiu até 21h30min. Os horários foram divididos em
[20] pequenas palestras, comentários, e incluíram-se, também, detalhes sobre o Autistão – um conceito
metafórico de um país dos autistas. Além disso, o público pôde acompanhar a transmissão no canal da
organização no YouTube e na página do Facebook.
A proposta, segundo Lucas, foi de difícil execução. Ele destaca que “foram mais de 10
voluntários, mas o evento envolveu muita tecnologia, interações e foi extremamente difícil. Não estamos
[25] acostumados a fazer coisas tão complicadas com o computador”.
Originalmente, o evento brasileiro ocorreria, simultaneamente, com a Journée de l’Autistan, na
Bélgica. No entanto, problemas na transmissão causaram mudanças de cronograma. Apesar dos
impasses, o Dia do Autistão manteve a participação de todos os autistas previstos. Lucas completa: “tive
muito estresse e medo de ter problemas técnicos, mas é o meu jeito de fazer. Porque, quando pensamos
[30] demais, pensamos que é impossível e não fazemos nada. Mas conseguimos fazer algo bem legal e
resolvemos os problemas juntos”.
Apoio
É impossível dissociar a Embaixada do Autistão, local físico da Organização Diplomática do
Autistão, da figura de Eric Lucas. Após sua saída da França, devido ao ataque terrorista de Paris, em
2015, Lucas alugou, em fevereiro de 2017, um apartamento de 40 m2 em Copacabana. O espaço recebe e
[35] apoia, com recursos próprios, autistas de diferentes lugares do país.
Eric, no passado, foi uma figura viajante e de muitas histórias. Chegou a figurar na edição de
2001 do Guinness World Records, esteve em países como Rússia, Egito e Cazaquistão, é poliglota, foi
DJ durante 15 anos e se adaptou à vida social na medida do possível. Há mais de dois anos, em terras
cariocas, se diz satisfeito com a mudança e evita aparecer em fotos.
[40] O francês mora com Shree Ram, um jovem nepalês que conheceu em uma de suas viagens ao
Nepal e que o acompanha no Autistão e na vida brasileira. “Temos uma amizade que não podíamos
imaginar. É como um irmão de outra mãe. Somos muito felizes aqui”, disse Eric.
Uma ajuda neurodiversa na vida de Eric é Ludmila Leal, que tem um irmão autista e colaborou,
de forma geral, na organização do evento. “Esse é o caminho para a humanidade. O único caminho da
[45] paz é esse, as pessoas aceitarem e se colocarem no lugar do outro”, ela afirma sobre a importância das
diferenças. Foi com a intenção de tentar entender outros autistas que Lucas fez o máximo de adaptações
possíveis para os convidados. Geuvana Nogueira, por exemplo, faz parte da Liga dos Autistas, tem
restrições alimentares e se deslocou de Campo Grande até o Rio. Na capital, foi auxiliada pela
organização e pelos demais autistas presentes.
[50] No Rio de Janeiro, Geuvana contou ter vivido desafios: “eu saí da minha zona de conforto, foi
delicado. Mas acredito que, quando conseguimos nos aceitar e nos olhar como autistas, o outro autista
não é difícil. É como se todo mundo já se conhecesse”.
Eric Lucas reiterou a missão do Autistão: “nós queremos colaborar com qualquer pessoa, sejam
autistas, famílias ou organizações. Somos uma organização de autistas, extranacional, ou seja, não ligada
[55] a nenhum país, com uma visão global para apoiar os ativistas nacionais”.
Histórias
Os bastidores do Dia do Autistão renderam encontros e vivências para os participantes. Erika
Ribeiro, podcaster do Erika’s Small Talk, reconheceu o evento como uma espécie de divisor de águas
em sua saga para “sair do armário”, que se arrastou por parte significativa dos seus 39 anos de idade.
“Fui diagnosticada no auge da minha carreira, com 22 anos. Eu cursava Direito, trabalhava, e
[60] aquilo me dava uma confusão mental. Fui procurar uma ajuda psiquiátrica e acabei diagnosticada com
TDA e Asperger. Resolvi vir pra botar a cara logo e bora!”, contou.
A maior parte dos participantes do evento era de adultos, exceto Zeca Szymon, um adolescente
de 14 anos, acompanhado da mãe, Magaly Botafogo. Já a participante Geuvana tem dois filhos adultos e
encara sua posição como algo diferente de grande parte das mães não autistas. Ela explica: “Um deles
[65] não mora comigo. Quando ele chega em casa, há um incômodo muito grande. Eu detesto que me
abracem, pois eu fico sufocada. Eu não me identifico mais com ele, mas é meu filho, eu gosto dele e
estou aprendendo a lidar com isso. Eu o criei para ter sua vida. A vida dele não é minha, é dele”.
O youtuber Leonard Akira enfatizou que as potencialidades autistas devem ser exploradas. “O
autismo, para parte dos pais, é considerado um tabu e um limitador. Eles pensam em todas as
[70] dificuldades que o filho terá na vida e na discriminação. Se um pai tiver uma visão mais esperançosa do
filho, ele verá as vantagens e desvantagens desta condição”.
Ludmila, que acompanhou tudo por detrás das câmeras de transmissão, aprovou o Dia do
Autistão. “Quanto mais eventos que mostram formas diferentes de viver, de pensar, de conviver, de
aceitar, melhor. Precisamos acabar com a intolerância, que está se espalhando na civilização, e neste
[75] momento, isso é de suma importância”.
ABREU, Tiago. Autistão: país metafórico, apoio concreto. Revista Autismo, São Paulo, ano V, n.5, p. 26-28, jun./jul./ago. 2019. Disponível em: Acesso em: 26 ago. 2019. (Texto adaptado.)
Leia, atentamente, as considerações acerca do TEXTO.
I. O termo autistão, no texto, indica um país cujos cidadãos são predominantemente autistas.
II. Esse texto é um artigo de opinião, porque apresenta vários posicionamentos sobre o mesmo tema.
III. A função do discurso direto no texto é, predominantemente, expressar o ponto de vista de quem enuncia.
IV. Um dos objetivos do enunciado, imediatamente abaixo do título, é manter a atenção do interlocutor, a fim de que ele leia todo o texto.
V. O “apoio concreto”, presente no título, refere-se ao Dia do Autistão, que ocorreu no Rio de Janeiro.
Estão corretas as afirmativas:
Questão 6 10716375
CMBH 1°ano - Prova de Português 2019Texto

[1] O autismo — nome técnico oficial: Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) — é uma
condição de saúde caracterizada por déficit na interação social, na comunicação e no comportamento.
Não há só um, mas muitos subtipos do transtorno. Tão abrangente que se usa o termo “espectro”, pelos
vários níveis de comprometimento — há desde pessoas com condições associadas (comorbidades),
[5] como deficiência intelectual e epilepsia, até pessoas independentes, que levam uma vida comum.
Algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram diagnóstico.
Não é conhecida completamente a causa do autismo, por ser um transtorno multifatorial. Porém,
estudos recentes têm demonstrado que fatores genéticos são os mais importantes na determinação de
suas causas (estimados entre 70% e 90% — e ligados a mais de mil genes), além de fatores ambientais,
[10] ainda controversos, poderem estar associados.
Tratamento e sinais
Alguns sinais de autismo podem aparecer a partir de um ano e meio de idade, e mesmo antes, em
casos mais graves. Há uma grande importância em iniciar o tratamento o quanto antes — mesmo que
seja apenas uma suspeita clínica, ainda sem diagnóstico fechado — pois, quanto mais cedo começarem
as intervenções, maiores serão as possibilidades de melhorar a qualidade de vida da pessoa. O
[15] tratamento psicológico com maior evidência de eficácia, segundo a Associação Americana de
Psiquiatria, é a terapia de intervenção comportamental. O tratamento para autismo é personalizado e
interdisciplinar: além da psicologia, pacientes podem se beneficiar com fonoaudiologia, terapia
ocupacional, entre outros, conforme a necessidade de cada autista. Na escola, um mediador pode trazer
grandes benefícios ao aprendizado e à interação social.
[20] Alguns sintomas, como irritabilidade, agitação, autoagressividade, hiperatividade, impulsividade,
desatenção, insônia e outros, podem ser tratados com medicamentos, que devem ser prescritos por um
médico. Dentre os medicamentos indicados, a risperidona, que é da classe dos antipsicóticos atípicos, é o
mais comum deles.
No final de 2007, a ONU declarou 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do
[25] Autismo, quando cartões-postais do mundo todo se iluminam de azul (cor escolhida por haver, em
média, 4 homens para cada mulher com TEA). O símbolo do autismo é o quebra-cabeça, que denota sua
diversidade e complexidade.
Consulta médica
Veja o quadro, a seguir, em que se elencam alguns sinais de autismo. Apenas três deles, num
criança de um ano e meio, já justificam uma consulta a um médico neuropediatra ou a um psiquiatra da
[30] infância e da juventude. Testes como o M-CHAT (com versão em português) estão disponíveis na
internet para serem aplicados por profissionais.
Sinais de autismo:

- não manter contato visual por mais de 2 segundos;
- não atender quando chamado pelo nome;
- isolar-se ou não se interessar por outras crianças;
- alinhar objetos;
- ser muito preso a rotinas a ponto de entrar em crise;
- não usar brinquedos de forma convencional;
- fazer movimentos repetitivos sem função aparente;
- não falar ou não fazer gestos para mostrar algo;
- repetir frases ou palavras em momentos inadequados, sem a devida função (ecolalia);
- não compartilhar interesse;
- girar objetos sem uma função aparente;
- apresentar interesse restrito ou hiperfoco;
- não imitar;
- não brincar de faz-de-conta.
PAIVA JUNIOR, Francisco. O que é autismo? Revista Autismo, São Paulo, ano V, n.5, p.8, jun./jul./ago. 2019.
Disponível em: Acesso em: 26 ago. 2019. (Texto adaptado.)
Considere o excerto retirado do TEXTO .
“Algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram diagnóstico.” (linha 6)
A oração grifada é:
Questão 2 10716337
CMBH 1°ano - Prova de Português 2019Texto

[1] O autismo — nome técnico oficial: Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) — é uma
condição de saúde caracterizada por déficit na interação social, na comunicação e no comportamento.
Não há só um, mas muitos subtipos do transtorno. Tão abrangente que se usa o termo “espectro”, pelos
vários níveis de comprometimento — há desde pessoas com condições associadas (comorbidades),
[5] como deficiência intelectual e epilepsia, até pessoas independentes, que levam uma vida comum.
Algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram diagnóstico.
Não é conhecida completamente a causa do autismo, por ser um transtorno multifatorial. Porém,
estudos recentes têm demonstrado que fatores genéticos são os mais importantes na determinação de
suas causas (estimados entre 70% e 90% — e ligados a mais de mil genes), além de fatores ambientais,
[10] ainda controversos, poderem estar associados.
Tratamento e sinais
Alguns sinais de autismo podem aparecer a partir de um ano e meio de idade, e mesmo antes, em
casos mais graves. Há uma grande importância em iniciar o tratamento o quanto antes — mesmo que
seja apenas uma suspeita clínica, ainda sem diagnóstico fechado — pois, quanto mais cedo começarem
as intervenções, maiores serão as possibilidades de melhorar a qualidade de vida da pessoa. O
[15] tratamento psicológico com maior evidência de eficácia, segundo a Associação Americana de
Psiquiatria, é a terapia de intervenção comportamental. O tratamento para autismo é personalizado e
interdisciplinar: além da psicologia, pacientes podem se beneficiar com fonoaudiologia, terapia
ocupacional, entre outros, conforme a necessidade de cada autista. Na escola, um mediador pode trazer
grandes benefícios ao aprendizado e à interação social.
[20] Alguns sintomas, como irritabilidade, agitação, autoagressividade, hiperatividade, impulsividade,
desatenção, insônia e outros, podem ser tratados com medicamentos, que devem ser prescritos por um
médico. Dentre os medicamentos indicados, a risperidona, que é da classe dos antipsicóticos atípicos, é o
mais comum deles.
No final de 2007, a ONU declarou 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do
[25] Autismo, quando cartões-postais do mundo todo se iluminam de azul (cor escolhida por haver, em
média, 4 homens para cada mulher com TEA). O símbolo do autismo é o quebra-cabeça, que denota sua
diversidade e complexidade.
Consulta médica
Veja o quadro, a seguir, em que se elencam alguns sinais de autismo. Apenas três deles, num
criança de um ano e meio, já justificam uma consulta a um médico neuropediatra ou a um psiquiatra da
[30] infância e da juventude. Testes como o M-CHAT (com versão em português) estão disponíveis na
internet para serem aplicados por profissionais.
Sinais de autismo:

- não manter contato visual por mais de 2 segundos;
- não atender quando chamado pelo nome;
- isolar-se ou não se interessar por outras crianças;
- alinhar objetos;
- ser muito preso a rotinas a ponto de entrar em crise;
- não usar brinquedos de forma convencional;
- fazer movimentos repetitivos sem função aparente;
- não falar ou não fazer gestos para mostrar algo;
- repetir frases ou palavras em momentos inadequados, sem a devida função (ecolalia);
- não compartilhar interesse;
- girar objetos sem uma função aparente;
- apresentar interesse restrito ou hiperfoco;
- não imitar;
- não brincar de faz-de-conta.
PAIVA JUNIOR, Francisco. O que é autismo? Revista Autismo, São Paulo, ano V, n.5, p.8, jun./jul./ago. 2019.
Disponível em: Acesso em: 26 ago. 2019. (Texto adaptado.)
Leia os fragmentos abaixo:
I. “Dentre os medicamentos indicados, a risperidona, que é da classe dos antipsicóticos atípicos, é o mais comum deles.” (linhas 22 e 23)
II. “No final de 2007, a ONU declarou 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo (...)” (linhas 24 e 25)
III. “O símbolo do autismo é o quebra-cabeça, que denota sua diversidade e complexidade.” (linhas 26 e 27)
IV. “Alguns sintomas, como irritabilidade, agitação, autoagressividade, hiperatividade, impulsividade, desatenção, insônia e outros, podem ser tratados com medicamentos (...)”. (linhas 20 e 21)
A justificativa para o emprego da vírgula, nos trechos acima, é a mesma em:
Questão 13 10685174
CMJF 6° Ano - Língua Portuguesa (Prova 1) 2019Texto : HERÓIS DA VIDA REAL
Eu acredito em heróis
de carne, osso e suor.
Heróis que acertam e erram,
heróis de uma vida só,
[05] heróis de alma e de corpo
que um dia vão virar pó.
Os verdadeiros heróis
vivem histórias reais,
não são estrelas famosas,
[10] não estampam os jornais,
são como eu e você, seres humanos mortais.
É aquele professor,
que ensina o aluno a ler.
[15] É alguém que mata a fome
de quem não pode comer.
Herói é quem faz o bem
sem nenhum superpoder.
É aquele que trabalha
[20] todo dia honestamente,
o agricultor no campo
debaixo de um sol quente,
o médico no consultório
salvando seu paciente.
[25] É um bom policial
arriscando a própria vida
pra que a sociedade
esteja bem protegida,
um voluntario na guerra
[30] distante de sua terra
cuidando de uma ferida.
É quem dá um bom conselho
a quem tá desesperado,
é quem indica um emprego
[35] pra qualquer desempregado,
é quem simplesmente abraça
quem tem que ser abraçado.
Herói é o diferente
que luta por igualdade,
[40] é quem cobra dos políticos
respeito e honestidade,
é quem enfrenta a mentira
com o poder da verdade.
Não espere por medalhas,
[45] Homenagens de ninguém.
A consciência tranquila,
de que você fez o bem,
é muito mais valiosa
que os aplausos de alguém.
[50] Pra ser um super-herói
não é preciso voar,
tampouco ser imortal.
Essa vida vai passar,
e é cada gesto seu
[55] que vai lhe imortalizar.
Herói sou eu, é você,
é essa gente do bem,
que peleja todo dia
para se salvar também.
[60] Que entende que a união
talvez seja a solução
e que isso nos conforte.
Que esse povo unido
consciente e destemido
[65] é um herói bem mais forte.
www.tudoepoema.com.br/braulio-bessa-herois-da-vida-real/
O texto compõe-se de dois eixos semânticos: a definição dos heróis da vida real e os conselhos para o leitor.
Assinale os versos abaixo que demarcam o início dos conselhos.
Questão 1 10684823
CMJF 6° Ano - Língua Portuguesa (Prova 1) 2019Texto - CHUMBINHO
Miguel chegava de bicicleta ao Colégio Elite bem no meio da algazarra da entrada dos alunos.
Estacionou no pátio e viu que a seu lado chegava um camaradinha uns dois anos mais novo, alegre e simpático como ele só. Também largou sua magrela ao lado da de Miguel e perguntou:
- Oi! Você é o Miguel, não é?
[05]- Sou - Miguel respondeu, achando graça. — E você, quem é?
- Me chamam de Chumbinho...
Enquanto Miguel tirava a mochila do bagageiro e a encaixava entre os ombros, o menino
Chumbinho corria na direção de um tumulto perto do portão da escola, zoeira grande demais mesmo para a algazarra normal daquele horário. Miguel logo o seguiu e viu uma roda de alunos que
[10] provocavam um menino de uns sete anos que... que chorava!
O grupo ria, arreliava e humilhava sadicamente o pobrezinho, pois parecia que o choro do garoto era o que eles queriam que acontecesse.
- E aí, Gaguinho?
- Fala de novo! Mas be-be-bem de-de-va-va-ga-ga-ri-rinho, hein?
[15]- Ha, ha, hal Quero ver esse pouca-fala na hora da chamada oral!
- Ga-ga-ga! Ga-ga-guinhôôôôô!
O sangue subiu à cabeça de Miguel. Estava pronto para intervir quando o tal Chumbinho antecipou-se: era bem menor do que os provocadores, mas avançava para o meio da roda, passava um braço pelo ombro do garotinho choroso, punha a outra mão na cintura, desafiadoramente, e
[20] levantava a voz:
- O que-que-que es-tá-tá a-a-a-con-con-te-te-cendo? Que co-var-di-dia é e-e-essa? Tá to-to-do mun-mundo ma-ma-luco, é?
Como por encanto, no grupo de gozadores baixou um silêncio de cemitério. Logo no portão de entrada, um dos lugares mais barulhentos de qualquer escola! Os provocadores empalideciam,
[25] recuavam, e um deles falou, quase gaguejando também:
- O que é isso, Chumbinho? Você não é gago...
- Nã-não so-sou, é? Po-por que não po-posso se-ser? E se-se eu for, hein, hein, hein? Vai que-querer me go-gozar, va-vai?
O rapaz baixava os olhos. amedrontado.
[30] "Amedrontado, por que?" pensava Miguel, cheio de admiração. Afinal de contas aquele garoto a quem chamavam de Chumbinho não parecia um brigão, e era bem menor do que os gozadores.
Seu físico não meteria medo em ninguém!
- Puxa. Chumbinho... - desculpava-se o outro, que, pelo jeito, deveria ser o líder da provocação. - A gente só estava de brincadeira....
[35] Chumbinho enfureceu-se
- De brincadeira?! De brincadeira, você diz? Então por que não brinca assim comigo?
- Vocês não têm a menor vergonha? Esse menino acabou de ser transferido para cá e e assim que vocês mostram a cara dos alunos do Elite?
Os outros calavam-se, baixavam as cabeças, disfarçavam, alguns procuravam esgueirar-se
[40] para longe do problema, e nenhum deles conseguia encarar o menino Chumbinho, sempre de
queixo erguido, decidido feito herói de revista em quadrinhos.
De repente, os curiosos que cercavam a cena e que primeiro a haviam presenciado só para ver aonde aquilo lá chegar, prorromperam em aplausos entusiasmados, em gritos, como se seu time predileto tivesse acabado de marcar o gol da vitória:
[45] - Ai, Chumbinho!
- Mostrou pra eles!
- Viva o Chumbinho! (...)
O herói do dia, ainda sob aplausos, começou a afastar-se, conduzindo o novato, que agora não mais chorava.
[50] - Viva o Chumbinhôôôô! - aplaudiam todos.
Chumbinho, de cabeça erguida, piscou na direção de Miguel ao passar por ele.
(Pedro Bandeira. A droga da amizade 1. ed. São Paulo: Moderna. pp. 27-30)
Em relação ao foco narrativo do texto, pode-se dizer que está em
Questão 7 10683144
OBRL 5ºAno, 1° Fase - TETA 2019A lenda da Fada do Dente diz que quando uma criança perde um dente de leite, deve deixá-lo embaixo do travesseiro. Durante a noite, uma Fada o levará e, em troca, deixará uma moeda. Nos Estados Unidos, no dia 28 de fevereiro e em 22 de agosto, se comemora o Dia Nacional da Fada do Dente. Apesar de chamarem Dia Nacional, não é um feriado oficial e não foram encontrados registros sobre a origem das datas, mesmo assim, as pessoas comemoram e se divertem.
Acessado em 09.07.19, disponível em: https://www.anjosnet.com.br/a-fada-do-dente/#ixzz4RIkX9IfP
Uma outra fada, a do “mês”, transforma o mês do nosso ano em dias.
Se ontem foi “junho”, então amanhã será.
06
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