Questões de EFAF Português - Sintaxe
1.422 Questões
Questão 19 10448360
COLÉGIO SÓLIDO* 9° ANO 2015Texto
ENSINE SEU FILHO A SE VALORIZAR PELO QUE ELE É

Os filhos são um poço sem fim de demandas: eles querem ter coisas, eles querem fazer coisas, eles querem, eles querem e eles pedem tudo o que querem sem o menor constrangimento. Alguns são bastante enfáticos nos pedidos que fazem, outros são sedutores, e outros, por puro aprendizado, fruto da observação da atitude dos adultos, são capazes de fazer chantagens que pegam fundo na alma da maioria dos pais. Mas o resultado é quase sempre o mesmo: os pais acham difícil resistir ao pedido que o filho faz. Afinal, quem é que não quer ver o filho satisfeito e feliz?
O problema é que nem sempre é possível atender a todos os pedidos, principalmente quando eles se referem - e quase sempre se referem - ao consumo.
Quem é que não conhece pais que já fizeram um esforço imenso - muito maior do que poderiam ou deveriam - para comprar um determinado brinquedo ao filho, para dar a ele uma roupa ou um calçado de grife, para possibilitar uma viagem especial ou coisa que o valha? É sobre essa situação que vamos falar aqui. Ou seja, quando o pedido do filho se transforma em prioridade ou em meta financeira para os pais, ainda que o estilo de vida deles não combine com esse pedido.
A criança não vem ao mundo com qualquer noção da realidade de vida que a espera. Ela deve ser introduzida, por meio da ação dos pais, aos poucos, à realidade, ao mundo que tem limites e regras, que exige espera para a satisfação dos impulsos, que provoca frustrações e que nem sempre permite que as pessoas tenham boa parte daquilo que está disponível para o consumo.
Pois bem: se não se defrontar com esses limites desde cedo, com essas impossibilidades que terá necessariamente de enfrentar no futuro, a criança vai construir uma imagem bastante deturpada de si mesma, de sua relação com os pais e, consequentemente, com a vida. Ela vai achar que os pais têm a obrigação de fazer tudo, de passar por qualquer sacrifício para atender suas demandas.
Pode parecer que essa situação tem relação direta apenas com tudo o que se relaciona ao consumo, porém o alcance dessa história é muito maior.
Em geral, os pais querem oferecer ao filho tudo do bom e do melhor - e com razão. Essa expectativa é muito positiva, pois expressa a importância que os pais dão ao filho que tiveram. Mas acontece que oferecer à criança ou ao adolescente tudo do bom e do melhor não deve se restringir a objetos, coisas, produtos, consumo de qualquer tipo. Isso se refere também - e principalmente - aos cuidados com a saúde e a educação do filho. E é bom marcar que educação não se restringe, por sua vez, à escolarização.
É preciso bastante cuidado para que o filho tenha condições de aprender a se perceber e a se valorizar pelo que ele é, pelo que pensa, pela maneira como se relaciona com os outros e com a vida, e não pelo que ele tem. E isso não é nada fácil de conseguir com o estilo de vida que adotamos atualmente. Mas, mesmo com dificuldade, os pais têm muitas chances de ajudar o filho a crescer valorizando o que há de humano na vida.
Querer ter coisas é salutar, desde que isso tenha uma medida - a da realidade da pessoa e de suas possibilidades, por exemplo - e desde que não se transforme no aspecto mais importante da vida da pessoa. As crianças e os adolescentes são bombardeados diariamente pelo mercado de consumo. Cabe aos pais a formação para que o filho não sucumba sem crítica a tais apelos.
ROSELY SAYÃO in Folha de São Paulo, 15 ago. 2002.
Com base no texto, considere as afirmativas abaixo
I. Os apelos para o consumo são muito intensos em nossa sociedade e isso dificulta o trabalho dos pais de ensinar aos filhos a valorizar os bens que não são materiais.
II. Os pais precisam ensinar aos filhos a avaliar o real sentido de tudo que possa influenciá-los.
III. Crianças que se defrontam com limites desde cedo também constroem uma imagem deturpada de si mesmas.:
Está CORRETO o que se afirma em:
Questão 16 10447556
COLÉGIO SÓLIDO* 9° ANO 2015Texto
ORAÇÃO DE UM PAI

Dá-me, Senhor, forças para realizar tudo aquilo que meu filho espera de mim; mas faz, Senhor, com que as expectativas de meu filho nunca ultrapassem o limite de minhas forças.
Dá-me, Senhor, paciência para que eu suporte a impertinência e escute as recriminações; mas se eu tiver de bater, Senhor, faz com que minha mão tenha a leveza dos cabelos de uma criança a flutuarem na brisa.
Dá-me, Senhor, energia, mas dá-me, também, tolerância, dá-me a sabedoria da maturidade, mas dá-me também a inocência da infância; dá-me Senhor, um olhar severo, mas dá-me também um terno sorriso. (...)
SCLIAR, Moacyr. Um país chamado infância. São Paulo: Ática, 2003.
Com respeito às ideias do texto, é IMPRÓPRIO afirmar que:
Questão 2 10413976
COLÉGIO SÓLIDO* 6° ANO 2015Texto
UM DESEJO E DOIS IRMÃOS

Dois príncipes, um louro, e um moreno. Irmãos, mas os olhos de um azuis, e os do outro verdes. E tão diferentes nos gostos e nos sorrisos, que ninguém os diria filhos do mesmo pai, rei que igualmente os amava.
Uma coisa, porém, tinham em comum: cada um deles queria ser o outro. Nos jogos, nas poses, diante do espelho, tudo o que um queria era aquilo que o outro tinha. E de alma sempre cravada nesse desejo
insatisfeito, esqueciam-se de olhar para si, de serem felizes.
Sofria o pai com o sofrimento dos filhos. Querendo ajudá-los, pensou um dia que melhor seria dividir o reino, para que não viessem a lutar depois da sua morte. De tudo o que tinha, deu o céu para o seu filho louro, que governasse junto ao sol brilhante como seus cabelos. E entregou-lhe pelas rédeas um cavalo alado. Ao moreno coube o verde do mar, reflexo de seus olhos. E um cavalo-marinho.
O primeiro filho montou na garupa lisa, entre as asas brancas. O segundo filho, firmou-se nas costas ásperas do hipocampo. A cada um seu reino.
Mas as pernas que roçavam em plumas esporeavam o cavalo para baixo, em direção às cristas das ondas. E os joelhos que apertavam os flancos molhados ordenavam que subisse, junto à tona.
Do ar, o príncipe das nuvens olhou através do seu reflexo, procurando a figura do irmão nas profundezas.
Da água, o jovem senhor das vagas quebrou com seu olhar a lâmina da superfície procurando a silhueta do irmão.
O de cima sentiu calor, e desejou ter o mar para si, certo de que nada o faria mais feliz do que mergulhar no seu frescor.
O de baixo sentiu frio, e quis possuir o céu, certo de que nada o faria mais feliz do que voar na sua mornança.
Então emergiu o focinho do cavalo-marinho e molharam-se as patas do cavalo alado.
Soprando entre as mãos em concha, os dois irmãos lançaram seu desafio. Alinharam-se os cavalos na beira da areia e partiriam para a linha do horizonte. Quem chegasse primeiro ficaria com o reino do outro.
- A corrida será longa – pensou o primeiro. E fez uma carruagem de nuvens que atrelou ao seu cavalo.
- Demoraremos a chegar – pensou o segundo. E prendeu com algas uma carruagem de espumas nas costas do hipocampo.
Partiram juntos. Silêncio na água. No ar, relinchos e voltear de plumas. Longe, a linha de chegada dividindo os dois reinos.
Os raios do sol passaram pela carruagem de nuvens e desciam até a carruagem de espumas. Durante todo o dia acompanharam a corrida. Depois brilhou a lua, a leve sombra de um cobriu o outro de noite mais profunda. E quando o sol outra vez trouxe sua luz, surpreendeu-se de ver o cavalo alado exatamente acima do cavalo-marinho. Tão acima como se, desde a partida, não tivessem saído do lugar.
Galopava o tempo, veloz como os irmãos. Mas a linha do horizonte continuava igualmente distante. O sol chegava até ela. A lua chegava até ela. Até os albatrozes pareciam alcançá-la no seu voo. Só os dois irmãos não conseguiam se aproximar.
De tanto correr já se esgarçavam as nuvens da carruagem alada, e a espuma da carruagem marinha desfazia-se em ondas. Mas os dois irmãos não desistiram, porque nessa segunda coisa também eram iguais, no
desejo de vencer.
Até que a linha do horizonte teve pena. E devagar, sem deixar-se perceber, foi chegando perto.
A linha chegou perto.
Baixou seu voo o cavalo alado, quase tocando o reflexo. Aflorou o cavalo-marinho entre as marolas. As plumas, espumas se tocaram. Céu e mar cada vez mais próximos confundiram seus azuis, igualaram suas transparências. E as asas brancas do cavalo alado, pesadas de sal, entregaram-se à água, a crina branca roçando o pescoço do hipocampo. Desfez-se a carruagem de nuvens na crista da última onda. Onda que inchou, rolou, envolvendo os irmãos num mesmo abraço, jogando um corpo contra o outro, juntando para sempre aquilo que era tão separado.
Desliza a onda sobre a areia, depositando o vencedor. Na branca praia do horizonte, onde tudo se encontra, avança agora um único príncipe, dono do céu e do mar. De olhos e cabelos castanhos, feliz enfim.
COLASANTI, Marina. Um desejo e dois irmãos. In: Doze reis e a moça do labirinto do vento. Rio de Janeiro: Global, 1999. p. 50-51.
VOCABULÁRIO
▪ Flancos: cada um dos lados do corpo, dos quadris aos ombros.
▪ Hipocampo: cavalo-marinho.
▪ Mornança: sensação de morno; lentidão.
Releia:
“E os joelhos que apertavam os flancos molhados ordenavam que subisse junto à tona.”
▪ A quem se refere essa frase?
Questão 2 10222721
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2015TEXTO
O medo de errar
Martha Medeiros
“A gente é a soma das nossas decisões.”É uma frase da qual sempre
gostei, mas lembrei-me dela outro dia num local inusitado: dentro do super.
Comprar maionese, band-aid e iogurte, por exemplo, hoje requer expertise. Tem
maionese tradicional, light, premium, com leite, com ômega 3, com limão, com
[5] ovos “free range”. Band-aid, há de todos os formatos e tamanhos, nas versões:
transparente, extratransparente, colorido, temático, flexível.
É o melhor dos mundos: aumentou a diversificação. E com ela, o medo de
errar.
Assim como antes era mais fácil fazer compras, também era mais fácil
[10] viver. Para ser feliz, bastava estudar (magistério para as moças), fazer uma
faculdade (Medicina, Engenharia ou Direito para os rapazes), casar (com o sexo
oposto), ter filhos (no mínimo dois) e manter a família estruturada até o fim dos
dias. Era a maionese tradicional.
Hoje, existem várias “marcas” de felicidade. (...) Fazer intercâmbio, abrir o
[15] próprio negócio, tentar um concurso público, entrar para a faculdade. Mas estudar
o quê? Só de cursos técnicos, profissionalizantes e universitários, há centenas.
Computação Gráfica ou Informática Biomédica? Editoração ou Ciências
Moleculares? Moda, Geofísica ou Engenharia de Petróleo?
A vida padronizada podia ser menos estimulante, mas oferecia mais
[20] segurança, era fácil “acertar” e se sentir um adulto. Já a expansão de ofertas
tornou tudo mais empolgante, só que incentivou a infantilização: sem saber ao
certo o que é melhor para si, surgiu o medo de crescer.
Todos parecem ter 10 anos menos. Quem tem 17, age como se tivesse 7.
Quem tem 28, parece ter 18. Quem tem 39, vive como se fosse 29. Quem tem
[25] 40, 50, 60, mesma coisa. Por um lado, é ótimo ter um espírito jovial e a aparência
idem, mas até quando se pode adiar a maturidade?
Só nos tornamos verdadeiramente adultos quando perdemos o medo de
errar. Não somos apenas a soma das nossas escolhas, mas também das nossas
renúncias. Crescer é tomar decisões e, depois, conviver pacificamente com a
[30] dúvida. Como querem ter certeza absoluta, adolescentes prorrogam suas
escolhas – errar lhes parece a morte.
Adultos sabem que nunca terão certeza absoluta de nada, e sabem também
que só a morte física é definitiva. Já “morreram” diante de fracassos e
frustrações, e voltaram pra vida. Ao entender que é normal morrer várias vezes
[35] numa única existência, perdemos o medo – e finalmente crescemos.
Zero Hora – 25/09/2011. http:www.avarandablogspot.com . Acesso: 17/08/2015(com adaptações)
No texto, a autora emite sua opinião a partir de fatos comuns à vida em sociedade.
Diante disso, assinale o item em que se observam um fato e a opinião relativa a esse fato, respectivamente.
Questão 12 10129079
CMPA 1º Ano - Língua Portuguesa 2015Leia atentamente o texto e responda à questão, assinalando a única alternativa correta.
Texto

Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, referentes às relações sintáticas e semânticas no texto.
( ) Se passássemos o período para a voz passiva analítica, teríamos “Uma vida supostamente interessante pode ser feita pelas redes sociais".
( ) O termo supostamente pode ser deslocado para depois da locução verbal podem fazer sem que haja mudança no sentido do texto.
( ) Há erro de pontuação na postagem, pois não se usam vírgulas entre os termos que se complementam.
( ) A locução verbal podem fazer não pode ser substituída pelo verbo fazem, pois provocaria mudança de sentido do texto.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Questão 11 10129072
CMPA 1º Ano - Língua Portuguesa 2015Leia atentamente o texto e responda às questão, assinalando a única alternativa correta.
Texto

Ao escrever um texto, é necessário atentar para que haja uniformidade quanto ao uso das pessoas do discurso.
No texto, nota-se a falta de uniformidade
06
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