Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 9 10737229
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2020
QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2010. p. 87.
As tirinhas são textos que se caracterizam por apresentar uma sequência de quadrinhos que, frequentemente, criticam valores sociais. Observando, no texto, os aspectos da linguagem verbal e da não verbal, é possível inferir que se
Questão 5 10737218
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2020fim de obter, uma estrutura coesiva, o autor utiliza-se de palavras que retomam outras.
A palavra retomada NÃO é apresentada por
Questão 2 10737215
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2020A MULHER SEM MEDO
Cientistas americanos estudam o caso de uma mulher portadora de uma rara condição, em resultado da qual ela
não tem medo de nada
Folha.com, 17 de dezembro de 2010.
Ele não sabia o que o esperava quando, levado mais pela curiosidade do que pela paixão, começou a
namorar a mulher sem medo. Na verdade havia aí também um elemento interesseiro; tinha um projeto secreto,
que era o de escrever um livro chamado "A Vida com a Mulher sem Medo", uma obra que, imaginava, poderia
fazer enorme sucesso, trazendo-lhe fama e fortuna.
[5] Mas ele não tinha a menor ideia do que viria a acontecer.
Dominador, o homem queria ser o rei da casa. Suas ordens deveriam ser rigorosamente obedecidas
pela mulher. Mas como impor sua vontade? Como muitos ele recorria a ameaças: quero o café servido às nove
horas da manhã, senão... E aí vinham as advertências: senão eu grito com você, senão eu bato em você, senão
eu deixo você sem comida.
[10] Acontece que a mulher simplesmente não tomava conhecimento disso; ao contrário, ria às gargalhadas.
Não temia gritos, não temia tapas, não temia qualquer tipo de castigo. E até dizia, gentil: "Bem que eu queria
ficar assustada com suas ameaças, como prova de consideração e de afeto, mas você vê, não consigo."
Aquilo, além de humilhá-lo profundamente, deixava-o completamente perturbado. Meter medo na
mulher transformou-se para ele em questão de honra. Tinha de vê-la pálida, trêmula, gritando por socorro.
[15] Como fazê-lo? Pensou muito a respeito e chegou a uma conclusão: para amedrontá-la só barata ou
rato. Resolveu optar pela barata, por uma questão de facilidade : perto de onde moravam havia um velho
depósito abandonado, cheio de baratas. Foi até lá e conseguiu quatro exemplares, que guardou num vidro de
boca larga.
Voltou para casa e ficou esperando que a mulher chegasse, quando então soltaria as baratas. Já
[20] antegozava a cena: ela sem dúvida subiria numa cadeira, gritando histericamente. E ele enfim se sentiria o vencedor.
Foi neste momento que o rato apareceu. Coisa surpreendente, porque ali não havia ratos, sobretudo um
roedor como aquele, enorme, ameaçador, o Rei dos Ratos. Quando a mulher finalmente retornou encontrou-o
de pé sobre uma cadeira, agarrado ao vidro com as baratas, gritando histericamente.
[25] Fazendo jus à fama ela não demonstrou o menor temor; ao contrário, ria às gargalhadas. Foi buscar
uma vassoura, caçou o rato pela sala, conseguiu encurralá-lo e liquidou-o sem maiores problemas. Feito que
ajudou o homem, ainda trêmulo, a descer da cadeira. E aí viu que ele segurava o vidro com as quatro baratas.
O que deixou-a assombrada: o que pretendia ele fazer com os pobres insetos? Ou aquilo era um novo tipo de
perversão?
[30] Àquela altura ele já nem sabia o que dizer. Confessar que se tratava do derradeiro truque para assustá-la
seria um vexame, mesmo porque, como ele agora o constatava, ela não tinha medo de baratas, assim como
não tivera medo do rato. O jeito era aceitar a situação. E admitir que viver com uma mulher sem medo era uma
coisa no mínimo amedrontadora.
SCLIAR, Moacyr. A mulher sem medo. Folha.co, São Paulo, 17 jan. 2011. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1701201107.htm. Acesso em: 04/08/2019.
Pela leitura do texto, NÃO é possível afirmar que
Questão 1 10737209
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2020A MULHER SEM MEDO
Cientistas americanos estudam o caso de uma mulher portadora de uma rara condição, em resultado da qual ela
não tem medo de nada
Folha.com, 17 de dezembro de 2010.
Ele não sabia o que o esperava quando, levado mais pela curiosidade do que pela paixão, começou a
namorar a mulher sem medo. Na verdade havia aí também um elemento interesseiro; tinha um projeto secreto,
que era o de escrever um livro chamado "A Vida com a Mulher sem Medo", uma obra que, imaginava, poderia
fazer enorme sucesso, trazendo-lhe fama e fortuna.
[5] Mas ele não tinha a menor ideia do que viria a acontecer.
Dominador, o homem queria ser o rei da casa. Suas ordens deveriam ser rigorosamente obedecidas
pela mulher. Mas como impor sua vontade? Como muitos ele recorria a ameaças: quero o café servido às nove
horas da manhã, senão... E aí vinham as advertências: senão eu grito com você, senão eu bato em você, senão
eu deixo você sem comida.
[10] Acontece que a mulher simplesmente não tomava conhecimento disso; ao contrário, ria às gargalhadas.
Não temia gritos, não temia tapas, não temia qualquer tipo de castigo. E até dizia, gentil: "Bem que eu queria
ficar assustada com suas ameaças, como prova de consideração e de afeto, mas você vê, não consigo."
Aquilo, além de humilhá-lo profundamente, deixava-o completamente perturbado. Meter medo na
mulher transformou-se para ele em questão de honra. Tinha de vê-la pálida, trêmula, gritando por socorro.
[15] Como fazê-lo? Pensou muito a respeito e chegou a uma conclusão: para amedrontá-la só barata ou
rato. Resolveu optar pela barata, por uma questão de facilidade : perto de onde moravam havia um velho
depósito abandonado, cheio de baratas. Foi até lá e conseguiu quatro exemplares, que guardou num vidro de
boca larga.
Voltou para casa e ficou esperando que a mulher chegasse, quando então soltaria as baratas. Já
[20] antegozava a cena: ela sem dúvida subiria numa cadeira, gritando histericamente. E ele enfim se sentiria o vencedor.
Foi neste momento que o rato apareceu. Coisa surpreendente, porque ali não havia ratos, sobretudo um
roedor como aquele, enorme, ameaçador, o Rei dos Ratos. Quando a mulher finalmente retornou encontrou-o
de pé sobre uma cadeira, agarrado ao vidro com as baratas, gritando histericamente.
[25] Fazendo jus à fama ela não demonstrou o menor temor; ao contrário, ria às gargalhadas. Foi buscar
uma vassoura, caçou o rato pela sala, conseguiu encurralá-lo e liquidou-o sem maiores problemas. Feito que
ajudou o homem, ainda trêmulo, a descer da cadeira. E aí viu que ele segurava o vidro com as quatro baratas.
O que deixou-a assombrada: o que pretendia ele fazer com os pobres insetos? Ou aquilo era um novo tipo de
perversão?
[30] Àquela altura ele já nem sabia o que dizer. Confessar que se tratava do derradeiro truque para assustá-la
seria um vexame, mesmo porque, como ele agora o constatava, ela não tinha medo de baratas, assim como
não tivera medo do rato. O jeito era aceitar a situação. E admitir que viver com uma mulher sem medo era uma
coisa no mínimo amedrontadora.
SCLIAR, Moacyr. A mulher sem medo. Folha.co, São Paulo, 17 jan. 2011. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1701201107.htm. Acesso em: 04/08/2019.
Por suas características formais, por sua função e uso, o texto pertence ao gênero
Questão 8 10736680
COTUCA 2020Leia o texto a seguir para responder às questões

Essa imagem foi fotografada em um banheiro público e apresenta uma frase de autor desconhecido.
Qual das alternativas a seguir melhor analisa a informalidade da linguagem da frase, característica do contexto apresentado, em relação à norma padrão?
Questão 3 10736660
COTUCA 2020Leia o texto a seguir para responder às questões
A palavra slam é uma onomatopeia da língua inglesa utilizada para indicar o som de uma “batida” de porta ou janela, seja esse movimento leve ou abrupto. Algo próximo do nosso “pá!” em língua portuguesa. A onomatopeia foi emprestada por Marc Kelly Smith, um trabalhador da construção civil e poeta, para nomear o Uptown Poetry Slam, evento poético que surgiu em Chicago, em 1984. O termo slam é utilizado para se referir às finais de torneios de baseball, tênis, bridge, basquete, por exemplo. Smith nomeou também slam os campeonatos de performances poéticas que organizava e no qual os slammers (poetas) eram avaliados com notas pelo público presente, inicialmente em um bar de jazz em Chicago, depois nas periferias da cidade. A iniciativa “viralizou”, como se diz hoje, contagiando outras cidades dos Estados Unidos e, mais tarde, ganhou o mundo. Poesia é o mundo.
Adaptado de NEVES, C. A. B. Slams - letramentos literários de reexistência ao/no mundo contemporâneo. Linha D'Água (Online), São Paulo, v. 30, n. 2, p. 92-112, out. 2017 Linha D'Água (Online), São Paulo, v. 30, n. 2, p. 92-112, out. 2017. Acesso em 18/07/2019.
Qual dessas afirmativas melhor interpreta o texto apresentado?
06
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