Questões de EFAF Português
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Questão 10 10780760
Liceu-SP C. Gerais 2020Leia o poema para responder à questão.
O luto no Sertão
Pelo Sertão não se tem como
não se viver sempre enlutado;
lá o luto não é de vestir,
é de nascer com, luto nato.
Sobe de dentro, tinge a pele
de um fosco fulo*: é quase raça;
luto levado toda a vida
e que a vida empoeira e desgasta.
E mesmo o urubu que ali exerce,
negro tão puro noutras praças,
quando no Sertão usa a batina
negra-fouveiro**, pardavasca***.
(João Cabral de Melo Neto, “O luto no Sertão”. Museu de tudo e depois, 1988)
* fosco fulo: amarelado, sem brilho
** negra-fouveiro: malhado
*** pardavasca: de cores misturadas
No poema, está empregado em sentido figurado o termo
Questão 10 10780506
COLUNI/UFV 1° Dia 2020No período:
“Eu ia alegre, no banco da frente, com o pai, gostava de estar junto dele, fosse pra o que fosse, mesmo se nada tivesse a dizer [...].”
CARRASCOZA, J.A. Aos 7 e aos 40. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2016. p. 90.
O significado da relação subordinativa é o mesmo identificado na alternativa:
Questão 9 10780498
COLUNI/UFV 1° Dia 2020Leia o enunciado que segue.
“A justiça estava lá, e o meu máximo não fora o suficiente.”
CARRASCOZA, J. A. Aos 7 e aos 40. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2016. p. 58.
Considere as afirmativas que apresentam a mesma sequência de tempos e de modos dos verbos, no exemplo acima, atribuindo V para a(s) = verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s).
( ) “[...] é preciso mesmo olhar pra trás se queremos ir em frente.”
(CARRASCOZA, J. A. Aos 7 e aos 40. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2016. p. 59.)
( ) “[...] quando eu já nem lembrava mais por que tínhamos viajado até ali [...].”
(CARRASCOZA, J. A. Aos 7 e aos 40. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2016. p. 95.)
( ) “[...] Eu senti que ele se envergonharia se eu percebesse.”
(CARRASCOZA, J. A. Aos 7 e aos 40. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2016. p. 39.)
( ) “Sim, o garoto precisava de cuidados, o médico disse, haviam agido bem, [...]”
(CARRASCOZA, J. A. Aos 7 e aos 40. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2016. p. 32.)
Assinale a sequência CORRETA:
Questão 5 10780462
COLUNI/UFV 1° Dia 2020Leia o texto.
Epifania
Você conversa com uma tia, num quarto.
Ela frisa a saia com a unha do polegar e exclama:
‘assim também, deus me livre’.
De repente acontece o tempo se mostrando,
espesso como antes se podia fendê-lo aos oito anos.
Uma destas coisas vai acontecer:
um cachorro late,
um menino chora ou grita,
ou alguém chama do interior da casa:
‘o café está pronto’.
Aí, então, o gerúndio se recolhe
e você recomeça a existir.
PRADO, A. Bagagem. 29a ed. Rio de Janeiro. Record. 2019. p.106.
O título Epifania sintetiza uma mudança ocorrida na vida do eu lírico.
Tal mudança está descrita na alternativa:
Questão 2 10780432
COLUNI/UFV 1° Dia 2020Leia o texto a seguir para a questão.
Velha Infância
(Tribalistas)
Você é assim
Um sonho pra mim
E quando eu não te vejo
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito
Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor
E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância
[...]
Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor
E a gente canta
A gente dança
A gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância
Seus olhos, meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só
Você é assim
[...]
Disponível em: http://www.letras.mus.br/tribalistas/64146. Acesso em: 11 ago. 2019.
Os versos Desde o amanhecer / Até quando eu me deito expressam a ideia de:
Questão 2 10779255
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2020TEXTO
Diáspora
“Acalmou a tormenta; pereceram
Os que a estes mares ontem se arriscaram;
Vivem os que, por um amor, temeram
E dos céus os destinos esperaram.” 1
[5] Atravessamos o Mar Egeu
o barco cheio de fariseus
com os cubanos, sírios, ciganos
como romanos sem Coliseu
Atravessamos pro outro lado
[10] no Rio Vermelho do mar sagrado
nos center shoppings
superlotados
de retirantes
refugiados
[15] Where are you? 2
where are you?
where are you?
where are you?
Onde está
[20] meu irmão
sem irmã
o meu filho
sem pai
minha mãe
[25] sem avó
dando a mão
pra ninguém
sem lugar
pra ficar
[30] os meninos
sem paz
onde estás
meu senhor
onde estás?
[35] Onde estás?
“Deus! Ô, Deus, onde estás que não respondes?
Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes
Embuçado3 nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito
[40] Que embalde4 desde então corre o infinito
Onde estás, senhor Deus?...5
(ANTUNES, Arnaldo; BROWN, Carlinhos; MONTE, Marisa. Diáspora.
In.: Tribalistas. Rio de Janeiro: Som Livre, 2017)
Vocabulário
1Primeira estrofe do Canto 11, do livro O Guesa (1878), de Joaquim de Sousa Andrade (Sousândrade).
2Tradução da frase em inglês: “Onde está você?”.
3Embuçado: encoberto, escondido.
4Embalde: inutilmente.
5Primeira estrofe do poema “Vozes d' África” (1868), de Castro Alves.
A respeito do emprego da terceira pessoa do plural nos versos 1 a 4 da canção “Diáspora” (Texto), pode-se afirmar que:
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