Questões de EFAF Português
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Questão 8393271
Concursos POR XAF 022 ENU001 2021O texto abaixo traz abreviações e siglas. Você já deve ter ouvido falar de várias delas, mas nem sempre sabemos o que significam.
O Brasil não tem o melhor IDH do mundo. Na verdade, estamos muito distantes de uma boa qualidade de vida que atinja a maior parte da população. Mas a questão é: o que é qualidade de vida? Uma pesquisa do IBOPE demonstrou que o brasileiro se preocupa muito mais com seu carro ou com sua moto do que com outros gastos. O DETRAN afirma que o número de carros está se tornando um problema para o país. A PM que geralmente é acionada para ajudar em dias de congestionamento também concorda que o número de carros no Brasil está se tornando crítico. Mesmo com gastos fixos e de valor elevado com gasolina, IPVA e manutenção, os brasileiros dão prioridade para a compra de carro, muito mais do que de casa própria, ou investimento em cultura ou em capacitação profissional, por exemplo. O MEC que o diga! A educação sempre foi apontada como uma solução para aumentarmos nosso IDH, mas é difícil competir com a obsessão dos brasileiros por carros. Hoje há até ONGs que propõem soluções alternativas como andar de bicicleta ou ser caronista. Em algumas das principais capitais do país, essas ações são válidas, mas os adeptos ainda são muito poucos. O sonho do brasileiro ainda é ter um carro, mesmo que não haja garagem para guardá-lo.
Assinale a opção onde as abreviações correspondem ao seu significado correto.
Questão 8393269
Concursos POR XAF 022 ENU001 2021A não menos nobre vírgula
(...) Jacob mandou esta questão: “Sempre aprendi que o advérbio deveria vir entre vírgulas, mesmo que, às vezes, a frase fique truncada.
Quando vi que não colocou os advérbios entre vírgulas, senti que há uma esperança de me libertar dessas verdadeiras amarras dos tempos escolares. Como pontuar, afinal, nesses casos?".
O leitor acertou na mosca quando se referiu a “essas verdadeiras amarras escolares”. Tomemos como exemplo o próprio texto do leitor, que na passagem “...mesmo que, às vezes, a frase fique truncada” optou por pôr entre vírgulas a expressão adverbial “às vezes”, que vem entre a locução conjuntiva “mesmo que” e “a frase”, sujeito da oração introduzida por “mesmo que”.
Vamos lá. Teria sido perfeitamente possível deixar “livre” a expressão adverbial “às vezes”, ou seja, teria sido possível não empregar as duas vírgulas (“(...) mesmo que às vezes a frase fique truncada”). É bom que se diga que, com as duas vírgulas, a expressão “às vezes” ganha ênfase, o que não ocorreria se não fossem empregadas as vírgulas.
O que não se pode fazer de jeito nenhum nesses casos é empregar a chamada “vírgula solteira”, que é aquela que perde o par no meio do caminho. Tradução: ou se escreve “(...) mesmo que, às vezes, a frase fique truncada” ou se escreve “(...) mesmo que às vezes a frase fique truncada”. (...)
NETO, Pasquale Cipro. A não menos nobre vírgula. Folha de S. Paulo, São Paulo, 2016. Diponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2016/11/1831039-a-nao-menos-nobre-virgula.shtml. Acesso em: 24 mar. 2018. Adaptado.
As aspas ao longo texto são usadas para:
Indicar a escrita de outra pessoa que não o autor do texto.
Exemplificar o emprego incorreto da norma gramatical.
Marcar o uso de termos com sentido figurado.
Enfatizar a gravidade do problema de mau uso da vírgula.
Indicar o uso metalinguístico (em que a língua aponta para si mesma).
Estão corretos os itens:
Questão 8393266
Concursos POR XAF 022 ENU001 2021Assinale a alternativa corretamente pontuada.
Questão 8393265
Concursos POR XAF 022 ENU001 2021OPORTUNISMO À DIREITA E À ESQUERDA
Numa democracia, é livre a expressão, estão garantidos o direito de reunião e de greve, entre outros, obedecidas leis e regras, lastreadas na Constituição. Em um regime de liberdades, há sempre o risco de excessos, a serem devidamente contidos e seus responsáveis, punidos, conforme estabelecido na legislação.
É o que precisa acontecer no rescaldo da greve dos caminhoneiros, concluídas as investigações, por exemplo, da ajuda ilegal de patrões ao movimento, interessados em se beneficiar do barateamento do combustível.
Sempre há, também, o oportunismo político-ideológico para se aproveitar da crise. Inclusive, neste ano de eleição, com o objetivo de obter apoio a candidatos. Não faltam, também, os arautos do quanto pior, melhor, para desgastar governantes e reforçar seus projetos de poder, por mais delirantes que sejam. Também aqui vale o que está delimitado pelo estado democrático de direito, defendido pelos diversos instrumentos institucionais de que conta o Estado — Polícia, Justiça, Ministério Público, Forças Armadas etc.
A greve atravessou vários sinais ao estrangular as vias de suprimento que mantêm o sistema produtivo funcionando, do qual depende a sobrevivência física da população. Isso não pode ser esquecido e serve de alerta para que as autoridades desenvolvam planos de contingência.
OPORTUNISMO à direita e à esquerda. O Globo, Rio de Janeiro, 31 maio 2018.
“Numa democracia, () é livre a expressão, estão garantidos o direito de reunião e de greve, () entre outros, obedecidas leis e regras, () lastreadas na Constituição. Em um regime de liberdades, () há sempre o risco de excessos, () a serem devidamente contidos e seus responsáveis, punidos, conforme estabelecido na legislação”.
Nesse segmento inicial do texto, a vírgula que tem caráter optativo é a indicada pelo número
Questão 8393264
Concursos POR XAF 022 ENU001 2021— Este mundo está ficando de cabeça pra baixo!
É uma conhecida frase, que sucessivas gerações vêm frequentando. Ela logo surge a propósito de qualquer coisa que se considere uma novidade despropositada, irritante: modelo de roupa mais ousada, último grande sucesso musical, aumento milionário no salário de um jogador de futebol, a longa estiagem na estação chuvosa, a avalanche de crimes no jornal... A ideia é sempre demonstrar que a vida e o mundo já foram muito melhores, que a passagem do tempo leva inexoravelmente à perversão ou ao desmoronamento dos valores autênticos, que uma geração construiu e que a seguinte apagou.
Parece que na história da humanidade o fenômeno é comum e cíclico: as pessoas enaltecem seus hábitos passados e condenam os presentes. “Ah, no meu tempo...” é uma expressão que vale um suspiro e uma acusação. Algo de muito melhor ficou para trás e se perdeu. A missão dessa juventude de hoje é desviar-se da Civilização...
A ironia é que justamente nesses “desvios” e por conta deles a História caminha, ainda que não se saiba para onde. Fosse tudo uma repetição conservadora, nenhuma descoberta jamais se daria, sem contar que os mais velhos já não teriam do que se queixar e a quem imputar a culpa por todos os desassossegos que assaltam todas as gerações humanas, desde que existimos.
PACHECO, Romildo. Inédito.
A supressão da vírgula altera significativamente o sentido da seguinte frase:
Questão 8393260
Concursos POR XAF 022 ENU001 2021A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-se; comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante, naquele armistício transitório, uma legião desarmada, mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres bombardeados durante três meses.
Contemplando-lhes os rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros – a vitória tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana – do mesmo passo angulhenta e sinistra, entre trágica e imunda, passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e molambos...
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando; crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante.
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.)
Em qual das alternativas abaixo NÃO há um par de sinônimos?
06
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