Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 3 11133608
IFSC Integrados 2023/1TEXTO
A gramática da inclusão
[...]
Se “todes” usado no Museu da Língua Portuguesa reinaugurado em 12 de julho passado, em São Paulo, causou polêmica, – o secretário nacional de Cultura, Mário Frias, ameaçou “tomar medidas” para impedir o que chamou de “vandalização” da língua –, não é menor o barulho entre linguistas e até mesmo militantes das causas que envolvem transexuais, travestis, não binários ou intersexo.
Uma coisa é certa: o consenso está longe, mas a discussão posta. No debate, para uns a dita linguagem neutra é considerada um movimento social, parte da evolução da língua. Outros a encaram como um possível modismo.
Sírio Possenti, professor titular do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entende que não é possível ignorar as formas discriminatórias marcadas na língua: “A língua não funciona no vácuo”, diz.
É a mesma visão de outros importantes filólogos procurados por Extra Classe, mas alguns optaram em não aprofundar o tema e não participar da reportagem e nem mesmo autorizaram a publicação das justificativas de suas negativas. Medo de cancelamentos?
Mais corajoso, Carlos Alberto Faraco, pelo menos, explica suas razões. “Eu estou evitando entrar nessa polêmica. Já me envolvi em muitas polêmicas linguísticas e resolvi não participar desta. Se publico, será inevitável o bate-boca”, afirma o ex-reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e autor de um dos mais usados manuais de linguística, o Linguística Histórica. Uma Introdução ao Estudo da História das Línguas (Parábola).
Outro renomado linguista pede para omitir seu nome e é categórico: “Iiiiixi! Ninguém quer mexer com isso. É modismo que não cola”.
[...]
Fonte: BARRETO, M. M. A gramática da inclusão. 2021. Disponível em: https://www.extraclasse.org.br/geral/2021/10/agramatica-da-inclusao/. Acesso em: 16 set. 2022.
Em relação ao texto, as expressões “Museu da Língua Portuguesa”, “São Paulo”, “Carlos Alberto Faraco”, “Sírio Possenti”, “Instituto de Estudos da Linguagem”, “Universidade Estadual de Campinas”, “Carlos Alberto Faraco” e “Universidade Federal do Paraná” estão grafadas com iniciais maiúsculas porque:
Questão 2 11133589
IFSC Integrados 2023/1TEXTO
Furto de flor
Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor.
Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer.
Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:
– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!
Fonte: ANDRADE, C. D. Furto de flor. 1985. Disponível em: https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/. Acesso em: 15 set. 2022.
Com base no Texto, é correto afirmar que o narrador:
Questão 7 11092147
IFTO Integrados 2023/1Leia a tirinha abaixo e, em seguida, responda:

Disponível em: www.armazemdetexto.blogspot.com. Acesso em: 01 set. 2022.
Na tirinha, as palavras “gentil”, “educado” e “polido” são exemplos de:
Questão 3 11092130
IFTO Integrados 2023/1Leia
Da calma e do silêncio
Quando eu morder
a palavra,
por favor,
não me apressem,
quero mascar,
rasgar entre os dentes,
a pele, os ossos, o tutano
do verbo,
para assim versejar
o âmago das coisas.
Quando meu olhar
se perder no nada,
por favor,
não me despertem,
quero reter,
no adentro da íris,
a menor sombra,
do ínfimo movimento.
Quando meus pés
abrandarem na marcha,
por favor,
não me forcem.
Caminhar para quê?
Deixem-me quedar,
deixem-me quieta,
na aparente inércia.
Nem todo viandante
anda estradas,
há mundos submersos,
que só o silêncio
da poesia penetra.
EVARISTO, Conceição. Da calma e de silêncio. Disponível em: https://www.culturagenial.com/poemas-de-conceicaoevaristo/. Acesso em: 05 set. 2022.
Todo emissor, no momento em que realiza o ato da fala, consciente ou inconscientemente, atribui maior relevância a um dos seis elementos da comunicação: emissor, receptor, referente, canal, código e mensagem. Com base nessa preferência são constituídas as funções da linguagem predominantes em um ato comunicativo.
Considerando isso, observe o(s) elemento(s) comunicativo(s) atribuídos como mais importantes pelo emissor do texto acima e, em seguida, marque a alternativa que traz as funções da linguagem nele predominantes.
Questão 6 11086959
IFTM Integrados 2023/1Leia a tirinha:

https://suburbanodigital.blogspot.com/2019/04/tirinha-do-armandinho-vendo-por-do-sol.html. Acesso em 14 de novembro de 2022.
A respeito do uso do verbo “vendo” na tirinha, podemos afirmar que:
Questão 3 11086934
IFTM Integrados 2023/1Leia a transcrição da apresentação de uma série de reportagens intitulada “A língua que a gente fala”, exibida pela Rede Globo.
Sandra Annenberg: Tá ligado na série que a gente vai começar hoje?
Evaristo Costa: E eu vou dar um exemplo de mais ou menos como é que a gente fala. Vou chamar um câmera, quer ver? Ô Antonelli. Vem ni mim, Antonelli. Filma eu, véio. Cê tá achando que o jeito que tô falando tá errado? Bom, muitos linguistas conceituados que estudam a língua portuguesa defendem que na comunicação falada não tem essa de certo ou de errado. O importante é que a gente se faça entender, não é mesmo?
Sandra Annenberg: Isso é o mais importante, sem dúvida nenhuma: a comunicação, né? Agora, se é pra escrever um trabalho, assim, falar em público como a gente, tem que saber a norma culta da língua, né? E todas as regras gramaticais. Mas até a escrita muda, aos poucos vai absorvendo as mudanças da fala, ainda mais com a internet, né?
Evaristo Costa: É isso que a gente vai ver. A repórter Anna Zimmerman esteve em quase todas as regiões do país pra mostrar a língua sem retoque, a língua que a gente fala. É o tema de uma série que a gente começa a exibir a partir de hoje. Taca-le pau!
Para introduzirem a série de reportagens, os apresentadores:
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