Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 14 10774595
IFMG 2022/2Leia a seguir o trecho da canção Zaluzejo, composta por Fernando Anitelli, vocalista do grupo musical O Teatro Mágico:
Mas quando alguém te disser tá errado ou errada
Que não vai s na cebola e não vai s em feliz
Que o x pode ter som de z e o ch pode ter som de x
Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz.
ANITELLI, Fernando. Zaluzejo. Disponível em: https://www.letras.mus.br/o-teatro-magico/361403/ Acesso em: 11 mai. 2022.
Qual das afirmações a seguir corresponde à crítica aos conceitos de “correto” e “errado” apresentada na canção?
Questão 5 10774570
IFMG 2022/2Leia os textos a seguir.
TEXTO 1
Publicação no Twitter do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Disponível em: https://twitter.com/TSEjusbr. Acesso em: 4 mai. 2022.
TEXTO 2
Publicação no Instagram do restaurante Burger King

Transcrição do texto 2:
Quem tem Fome de Democracia tem desconto garantido no BK. Apresente o Título de Eleitor regular - vale antigo ou recém emitido - ou uma evidência de que está em processo de regularização e desbloqueie ofertas especiais diretamente no caixa. De 27/04 a 04/05, aproveite quantas ofertas quiser e partiu comer!
Disponível em: https://www.instagram.com/p/Cc1jJyOshMe/. Acesso em: 13 mai. 2022.
A leitura comparada dos textos 1 e 2 revela que
Questão 10 10768264
COLTEC 2022A alternativa em que os dois termos NÃO se relacionam apropriadamente, de acordo com o conto “A rosa branca”, de Júlia Lopes de Almeida, é:
Questão 8 10768262
COLTEC 2022Um aspecto a ser identificado como INCOERENTE em vista do poema de Castro Alves indicado para leitura é a
Questão 7 10768261
COLTEC 2022Assinale a alternativa INCORRETA considerando o poema “O navio negreiro”, de Castro Alves
Questão 3 10768256
COLTEC 2022Leia o Texto para responder às questões
Choronavírus, pãodemia e cloroquiners deveriam entrar para o dicionário
Na pandemia da Covid-19, nós ressuscitamos uma dezena de palavras moribundas e mortiças
Gregorio Duvivier
Você deve ter lido esta matéria: a língua alemã criou mais de mil palavras na pandemia. Chamam de “coronaangst” o medo da pandemia, e de “impfneid” a inveja das pessoas que já se vacinaram. Tem nome até praquele corte de cabelo que você fez em si próprio: “coronafrisur”, ou coronacorte.
“Até nisso os alemães trabalham mais que a gente!”, pensei, invejoso, antes de perceber que não ficamos pra trás. Não criamos mais de mil palavras, claro. Em português não é assim que funciona.
Palavra aqui não é mosquito, que basta um pouco de água parada pra se reproduzir. Nosso léxico, romântico, precisa de clima pra acasalar. Não se faz uma palavra assim: coronarraiva. Tá vendo? Não rolou. Em português tem que ter química pra dar match. Mas quando rola é bonito de ver. E aconteceu diversas vezes nessa pandemia.
À proliferação de padeiros deram o nome brilhante de pãodemia. Chamamos de choronavírus a tristeza pandêmica e as crises de choro tão comuns no confinamento.
Quarenteners são os que ainda acreditam nas recomendação da OMS, em contraponto aos cloroquiners [...]. Os participantes de uma festa pandêmica são os covidados.
Já o imunizante chinês foi batizado por seus detratores de vachina. Repleto de bonecas e brinquedos, o lugar em que escrevo virou um ex-critório. Esse acabei de inventar. Perdão.
Não só de palavras novas se encheu nossa boca. Ressuscitamos uma dezena de palavras moribundas, mortiças como a palavra mortiça. Os alemães, tão atentos à sustentabilidade, deveriam se perguntar: por que fabricar palavras com tantas encostadas, apodrecendo no armário? Lavou, tá nova.
“Assintomático” constava nos compêndios médicos, nunca tinha frequentado conversa de WhatsApp. A palavra “imune” pertencia ao Big Brother, assim como “confinamento” e “casa de vidro”. [...]
“Pandemia” morava nos cafundós do dicionário, perto da palavra “quarentena” — outra palavra mortiça que voltou a nos assombrar. Ou “platô”, antes restrita aos geólogos, e “cepa”, antes restrita aos enólogos. Disso também tenho saudades.
Não devemos nada aos gringos na abundância vocabular. Talvez só nisso, mesmo. Deve existir em alemão uma palavra pra inveja de alguém por algo que nós já temos. Em português existe: complexo de vira-lata. Aliás: vira-lata, que palavra.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2021/04/choronaviruspaodemia-e-cloroquiners-deveriam-entrar-para-o-dicionario.shtml. Acesso em: 06 jul. 2021. (Adapt.)
Assinale a alternativa em que NÃO há traço opinativo/argumentativo explícito na escrita do autor.
06
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