Questões de EFAF Português - Gramática
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Questão 13 1384823
CN 2° Dia 2016Texto para a questão.
O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura é preocupante quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais na formação subjetiva das pessoas. Nos perguntamos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos.
Se em nossa época a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da lgnorância, nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância em relação às quais os livros são potentes ou impotentes. Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha na ironia do "sei-que-nada-sei". Aquele que não sabe e quer saber pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de "burrice". Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente, alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como "meios para o saber". Cancelada a curiosidade, como sinal de um desejo de conhecimento, os livros tornam-se inúteis. Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à que nos deforma por estagnação. A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta.
[...]
Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não porque o pensamento dependa da gramática ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Nos ensina a interpretar. Nos ajuda, portanto, a elaborar questões, a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar, ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que este outro seja, em um primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos.
Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes em silêncio, quando nos dedicamos a esse gesto simples e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana. Por isso, também, muitos afastam-se dele. Muitos que foram educados para não pensar, passam a não gostar do que não conhecem. Mas há quem tenha descoberto esse prazer que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem - compreensão e diálogo - que sempre está ofertada em um livro. Certamente para essas pessoas, o mundo todo - e ela mesma - é algo bem diferente.
(TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em http://revistacult .uol.com.br —- 31 de jan. 2016 = com adaptações)
Assinale a opção na qual o acento indicativo de crase foi corretamente empregado.
Questão 8 624120
COTUCA 2016Leia o poema a seguir para responder à questão.
Na minha rua há um menininho doente.
Enquanto os outros partem para a escola,
Junto à janela, sonhadoramente,
Ele ouve o sapateiro bater sola.
Ouve também o carpinteiro, em frente,
Que uma canção napolitana engrola.
E pouco a pouco, gradativamente,
O sofrimento que ele tem se evola...
Mas nesta rua há um operário triste:
Não canta nada na manhã sonora
E o menino nem sonha que ele existe.
Ele trabalha silenciosamente...
E está compondo este soneto agora,
Pra alminha boa do menino doente...
Quintana, Mário. Em Mário Quintana: poesia completa: em um volume. Org. Tania Franco Carvalhal. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. p. 90.
O texto trata do ato de fazer poemas (no caso, uma categoria específica de poesia, o soneto). Para trabalhar essa temática, o autor explora a imagem do operário em relação à do poeta.
Assinale a alternativa que apresenta a figura de linguagem que constrói essa relação.
Questão 10 424033
IFSul - Rio-Grandense 2016/2Texto
EMBARQUE IMEDIATO
Não basta passar pelos dias. Viva a partir de agora, com emoção
Por Márcia de Luca
Neste mundo de turbulências em que estamos vivendo, muitas vezes nos sentimos deprimidos. Em certos momentos, parece que tudo está perdido, não é mesmo? Achamos que tudo está diferente, que as pessoas estão ______________.
Mas aqui e agora, tome uma atitude firme em sua vida. Mude seu jeito negativo de ser, evitando que sua vida seja insignificante.
Perdoe erros que você considerava imperdoáveis, troque as pessoas insubstituíveis por gente mais leve e solta. O apego aos outros está obsoleto. Nada nem ninguém é insubstituível. Aceite a decepção que outros lhe causaram para que você também seja aceito. Sim, porque todos, inclusive nós, já decepcionamos alguém.
Antes de reagir por impulso, pare, respire fundo. E, só então, aja, com equilíbrio. Ame profundamente, _____risadas gostosas, abrace, proteja pessoas queridas, faça amigos. Pule de felicidade e não tenha medo de quebrar a cara – se isso acontecer, encare com leveza. Se perder alguém nesta vida, sofra comedidamente – e vá em frente, pois tudo passa.
Mas, sobretudo, não seja alguém que simplesmente passa pela vida. Viva intensamente. Abrace o mundo com a devida paixão que ele merece. Se perder, faça-o com classe, se vencer, que delícia! O mundo pertence a quem se atreve a ser feliz. Aproveite cada instante dessa grande aventura.
Agora mesmo, neste _____, sente-se confortavelmente na poltrona, com a coluna ereta e de olhos fechados. Faça vários ciclos de respiração profunda e sinta o ar entrando e saindo. Quando sentir seu corpo relaxado e sua mente mais calma, pense em sua nova vida, mais leve. Desta maneira você viverá mais facilmente.
Fonte: Revista Gol – Linhas áreas inteligentes
Texto
Puros
(Cidadão Quem)
Talvez não passe pela sua cabeça
Tudo que um dia passou
Coisas que achamos fortes, indispensáveis
O tempo veio e levou
Do que chamamos nossas prioridades
Escolho o que posso levar
Às vezes tento enxergar mais distante
Luto pra não me cegar
Somos tão cegos
Não vejo você
Somos tão surdos
Nós não escutamos você
Somos tão burros
Não penso em você
Nós somos puros
Demais pra entender
Talvez nem tudo
Seja assim importante
E na loucura eu vou
Fico surpreso ao ver
Que tudo é mutante
Este lugar onde estou
Do que chamamos nossas prioridades
Escolho o que posso levar
Às vezes tento enxergar mais distante
Luto pra não me cegar
Somos tão cegos
Não vejo você
Somos tão surdos
Nós não escutamos você
Somos tão burros
Não penso em você
Nós somos puros
Demais pra entender
Acerca dos dois textos, é correto afirmar que eles
Questão 4 424029
IFSul - Rio-Grandense 2016/1Leia o texto, para responder à questão
TEXTO
Crônica parafraseada de uma Síria em guerra
[1] Ela abre os olhos. Não fosse o cheiro horrível de morte, o silêncio seria até agradável, mas
[2] o olfato a lembra que não há paz - nem pessoas, vizinhos, crianças. A trégua na manhãzinha não
[3] traz esperança. Tão somente lhe permite descansar o corpo, mas não a mente. As lembranças da
[4] noite anterior ainda produzem sobressaltos. Bombas, casas caindo e soldados gritando.
[5] Levanta-se, bebe o pouco da água que restou do copo ao lado da cama. Já não é tão
[6] limpa, nem farta como antes. Sempre um gosto amargo misturado com H20.
[7] Abre a geladeira, e só encontra comida enlatada e congelada. E mesmo não tão congelada
[8] assim, já que os cortes diários de eletricidade derretem as camadas de gelo.
[9] Os sobrinhos ainda dormem, e ela tenta orar. Não consegue. A mente desconcentra-se
[10] facilmente. Em uma prece fragmentada, pede a Deus descanso e trégua. E faz a oração sem
[11] pensar muito. Não precisa; é a mesma oração das últimas semanas.
[12] Ela não quer sair de casa. Não é teimosia, é falta de opção. “Para onde ir?”, pergunta, com
[13] uma voz desesperançosa. Está tão confusa que não consegue imaginar saídas.
[14] Nem a piedade de enterrar os mortos o governo permite. Cadáveres estão espalhados
[15] pelas ruas. As forças de Assad impediram de sepultar ou mesmo remover os restos mortais. Ou
[16] seja, mesmo viva, ela não tem como fugir da morte escancarada diante de seus olhos. Não é fácil
[17] acreditar na vida, quando a realidade grita o contrário.
[18] Se não podem sepultar os mortos, os sobreviventes tentam ao menos ajudar a curar as
[19] feridas dos machucados. Não podem levá-los aos hospitais da cidade, já que há um medo
[20] generalizado de que o governo prenda os feridos como se fossem prisioneiros de guerra. Resta
[21] improvisar atendimento nos campos. Não bastasse a precariedade do atendimento, não há
[22] medicamentos suficientes.
[23] Rebeca, de 32 anos, é trabalhadora autônoma. Ou melhor, era. Agora já não sabe mais o
[24] que é e o que faz em sua cidade Damasco, capital da Síria.
Crônica parafraseada do depoimento de uma moradora da capital da Síria (identificada apenas pela letra “R”) ao jornal Folha de São Paulo, de quarta-feira, dia 25. A Síria está em revolta há 16 meses contra a ditadura de Bashar al-Assad. Nos últimos dias, o confronto contra os rebeldes se acirrou e as mortes aumentaram.
Disponível em: Acesso em: 14 set. 2015.
Sobre os sinais de pontuação, são feitas as seguintes afirmações:
I. As aspas, em “Para onde ir?” (linha 12), poderiam ser substituídas por um único travessão, o qual antecederia essa frase.
II. O travessão, em “ – nem pessoas, vizinhos, crianças.“ (linha 02), poderia ser substituído por ponto e vírgula, sem causar prejuízo gramatical e semântico.
III. A vírgula, em “Os sobrinhos ainda dormem, e ela tenta orar.”, foi usada para separar orações coordenadas, com sujeitos diferentes, unidas pela conjunção “e”.
IV. A vírgula, em “Agora já não sabe mais o que é e o que faz em sua cidade Damasco, capital da Síria.”, separa um vocativo.
Estão corretas as afirmativas
Questão 4 416199
IFAL 2016O texto a seguir é para à questão.
Texto
Será que os dicionários liberaram o ‘ditocujo’?
Por Sérgio Rodrigues
Brasileirismo informal, termo não está proibido, mas deve ser usado de forma brincalhona
O registro num dicionário não dá certificado automático de adequação a expressão alguma: significa apenas que ela é usada com frequência suficiente para merecer a atenção dos lexicógrafos. O substantivo “dito-cujo”, que substitui o nome de uma pessoa que já foi mencionada ou que por alguma razão não se deseja mencionar, é um brasileirismo antigo e, de certa forma, consagrado, mas aceitável apenas na linguagem coloquial.
Mais do que isso: mesmo em contextos informais seu emprego deve ser sempre “jocoso”, ou seja, brincalhão, como anotam diversos lexicógrafos, entre eles o Houaiss e o Francisco Borba. Convém que quem fala ou escreve “dito-cujo” deixe claro que está se afastando conscientemente do registro culto.
Exemplo: “O leão procurou o gerente da Metro e se ofereceu para leão da dita-cuja, em troca de alimentação”, escreveu Millôr Fernandes numa de suas “Fábulas fabulosas”.
(http://veja.abril.com.br/blog/sobrepalavras/consultorio/sera-que-os-dicionarios-liberaram-odito-cujo/>. Acesso em 13/11/2015. Texto adaptado)
Entre as alternativas abaixo, apenas uma não está de acordo com o que se expõe no texto.
Marque-a.
Questão 3 416197
IFAL 2016Leia o texto abaixo para responder à questão
Texto
À beira da extinção, ave saíra apunhalada tem rara chance de se recuperar na natureza
A saíra apunhalada (o nome faz referência à mancha vermelha no peito do pássaro, que se assemelha a uma "punhalada") é uma ave simpática de dez centímetros, com plumagem branca e cinza. A alcunha, que na origem só fazia referência ao visual da espécie, agora serve bem como indicação simbólica do perigo pelo qual passa a saíra: estimativas indicam que só existem 50 delas na natureza. Para protegê-la, ONGs e órgãos ambientalistas do governo lutam para que seja criada uma reserva florestal de 5 mil hectares na região serrana capixaba.
A saíra apunhalada vive em bandos e se alimenta de pequenos insetos e frutos. Ela vive no alto de florestas da Mata Atlântica, e está aí a sua maior fraqueza, já que 90% dessa vegetação foi destruída pelo homem. A ave, que também era encontrada em Minas Gerais, hoje só pode ser vista no Espírito Santo.
"A extinção está associada à destruição secular da Mata Atlântica, porque a espécie só sobrevive em florestas muito bem conservadas", diz o biólogo Edson Ribeiro Luiz, coordenador de projetos da SAVE Brasil, ONG ligada à Bird Life International, que tem como foco a proteção das aves brasileiras. "Em território capixaba, onde existe apenas um bloco de vegetação preservado, elas tendem a ficar ilhadas."
A luta para proteger a ave ganhou força no mês passado, quando aconteceu no Estado o Avistar, principal evento de observação de pássaros do país. Tendo na saíra apunhalada o seu símbolo, a festa foi o incentivo que faltava para que o Instituto Estadual de Meio Ambiente (IEMA) estabelecesse o prazo de março de 2016 para a constituição da reserva. A decisão final, porém, continua nas mãos do governo.
(Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/ambientalistaspressionam- governo-capixaba-a-proteger-ave-sairaapunhalada. Acesso em 13/11/2015. Texto adaptado)
Qual dos termos abaixo poderia substituir a palavra “alcunha”, sem alterar o sentido do texto?
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