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Questão 9022625
COTUCA COTUCA 2023 Gerais 2023O texto a seguir faz parte das orelhas do livro “Marrom e Amarelo”, de Paulo Scott. Ele não é assinado, o que significa que foi escrito por alguém da própria editora que publicou a obra.
“Orelhas do livro” são as abas que aparecem na capa e na contracapa de muitas obras e costumam apresentar dois tipos de informação diferentes: uma pequena biografia da pessoa que escreveu a obra e um ou mais textos que induzem o interlocutor a ler aquele livro.
Os irmãos Federico e Lourenço são muito diferentes. Federico, um ano mais velho, é grande, calado e carrega uma raiva latente. Lourenço é bonito, joga basquete e é “muito do gente boa”, na palavra de conhecidos do bairro pobre onde cresceram. Federico é pardo claro, de “cabelo lambido”. Lourenço é negro retinto. Filhos de pai de pele retinta, célebre diretor-geral do instituto de perícia do Rio Grande do Sul, eles cresceram sob a pressão da discriminação racial. Lourenço tenta enfrentá-la com naturalidade, Federico se torna um incansável ativista das questões raciais.
Federico, o narrador desta história, foi moldado na violência dos subúrbios de Porto Alegre. Carrega uma dor que vem da incompletude nas relações amorosas e, sobretudo, dos enfrentamentos raciais em que não conseguiu se posicionar como achava que deveria.
Agora, com quarenta e nove anos, é chamado para uma comissão em Brasília, instituída pelo novo governo, para discutir o preenchimento das cotas raciais nas universidades. Em meio a debates tensos e burocracias absurdas, ele se recorda de eventos traumáticos da infância e da juventude. E as lembranças, agora, voltam para acossá-lo.
Marrom e Amarelo é um livro sem paralelo na literatura contemporânea, que retrata diferentes aspectos de um Brasil distópico, conflagrado, da inércia do comando político à crônica tensão racial de toda a sociedade. É um romance preciso, que nos faz mergulhar nos abismos expostos do país.
Muitas vezes, nas leituras de textos variados, o leitor se depara com palavras cujos significados ele não conhece, mas que podem ser compreendidos pelo contexto. Com isso em mente, uma interpretação possível para a palavra “acossar”, que aparece ao final do terceiro parágrafo, na construção “acossá-lo” (ref. 2), é:Orelha do livro. Scott, Paulo. Marrom e Amarelo. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2019.
Questão 9022624
COTUCA COTUCA 2023 Gerais 2023O texto a seguir faz parte das orelhas do livro “Marrom e Amarelo”, de Paulo Scott. Ele não é assinado, o que significa que foi escrito por alguém da própria editora que publicou a obra.
“Orelhas do livro” são as abas que aparecem na capa e na contracapa de muitas obras e costumam apresentar dois tipos de informação diferentes: uma pequena biografia da pessoa que escreveu a obra e um ou mais textos que induzem o interlocutor a ler aquele livro.
Os irmãos Federico e Lourenço são muito diferentes. Federico, um ano mais velho, é grande, calado e carrega uma raiva latente. Lourenço é bonito, joga basquete e é “muito do gente boa”, na palavra de conhecidos do bairro pobre onde cresceram. Federico é pardo claro, de “cabelo lambido”. Lourenço é negro retinto. Filhos de pai de pele retinta, célebre diretor-geral do instituto de perícia do Rio Grande do Sul, eles cresceram sob a pressão da discriminação racial. Lourenço tenta enfrentá-la com naturalidade, Federico se torna um incansável ativista das questões raciais.
Federico, o narrador desta história, foi moldado na violência dos subúrbios de Porto Alegre. Carrega uma dor que vem da incompletude nas relações amorosas e, sobretudo, dos enfrentamentos raciais em que não conseguiu se posicionar como achava que deveria.
Agora, com quarenta e nove anos, é chamado para uma comissão em Brasília, instituída pelo novo governo, para discutir o preenchimento das cotas raciais nas universidades. Em meio a debates tensos e burocracias absurdas, ele se recorda de eventos traumáticos da infância e da juventude. E as lembranças, agora, voltam para acossá-lo.
Marrom e Amarelo é um livro sem paralelo na literatura contemporânea, que retrata diferentes aspectos de um Brasil distópico, conflagrado, da inércia do comando político à crônica tensão racial de toda a sociedade. É um romance preciso, que nos faz mergulhar nos abismos expostos do país.
Sabendo que os pronomes são utilizados para retomar termos que já foram citados anteriormente, ou para antecipar novos termos que aparecerão nos textos, releia o primeiro parágrafo do texto e assinale a alternativa que contém o termo correto ao qual o pronome “la”, no verbo “enfrentá-la” ((ref. 1), se refere.Orelha do livro. Scott, Paulo. Marrom e Amarelo. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2019.
Questão 9022623
COTUCA COTUCA 2023 Gerais 2023O texto a seguir faz parte das orelhas do livro “Marrom e Amarelo”, de Paulo Scott. Ele não é assinado, o que significa que foi escrito por alguém da própria editora que publicou a obra.
“Orelhas do livro” são as abas que aparecem na capa e na contracapa de muitas obras e costumam apresentar dois tipos de informação diferentes: uma pequena biografia da pessoa que escreveu a obra e um ou mais textos que induzem o interlocutor a ler aquele livro.
Os irmãos Federico e Lourenço são muito diferentes. Federico, um ano mais velho, é grande, calado e carrega uma raiva latente. Lourenço é bonito, joga basquete e é “muito do gente boa”, na palavra de conhecidos do bairro pobre onde cresceram. Federico é pardo claro, de “cabelo lambido”. Lourenço é negro retinto. Filhos de pai de pele retinta, célebre diretor-geral do instituto de perícia do Rio Grande do Sul, eles cresceram sob a pressão da discriminação racial. Lourenço tenta enfrentá-la com naturalidade, Federico se torna um incansável ativista das questões raciais.
Federico, o narrador desta história, foi moldado na violência dos subúrbios de Porto Alegre. Carrega uma dor que vem da incompletude nas relações amorosas e, sobretudo, dos enfrentamentos raciais em que não conseguiu se posicionar como achava que deveria.
Agora, com quarenta e nove anos, é chamado para uma comissão em Brasília, instituída pelo novo governo, para discutir o preenchimento das cotas raciais nas universidades. Em meio a debates tensos e burocracias absurdas, ele se recorda de eventos traumáticos da infância e da juventude. E as lembranças, agora, voltam para acossá-lo.
Marrom e Amarelo é um livro sem paralelo na literatura contemporânea, que retrata diferentes aspectos de um Brasil distópico, conflagrado, da inércia do comando político à crônica tensão racial de toda a sociedade. É um romance preciso, que nos faz mergulhar nos abismos expostos do país.
O texto se assemelha muito a uma resenha, gênero argumentativo que apresenta uma crítica sobre determinada obra. As resenhas são compostas de uma avaliação crítica e de um resumo do texto analisado. Levando em consideração essas informações, assinale a alternativa que apresenta corretamente o parágrafo em que predomina a argumentação sobre a obra.Orelha do livro. Scott, Paulo. Marrom e Amarelo. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2019.
Questão 8986410
COTUCA COTUCA 2023 Gerais 2023Leia o texto a seguir.
Ismália
(Emicida)
Com a fé de quem olha do banco a cena
Do gol que nós mais precisava na trave
A felicidade do branco é plena
A pé, trilha em brasa e barranco, que pena
Se até pra sonhar tem entrave
A felicidade do branco é plena
A felicidade do preto é quase
Olhei no espelho, Ícaro me encarou:
"Cuidado, não voa tão perto do sol
Eles num guenta te ver livre, imagina te ver rei"
O abutre quer te ver de algema pra dizer:
"Ó, num falei?!"
[...]
Ela quis ser chamada de morena
Que isso camufla o abismo entre si e a humanidade plena
A raiva insufla, pensa nesse esquema
A ideia imunda, tudo inunda
A dor profunda é que todo mundo é meu tema
[...]
tiros te lembram que existe pele alva e pele alvo
Quem disparou usava farda (Mais uma vez)
Quem te acusou nem lá num tava (Banda de espírito de porco)
[...]
No fim das conta é tudo Ismália, Ismália
Ismália, Ismália
Ismália, Ismália
Quis tocar o céu, mas terminou no chão
Ter pele escura é ser Ismália, Ismália
Ismália, Ismália
Ismália, Ismália
Quis tocar o céu, mas terminou no chão
(Terminou no chão)
Primeiro cê sequestra eles, rouba eles, mente sobre eles
Nega o deus deles, ofende, separa eles
Se algum sonho ousa correr, cê para ele
E manda eles debater com a bala que vara eles, mano
Infelizmente onde se sente o sol mais quente
O lacre ainda tá presente só no caixão dos adolescente
Quis ser estrela e virou medalha num boçal
Que coincidentemente tem a cor que matou seu ancestral
Um primeiro salário
Duas fardas policiais
Três no banco traseiro
Da cor dos quatro Racionais
Cinco vida interrompida
Moleques de ouro e bronze
Tiros e tiros e tiros
O menino levou
Quem disparou usava farda (Ismália)
Quem te acusou nem lá num tava (Ismália)
É a desunião dos preto junto à visão sagaz (Ismália)
De quem tem tudo, menos cor, onde a cor importa demais
[...]
Disponível em: https://g.co/kgs/etYQ8J. Acesso em 07 ago. 2022.
Releia a segunda estrofe da música “Ismália”, transcrita a seguir. Nela, o eu-lírico estabelece um diálogo com Ícaro, personagem de um famoso mito grego.
Olhei no espelho, Ícaro me encarou:
"Cuidado, não voa tão perto do sol
Eles num guenta te ver livre, imagina te ver rei"
O abutre quer te ver no lixo pra dizer:
"Ó, num falei?!" [...]
Agora leia o texto a seguir.
Na mitologia grega, Ícaro era filho de Dédalo, importante arquiteto, artesão e inventor ateniense, que trabalhava para o rei Minos de Creta.
De acordo com o mito, Dédalo projetou o labirinto onde vivia o Minotauro (monstro mitológico com corpo humano e cabeça de touro), na ilha de Creta. Porém, Dédalo revelou os segredos do labirinto para Ariadne, que repassou essas informações para Teseu, que, assim, entrou no labirinto e matou o Minotauro.
Para nunca mais revelar os segredos do local, o rei Minos prendeu no labirinto Dédalo e seu filho, Ícaro. O pai não queria que seu filho vivesse preso àquele lugar para sempre, queria que ele visse o mundo, conhecesse outros lugares, alçasse voo. Em busca da fuga, Dédalo projetou asas feitas com penas e coladas com cera de abelha para si e para seu filho.
O plano deu certo e os dois fugiram voando da ilha de Creta. Porém, Ícaro, maravilhado no momento do voo, se esqueceu do conselho de seu pai e resolveu voar bem alto, como se fosse um deus poderoso. Ao ficar mais próximo do Sol, o calor aumentou, a cera de abelha derreteu e as penas se desprenderam da asa. Ícaro caiu no mar Egeu e morreu afogado.
Texto adaptado e disponível em: https://www.suapesquisa.com/mitologiagrega/icaro.htm. Acesso em 22 jul. 2022.
Sobre a relação entre o mito grego de Ícaro e a música “Ismália”, é possível afirmar que Emicida:
Questão 19 15270476
CMRJ 1 ano Ensino Médio 2022Analise os versos a seguir – extraídos do texto – e assinale a alternativa correta acerca da colocação do pronome oblíquo átono "se" de acordo com a norma culta:
E não se pode deixar
A criança trabalhar
Tirando o tempo de estudar
Questão 2 14945311
ONHB Fase 2 2022Leia o poema “Anchieta” de Olavo Bilac:
Anchieta
Cavaleiro da mística aventura,
Herói cristão! nas provações atrozes
Sonhas, casando a tua voz às vozes
Dos ventos e dos rios na espessura:
Entrando as brenhas, teu amor procura
Os índios, ora filhos, ora algozes,
Aves pela inocência, e onças ferozes
Pela bruteza, na floresta escura.
Semeador de esperanças e quimeras,
Bandeirante de “entradas” mais suaves,
Nos espinhos a carne dilaceras:
E, porque as almas e os sertões desbraves,
Cantas: Orfeu humanizando as feras,
São Francisco de Assis pregando às aves
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Literatura ORIGEM: Olavo Bilac. Tarde. In: Antologia: Poesias. São Paulo: Martin Claret, 2002. p. 3. (Coleção a obra-prima de cada autor). Disponível em : http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000288.pdf CRÉDITOS: Olavo Bilac PALAVRAS-CHAVE: jesuítas, literatura, indígenas
Sobre o poema escolha a alternativa mais pertinente.
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