Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 15 10636456
CEFET MG 2023Embora a costureira Maria Ricardina peça desculpas em relação ao emprego da língua portuguesa em sua carta, uma vez que não está acostumada a escrever a autoridades, a personagem usa a variedade padrão culta na passagem:
Questão 6 10636202
CEFET MG 2023[Sem-Pernas] Sobe para o pequeno muro, volve o rosto para os guardas que ainda correm, ri com toda a força do seu ódio, cospe na cara de um que se aproxima estendendo os braços, se atira de costas no espaço, como se fosse um trapezista de circo.
A praça toda fica em suspenso por um momento.
AMADO, Jorge. Capitães da areia. Rio de Janeiro: Record, 1989. p. 215.
O uso da comparação para narrar o que acontece com o personagem Sem-Pernas é uma estratégia narrativa com o objetivo de
Questão 29 10613672
CMJF 6° Ano - Prova de Matemática 2023TEXTO
A Casa Triste
Era uma casa
Nada engraçada
Não tinha rampa
Só tinha escada
Eu não podia entrar nela não
Sem precisar de um empurrão
Eu não podia fazer brincadeiras
Porque na casa só havia barreiras
E nem podia fazer pipi
Pois minha cadeira não passava ali
Mas outra casa, um dia espero,
Será feita como eu preciso
E do jeito que eu quero
TABBAL, Luciane Maria. Disponível em: https://pt.scribd.com/document/54687381/Poesia-Semana-Da-Pessoa-Com-Deficiencia. Acesso em: 30 de maio de 2022.
Releia o fragmento a seguir retirado do texto:
“Pois minha cadeira não passava ali”
No contexto do poema, a palavra em destaque tem como termo referente o seguinte vocábulo:
Questão 27 10613559
CMJF 6° Ano - Prova de Matemática 2023TEXTO 1
A seguir, você vai ler um capítulo do livro “Extraordinário”. O livro conta a história de August, um menino de dez anos de idade que nasceu com uma deformidade no rosto. Ele passou por quase trinta cirurgias ao longo desses anos, o que dificultava seu ingresso na escola. Quando a doença de August estabiliza, seus pais acreditam ser a hora de ele começar a estudar. O capítulo a seguir retrata o momento de adaptação do personagem à sua nova rotina escolar.
Acorde-me quando setembro acabar

O restante do mês de setembro foi difícil. Eu não estava acostumado a acordar tão cedo de manhã. Não estava acostumado com o conceito de dever de casa. E tive meu primeiro “teste oral” no final do mês. Eu nunca tinha feito um “teste oral” quando a mamãe me dava aulas. Também não gostava de não ter mais tempo livre. Antes, eu podia brincar quando quisesse, mas agora parecia que sempre tinha alguma tarefa a fazer para a escola.
E ficar lá era horrível no começo. Cada aula nova era uma nova oportunidade de as crianças “não olharem” para mim. Elas me espiavam por trás dos cadernos ou quando eu não estava olhando. Evitavam esbarrar em mim a qualquer custo, dando a volta e pegando o caminho mais longo, como se eu tivesse algum germe que elas pudessem pegar; como se meu rosto fosse contagioso.
Nos corredores lotados, meu rosto sempre surpreendia alguma criança desavisada que ainda não tivesse ouvido falar a meu respeito. Ela fazia o mesmo som que uma pessoa faz antes de mergulhar, uma espécie de “ah!”. Isso acontecia quatro ou cinco vezes por dia nas primeiras semanas: nas escadas, em frente aos armários, na biblioteca. Quinhentas crianças em uma escola: todas elas acabariam vendo meu rosto em algum momento. E, depois dos primeiros dias, notei que eu tinha virado notícia, porque de vez em quando via uma criança cutucando o amigo enquanto passavam por mim, ou cochichando por trás da mão quando eu cruzava com elas. Posso imaginar o que diziam a meu respeito. Na verdade, não, prefiro nem tentar.
Não que elas fizessem por maldade. A propósito: nem sequer uma vez alguém riu, fez barulhos ou coisa do tipo. Estavam apenas sendo crianças bobas e normais. Sei disso. E meio que tinha vontade de dizer: “Tudo bem, sei que sou meio esquisito. Podem olhar, eu não mordo.” A verdade é que, se de repente um Wookiee começasse a frequentar a escola, eu também ficaria curioso e provavelmente olharia um pouco para ele! E, se eu estivesse andando com o Jack ou com a Summer, talvez cochichasse: “Olhe ali o Wookiee.” E, se o Wookiee me pegasse dizendo isso, ele saberia que não fiz por mal. Estava apenas apontando o fato de que ele era um Wookiee.
Levou mais ou menos uma semana para os alunos da minha turma se acostumarem com meu rosto. E eles eu via todos os dias, em todas as aulas. Para os outros alunos do quinto ano se habituarem, levou mais ou menos duas semanas. Esses eu via no refeitório, no recreio, na biblioteca e nas aulas de educação física, música e informática.
Para o restante dos alunos da escola, levou cerca de um mês. Era o pessoal dos outros anos. Alguns eram mais velhos. Tinham cortes de cabelo esquisitos. Outros tinham piercings no nariz ou espinhas. Nenhum se parecia comigo.
PALACIO, R. J. Extraordinário. Tradução de Rachel Agavino. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2013. p. 55-56. (Adaptado).
Vocabulário:
Wookiee: personagem de ficção da série Star Wars que chama a atenção por sua aparência diferente.
TEXTO 2
Por que todos os pais deveriam assistir esta animação da Pixar

"Float" é baseado na relação do diretor com seu filho diagnosticado com autismo e traz ensinamentos valiosos para todas as famílias.
Por Flávia Antunes
Ver o seu filho ser hostilizado por ter algo que foge do padrão dói muito. Mesmo que você não tenha passado por isso, não é difícil ter empatia e se colocar no lugar do outro. E aí que vem a difícil questão: como lidar? Proteger demais ou deixar que ele encare as frustrações do mundo? Um curta de animação da Pixar retrata bem este dilema e vale muito a pena ser visto.
“Float”, que está disponível desde novembro para os norte-americanos na plataforma Disney+, conta a história de um menino com o poder de voar. A condição “mágica” do garoto não é bem encarada pelas pessoas ao seu redor – e seu pai decide isolar a criança, na tentativa de protegê-lo de julgamentos e olhares maldosos. Alguma semelhança com o preconceito contra características consideradas “diferentes”? Toda!
A animação, de apenas 6 minutos, é baseada justamente na relação do diretor filipino Bobby Rubio com seu filho Alex, diagnosticado no espectro autista. A história em si não fala sobre o autismo, mas serve de metáfora para qualquer pai ou membro da família que lide com condições que fogem do que é tido como “padrão”.
O único diálogo da produção é bastante simbólico. Depois de crescer recluso dentro de casa, o garoto resolve fugir um dia e flutuar pelo playground. Ele está muito feliz, mas os outros adultos do parquinho não. Quando seu pai se depara com a situação, arrasta-o para longe e exclama, frustrado: “Por que você não pode simplesmente ser normal?!”
Ao perceber o efeito da fala sobre o filho, ele logo se arrepende, sente vergonha e deixa que o baixinho voe livremente – e mais, se diverte fingindo que voa junto com ele. Como se a história não gerasse emoção o suficiente, temos também o final do curta. O último depoimento traz uma dedicatória de Rubio, que homenageia o seu filho: “Para Alex. Obrigado por me tornar um pai melhor. Dedicado com amor e compreensão a todas as famílias com crianças consideradas diferentes”.
Disponível em https://bebe.abril.com.br/familia/por-que-todos-os-pais-deveriam-assistir-esta-animacao-da-pixar/ . Acesso em 28 maio de 2022. (Adaptado).
Vocabulário:
Float: palavra de língua inglesa que significa “flutuador” ou “aquele que flutua”.
TEXTO 3
Jovem paratleta conta como o esporte ajudou na sua inclusão
Dia do Portador de Deficiência: Rafael Vitorino, de 15 anos, nada desde os dois meses de vida e disputará os Jogos Estudantis do Rio de Janeiro na natação e e-sports
Por Matheus Wenna, 03/12/2020
No dia 3 de dezembro, celebra-se o Dia Internacional do Portador de Deficiência. Para muitos, o esporte é uma potente ferramenta de superação e inclusão social. Foi assim com Rafael Vitorino, o Rafinha, que nasceu com acondroplasia, um dos tipos mais comuns de nanismo. Sua deficiência afeta seus membros, fazendo com que os ossos dos braços e pernas sejam mais curtos que o habitual e causando baixa estatura. Devido a esta condição, começou a nadar ainda bebê e, o que antes era uma recomendação médica e depois virou diversão é, agora aos 15 anos, também uma meta de vida.
“Por conta da minha deficiência, eu tinha uma fragilidade nos ossos, então eu precisava fazer uma atividade física. A mais recomendada pelos médicos foi a natação para trabalhar meus músculos e meus ossos. Eu comecei com dois meses de idade, fui gostando da água, fiquei e com cinco anos já nadava em piscina grande”, conta Rafinha, que sempre se interessou por esportes e também praticou futebol, judô e jiujitsu, mas parou por recomendação pediátrica devido ao impacto destas modalidades.
Em 13 de dezembro, o jovem paratleta entrará mais uma vez na piscina, agora para disputar os Jogos Estudantis do Estado do Rio de Janeiro. Rafinha integra o ranking nacional da modalidade, já disputou outras competições importantes como as Paralimpíadas Escolares, na qual ganhou quatro medalhas no ano passado, e fará sua estreia na competição estadual. Ainda que seu estilo preferido, o borboleta, não esteja contemplado no cronograma do evento, ele quer conquistar medalhas nas provas de nado livre e peito.
Mais do que o sabor da vitória, ele conta como o esporte lhe ajudou não só a vencer desafios dentro da piscina, mas também fora dela. Graças à natação, Rafinha conseguiu mudar a forma como as outras pessoas o enxergam.
“Todo deficiente passa por bullying e o esporte nos ajuda a superar esta barreira. Eu passo a ser identificado não mais como uma pessoa com nanismo, mas sim como um atleta, alguém que nada bem. Quando eu comecei a competir na natação, eu sempre sentia força com meus amigos me dando parabéns pelas minhas medalhas. É um apoio que traz muitos benefícios para qualquer pessoa. Também sinto que no esporte é um ambiente onde sofremos menos preconceito”, destaca o paratleta.
Além de nadar, Rafael também competirá em eSports (jogos eletrônicos) nas modalidades Fortnite e ClashRoyale. Neste caso, as disputas não são separadas para paratletas, uma vez que sua baixa estatura não traz nenhuma desigualdade ou prejuízo de desempenho em relação às pessoas sem deficiência. Mas ele acredita que é da natação que vêm seus maiores reconhecimentos.
Para além do esporte, Rafael exerceu um papel fundamental para a inclusão no ambiente escolar. Após enfrentar dificuldades para utilizar um forno de micro-ondas na escola, desenvolveu um projeto chamado “E se fosse você?”, o qual trabalha a acessibilidade para pessoas com nanismo e busca transformações no espaço para favorecer também cadeirantes e deficientes visuais.
Disponível em: https://ge.globo.com/eu-atleta/noticia/jovem-paratleta-conta-como-o-esporte-ajudou-na-sua-inclusao.ghtml. Acesso em 05 de maio de 2022. Adaptado.
TEXTO 4

Disponível em: https://pt-br.facebook.com/tirasarmandinho/posts. Acesso em: 01 de junho de 2022.
Assinale a alternativa em que o termo em destaque expressa o sentido indicado entre parênteses:
Questão 22 10613450
CMJF 6° Ano - Prova de Matemática 2023TEXTO 1
A seguir, você vai ler um capítulo do livro “Extraordinário”. O livro conta a história de August, um menino de dez anos de idade que nasceu com uma deformidade no rosto. Ele passou por quase trinta cirurgias ao longo desses anos, o que dificultava seu ingresso na escola. Quando a doença de August estabiliza, seus pais acreditam ser a hora de ele começar a estudar. O capítulo a seguir retrata o momento de adaptação do personagem à sua nova rotina escolar.
Acorde-me quando setembro acabar

O restante do mês de setembro foi difícil. Eu não estava acostumado a acordar tão cedo de manhã. Não estava acostumado com o conceito de dever de casa. E tive meu primeiro “teste oral” no final do mês. Eu nunca tinha feito um “teste oral” quando a mamãe me dava aulas. Também não gostava de não ter mais tempo livre. Antes, eu podia brincar quando quisesse, mas agora parecia que sempre tinha alguma tarefa a fazer para a escola.
E ficar lá era horrível no começo. Cada aula nova era uma nova oportunidade de as crianças “não olharem” para mim. Elas me espiavam por trás dos cadernos ou quando eu não estava olhando. Evitavam esbarrar em mim a qualquer custo, dando a volta e pegando o caminho mais longo, como se eu tivesse algum germe que elas pudessem pegar; como se meu rosto fosse contagioso.
Nos corredores lotados, meu rosto sempre surpreendia alguma criança desavisada que ainda não tivesse ouvido falar a meu respeito. Ela fazia o mesmo som que uma pessoa faz antes de mergulhar, uma espécie de “ah!”. Isso acontecia quatro ou cinco vezes por dia nas primeiras semanas: nas escadas, em frente aos armários, na biblioteca. Quinhentas crianças em uma escola: todas elas acabariam vendo meu rosto em algum momento. E, depois dos primeiros dias, notei que eu tinha virado notícia, porque de vez em quando via uma criança cutucando o amigo enquanto passavam por mim, ou cochichando por trás da mão quando eu cruzava com elas. Posso imaginar o que diziam a meu respeito. Na verdade, não, prefiro nem tentar.
Não que elas fizessem por maldade. A propósito: nem sequer uma vez alguém riu, fez barulhos ou coisa do tipo. Estavam apenas sendo crianças bobas e normais. Sei disso. E meio que tinha vontade de dizer: “Tudo bem, sei que sou meio esquisito. Podem olhar, eu não mordo.” A verdade é que, se de repente um Wookiee começasse a frequentar a escola, eu também ficaria curioso e provavelmente olharia um pouco para ele! E, se eu estivesse andando com o Jack ou com a Summer, talvez cochichasse: “Olhe ali o Wookiee.” E, se o Wookiee me pegasse dizendo isso, ele saberia que não fiz por mal. Estava apenas apontando o fato de que ele era um Wookiee.
Levou mais ou menos uma semana para os alunos da minha turma se acostumarem com meu rosto. E eles eu via todos os dias, em todas as aulas. Para os outros alunos do quinto ano se habituarem, levou mais ou menos duas semanas. Esses eu via no refeitório, no recreio, na biblioteca e nas aulas de educação física, música e informática.
Para o restante dos alunos da escola, levou cerca de um mês. Era o pessoal dos outros anos. Alguns eram mais velhos. Tinham cortes de cabelo esquisitos. Outros tinham piercings no nariz ou espinhas. Nenhum se parecia comigo.
PALACIO, R. J. Extraordinário. Tradução de Rachel Agavino. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2013. p. 55-56. (Adaptado).
Vocabulário:
Wookiee: personagem de ficção da série Star Wars que chama a atenção por sua aparência diferente.
TEXTO 2
Por que todos os pais deveriam assistir esta animação da Pixar

"Float" é baseado na relação do diretor com seu filho diagnosticado com autismo e traz ensinamentos valiosos para todas as famílias.
Por Flávia Antunes
Ver o seu filho ser hostilizado por ter algo que foge do padrão dói muito. Mesmo que você não tenha passado por isso, não é difícil ter empatia e se colocar no lugar do outro. E aí que vem a difícil questão: como lidar? Proteger demais ou deixar que ele encare as frustrações do mundo? Um curta de animação da Pixar retrata bem este dilema e vale muito a pena ser visto.
“Float”, que está disponível desde novembro para os norte-americanos na plataforma Disney+, conta a história de um menino com o poder de voar. A condição “mágica” do garoto não é bem encarada pelas pessoas ao seu redor – e seu pai decide isolar a criança, na tentativa de protegê-lo de julgamentos e olhares maldosos. Alguma semelhança com o preconceito contra características consideradas “diferentes”? Toda!
A animação, de apenas 6 minutos, é baseada justamente na relação do diretor filipino Bobby Rubio com seu filho Alex, diagnosticado no espectro autista. A história em si não fala sobre o autismo, mas serve de metáfora para qualquer pai ou membro da família que lide com condições que fogem do que é tido como “padrão”.
O único diálogo da produção é bastante simbólico. Depois de crescer recluso dentro de casa, o garoto resolve fugir um dia e flutuar pelo playground. Ele está muito feliz, mas os outros adultos do parquinho não. Quando seu pai se depara com a situação, arrasta-o para longe e exclama, frustrado: “Por que você não pode simplesmente ser normal?!”
Ao perceber o efeito da fala sobre o filho, ele logo se arrepende, sente vergonha e deixa que o baixinho voe livremente – e mais, se diverte fingindo que voa junto com ele. Como se a história não gerasse emoção o suficiente, temos também o final do curta. O último depoimento traz uma dedicatória de Rubio, que homenageia o seu filho: “Para Alex. Obrigado por me tornar um pai melhor. Dedicado com amor e compreensão a todas as famílias com crianças consideradas diferentes”.
Disponível em https://bebe.abril.com.br/familia/por-que-todos-os-pais-deveriam-assistir-esta-animacao-da-pixar/ . Acesso em 28 maio de 2022. (Adaptado).
Vocabulário:
Float: palavra de língua inglesa que significa “flutuador” ou “aquele que flutua”.
Leia as afirmativas a seguir sobre os textos 1 e 2.
I) O texto 1 critica as aventuras vividas pelo personagem principal.
II) O texto 2 trata de uma animação inspirada em fatos reais.
III) O texto 2 retrata um personagem baseado em uma lenda.
IV) Os textos 1 e 2 trazem histórias com temáticas atuais e importantes.
São corretas as afirmativas
Questão 19 10613406
CMJF 6° Ano - Prova de Matemática 2023TEXTO
Por que todos os pais deveriam assistir esta animação da Pixar

"Float" é baseado na relação do diretor com seu filho diagnosticado com autismo e traz ensinamentos valiosos para todas as famílias.
Por Flávia Antunes
Ver o seu filho ser hostilizado por ter algo que foge do padrão dói muito. Mesmo que você não tenha passado por isso, não é difícil ter empatia e se colocar no lugar do outro. E aí que vem a difícil questão: como lidar? Proteger demais ou deixar que ele encare as frustrações do mundo? Um curta de animação da Pixar retrata bem este dilema e vale muito a pena ser visto.
“Float”, que está disponível desde novembro para os norte-americanos na plataforma Disney+, conta a história de um menino com o poder de voar. A condição “mágica” do garoto não é bem encarada pelas pessoas ao seu redor – e seu pai decide isolar a criança, na tentativa de protegê-lo de julgamentos e olhares maldosos. Alguma semelhança com o preconceito contra características consideradas “diferentes”? Toda!
A animação, de apenas 6 minutos, é baseada justamente na relação do diretor filipino Bobby Rubio com seu filho Alex, diagnosticado no espectro autista. A história em si não fala sobre o autismo, mas serve de metáfora para qualquer pai ou membro da família que lide com condições que fogem do que é tido como “padrão”.
O único diálogo da produção é bastante simbólico. Depois de crescer recluso dentro de casa, o garoto resolve fugir um dia e flutuar pelo playground. Ele está muito feliz, mas os outros adultos do parquinho não. Quando seu pai se depara com a situação, arrasta-o para longe e exclama, frustrado: “Por que você não pode simplesmente ser normal?!”
Ao perceber o efeito da fala sobre o filho, ele logo se arrepende, sente vergonha e deixa que o baixinho voe livremente – e mais, se diverte fingindo que voa junto com ele. Como se a história não gerasse emoção o suficiente, temos também o final do curta. O último depoimento traz uma dedicatória de Rubio, que homenageia o seu filho: “Para Alex. Obrigado por me tornar um pai melhor. Dedicado com amor e compreensão a todas as famílias com crianças consideradas diferentes”.
Disponível em https://bebe.abril.com.br/familia/por-que-todos-os-pais-deveriam-assistir-esta-animacao-da-pixar/ . Acesso em 28 maio de 2022. (Adaptado).
Vocabulário:
Float: palavra de língua inglesa que significa “flutuador” ou “aquele que flutua”.
As principais finalidades do texto são
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)