Questões de EFAF Português
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Questão 9 10682811
CN 2º Dia - Português (Amarela) 2023Texto para responder à questão.
TEXTO
O que há de errado com a felicidade? Assim Bauman começa seu livro A arte da vida. Parece um contradição em termos. Ser feliz é aspiração universa Apesar disso, como adverte o escritor, o caminho variado. Baseado no questionamento de Michael Rustin Zygmunt Bauman identifica como muitos países esta mais ricos, por exemplo, e o dinheiro abundante não vem acompanhado de melhoras expressivas em pesquisa sobre felicidade.
Aqui reside um paradoxo curioso: quase todo lutam por mais dinheiro, mas ele não consegue cumprir sua promessa imediata de satisfação. Por quê? Bauman imagina que uma parte da resposta esteja na transferência da felicidade para o ato que precede a compra. Uma vez adquirido o bem desejado, todo o esforço do mercado e da propaganda é para o bem seguinte.
O prazo de validade do prazer consumista é curto porque o objetivo de tudo não é nossa plena entusiasmada felicidade. A insatisfação permanente garante (lógico!) nossos impulsos permanentes de consumo. Nada busca nossa realização tudo indica nossa falta, carência, desejo.
O consumo é permanente, rápido e provoca esforços que indicam um vazio continuado e forte. Para quem produz e vende, interessa o buraco impossível de preencher, mas que mantenha todos eletrizados pelo novo modelo e novo eu.
Nos filósofos ditos estoicos, a satisfação plena costuma ser inatingível; temos de controlar o ato de desejo incessante mais do que comprar as coisas indicadas pelo desejo.
Traduzindo: Não se trata de ganhar mais, porém gastar menos. Aprofundando, a felicidade para um estoico - não pode passar perto da ideia de mostrar a mundo "o que eu tenho" ou "quanto posso gastar".
Os pais de crianças e adolescentes, em um mundo como o nosso, sofrem ainda mais porque capacidade dos jovens de viver o estoicismo ou de lerem Bauman é, digamos, menor do que o desejado Coincidem, na adolescência, dois desejo complementares: a estabilidade é dada pela aceitação do grupo; esta depende dos códigos comuns de consumo. Da mesma forma, existe pouca reflexão sobre o custo da obtenção do dinheiro aos 15 anos. Um adolescente que recusa os padrões vigentes de consumo é possível, mas e tão estranho quanto uma criança que exige brócolis em detrimento do brigadeiro. Viver imune aos apelos do consumo é complexo para o adulto e quase intransponível para o jovem.
Consumir é ser. Comprar possibilita assunto, bem como afirmação social. O tênis da moda é item existencial isso atinge o rico que pode satisfazer o desejo, o pobre que não pode e até o criminoso que insiste em poder por vias tortuosas.
Creia-me, minha cara senhora e meu estimado senhor, existem tênis que podem custar um automóvel. O preço absurdo de alguns itens é uma prova de sua distância do comum e, por consequência, de aumento do potencial de ser que o produto traga.
É preciso dissociar ser de consumir. Os adultos podem aumentar sua capacidade ao lerem livros como o de Bauman, restabelecendo, assim, um projeto de felicidade sem endividamento permanente. Consumir pode ser bom se o produto for alavanca simples para melhoram nossa visão de mundo. Jamais devemos deixar de pensam no desafio de um país em que tanta gente não tem o básico; outros, que podem ter, ficam endividados porque acreditaram em miragens.
Está na hora de colocar as coisas no seu patamar de coisas. Eu tenho a pretensão de viver assim. É uma luta. Escrevi esse texto para mim também, para minha esperança de "ser mais" do que "ter mais".
KARNAL, Leandro. Compro e vivo, O Estado de S.Paulo, São Paulo, 09 out. 2022. Cultura e comportamento, C12-Adaptado. Zygmunt Bauman - Sociólogo, pensador, professor e escritor polonês. Estoicismo - Doutrina filosófica (fundada por Zenão no séc. III a.C.) qu prega a rigidez moral e a serenidade diante das dificuldades.
No período "A insatisfação permanente garante (lógico!) nossos impulsos permanentes de consumo." (3°§), o autor usou os parênteses para:
Questão 5 10682795
CN 2º Dia - Português (Amarela) 2023Texto para responder à questão.
TEXTO
O que há de errado com a felicidade? Assim Bauman começa seu livro A arte da vida. Parece um contradição em termos. Ser feliz é aspiração universa Apesar disso, como adverte o escritor, o caminho variado. Baseado no questionamento de Michael Rustin Zygmunt Bauman identifica como muitos países esta mais ricos, por exemplo, e o dinheiro abundante não vem acompanhado de melhoras expressivas em pesquisa sobre felicidade.
Aqui reside um paradoxo curioso: quase todo lutam por mais dinheiro, mas ele não consegue cumprir sua promessa imediata de satisfação. Por quê? Bauman imagina que uma parte da resposta esteja na transferência da felicidade para o ato que precede a compra. Uma vez adquirido o bem desejado, todo o esforço do mercado e da propaganda é para o bem seguinte.
O prazo de validade do prazer consumista é curto porque o objetivo de tudo não é nossa plena entusiasmada felicidade. A insatisfação permanente garante (lógico!) nossos impulsos permanentes de consumo. Nada busca nossa realização tudo indica nossa falta, carência, desejo.
O consumo é permanente, rápido e provoca esforços que indicam um vazio continuado e forte. Para quem produz e vende, interessa o buraco impossível de preencher, mas que mantenha todos eletrizados pelo novo modelo e novo eu.
Nos filósofos ditos estoicos, a satisfação plena costuma ser inatingível; temos de controlar o ato de desejo incessante mais do que comprar as coisas indicadas pelo desejo.
Traduzindo: Não se trata de ganhar mais, porém gastar menos. Aprofundando, a felicidade para um estoico - não pode passar perto da ideia de mostrar a mundo "o que eu tenho" ou "quanto posso gastar".
Os pais de crianças e adolescentes, em um mundo como o nosso, sofrem ainda mais porque capacidade dos jovens de viver o estoicismo ou de lerem Bauman é, digamos, menor do que o desejado Coincidem, na adolescência, dois desejo complementares: a estabilidade é dada pela aceitação do grupo; esta depende dos códigos comuns de consumo. Da mesma forma, existe pouca reflexão sobre o custo da obtenção do dinheiro aos 15 anos. Um adolescente que recusa os padrões vigentes de consumo é possível, mas e tão estranho quanto uma criança que exige brócolis em detrimento do brigadeiro. Viver imune aos apelos do consumo é complexo para o adulto e quase intransponível para o jovem.
Consumir é ser. Comprar possibilita assunto, bem como afirmação social. O tênis da moda é item existencial isso atinge o rico que pode satisfazer o desejo, o pobre que não pode e até o criminoso que insiste em poder por vias tortuosas.
Creia-me, minha cara senhora e meu estimado senhor, existem tênis que podem custar um automóvel. O preço absurdo de alguns itens é uma prova de sua distância do comum e, por consequência, de aumento do potencial de ser que o produto traga.
É preciso dissociar ser de consumir. Os adultos podem aumentar sua capacidade ao lerem livros como o de Bauman, restabelecendo, assim, um projeto de felicidade sem endividamento permanente. Consumir pode ser bom se o produto for alavanca simples para melhoram nossa visão de mundo. Jamais devemos deixar de pensam no desafio de um país em que tanta gente não tem o básico; outros, que podem ter, ficam endividados porque acreditaram em miragens.
Está na hora de colocar as coisas no seu patamar de coisas. Eu tenho a pretensão de viver assim. É uma luta. Escrevi esse texto para mim também, para minha esperança de "ser mais" do que "ter mais".
KARNAL, Leandro. Compro e vivo, O Estado de S.Paulo, São Paulo, 09 out. 2022. Cultura e comportamento, C12-Adaptado. Zygmunt Bauman - Sociólogo, pensador, professor e escritor polonês. Estoicismo - Doutrina filosófica (fundada por Zenão no séc. III a.C.) qu prega a rigidez moral e a serenidade diante das dificuldades.
Em "[...] existem tênis que podem custar um automóvel." (9°§), a concordância verbal está em conformidade com a norma-padrão.
Isso também ocorre na opção:
Questão 3 10682787
CN 2º Dia - Português (Amarela) 2023Texto para responder à questão.
TEXTO
O que há de errado com a felicidade? Assim Bauman começa seu livro A arte da vida. Parece um contradição em termos. Ser feliz é aspiração universa Apesar disso, como adverte o escritor, o caminho variado. Baseado no questionamento de Michael Rustin Zygmunt Bauman identifica como muitos países esta mais ricos, por exemplo, e o dinheiro abundante não vem acompanhado de melhoras expressivas em pesquisa sobre felicidade.
Aqui reside um paradoxo curioso: quase todo lutam por mais dinheiro, mas ele não consegue cumprir sua promessa imediata de satisfação. Por quê? Bauman imagina que uma parte da resposta esteja na transferência da felicidade para o ato que precede a compra. Uma vez adquirido o bem desejado, todo o esforço do mercado e da propaganda é para o bem seguinte.
O prazo de validade do prazer consumista é curto porque o objetivo de tudo não é nossa plena entusiasmada felicidade. A insatisfação permanente garante (lógico!) nossos impulsos permanentes de consumo. Nada busca nossa realização tudo indica nossa falta, carência, desejo.
O consumo é permanente, rápido e provoca esforços que indicam um vazio continuado e forte. Para quem produz e vende, interessa o buraco impossível de preencher, mas que mantenha todos eletrizados pelo novo modelo e novo eu.
Nos filósofos ditos estoicos, a satisfação plena costuma ser inatingível; temos de controlar o ato de desejo incessante mais do que comprar as coisas indicadas pelo desejo.
Traduzindo: Não se trata de ganhar mais, porém gastar menos. Aprofundando, a felicidade para um estoico - não pode passar perto da ideia de mostrar a mundo "o que eu tenho" ou "quanto posso gastar".
Os pais de crianças e adolescentes, em um mundo como o nosso, sofrem ainda mais porque capacidade dos jovens de viver o estoicismo ou de lerem Bauman é, digamos, menor do que o desejado Coincidem, na adolescência, dois desejo complementares: a estabilidade é dada pela aceitação do grupo; esta depende dos códigos comuns de consumo. Da mesma forma, existe pouca reflexão sobre o custo da obtenção do dinheiro aos 15 anos. Um adolescente que recusa os padrões vigentes de consumo é possível, mas e tão estranho quanto uma criança que exige brócolis em detrimento do brigadeiro. Viver imune aos apelos do consumo é complexo para o adulto e quase intransponível para o jovem.
Consumir é ser. Comprar possibilita assunto, bem como afirmação social. O tênis da moda é item existencial isso atinge o rico que pode satisfazer o desejo, o pobre que não pode e até o criminoso que insiste em poder por vias tortuosas.
Creia-me, minha cara senhora e meu estimado senhor, existem tênis que podem custar um automóvel. O preço absurdo de alguns itens é uma prova de sua distância do comum e, por consequência, de aumento do potencial de ser que o produto traga.
É preciso dissociar ser de consumir. Os adultos podem aumentar sua capacidade ao lerem livros como o de Bauman, restabelecendo, assim, um projeto de felicidade sem endividamento permanente. Consumir pode ser bom se o produto for alavanca simples para melhoram nossa visão de mundo. Jamais devemos deixar de pensam no desafio de um país em que tanta gente não tem o básico; outros, que podem ter, ficam endividados porque acreditaram em miragens.
Está na hora de colocar as coisas no seu patamar de coisas. Eu tenho a pretensão de viver assim. É uma luta. Escrevi esse texto para mim também, para minha esperança de "ser mais" do que "ter mais".
KARNAL, Leandro. Compro e vivo, O Estado de S.Paulo, São Paulo, 09 out. 2022. Cultura e comportamento, C12-Adaptado. Zygmunt Bauman - Sociólogo, pensador, professor e escritor polonês. Estoicismo - Doutrina filosófica (fundada por Zenão no séc. III a.C.) qu prega a rigidez moral e a serenidade diante das dificuldades.
No trecho "Viver imune aos apelos do consumo complexo [...]" (7°§), a regência do termo destacado está em consonância com a norma gramatical vigente.
Em que opção isso também ocorre?
Questão 10 10673257
OBRL 7° Ano - 2° Fase 2023Em um laboratório de experimentos matemáticos, João, um entusiasta da ciência exata, decidiu apresentar um desafio intrigante para seus colegas. Ele pegou uma caixa de palitos de fósforo e, com uma expressão de concentração, organizou-os cuidadosamente no chão, formando uma equação aparentemente incorreta: 8 × 12 = 58.
O grupo de estudantes, apaixonados por quebra-cabeças matemáticos, observou a equação com atenção, desejando tornar essa equação verdadeira sem desfazer o sinal de igualdade.
Maria, conhecida por sua perspicácia e habilidades de observação, finalmente quebrou o silêncio com um sorriso de realização. Ela sugeriu uma solução brilhante que faria a equação se tornar verdadeira, revelando assim o enigma que João havia preparado.

Questão 5 10672930
OBRL 5º ano, 1° Fase - TETA 2023Em uma tarde de verão, em meio a uma extensa biblioteca abandonada, Janaína se deparou com um diário antigo, cujas páginas eram repletas de histórias e segredos do passado. Curiosa, ela começou a folhear o diário, mas notou que algo estava estranho. As páginas pareciam pular de um número para outro, como se algumas delas tivessem sido arrancadas ao longo dos anos.
Intrigada com o mistério, Janaína decidiu investigar. Ao examinar cuidadosamente as páginas do diário, ela observou que o número das páginas saltava de 58 para 99. A jovem se perguntou quantas páginas e folhas poderiam estar faltando entre essas duas numerações intrigantes.
Determinada a desvendar o enigma, Janaína começou a contar quantas páginas e folhas havia de uma para a outra. A cada página e folha virada, ela sentia a emoção de estar mais próxima da resposta que tanto buscava.
Os números pareciam dançar diante de seus olhos, mas ela se concentrou e chegou à conclusão de que estavam faltando:
Questão 7 10672873
OBRL 9° Ano - 1° Fase 2023Observe as comparações e descubra o padrão dos números relacionados a cada palavra:

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