Questões de EFAF Português - Gramática
1.745 Questões
Questão 8 10774579
IFMG 2022/2O Texto, a seguir, é um trecho do livro Na morada das palavras, de Rubem Alves. Leia-o para responder à questão.
Texto
Há músicas que contêm memórias de momentos vividos. Trazemnos de volta um passado. Lembramo-nos de lugares, objetos, rostos, gestos, sentimentos. (…) Mas há músicas que nos fazem retornar a um passado que nunca aconteceu. É uma saudade indefinível, sentimento puro, sem conteúdo.
ALVES, Rubem. Na morada das palavras. Campinas: Papirus Editora, 2003.
Qual figura de linguagem é empregada na passagem “retornar a um passado que nunca aconteceu”?
Questão 5 10768258
COLTEC 2022Leia o Texto para responder às questões
Choronavírus, pãodemia e cloroquiners deveriam entrar para o dicionário
Na pandemia da Covid-19, nós ressuscitamos uma dezena de palavras moribundas e mortiças
Gregorio Duvivier
Você deve ter lido esta matéria: a língua alemã criou mais de mil palavras na pandemia. Chamam de “coronaangst” o medo da pandemia, e de “impfneid” a inveja das pessoas que já se vacinaram. Tem nome até praquele corte de cabelo que você fez em si próprio: “coronafrisur”, ou coronacorte.
“Até nisso os alemães trabalham mais que a gente!”, pensei, invejoso, antes de perceber que não ficamos pra trás. Não criamos mais de mil palavras, claro. Em português não é assim que funciona.
Palavra aqui não é mosquito, que basta um pouco de água parada pra se reproduzir. Nosso léxico, romântico, precisa de clima pra acasalar. Não se faz uma palavra assim: coronarraiva. Tá vendo? Não rolou. Em português tem que ter química pra dar match. Mas quando rola é bonito de ver. E aconteceu diversas vezes nessa pandemia.
À proliferação de padeiros deram o nome brilhante de pãodemia. Chamamos de choronavírus a tristeza pandêmica e as crises de choro tão comuns no confinamento.
Quarenteners são os que ainda acreditam nas recomendação da OMS, em contraponto aos cloroquiners [...]. Os participantes de uma festa pandêmica são os covidados.
Já o imunizante chinês foi batizado por seus detratores de vachina. Repleto de bonecas e brinquedos, o lugar em que escrevo virou um ex-critório. Esse acabei de inventar. Perdão.
Não só de palavras novas se encheu nossa boca. Ressuscitamos uma dezena de palavras moribundas, mortiças como a palavra mortiça. Os alemães, tão atentos à sustentabilidade, deveriam se perguntar: por que fabricar palavras com tantas encostadas, apodrecendo no armário? Lavou, tá nova.
“Assintomático” constava nos compêndios médicos, nunca tinha frequentado conversa de WhatsApp. A palavra “imune” pertencia ao Big Brother, assim como “confinamento” e “casa de vidro”. [...]
“Pandemia” morava nos cafundós do dicionário, perto da palavra “quarentena” — outra palavra mortiça que voltou a nos assombrar. Ou “platô”, antes restrita aos geólogos, e “cepa”, antes restrita aos enólogos. Disso também tenho saudades.
Não devemos nada aos gringos na abundância vocabular. Talvez só nisso, mesmo. Deve existir em alemão uma palavra pra inveja de alguém por algo que nós já temos. Em português existe: complexo de vira-lata. Aliás: vira-lata, que palavra.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2021/04/choronaviruspaodemia-e-cloroquiners-deveriam-entrar-para-o-dicionario.shtml. Acesso em: 06 jul. 2021. (Adapt.)
Localize a frase em que as vírgulas do trecho em destaque foram usadas com uma função diferente das demais alternativas.
Questão 14 10767382
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2022Leia o texto para responder à questão.
A polícia suburbana
Noticiam os jornais que um delegado inspecionando, durante uma noite destas, algumas delegacias suburbanas, encontrou-as às moscas, comissários a dormir e soldados a sonhar.
Dizem mesmo que o delegado-inspetor surrupiou objetos para pôr mais à mostra o descaso dos seus subordinados.
Os jornais, com aquele seu louvável bom senso de sempre, aproveitaram a oportunidade para reforçar as suas reclamações contra a falta de policiamento nos subúrbios.
Leio sempre essas reclamações e pasmo. Moro nos subúrbios há muitos anos e tenho o hábito de ir para a casa alta noite.
Uma vez ou outra eu encontro um vigilante noturno, um policial e muito poucas vezes é-me dado ler notícias nas ruas que atravesso.
A impressão que tenho é de que a vida e a propriedade daquelas paragens estão entregues aos bons sentimentos dos outros e que os pequenos furtos de galinhas e coradouros1 não exigem um aparelho custoso de patrulhas e apitos.
Aquilo lá vai muito bem, todos se entendem livremente e o Estado não precisa intervir corretivamente para fazer respeitar a propriedade alheia.
Penso mesmo que, se as coisas não passassem assim, os vigilantes, obrigados a mostrar serviço, procurariam meios e modos de efetuar detenções e os notívagos, como eu, ou os pobres-diabos que lá procuram dormida, seriam incomodados, com pouco proveito para a lei e para o Estado.
Os policiais suburbanos têm toda a razão. Devem continuar a dormir. Ainda bem.
(Lima Barreto, Vidas urbanas. Adaptado)
1 coradouro: lugar onde se deixa a roupa mais branca
Considere a passagem do texto:
“... ou os pobres-diabos que lá procuram dormida...”.
Os substantivos que fazem o plural da mesma forma que o destacado na passagem transcrita são:
Questão 12 10767379
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2022Leia o texto para responder à questão.
A polícia suburbana
Noticiam os jornais que um delegado inspecionando, durante uma noite destas, algumas delegacias suburbanas, encontrou-as às moscas, comissários a dormir e soldados a sonhar.
Dizem mesmo que o delegado-inspetor surrupiou objetos para pôr mais à mostra o descaso dos seus subordinados.
Os jornais, com aquele seu louvável bom senso de sempre, aproveitaram a oportunidade para reforçar as suas reclamações contra a falta de policiamento nos subúrbios.
Leio sempre essas reclamações e pasmo. Moro nos subúrbios há muitos anos e tenho o hábito de ir para a casa alta noite.
Uma vez ou outra eu encontro um vigilante noturno, um policial e muito poucas vezes é-me dado ler notícias nas ruas que atravesso.
A impressão que tenho é de que a vida e a propriedade daquelas paragens estão entregues aos bons sentimentos dos outros e que os pequenos furtos de galinhas e coradouros1 não exigem um aparelho custoso de patrulhas e apitos.
Aquilo lá vai muito bem, todos se entendem livremente e o Estado não precisa intervir corretivamente para fazer respeitar a propriedade alheia.
Penso mesmo que, se as coisas não passassem assim, os vigilantes, obrigados a mostrar serviço, procurariam meios e modos de efetuar detenções e os notívagos, como eu, ou os pobres-diabos que lá procuram dormida, seriam incomodados, com pouco proveito para a lei e para o Estado.
Os policiais suburbanos têm toda a razão. Devem continuar a dormir. Ainda bem.
(Lima Barreto, Vidas urbanas. Adaptado)
1 coradouro: lugar onde se deixa a roupa mais branca
Considere as passagens.
• Dizem mesmo que o delegado-inspetor surrupiou objetos para pôr mais à mostra o descaso dos seus subordinados. (2º parágrafo)
• Moro nos subúrbios há muitos anos e tenho o hábito de ir para a casa alta noite. (4º parágrafo)
• Penso mesmo que, se as coisas não passassem assim, os vigilantes, [...] procurariam meios e modos de efetuar detenções e os notívagos... (8º parágrafo)
As expressões destacadas estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de
Questão 5 10738813
IFF 2022/2A Geração Z e a conexão 24 horas por dia
Velocidade? Sim. Paciência? Não. Redes sociais? Sim. Livros? Não. Ambição? Sim. Obediência? Não. Videogames? Sim. Esportes? Não. Fique de olho na “geração Z”, apressada, pragmática, autônoma e teimosa.
Estes dois bilhões de jovens nascidos depois de 1995, com a internet, estão decididos a construir uma vida distante dos códigos e das aspirações dos mais velhos. São “mutantes”, como são denominados por alguns pesquisadores, fascinados por sua fusão com o mundo digital. Eles navegam em várias telas e estão acostumados ao “tudo, ao mesmo tempo, agora”. Soa normal pagar muito pelo último ‘smartphone’ e, ao mesmo tempo, baixar gratuitamente filmes e música na internet. Os códigos dos adultos parecem defasados para eles, que gostam das marcas “rebeldes” e se informam, sobretudo, através das redes sociais, segundo estudos realizados na Europa e nos Estados Unidos por grandes empresas, como BNP e Ford, que querem entender seus futuros clientes.
Estes jovens, com idades entre 13 e 20 anos, se consideram de mente aberta e inovadores, mas reconhecem que são impacientes e cabeça-dura. Adotam os modismos que se propagam pela internet em todo o planeta, seja por meio de sucessos de bilheteria americanos, como “Jogos Vorazes” ou “Divergente”, ou a K-Pop coreana. Seu vocabulário é repleto de acrônimos e anglicismos. Seus ídolos são astros da internet, como o sueco PewDiePie, comentarista de games que tem mais de 30 milhões de seguidores no YouTube. Seus amigos das redes sociais são tão importantes quanto os da vida real e, às vezes, acabam se encontrando pessoalmente. Desde os 16 anos, até mesmo antes, frequentam páginas de contatos. Mais da metade dos Z considera que a autêntica vida social acontece nas redes, onde 84% têm conta registrada, segundo consulta da agência americana JWT. Para eles, é mais simples teclar do que falar.
Eles passam mais de três horas por dia na frente de telas, segundo o escritório de estudos americano Sparks and Honey. Sofrem de “FOMO” (Fear of Missing Out), o medo de perder alguma coisa, e odeiam a ideia de não estar conectados. Não lhes basta consumir séries e filmes. Eles querem participar, criar seu canal no YouTube ou blogs de vídeo. Estão em várias redes sociais, como Facebook, Instagram, Twitter e Tumblr. A maioria navega pela internet, enquanto assiste à televisão e pensa que a tecnologia torna tudo possível. Sua atenção é breve, mais que ler, escaneiam, o que às vezes provoca respostas superficiais às perguntas de seus professores.
Filhos da crise, eles têm critérios muito definidos com relação as suas escolhas profissionais. Na França, pelo mesmo salário, 25% elegeriam a empresa mais divertida, 22%, a mais inovadora, e 21%, a mais ética. Desejosos de ter um impacto no mundo, gostam do voluntariado, praticado por um quarto dos jovens de 16 a 19 anos nos Estados Unidos. No entanto, a maioria dos Z se considera “estressada” com o futuro, que lhes parece sombrio, sobretudo para o meio ambiente e a economia.
Disponível em: https://exame.abril.com.br/tecnologia/a-geracao-z-e-a-conexao-24-horas-pordia/. Acesso em: 23 abr. 2022.
Um texto bem escrito deve possuir uma pontuação adequada sob pena de prejudicar a interpretação da mensagem. Nesse contexto, o uso da vírgula possibilita evidenciar diferentes objetivos, dentre os quais: enumerar, explicar, marcar pausa, enfatizar etc.
Assinale a alternativa em que o uso da vírgula apresenta uma enumeração:
Questão 8 10734907
IFSP Tarde 2022Leia a tira a seguir e responda à questão:

Mafalda e o Mundo Doente QUINO.10 anos com Mafalda. Tradução de Monica Stahel. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2010. p. 68
O pai de Mafalda reage com ironia ao “mundo doente” da filha. Entretanto, ocorre ruptura abrupta em sua opinião:
06
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