Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 5 11025588
IFRR Integrados 2023Leia atentamente o poema Esperança para responder à questão:
Esperança
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
vive uma louca chamada Esperança
e ela pensa que quando todas as sirenas
todas as buzinas
todos os reco-recos tocarem
atira-se
e
- ó delicioso voo!
será encontrada miraculosamente incólume na
calçada,
outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
- Como é teu nome, meninazinha de olhos
verdes?
E ela lhes dirá
(é preciso dizer-lhes tudo de novo!)
ela lhes dirá, bem devagarinho, para que não
esqueçam nunca:
- O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Mario Quintana. Baú de espantos. 4.ed. São Paulo: Globo, 1986, p. 73.
Em qual das alternativas abaixo as palavras têm o mesmo número de sílabas da palavra “louca”?
Questão 2 11014383
IFC Exame de Classificação 2023Utilize o texto a seguir para responder as questão.
O vaivém dos barcos
Cinthia Ramos de Andrade
Sentada no barco, reflito sobre o trajeto até a escola. O barco a que me
refiro, faz o percurso que liga a Costa da Lagoa ao centrinho da Lagoa da Conceição, bairros localizados na Ilha da Magia, Florianópolis, Santa Catarina. Olhando pela janela percebo a beleza do lugar onde vivo e por um momento contemplo a natureza e reflito: “Será que diante da rotina diária do vaivém dos barcos há lugar para a contemplação da natureza?”. [...]
Percebo, ao meu lado, uma menina sentada que aparenta ter uns doze anos. Vejo que carrega numa mão um pedaço de pão e na outra um aparelho celular ligado ao seu corpo por um fone de ouvido. Nos quarenta e cinco minutos de trajeto nenhuma palavra me disse, mas parece ter conversado muito com amigos virtuais. Paisagens lindas ficaram para trás, o som das águas, a dança dos peixes, o cantar dos pássaros... Nada disso fez aquela menina se desligar por um momento de seu aparelho celular. A individualidade tomou conta daquele momento.
[...]
Ultimamente as pessoas estão vivendo sozinhas em meio à multidão. No vaivém dos barcos percebo que isso não é diferente. O resultado parece inevitável: O que é belo está se tornando comum porque o olhar está voltado para a mesmice de uma tela de celular. Tudo está realmente se modificando. Resta saber se o vaivém dos barcos permanecerá nas próximas gerações.
Texto adaptado - extraído da coletânea de autores finalistas da edição 2016 da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro - Disponível em: https://www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/9766/textos finalistas-2016-completo.pdf. Acesso em 21 jun 2022
A respeito do texto “O vaivém dos barcos”, considere as afirmativas a seguir acerca dos elementos da narrativa:
I. O título do texto contém uma palavra que possui sentido de movimento, a qual ao longo do texto, relaciona-se ao olhar contemplativo do narrador.
II. Há o predomínio de narração em 3ª pessoa.
III. O uso das formas verbais nominais olhando, vivendo, tornando, modificando reforçam o sentido de movimento na narrativa cuja semântica dá uma ideia de continuidade, ou seja, de ações que estão em andamento.
IV. O texto conduz o leitor à reflexão de que o uso cotidiano das tecnologias dificulta às pessoas se conectarem à natureza.
Estão corretas:
Questão 1 11014372
IFC Exame de Classificação 2023Utilize o texto a seguir para responder as questão.
O vaivém dos barcos
Cinthia Ramos de Andrade
Sentada no barco, reflito sobre o trajeto até a escola. O barco a que me
refiro, faz o percurso que liga a Costa da Lagoa ao centrinho da Lagoa da Conceição, bairros localizados na Ilha da Magia, Florianópolis, Santa Catarina. Olhando pela janela percebo a beleza do lugar onde vivo e por um momento contemplo a natureza e reflito: “Será que diante da rotina diária do vaivém dos barcos há lugar para a contemplação da natureza?”. [...]
Percebo, ao meu lado, uma menina sentada que aparenta ter uns doze anos. Vejo que carrega numa mão um pedaço de pão e na outra um aparelho celular ligado ao seu corpo por um fone de ouvido. Nos quarenta e cinco minutos de trajeto nenhuma palavra me disse, mas parece ter conversado muito com amigos virtuais. Paisagens lindas ficaram para trás, o som das águas, a dança dos peixes, o cantar dos pássaros... Nada disso fez aquela menina se desligar por um momento de seu aparelho celular. A individualidade tomou conta daquele momento.
[...]
Ultimamente as pessoas estão vivendo sozinhas em meio à multidão. No vaivém dos barcos percebo que isso não é diferente. O resultado parece inevitável: O que é belo está se tornando comum porque o olhar está voltado para a mesmice de uma tela de celular. Tudo está realmente se modificando. Resta saber se o vaivém dos barcos permanecerá nas próximas gerações.
Texto adaptado - extraído da coletânea de autores finalistas da edição 2016 da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro - Disponível em: https://www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/9766/textos finalistas-2016-completo.pdf. Acesso em 21 jun 2022
Trata-se de um gênero que, em suas múltiplas facetas, traz um olhar singular para o cotidiano. A autora ilumina situações, fatos, atribuindo-lhes novo sentido. Sensações, observações, lembranças e casualidades se misturam. O que poderia passar despercebido torna-se encantador, envolvente, surpreendente, marcante.
(coletânea de textos de autores finalistas da edição 2016 da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro).
Considerando a definição acima, o gênero predominante no texto “O vaivém dos barcos” é:
Questão 10 10994463
IFCE* 2023Leia o texto que segue.
A Pianista
Machado de Assis
[1] Tinha vinte e dois anos e era professora de piano. Era alta, formosa, morena e modesta. Fascinava e impunha respeito;
mas através do recato que ela sabia manter sem cair na afetação ridícula de muitas mulheres, via-se que era uma alma ardente
e apaixonada, capaz de atirar-se ao mar, como Safo ou de enterrar-se com o seu amante, como Cleópatra.
Ensinava piano. Era esse o único recurso que tinha para sustentar-se e a sua mãe, pobre velha a quem os anos e a
[5] fadiga de uma vida trabalhosa não permitiam já tomar parte nos labores de sua filha.
Malvina (era o nome da pianista) era estimada onde quer que fosse exercer a sua profissão. A distinção de suas
maneiras, a delicadeza de sua linguagem, a beleza rara e fascinante, e mais do que isso, a boa fama de mulher honesta acima
de toda a insinuação, tinha-lhe granjeado a estima de todas as famílias.
Era admitida nos saraus e jantares de família, não só como pianista, mas ainda como conviva elegante e simpática,
[10] sendo que ela sabia pagar com a mais perfeita distinção as atenções de que era objeto.
Nunca se lhe desmentira a estima que em todas as famílias encontrava. Essa estima estendia-se até à pobre Teresa,
sua mãe, que participava igualmente dos convites que faziam a Malvina.
O pai de Malvina morrera pobre, deixando à família a lembrança honrosa de uma vida honrada. Era um pobre
advogado sem carta, que, à custa de longa prática, conseguira poder exercer as funções da advocacia com tanto sucesso como
[15] se houvera cursado os estudos acadêmicos. O mealheiro do pobre homem foi sempre um tonel das Danaides, escoando-se por
um lado o que entrava por outro, graças às necessidades de honra que o mau destino lhe deparava. Quando pretendia começar
a fazer pecúlio para garantir o futuro da viúva e da órfã que deixasse, deu a alma a Deus.
Tinha, além de Malvina, um filho, principal causa dos danos pecuniários que sofreu; mas esse, mal faleceu o pai,
abandonou a família, e vivia, na época desta narrativa, uma vida de opróbrio.
[20] Era Malvina o único amparo de sua velha mãe, a quem amava com um amor de adoração.
Edição referência: http://www2.uol.com.br/machadodeassis Publicado originalmente em Jornal das Famílias 1866 Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/fs000068pdf.pdf Acesso em: 20 de setembro de 2022.
Considere corretamente as afirmações abaixo como verdadeiras (V) ou falsas (F):
( ) Em “[...] deixando à família a lembrança honrosa de uma vida honrada [...]” (linha 13), há dois adjetivos cognatos.
( ) Em “[...] a quem amava com um amor de adoração.” (linha 20), há um pleonasmo, porém não se trata de um vício de linguagem, mas de um recurso estilístico.
( ) Em “Tinha, além de Malvina, um filho, principal causa dos danos pecuniários que sofreu; mas esse, mal faleceu o pai, abandonou a família, [...]” (linhas 18 e 19), o pronome demonstrativo em destaque está sendo utilizado como elemento coesivo anafórico, referindo-se ao pai.
A sequência correta, de cima para baixo, é
Questão 1 10993777
IFCE* 2023Leia o texto que segue.
A Pianista
Machado de Assis
[1] Tinha vinte e dois anos e era professora de piano. Era alta, formosa, morena e modesta. Fascinava e impunha respeito;
mas através do recato que ela sabia manter sem cair na afetação ridícula de muitas mulheres, via-se que era uma alma ardente
e apaixonada, capaz de atirar-se ao mar, como Safo ou de enterrar-se com o seu amante, como Cleópatra.
Ensinava piano. Era esse o único recurso que tinha para sustentar-se e a sua mãe, pobre velha a quem os anos e a
[5] fadiga de uma vida trabalhosa não permitiam já tomar parte nos labores de sua filha.
Malvina (era o nome da pianista) era estimada onde quer que fosse exercer a sua profissão. A distinção de suas
maneiras, a delicadeza de sua linguagem, a beleza rara e fascinante, e mais do que isso, a boa fama de mulher honesta acima
de toda a insinuação, tinha-lhe granjeado a estima de todas as famílias.
Era admitida nos saraus e jantares de família, não só como pianista, mas ainda como conviva elegante e simpática,
[10] sendo que ela sabia pagar com a mais perfeita distinção as atenções de que era objeto.
Nunca se lhe desmentira a estima que em todas as famílias encontrava. Essa estima estendia-se até à pobre Teresa,
sua mãe, que participava igualmente dos convites que faziam a Malvina.
O pai de Malvina morrera pobre, deixando à família a lembrança honrosa de uma vida honrada. Era um pobre
advogado sem carta, que, à custa de longa prática, conseguira poder exercer as funções da advocacia com tanto sucesso como
[15] se houvera cursado os estudos acadêmicos. O mealheiro do pobre homem foi sempre um tonel das Danaides, escoando-se por
um lado o que entrava por outro, graças às necessidades de honra que o mau destino lhe deparava. Quando pretendia começar
a fazer pecúlio para garantir o futuro da viúva e da órfã que deixasse, deu a alma a Deus.
Tinha, além de Malvina, um filho, principal causa dos danos pecuniários que sofreu; mas esse, mal faleceu o pai,
abandonou a família, e vivia, na época desta narrativa, uma vida de opróbrio.
[20] Era Malvina o único amparo de sua velha mãe, a quem amava com um amor de adoração.
Edição referência: http://www2.uol.com.br/machadodeassis Publicado originalmente em Jornal das Famílias 1866 Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/fs000068pdf.pdf Acesso em: 20 de setembro de 2022.
“[...] através do recato que ela sabia manter sem cair na afetação ridícula de muitas mulheres, [...]” (linha 2)
I. Ausência de espontaneidade ou naturalidade na atitude, nos gestos e/ou nas palavras.
II. Comportamento pedante e presunçoso.
III. Exagero ou fingimento em demonstração de sentimento; falsidade.
Considerando o contexto, está em conformidade com o sentido do substantivo afetação o que está expresso em
Questão 10 10834604
COLUNI/UFV 1° Dia 2023/1Moacyr Scliar, na Introdução do livro “Histórias que os jornais não contam”, assume que em geral acreditaríamos que existe uma nítida linha divisória entre o real e o imaginário, entre o fato e a ficção, territórios pertencentes a vida e que o inspirariam a produção de textos. O autor declara que atrás de muitas notícias, haveria uma história esperando para ser contada.
Sobre as crônicas que compõem a obra, “Histórias que os jornais não contam”, é CORRETO afirmar que:
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