Questões de EFAF Português
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Questão 8372218
PUC-RS PUCRS 2002 1 FaseU PMFB 2002“Há uma tendência muito forte na linguagem oral do português brasileiro de tornar transitivos diretos alguns verbos que tradicionalmente eram transitivos indiretos. (...) Nesses casos, a tendência já está passando à escrita, e talvez seja mais frequente o emprego “errado” que o “certo”, mesmo em textos de boa qualidade, escritos por bons escritores ou jornalistas.”
(Faraco & Tezza. Prática de texto: língua portuguesa para nossos estudantes. Petrópolis: Vozes, 1992)
As frases a seguir contêm exemplos da tendência referida no texto, com exceção de:
Questão 8372217
PUC-RS PUCRS 2002 1 FaseU PMFB 2002Todas as construções a seguir são próprias da linguagem coloquial, condenadas, muitas vezes, por não estarem de acordo com a norma culta, à exceção de
Questão 8372215
PUC-RS PUCRS 2002 1 FaseU PMFB 2002
Quando a linguagem culta é um fantasma.
Antes de entrar-se no exame do problema do empobrecimento cada vez mais acentuado da linguagem dos jovens, é preciso estabelecer que em qualquer idioma há vários níveis (04) de expressão e comunicação: popular, coloquial, culto, profissional, grupal, etc. As diferenças entre esses níveis são evidentes, por isso facilmente demarcáveis(01).(22) Basta comparar(05), por exemplo, a chamada “fala(12) dos magrinhos” com a(13) de um deputado(05) em sua tribuna.
Assim, as dificuldades do jovem não estão, a rigor, na sua incapacidade de expressar-se. No seu grupo(14)(16) –(23) e aí(15) é que vive a maior parte de seu tempo –(23) certamente ele(17) não sente o menor embaraço para dizer o que quer e entender o que os amigos lhe falam. A comunicação se faz _________ perfeição, sem quaisquer ruídos: “Sábado vou dar um chego lá na tua baia, tá?” E a resposta vem logo, curta e precisa(06)
“Falô! Vê se leva o Beto junto. Faz tempo que ele não pinta lá. Depois, a gente sai pra dar uma banda”.
Esse é o nível de sua linguagem grupal(03). Um nível meio galhofeiro e rico de tons que ele(18) domina galhardamente(03).
Está como um peixe dentro de seu elemento natural(03). Movimenta-se com segurança e muito consciente de sua capacidade(07) expressional.
As dificuldades que experimenta –(24) e que o(19) fazem inseguro e frustrado –(24) estão na aprendizagem da língua “ensinada” na escola. A língua culta representa para ele um obstáculo intransponível, uma coisa estranha(10) que o assusta e deprime. E é fato compreensível.(25) Para o jovem(20), habituado à fala grupal, à gíria, ao jargão de seus companheiros de idade(11) e de interesses, a norma culta surge como um fantasma, um anacronismo(09) com o qual(21) não consegue estabelecer uma convivência amistosa. Se passa 23 horas e 10 minutos dizer _________ “tu viu”, “eu vi ela”, “me alcança a caneta”, “as redação”, como irá, nos 50 minutos de aula de português, alterar todo o comportamento linguístico e aceitar sem relutância que o certo é “tu viste”, “eu a vi”, “alcança-me a caneta”, “as redações”?
A força coercitiva(02) da escola é pouca para opor-se _________ avalanche que vem de fora. É, pensando bem, quase uma violência que se comete(08) contra a espontaneidade da linguagem dos jovens, principalmente quando o professor não é suficientemente esclarecido para dar-lhes a informação tranquilizadora de que todos os níveis de linguagem são legítimos, desde que inseridos em contexto sociocultural próprio. Explicar-lhes, enfim, por que a escola trabalha preferencialmente com o nível linguístico da norma culta.
Isso os tiraria da situação constrangedora em que se acham metidos e que se manifesta mais ou menos assim: “Não sei como é que eu não consigo aprender português!”
(VIANA, Lourival. Quando a linguagem culta é um fantasma. Correio do Povo, 07/08/83 (adaptado).)
Quando a linguagem culta é um fantasma.
Antes de entrar-se no exame do problema do empobrecimento cada vez mais acentuado da linguagem dos jovens, é preciso estabelecer que em qualquer idioma há vários níveis (04) de expressão e comunicação: popular, coloquial, culto, profissional, grupal, etc. As diferenças entre esses níveis são evidentes, por isso facilmente demarcáveis(01).(22) Basta comparar(05), por exemplo, a chamada “fala(12) dos magrinhos” com a(13) de um deputado(05) em sua tribuna.
Assim, as dificuldades do jovem não estão, a rigor, na sua incapacidade de expressar-se. No seu grupo(14)(16) –(23) e aí(15) é que vive a maior parte de seu tempo –(23) certamente ele(17) não sente o menor embaraço para dizer o que quer e entender o que os amigos lhe falam. A comunicação se faz _________ perfeição, sem quaisquer ruídos: “Sábado vou dar um chego lá na tua baia, tá?” E a resposta vem logo, curta e precisa(06)
“Falô! Vê se leva o Beto junto. Faz tempo que ele não pinta lá. Depois, a gente sai pra dar uma banda”.
Esse é o nível de sua linguagem grupal(03). Um nível meio galhofeiro e rico de tons que ele(18) domina galhardamente(03).
Está como um peixe dentro de seu elemento natural(03). Movimenta-se com segurança e muito consciente de sua capacidade(07) expressional.
As dificuldades que experimenta –(24) e que o(19) fazem inseguro e frustrado –(24) estão na aprendizagem da língua “ensinada” na escola. A língua culta representa para ele um obstáculo intransponível, uma coisa estranha(10) que o assusta e deprime. E é fato compreensível.(25) Para o jovem(20), habituado à fala grupal, à gíria, ao jargão de seus companheiros de idade(11) e de interesses, a norma culta surge como um fantasma, um anacronismo(09) com o qual(21) não consegue estabelecer uma convivência amistosa. Se passa 23 horas e 10 minutos dizer _________ “tu viu”, “eu vi ela”, “me alcança a caneta”, “as redação”, como irá, nos 50 minutos de aula de português, alterar todo o comportamento linguístico e aceitar sem relutância que o certo é “tu viste”, “eu a vi”, “alcança-me a caneta”, “as redações”?
A força coercitiva(02) da escola é pouca para opor-se _________ avalanche que vem de fora. É, pensando bem, quase uma violência que se comete(08) contra a espontaneidade da linguagem dos jovens, principalmente quando o professor não é suficientemente esclarecido para dar-lhes a informação tranquilizadora de que todos os níveis de linguagem são legítimos, desde que inseridos em contexto sociocultural próprio. Explicar-lhes, enfim, por que a escola trabalha preferencialmente com o nível linguístico da norma culta.
Isso os tiraria da situação constrangedora em que se acham metidos e que se manifesta mais ou menos assim: “Não sei como é que eu não consigo aprender português!”
(VIANA, Lourival. Quando a linguagem culta é um fantasma. Correio do Povo, 07/08/83 (adaptado).)
Para responder à questão, considerar as possibilidades de substituição para a pontuação no texto, apresentadas a seguir.
1. Substituir o ponto da (22) por dois-pontos, mantendo-se a letra maiúscula em “Basta”.
2. Substituir os travessões das linhas (23) por vírgulas.
3. Substituir os travessões das linhas (24) por parênteses.
4. Substituir o segundo ponto da linha (25) por vírgula, seguida de letra minúscula.
As possibilidades que mantêm a correção do texto são:
Questão 8372207
PUC-RS PUCRS 2002 1 FaseU PMFB 2002
Quando a linguagem culta é um fantasma.
Antes de entrar-se no exame do problema do empobrecimento cada vez mais acentuado da linguagem dos jovens, é preciso estabelecer que em qualquer idioma há vários níveis (04) de expressão e comunicação: popular, coloquial, culto, profissional, grupal, etc. As diferenças entre esses níveis são evidentes, por isso facilmente demarcáveis(01).(22) Basta comparar(05), por exemplo, a chamada “fala(12) dos magrinhos” com a(13) de um deputado(05) em sua tribuna.
Assim, as dificuldades do jovem não estão, a rigor, na sua incapacidade de expressar-se. No seu grupo(14)(16) –(23) e aí(15) é que vive a maior parte de seu tempo –(23) certamente ele(17) não sente o menor embaraço para dizer o que quer e entender o que os amigos lhe falam. A comunicação se faz _________ perfeição, sem quaisquer ruídos: “Sábado vou dar um chego lá na tua baia, tá?” E a resposta vem logo, curta e precisa(06)
“Falô! Vê se leva o Beto junto. Faz tempo que ele não pinta lá. Depois, a gente sai pra dar uma banda”.
Esse é o nível de sua linguagem grupal(03). Um nível meio galhofeiro e rico de tons que ele(18) domina galhardamente(03).
Está como um peixe dentro de seu elemento natural(03). Movimenta-se com segurança e muito consciente de sua capacidade(07) expressional.
As dificuldades que experimenta –(24) e que o(19) fazem inseguro e frustrado –(24) estão na aprendizagem da língua “ensinada” na escola. A língua culta representa para ele um obstáculo intransponível, uma coisa estranha(10) que o assusta e deprime. E é fato compreensível.(25) Para o jovem(20), habituado à fala grupal, à gíria, ao jargão de seus companheiros de idade(11) e de interesses, a norma culta surge como um fantasma, um anacronismo(09) com o qual(21) não consegue estabelecer uma convivência amistosa. Se passa 23 horas e 10 minutos dizer _________ “tu viu”, “eu vi ela”, “me alcança a caneta”, “as redação”, como irá, nos 50 minutos de aula de português, alterar todo o comportamento linguístico e aceitar sem relutância que o certo é “tu viste”, “eu a vi”, “alcança-me a caneta”, “as redações”?
A força coercitiva(02) da escola é pouca para opor-se _________ avalanche que vem de fora. É, pensando bem, quase uma violência que se comete(08) contra a espontaneidade da linguagem dos jovens, principalmente quando o professor não é suficientemente esclarecido para dar-lhes a informação tranquilizadora de que todos os níveis de linguagem são legítimos, desde que inseridos em contexto sociocultural próprio. Explicar-lhes, enfim, por que a escola trabalha preferencialmente com o nível linguístico da norma culta.
Isso os tiraria da situação constrangedora em que se acham metidos e que se manifesta mais ou menos assim: “Não sei como é que eu não consigo aprender português!”
(VIANA, Lourival. Quando a linguagem culta é um fantasma. Correio do Povo, 07/08/83 (adaptado).)
As informações apresentadas no texto são suficientes para responder à pergunta:
Quando a linguagem culta é um fantasma.
Antes de entrar-se no exame do problema do empobrecimento cada vez mais acentuado da linguagem dos jovens, é preciso estabelecer que em qualquer idioma há vários níveis (04) de expressão e comunicação: popular, coloquial, culto, profissional, grupal, etc. As diferenças entre esses níveis são evidentes, por isso facilmente demarcáveis(01).(22) Basta comparar(05), por exemplo, a chamada “fala(12) dos magrinhos” com a(13) de um deputado(05) em sua tribuna.
Assim, as dificuldades do jovem não estão, a rigor, na sua incapacidade de expressar-se. No seu grupo(14)(16) –(23) e aí(15) é que vive a maior parte de seu tempo –(23) certamente ele(17) não sente o menor embaraço para dizer o que quer e entender o que os amigos lhe falam. A comunicação se faz _________ perfeição, sem quaisquer ruídos: “Sábado vou dar um chego lá na tua baia, tá?” E a resposta vem logo, curta e precisa(06)
“Falô! Vê se leva o Beto junto. Faz tempo que ele não pinta lá. Depois, a gente sai pra dar uma banda”.
Esse é o nível de sua linguagem grupal(03). Um nível meio galhofeiro e rico de tons que ele(18) domina galhardamente(03).
Está como um peixe dentro de seu elemento natural(03). Movimenta-se com segurança e muito consciente de sua capacidade(07) expressional.
As dificuldades que experimenta –(24) e que o(19) fazem inseguro e frustrado –(24) estão na aprendizagem da língua “ensinada” na escola. A língua culta representa para ele um obstáculo intransponível, uma coisa estranha(10) que o assusta e deprime. E é fato compreensível.(25) Para o jovem(20), habituado à fala grupal, à gíria, ao jargão de seus companheiros de idade(11) e de interesses, a norma culta surge como um fantasma, um anacronismo(09) com o qual(21) não consegue estabelecer uma convivência amistosa. Se passa 23 horas e 10 minutos dizer _________ “tu viu”, “eu vi ela”, “me alcança a caneta”, “as redação”, como irá, nos 50 minutos de aula de português, alterar todo o comportamento linguístico e aceitar sem relutância que o certo é “tu viste”, “eu a vi”, “alcança-me a caneta”, “as redações”?
A força coercitiva(02) da escola é pouca para opor-se _________ avalanche que vem de fora. É, pensando bem, quase uma violência que se comete(08) contra a espontaneidade da linguagem dos jovens, principalmente quando o professor não é suficientemente esclarecido para dar-lhes a informação tranquilizadora de que todos os níveis de linguagem são legítimos, desde que inseridos em contexto sociocultural próprio. Explicar-lhes, enfim, por que a escola trabalha preferencialmente com o nível linguístico da norma culta.
Isso os tiraria da situação constrangedora em que se acham metidos e que se manifesta mais ou menos assim: “Não sei como é que eu não consigo aprender português!”
(VIANA, Lourival. Quando a linguagem culta é um fantasma. Correio do Povo, 07/08/83 (adaptado).)
Questão 8372118
EPCAR EPCAR 2002 1 FaseU POR 2002Considerando o contexto da seguinte tira:

Pode-se dar por certo que as expressões "Estrelinha do céu encantado...” e "Primeira estrela da noite escura..." funcionam sintaticamente como
Questão 8372927
EPCAR EPCAR 1999 1 FaseU POR 1999Assinale a alternativa que não apresenta erro de pontuação.
06
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