Questões de EFAF Português - Sintaxe
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Questão 9 618249
COTIL 1° Ano 2017Textos para a questão
Posto, logo existo, de Martha Medeiros
Começam a pipocar alguns debates sobre as consequências de se passar tanto tempo conectado à internet. Já se fala em saturação social, inspirado pelo recente depoimento de um jornalista do The New York Times que afirmou que sua produtividade no trabalho estava caindo por causa do tempo consumido pelo Facebook, Twitter e agregados, e que hoje ele se vê diante da escolha entre cortar seus passeios de bicicleta ou alguns desses hábitos digitais “que estão me comendo vivo”.
Antropofagia virtual. O Brasil, pra variar, está atrasado (aqui, dois terços dos usuários ainda atualizam seus perfis semanalmente), pois no resto do mundo já começa a ser articulado um movimento de desaceleração dessa tara por conexão: hotéis europeus prometem quartos sem wi-fi como garantia de férias tranquilas, empresas americanas desenvolvem programas de software que restringem o acesso à web e na Ásia crescem os centros de recuperação de viciados em internet. Tudo isso por uma simples razão: existir é uma coisa, viver é outra. Penso, logo existo. Descartes teria que reavaliar esse seu cogito, ergo sum, pois as pessoas trocaram o verbo pensar por postar. Posto, logo existo.
Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso em que poderiam estar vivendo, ou seja, namorando, indo à praia, trabalhando, viajando, lendo, estudando, cercadas não por milhares de seguidores, mas por umas poucas dezenas de amigos. Isso não pode ter se tornado tão obsoleto.
Claro que muitos usam as redes sociais como uma forma de aproximação, de resgate e de compartilhamento – numa boa. Se a pessoa está no controle do seu tempo e não troca o real pelo virtual, está fazendo bom uso da ferramenta. Mas não tem sido a regra. Adolescentes deixam de ir a um parque para ficarem trancafiados em seus quartos, numa solidão disfarçada de socialização. Isso acontece dentro da minha casa também, com minhas filhas, e não adianta me descabelar, elas são frutos da sua época, sua turma de amigos se comunica assim, e nem batendo com um gato morto na cabeça delas para fazê-las entender que a vida está lá fora. Lá fora!
O grau de envolvimento delas com a internet ainda é mediano e controlado, mas tem sido agudo entre muitos jovens sem noção, que se deixam fotografar portanto armas, fazendo sexo, mostrando o resultado de suas pichações, num exibicionismo triste, pobre, desvirtuado. São garotos e garotas que não se sentem com a existência comprovada, e para isso se valem de bizarrices na esperança de deixarem de ser “ninguém” para se tornarem “alguém”, mesmo que alguém medíocre.
Casos avulsos, extremos, mas estão aí, ao nosso redor. Gente que não percebe a diferença entre existir e viver. Não entendem que é preferível viver, mesmo que discretamente, do que existir de mentirinha para 17.870 que não estão nem aí.
(MEDEIROS, Martha. “Posto, logo existo”. O Globo: 25/03/2012.)
Em “...dois terços dos usuários ainda atualizam seus perfis semanalmente...”, observamos a concordância verbal correta.
Assinale a concordância verbal nos períodos abaixo; em seguida, marque a resposta correta.
A – Não só o encontro de pessoas mas também o diálogo entre elas (pode / podem) demonstrar que o mundo tem jeito.
B – Havia apenas um campo de batatas para as duas tribos, mas outros (poderia / poderiam) haver na vertente posterior da montanha.
C – No centro da cidade, (via-se / viam-se) os representantes dos professores grevistas.
D – Não (havia / haviam) meios de saber que já (faz / fazem) vinte anos do ocorrido.
A sequência correta está marcada na resposta:
Questão 7 483819
IFNMG Integrado 2017TEXTO

Disponível em:http://www.humorpolitico.com.br/olimpiadas-rio-2016/sociedade-e-cega-para-as-paraolimpiadas/. Acesso em: 25 ago. 2016.
Na oração “Peraí, pessoal! Nós ainda vamos jogar”, não é possível afirmar que:
Questão 5 416007
IFAL 2017TEXTO
“A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”
(Douglas Belchior)
Tenho plena consciência de que represento uma exceção. Ainda que miscigenado (fosse a pele retinta, bem sei que a vida reservaria ainda mais dificuldades), como homem negro, estudei. Alcancei o banco de uma universidade reconhecida, a PUCSP, onde me formei em História e alcei o desvalorizado, mas nem por isso menos nobre, status de professor. Trabalhador da rede pública estadual de São Paulo, nada convidativo financeiramente, mas ainda assim, digno.
Conciliar profissão a militância política foi uma opção consciente – outro privilégio para poucos. Trabalho, ganho a vida e pago minhas contas fazendo o que amo: educação, logo, política. A vida que escolhi me levou a pessoas incríveis: lideres políticos, intelectuais, atletas e artistas. Me levou a lugares impensáveis: salas acarpetadas de governos, viagens para debates, palestras e atividades políticas das mais diversas em quase todos os estados brasileiros e até nos EUA. Em todos esses espaços, tanto em momentos de conflito com adversários, quanto em momentos de elaboração e confraternização com os meus da “esquerda”, uma coisa nunca mudou: sou um homem negro. E como um negro no país da democracia racial, sempre soube que o tratamento gentil e tolerante a mim dispensado sempre esteve condicionado a que eu soubesse o meu lugar e que não me atrevesse a sair dele.
Fui candidato a deputado federal nas eleições de 2014. Alcancei quase 12 mil votos, alcançando posição de segundo suplente à câmara federal. Como liderança política do diverso e confuso movimento negro brasileiro, me dediquei ao enfrentamento ao racismo, à denúncia do genocídio negro e à luta por direitos sociais para o povo negro, sobretudo no que diz respeito à educação e aos direitos humanos, temas em que atuo com mais profundidade. Ainda assim, sempre enfrentei olhares desconfiados, posturas desencorajadoras e a impressão de eterna dúvida quanto à minha capacidade política ou profissional. Depois da candidatura em 2014, essa impressão só aumentou. E agora finalmente transpareceu, verbalizada, em uma destas conversas de internet, na última semana: “A política não é lugar pra preto vagabundo feito você!”
Um fato é inquestionável: negros não são tolerados na política, senão como serviçais, cabos eleitorais ou, no máximo, assistentes. No campo da esquerda isso não muda. E se for mulher é ainda mais difícil. Só que desta vez consegui reverter o efeito desestimulante. Diante da cultura racista dominante na ocupação dos espaços do poder político, dou aqui a minha resposta: “Vamos enfrentar, vamos disputar e vamos vencer! Lugar de preto é onde ele quiser – inclusive na política!”
(http://negrobelchior.cartacapital.com.br/politica-nao-elugar-pra-preto-vagabundo-feito-voce/. Texto adaptado)
“Ainda que miscigenado (fosse a pele retinta, bem sei que a vida reservaria ainda mais dificuldades), como homem negro, estudei.” A frase manter-se-ia com sentido equivalente se, em vez da palavra grifada, se utilizasse um vocábulo que lhe fosse sinônimo, tal qual
Questão 14 379793
IFSC 2017/2Texto
Somente 21 cidades catarinenses atingiram a meta de vacinação para HPV
[1] Apenas 21 dos 295 municípios catarinenses atingiram a meta de vacinação
[2] contra HPV em 2016, segundo dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica
[3] (Dive-SC). Ou seja, somente 7% das cidades superaram 80% de cobertura entre as
[4] meninas de nove anos. Santa Catarina pretendia imunizar 46.948 garotas nesta faixa
[5] etária no ano passado, mas somente 10.091 tomaram as duas doses da vacina, o que
[6] leva a uma cobertura de 21,5%. Especialistas defendem que, com essa baixa adesão,
[7] o Estado não conseguirá reduzir índices de doenças relacionadas ao vírus, como o
[8] câncer de colo de útero.
[9] A solução passa por mudança cultural, facilitar acesso aos postos e,
[10] principalmente, trabalhar a conscientização e reintroduzir vacinação nas escolas. Para
[11] Edison Natal Fedrizzi, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e
[12] chefe do Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV do Hospital Universitário – um dos
[13] locais que analisaram a eficácia da imunização –, três fatores principais influenciam a
[14] baixa adesão. O primeiro é a faixa etária: adolescentes não estão acostumados à
[15] rotina de vacinação, que é mais intensa com crianças. O segundo está relacionado ao
[16] temor de injeção, que impede a busca voluntária dos jovens. Outro ponto seria o
[17] horário de funcionamento dos postos, que dificulta o acesso de pais que trabalham.
[18] – Todos esses fatores somados levam a uma cobertura bem menor do que
[19] gostaríamos. Isso traz impactos, porque a infecção HPV é muito frequente e muitas
[20] vezes a pessoa nem sabe que está infectada pelo vírus – reforça o professor Fedrizzi.
[21] A gerente de Doenças Imunopreviníveis e Imunização da Dive-SC, Vanessa
[22] Vieira da Silva, considera que o grande desafio nesta faixa ainda é o retorno para
[23] completar a segunda dose, essencial para eficácia da vacina:
[24] – Nós temos um número muito grande de primeira dose, mas elas não retornam
[25]para a segunda.
[26] Vanessa ressalta que os dados neste ano (2017), primeira vez que os meninos
[27] são incluídos na campanha, estão dentro do esperado. Até 30 de março, foram
[28] aplicadas 8.283 doses em meninas e 11.265 doses em meninos.
[29] Diferentes tipos de câncer estão relacionados ao HPV, entre eles o de colo de
[30] útero, vagina, região genital externa, anal e de cavidade oral. A vacina é a forma mais
[31] eficaz de prevenção. Para Fedrizzi, a solução passa por estimular as campanhas nas
[32] escolas, como foi feito no início da vacinação em 2014.
[33] [...]
[34] Vanessa lembra que, durante a Campanha de Multivacinação do ano passado,
[35] em setembro, chamaram também os adolescentes e conseguiram vacinar quatro
[36] vezes mais essa faixa etária.
Disponível em http://dc.clicrbs.com.br/sc/estilo-de-vida/noticia/2017/04/somente-21-cidades catarinenses-atingiram a-metade- vacinacao-para-hpv-9768107.html Acesso em 10 de Abr 2017. [Texto adaptado]
Considere as afirmativas a seguir e assinale no cartão-resposta a alternativa CORRETA.
I. Em “Todos esses fatores somados levam a uma cobertura bem menor do que gostaríamos” (linhas 18-19), o sujeito do verbo em destaque é composto e inclui o autor do texto.
II. Em “Nós temos um número muito grande de primeira dose, mas elas não retornam para a segunda” (linhas 24-25), o pronome em destaque se refere a “primeira dose”.
III. Em “A vacina é a forma mais eficaz de prevenção” (linhas 30-31), o termo em destaque é objeto indireto.
IV. A presença do acento gráfico nas palavras clínica, útero e gostaríamos é justificada com base na mesma regra de acentuação.
Questão 7 166657
IFRN 2017Considere o trecho a seguir para responder às questões 7, 8 e 9.
O jogo é baseado em uma franquia japonesa dos anos 1990 e os jogadores usam seus celulares para descobrir e capturar personagens virtuais de Pokémon em vários lugares do mundo real.
Classifica-se o trecho como um período composto por
Questão 36 166422
IFRR 2017Calculando a expressão numérica √4 . √9 + √36 – 3, temos como solução:
06
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