Questões de EFAF Português
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Questão 8369886
MACK MACK 2007 1 FaseU PFQ (1) 2007
Há exatamente (3) dois anos, parei de fumar. Desde então, só fumei uns três (2) charutos incompletos. Em casamentos. E dos bons (1).
Depois de um ano, você é considerado um ex (4) por muitos pneumologistas. A vontade passou. Você está com outra cara. A pele melhorou. O otimismo reacende. Você até (5) acha que o Brasil tem jeito, que o pessoal reclama de barriga cheia. Falando em barriga... Você não se importa em engordar um pouquinho?
(Marcelo Rubens Paiva)
Afirma-se, com correção, que:
Há exatamente (3) dois anos, parei de fumar. Desde então, só fumei uns três (2) charutos incompletos. Em casamentos. E dos bons (1).
Depois de um ano, você é considerado um ex (4) por muitos pneumologistas. A vontade passou. Você está com outra cara. A pele melhorou. O otimismo reacende. Você até (5) acha que o Brasil tem jeito, que o pessoal reclama de barriga cheia. Falando em barriga... Você não se importa em engordar um pouquinho?
(Marcelo Rubens Paiva)
Questão 8369881
MACK MACK 2007 1 FaseU PFQ (1) 2007Certa vez, chamaram minha atenção para um erro de português no samba Comprimido. É a crônica de um sujeito que briga com a mulher. Ela dá uma dentada nele, que resolve deixar a marca para provar a agressão. Ganhou esse nome para enfatizar a ideia de que o indivíduo estava “pressionado ”, a ponto de tomar um comprimido e morrer. Lá pelo fim do texto, há o erro: “Noite de samba/ Noite comum de novela/ Ele chegou/ Pedindo um copo d’água/ Pra tomar um comprimido/ Depois cambaleando/ Foi pro quarto/ E se deitou/ Era tarde demais/ Quando ela percebeu que ele se envenenou ”. Então me deram um toque. Aí, tentei mudar. Nada encaixava. Um desespero. Aí ¹ decidi deixar assim, com erro mesmo. Nunca reclamaram.
O texto permite afirmar, com correção, que(Adaptado de entrevista de Paulinho da Viola)
Questão 8369879
EFOMM EFOMM 2007 1 FaseU MATPOR 2007Leia atentamente o seguinte texto:
Seca
Era hora do almoço dos trabalhadores. Enquanto os homens comiam lá dentro, o fazendeiro velho sentava-se na rede do alpendre, à frente de casa espiando o sol no céu, que tinia como vidro; procurando desviar os olhos da água do açude, lá além, que dentro de mais um mês estaria virada de lama.
Os dois cabras se aproximaram sem que ele pressentisse. Era um alto e um baixo; o baixo grosso e escuro, vestido numa camisa de algodãozinho encardido. O alto era alourado e não se podia dizer que estivesse vestido de coisa nenhuma, porque era farrapo só. O grosso na mão trazia um couro de cabra, ainda pingando sangue, esfolado que fora fazia pouco. E nem tirou o caco de chapéu da cabeça, nem salvou ao menos.
O velho até se assustou e bruscamente se pôs a cavalo na rede, a escutar a voz grossa e áspera, tal e qual quem falava:
— Cidadão, vim lhe vender este couro de bode. Aquele “cidadão”, assim desabrido, já dizia tudo. Ninguém chega de boa atenção em terreno alheio sem dar bom-dia. E tratando o dono da casa de cidadão. Assim, o fazendeiro achou melhor fingir que não ouvira e foi-se pondo de pé.
— O quê" Que é que você quer"
O homem escuro botou o couro em cima do parapeito e o sangue escorreu num fio pelo cal da parede:
— Estou arranchado com minha família debaixo daquele juazeiro grande, ali. Essa cabra passou perto — não sei de quem era. Matei, e a mulher está cozinhando a carne para comer. Agora, o couro — o senhor ou me dá dinheiro por ele, ou me dá farinha.
— E de quem é essa cabra" É minha" Quem lhe deu ordem para matar?
O velho estava tão furioso que o dedo dele, espetado no ar, tremia. E o loureba esfarrapado chegou perto e deu a sua risadinha:
— Ninguém perguntou a ela o nome do dono...
Mas o outro, sempre sério, olhou o velho na cara:
— Matei com ordem da fome. O senhor quer ordem melhor?
Nesse meio, os homens que almoçavam lá dentro escutaram as vozes alteradas e vieram ver o que havia. Eram uns doze — foram aparecendo pelo oitão da casa, de um em um, e se abriram em redor dos estranhos no terreiro.
Aí o velho se vendo garantido, começou a gritar:
— Na minha terra só eu dou ordem! Vocês são muito é atrevidos — me matarem o bicho e ainda me trazerem o couro pra vender, por desaforo! Chico Luís, veja aí de quem é o sinal dessa criação.
O feitor largou a foice no chão, puxou as orelhas do couro, e virou-se achando graça para um dos companheiros: era a sua cabrinha, não era mesmo, compadre Augusto? Está aqui o sinal...
O Augusto veio olhar também e ficou danado:
— Seus perversos, a cabra era da minha menina beber leite, estava cheia de cabrito novo!
Mas o olho do homem escuro era feio e, se ele se assustara vendo-se cercado pelos cabras da fazenda, não deu parecença. O loureba é que virava a cara de um lado para outro, procurando saída; ainda levou a mão ao quadril, tateou o cabo da faca — mas cada um dos homens tinha uma foice, um terçado, um ferro na mão.
Nesse pé o fazendeiro, para acabar com a história, resolveu mostrar bom coração; e gritou para o corredor:
— Menina! Manda aí uma cuia com um bocado de farinha!
Depois, retornando ao homem:
— Eu podia mandar prender vocês, para aprenderem a não matar bicho alheio! Mas têm crianças, não é? Tenho pena das crianças! Leve essa farinha, comam e tratem de ir embora. Daqui a uma hora quero o pé de juazeiro limpo e vocês na estrada. Podem ir!
O homem recebeu a cuia, não disse nada, saiu sem olhar para trás. O outro acompanhou, meio temeroso, tirou ainda o chapéu em despedida, e pegou no passo do companheiro. O velho reclamava em voz alta — cabra desgraçado, além de fazer o malfeito, recebe o favor e nem sequer abana o rabo.
Os trabalhadores, calados, acompanhavam com os olhos os dois estranhos que marchavam um atrás do outro, na direção do juazeiro, do qual só se avistava a copa alta ali no terreiro. Ninguém sabe o que pensavam; o dono da cabra deu de mão no couro e foi com ele para trás da casa.
Aí a sineta bateu e os homens saíram para o serviço. Passando pelo juazeiro, lá viram a família ao redor do fogo, os meninos procurando pescar pedaços da carne que fervia numa lata. Mas o homem escuro, encostado ao tronco, via-os passar, de braços cruzados, sem baixar os olhos. Ainda foi o dono da cabra que baixou os seus; explicou depois que não gostava de briga.
MORALIDADE: Este caso aconteceu mesmo. Faz mais de trinta anos escrevi uma história de cabra morta por retirante, mas era diferente. Então, o homem sentia dor de consciência, e até se humilhou quando o dono do bicho morto o chamou de ladrão. Agora não é mais assim. Agora eles sabem que a fome dá um direito que passa por cima de qualquer direito dos outros. A moralidade da história é mesmo esta: tudo mudou, mudou muito.
QUEIROZ, Rachel de. Cenas brasileiras. São Paulo: Ática, 1997, p. 14-17. (Para gostar de ler).
Lido o texto, observe atentamente cada quesito e assinale somente uma alternativa correta.
Questão 8369794
ETECSP ETECSP 2007 2 FaseU Gerais 2007
DVD
Uma Verdade Inconveniente (An Inconvenient Truth)
Estados Unidos. 2006. (Paramount) Al Gore passou décadas de sua carreira fazendo papel de chato ao falar insistentemente sobre um problema que parecia distante, o aquecimento global. Ficou com fama de bobão e como se sabe, perdeu a eleição para George W. Bush de forma nebulosa. Enquanto a popularidade do atual presidente despenca, a dele anda nas alturas — até em Prêmio Nobel já se fala. Tudo graça a esse bem urdido documentário sobre o tema mais caro ao ex-vice-presidente: as mudanças climáticas. Envolvente, ritmado e didático sem ser condescendente, o filme chega ao DVD com dados atualizados em relação à versão vista no cinema e é um programa quase que obrigatório para quem deseja entender por que o clima anda tão louco e o que se pode fazer no dia a dia para não agravar o problema.
Revista Veja, São Paulo, 07 fev. 2007.
Aponte a alternativa em que as palavras estão acentuadas, respectivamente, pela mesma regra das palavras décadas e prêmio.
DVD
Uma Verdade Inconveniente (An Inconvenient Truth)
Estados Unidos. 2006. (Paramount) Al Gore passou décadas de sua carreira fazendo papel de chato ao falar insistentemente sobre um problema que parecia distante, o aquecimento global. Ficou com fama de bobão e como se sabe, perdeu a eleição para George W. Bush de forma nebulosa. Enquanto a popularidade do atual presidente despenca, a dele anda nas alturas — até em Prêmio Nobel já se fala. Tudo graça a esse bem urdido documentário sobre o tema mais caro ao ex-vice-presidente: as mudanças climáticas. Envolvente, ritmado e didático sem ser condescendente, o filme chega ao DVD com dados atualizados em relação à versão vista no cinema e é um programa quase que obrigatório para quem deseja entender por que o clima anda tão louco e o que se pode fazer no dia a dia para não agravar o problema.
Revista Veja, São Paulo, 07 fev. 2007.
Questão 8369793
ETECSP ETECSP 2007 1 FaseU Gerais 2007Leia o trecho da crônica “Os trovões de antigamente”, do escritor Rubem Braga, nascido em Cachoeiro do Itapemirim, Espírito Santo.
E às vezes o rio atravessava a rua, entrava pelo nosso portão, e me lembro que nós, os meninos, torcíamos para ele subir mais e mais. Sim, éramos a favor da enchente, ficávamos tristes, de manhãzinha, quando, mal saltando da cama, íamos correndo para ver que o rio baixara um palmo — aquilo era uma traição, uma fraqueza do Rapemirim. Às vezes chegava alguém a cavalo, dizia que lá em cima, pelo Castelo, tinha caído chuva muita, anunciava água nas cabeceiras. Então dormíamos sonhando que a enchente ia outra vez crescer, queríamos sempre que aquela fosse a maior de todas as enchentes.
Indique a alternativa que traz uma interpretação válida para o texto lido.
Questão 8369792
ETECSP ETECSP 2007 1 FaseU Gerais 2007Assinale a alternativa em que a frase esteja escrita de acordo com o padrão culto da língua.
06
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