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Questão 8946192
ETECSP ETECSP 2008 1 FaseU Gerais (2) 2008Queridíssima:
Há muito tempo que não te escrevo. Notícias, poucas. Aqui na terra estão jogando futebol. O seu Corinthians, olha, nem te conto. [...]
O que eu quero te dizer é que a coisa aqui tá preta, como cantava o Chico em outros tempos. Preta no ar, na terra e nas águas. Aviões não decolam ou caem na cabeça das pessoas na hora do almoço; traficantes e polícia se matam e nos matam, corruptos de colarinho branco ou de calibre surrupiam nosso dinheiro, pedintes nos deixam divididos entre compaixão e irritação, mulheres jogam bebês no lixo; e as águas descem dos morros trazendo lama, barracos e bercinhos. A morte é banal.
Tem nada não: Natal vem aí. Carnaval vem aí. As escolas de samba já escolheram seus enredos, batem caixas para os turistas. [...]
Já te falei que acho a história do Brasil meio abstrata? Quer dizer: abstrata para estudante. Não tem paisagem. Quase não há o que ver fora dos livros. Na Europa, você vê a história em cada esquina. Os prédios onde se desenrolaram os fatos estão lá: mesmo em ruínas estão lá as praças, as igrejas, as catedrais de anos. A arte está lá, diante dos olhos, pode-se tocar. Nossa relação com a história é livresca, tudo parece ficção, só que com datas. Destruímos os lugares. Nossas cidades viraram complicados ajuntamentos de pessoas, ligadas por interesses, língua, alguns símbolos, mas falta o passado visível, concreto, arquitetônico, escultural. [...]
Você vem para o Natal" Garanto que já gastei minha cota de reclamações. Brindaremos a qualquer coisa, com espumantes brasileiros, que andam ótimos. Vê como já parei de reclamar" Beijos.
Ivan Ângelo, Veja SP, 28 nov. 2007.
"Há muito tempo que não te escrevo. Notícias, poucas. Aqui na terra estão jogando futebol. O seu Corinthians, olha, nem te conto.
Assinale a alternativa em que o trecho acima está redigido de acordo com a norma-padrão e com uniformidade de tratamento, em pessoa.
Questão 8946190
ETECSP ETECSP 2008 1 FaseU Gerais (2) 2008Queridíssima:
Há muito tempo que não te escrevo. Notícias, poucas. Aqui na terra estão jogando futebol. O seu Corinthians, olha, nem te conto. [...]
O que eu quero te dizer é que a coisa aqui tá preta, como cantava o Chico em outros tempos. Preta no ar, na terra e nas águas. Aviões não decolam ou caem na cabeça das pessoas na hora do almoço; traficantes e polícia se matam e nos matam, corruptos de colarinho branco ou de calibre surrupiam nosso dinheiro, pedintes nos deixam divididos entre compaixão e irritação, mulheres jogam bebês no lixo; e as águas descem dos morros trazendo lama, barracos e bercinhos. A morte é banal.
Tem nada não: Natal vem aí. Carnaval vem aí. As escolas de samba já escolheram seus enredos, batem caixas para os turistas. [...]
Já te falei que acho a história do Brasil meio abstrata? Quer dizer: abstrata para estudante. Não tem paisagem. Quase não há o que ver fora dos livros. Na Europa, você vê a história em cada esquina. Os prédios onde se desenrolaram os fatos estão lá: mesmo em ruínas estão lá as praças, as igrejas, as catedrais de anos. A arte está lá, diante dos olhos, pode-se tocar. Nossa relação com a história é livresca, tudo parece ficção, só que com datas. Destruímos os lugares. Nossas cidades viraram complicados ajuntamentos de pessoas, ligadas por interesses, língua, alguns símbolos, mas falta o passado visível, concreto, arquitetônico, escultural. [...]
Você vem para o Natal" Garanto que já gastei minha cota de reclamações. Brindaremos a qualquer coisa, com espumantes brasileiros, que andam ótimos. Vê como já parei de reclamar" Beijos.
Essa carta tem a finalidade deIvan Ângelo, Veja SP, 28 nov. 2007.
Questão 8946188
ETECSP ETECSP 2008 1 FaseU Gerais (1) 2008Analise o texto a seguir.
Habituamo-nos a ter o que necessitamos com o suor do nosso rosto. O homem foi domesticado para o trabalho. Viver sem trabalho provoca sentimento de culpa e o tempo livre é um problema assustador para a maioria das pessoas que ou não cultivam interesses diversificados ou se acomodaram à passividade das formas de lazer para consumo.
Por isso, se trabalharmos menos, talvez passemos mais tempo sentados à frente da televisão.
Lembremo-nos, porém, que o enriquecimento do lazer só pode vir com uma melhora na educação.
Baseado em: Domenico de Masi, J. M. Keynes e Wassily Leontief.
Sobre o texto é válido argumentar que elas apontam para o seguinte problema:
Questão 8946172
ETECSP ETECSP 2008 1 FaseU Gerais (1) 2008Leia o trecho a seguir.
O prazer da leitura é um caminho barato e nos ajuda a melhorar em todos os sentidos. Desenvolve o conhecimento geral, nos dá subsídios para refletir sobre o mundo e a condição humana. Como se não bastasse, os médicos sabem que exercitar a mente, através da leitura, ajuda a prevenir o mal de Alzheimer e contribui para que se viva com maior disposição.
Pesquisas revelam que quem lê regularmente por prazer tem uma vida muito mais ativa e bem-sucedida do que aqueles que preferem passar o tempo livre vendo televisão ou dedicando-se a outras atividades, que não exigem raciocínio. Para os primeiros, a vida é uma sucessão de novas experiências e de ampliação dos horizontes. Para quem se enquadra no segundo caso, a maturidade torna-se um processo de atrofia mental.
Adaptado de: SOUZA, Okky de e ZAKABI, Rosana. "Os donos de si". Revista Veja, 25 agosto 2004.
Segundo o texto, é correto afirmar que
Questão 8946171
ETECSP ETECSP 2008 1 FaseU Gerais (1) 2008TOURO (21 abr. a 20 mai.) – Domingo bom para cuidar das plantas e dar uma boa escapada para respirar ar puro. Longe das pessoas severas, dos que jogam baldes de água fria em seus projetos e sonhos. Perto de quem sabe que o tempo testa as aspirações e escolhe as que podem embasar toda uma vida.

Pode-se substituir, sem prejuízo ao sentido do texto, o verbo embasar porFolha de S. Paulo. 01 jul. 2007.
Questão 8946166
ETECSP ETECSP 2008 1 FaseU Gerais (1) 2008Leia o texto de Drauzio Varella, médico e escritor, no qual ele rememora sua infância, vivida na cidade de São Paulo, no bairro operário do Brás, na década de .
Cineminha Kolynos
"O caminhãozinho passou anunciando pelo alto-falante: Atenção, meninos e meninas! Hoje à noite venham assistir ao Cineminha Kolynos, com a comédia ’A casa mal-assombrada’! Estrelando: o Gordo e o Magro! Kolynos, a pasta dental que dá brilho ao seu sorriso!
Ninguém jogou bola naquele dia. Nas conversas, era só o Gordo e o Magro, da época do cinema mudo. Foi um custo convencer meu pai a me deixar ir, precisou tia Leonor telefonar para ele.
O caminhãozinho da Kolynos, com um tubo de pasta de dente desenhado na porta, estacionou em frente à fábrica – ponto de encontro das pessoas do bairro: armaram a tela, instalaram o alto-falante na janela da fábrica e nós corremos para sentar na calçada. Achei um lugar bem perto da tela e assisti ao filme.
Começou com umas crianças loiras, parece que canadenses, escovando os dentinhos. Todos arrumados, de pijama azul os meninos e elas de cor-de-rosa. Nenhuma cárie visível. Muito diferentes das crianças que eu conhecia. As meninas pareciam as fadas dos livros. Depois vieram o Gordo e o Magro e choramos de rir na calçada.
Fiquei encantado pela magia do cinema e cheio de curiosidade pelas crianças, que voltaram a escovar os dentes no final, para felicidade das mamães sorridentes, loiras e penteadinhas como elas.
Naquela noite, comecei a entender meu pai: existia outro mundo para lá das porteiras da estrada de ferro do Brás."
Adaptado de: VARELLA, Drauzio. Nas ruas do Brás. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2000, Coleção Memória e História.
Com base na leitura do texto e nos conhecimentos históricos, é válido afirmar que
Com os filmes e os produtos de consumo importados da América do Norte introduziram-se, no Brasil, também alguns valores e padrões de comportamento dos países mais desenvolvidos.
Os novos meios de comunicação voltados para o lazer, difundidos desde o início do século , permitiram a percepção das diferenças de qualidade de vida entre os países centrais e os periféricos.
Na década de , tal como hoje, alguns eventos voltados para o lazer tinham o patrocínio de grandes empresas, que os utilizavam como instrumento de divulgação para as suas marcas.
No período relatado, as histórias dos livros infantis eram, em sua maioria, de origem europeia ou norte-americana, daí a valorização dos padrões estéticos e étnicos característicos dos países que as produziam.
São válidas as afirmações contidas em
06
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