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Questão 1 10771534
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Leia atentamente o Texto para responder à questão.
Texto
Como lidar com brincadeiras que machucam a alma
Meire Cavalcante
A criançada entra na sala eufórica. Você se acomoda na
mesa enquanto espera que os alunos se sentem, retirem o
material da mochila e se acalmem para a aula começar.
Nesse meio tempo, um deles grita bem alto: “Ô, cabeção,
[5] passa o livro!” O outro responde: “Peraí, espinha”. Em
outro canto da sala, um garoto dá um tapinha, “de leve”, na
nuca do colega. A menina toda produzida logo pela manhã
ouve o cumprimento: “Fala, metida!” Ao lado dela, bem
quietinha, outra garota escuta lá do fundo da sala: “Abre a
[10] boca, zumbi!” E a classe cai na risada.
(...)
O nome dado a essas brincadeiras de mau gosto,
disfarçadas por um duvidoso senso de humor, é bullying. O
termo ainda não tem uma denominação em português (...),
mas é usado quando crianças e adolescentes recebem
[15] apelidos que os ridicularizam e sofrem humilhações,
ameaças, intimidação, roubo e agressão moral e física por
parte dos colegas. Entre as conseqüências, estão o
isolamento e a queda do rendimento escolar. Em alguns
casos extremos, o bullying pode afetar o estado emocional
[20] do jovem de tal maneira que ele opte por soluções
trágicas, como o suicídio.
(...)
Em janeiro do ano passado, Edmar Aparecido Freitas, de
18 anos, entrou no colégio onde tinha estudado, em Taiúva
(SP), e feriu oito pessoas com disparos de um revólver
[25] calibre 38. Em seguida, se matou. Obeso, ele havia
passado a vida escolar sendo vítima de apelidos
humilhantes e alvo de gargalhadas e sussurros pelos
corredores. Atitude semelhante tiveram dois adolescentes
norte-americanos na escola de Ensino Médio Columbine,
[30] no Colorado (EUA), em abril de 1999. Após matar 13
pessoas e deixar dezenas de feridos, eles também
cometeram suicídio quando se viram cercados pela polícia.
Assim como o garoto brasileiro, os jovens americanos
eram ridicularizados pelos colegas.
[35] Os exemplos de Edmar e dos garotos de Columbine, que
tiveram reações extremadas, são um alerta para os
educadores. “Os meninos não quiseram atingir esse ou
aquele estudante. O objetivo deles era matar a escola em
que viveram momentos de profunda infelicidade e onde
[40] todos foram omissos ao seu sofrimento", analisa o pediatra
Aramis Lopes Neto, coordenador do Programa de
Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes,
desenvolvido pela Abrapia.
Quem pratica e quem sofre
No filme norte-americano Bang Bang! Você Morreu,
[45] Trevor, o protagonista, é vítima de bullying. Para revidar,
ameaça os que o perseguem com um bomba de mentira.
Diferentes dele são os que sofrem em silêncio e enfrentam
com medo e vergonha o desafio de ir à escola. Em vez de
reagir ou procurar ajuda, se isolam, ficam deprimidos,
[50] querem abandonar os estudos, não se acham bons para
integrar o grupo, apresentam baixo rendimento e evitam
falar sobre o problema.
“Quem mais sofre é quem menos fala. Esses passam
despercebidos pelo professor”, alerta a psicóloga Carolina
[55] Lisboa, professora da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul e do Centro Universitário Feevale (RS). “Tinha
vontade de ficar sozinha. Não queria ser notada”, diz
Vanessa Brandão Greco, da 7ª
série da Escola Municipal
de Ensino Fundamental Thomas Mann, no Rio de Janeiro.
[60] Ela recebia apelidos humilhantes por causa dos cabelos
crespos.
Mesmo quem adere à brincadeira se sente diminuído pelos
comentários dos colegas. Mas, para se defender, entra no
jogo - o que dá uma falsa impressão de que não se
[60] ressente. “Eu ridicularizava os outros porque, se não
fizesse isso, o alvo seria eu”, conta Leandro Souza Gomes
Santos, da 8ª série.
(...)
O bullying também pode ser praticado por meios
eletrônicos. Mensagens difamatórias ou ameaçadoras
[65] circulam por e-mails, sites, blogs (os diários virtuais),
pagers e celulares. É quase uma extensão do que dizem e
fazem na escola, mas com a agravante de que a vítima
não está cara a cara com o agressor, o que aumenta a
crueldade dos comentários e das ameaças. Quando uma
[70] agressão está num mundo virtual, o melhor remédio, é
mais uma vez, a conversa. Se as crianças e adolescentes
confiam nos adultos que os cercam, podem contar sobre o
bullying sem medo de represálias, uma vez que terão a
certeza de encontrar ajuda.
(http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0178/aberto/ bullying.shtml)
Sobre o texto, pode-se inferir que
Questão 15 10736868
CMBH 6° Ano - Português 2008Assinale a opção em que o encontro vocálico seja um ditongo:
Questão 18 10726936
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2008Texto
Sinais de preconceito lingüístico
Houve um lado bom na polêmica declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na convenção do PSDB, noticiada com destaque na imprensa no fim de semana.
O assunto forçou a mídia a discutir publicamente questões ligadas às diferentes variantes da língua, assunto ainda muito restrito à academia.
Foi "certo" o que o ex-presidente disse? Ou era aceitável", posto que muitos falam assim?
O debate é pertinente e jornalisticamente atual.
Faltou, talvez, incluir na discussão a questão do preconceito lingüístico, conceito ainda pouco conhecido no país.
Esse tipo de preconceito estava na base da declaração do ex-presidente (reproduzo trecho de matéria da Folha Online):
- "Queremos brasileiros melhor educados, e não liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria"
O ponto tão alardeado pela imprensa no sábado e no domingo foi quanto ao uso inadequado do trecho "melhor educados".
Do ponto da variante culta da língua (a chamada norma culta), deveria ser "mais bem educados".
Esse foi, inclusive, o tema desta coluna na quinta- feira da semana passada.
O que a fala de Fernando Henrique esconde é a percepção de que "quem fala errado ou não domina a língua culta é pouco inteligente ou desprovido de autoridade intelectual".
Essa forma de raciocínio é o tal preconceito lingüístico: pela intolerância em aceitar a diferença no uso da língua, opta-se pelo preconceito.
Há, evidentemente, situações que exigem uma adequação maior à norma culta.
A fala do ex-presidente era uma delas, posto que criticava abertamente quem não seguia a variante culta (socialmente, a mais prestigiada do país).
Mas, em outros contextos, é comum uma flexibilização maior da norma.
É só ver as sessões de bate-papo do UOL.
Há abreviações e adaptações que, muitas vezes, tentam simular a fala.
A própria fala pode servir de exemplo.
Quem segue todas as regras de colocação pronominal numa conversa informal?
Me contaram algo sobre você ou contaram-me algo sobre você? Qual soa mais coloquial?
Claro que é a forma em que ocorre a próclise.
A construção, então, está errada?
Do ponto de vista da norma culta, sim.
Mas isso não quer dizer que não possa ser usada. Vai depender muito da situação e do contexto em que o trecho é produzido.
Em termos argumentativos, a fala de Fernando Henrique contradizia a crítica que tentava trazer.
Mas trouxe, por outro lado, a rara oportunidade de discutir o preconceito lingüístico.
É um conceito ignorado por muitos, mas que, para alguns autores, é tão grave quanto outras formas de preconceito.
Um abraço,
Paulo Ramos
Paulo Ramos
Paulo Ramos é jornalista, professor e consultor de língua portuguesa do Grupo Folha-UOL.
Disponível em http://educacao.uol.com.br/dicas-portugues/ult2781u669.jhtm. Acessado em 27/11/2007.
Em relação à frase “Houve um lado bom na polêmica declaração do ex-presidente...”, podemos identificar, para o verbo que a estrutura:
Questão 38 10634774
CMSM 6º Ano 2008Leia o texto abaixo e depois responda o item.
TEXTO
O RECRUTINHA

(www.exercito.gov.br/orecrutinha)
Em relação ao fragmento “Estamos presentes em todo o território nacional...”, é INCORRETO afirmar que:
Questão 8946216
ETECSP ETECSP 2008 2 FaseU Gerais 2008O grêmio de uma das Escolas Técnicas quer organizar um show de talentos e, por esse motivo, preparou cartazes como este, para espalhar pela escola.

Um dos alunos leu o cartaz e resolveu fazer correções, baseando-se na norma culta. Essas correções aparecem na alternativa:
Questão 8946214
ETECSP ETECSP 2008 2 FaseU Gerais 2008Considere o texto a seguir. Ele faz referência ao papel do cinema, a partir dos anos , e ao papel da televisão, por volta dos anos .
“Nunca um único sistema cultural teve tanto impacto e exerceu efeito tão profundo na mudança de comportamento e dos padrões de gosto e consumo de populações por todo o mundo, como o cinema de Hollywood no seu apogeu... Em primeiro lugar, o que calava fundo nas plateias era a beleza extraordinária daqueles seres, feito de maquiagem, penteados, luz e close-up. O conjunto dos recursos desenvolvidos para as finalidades técnicas das filmagens passa a ser introduzido no mercado, sugerindo a possibilidade de as pessoas manipularem suas próprias aparências para se assemelharem aos deuses da tela. O mercado será invadido de xampus, condicionadores, bases, ruge, rímel, lápis, sombras, batons, um enorme repertório de cortes, penteados e permanentes, tinturas, cílios, unhas postiças, e naturalmente “o sabonete das estrelas de cinema”...
A televisão viria a completar e dar o toque final a esse processo iniciado pelo cinema, invadindo e comandando a vida das pessoas dentro do próprio lar e organizando o ritmo e as atividades das famílias pelo fluxo variado da programação e dos intervalos comerciais.
Os objetos passaram a ser alvo do mesmo culto que a imagem dos astros e estrelas, e era muito comum os estúdios reforçarem essa associação, para além das roupas, joias e adereços, distribuindo fotos de seus contratados ao lado de telefones, motocicletas, discos e aparelhos sonoros, carros, móveis e locações turísticas.
O objeto do desejo se torna inseparável do desejo do objeto e um pode suprir a falta do outro.
Refletindo sobre o texto e comparando o cinema e a televisão do passado e do presente, pode-se afirmar queAdaptado de: SEVCENCKO, Nicolau. A capital irradiante: técnicas, ritmos e ritos do Rio. In: História da Vida Privada no Brasil, Vol. 3.
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