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Questão 6 170020
IFMT 2010/1Texto 2
RACISMO É BURRICE
Gabriel, o Pensador
[1] Salve, meus irmãos africanos e lusitanos, do outro lado do oceano
“O Atlântico é pequeno pra nos separar, porque o sangue é mais forte que a água do mar”
Racismo, preconceito e discriminação em geral
É uma burrice coletiva sem explicação
[5] Afinal, que justificativa você me dá para um povo que precisa de união
Mas demonstra claramente infelizmente preconceitos mil
De naturezas diferentes mostrando que essa gente
Essa gente do Brasil é muito burra e não enxerga um palmo à sua frente
Porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente
[10] Eliminando da mente todo o preconceito
E não agindo com a burrice estampada no peito
A “elite” que deveria dar um bom exemplo
É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento
Num complexo de superioridade infantil
[15] Ou justificando um sistema de relação servil
E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação
Não tem a união e não vê a solução da questão
Que por incrível que pareça está em nossas mãos
Só precisamos de uma reformulação geral
[20] Uma espécie de lavagem cerebral
Racismo é burrice
Não seja um imbecil, não seja um ignorante
Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante
O quê que importa se ele é nordestino e você não?
O quê que importa se ele é preto e você é branco
[25] Aliás, branco no Brasil é difícil, porque no Brasil somos todos mestiços
Se você discorda, então olhe para trás
Olhe a nossa história, os nossos ancestrais
O Brasil colonial não era igual a Portugal
[30] A raiz do meu país era multirracial
Tinha índio, branco, amarelo e preto
Nascemos da mistura, então por que o preconceito?
Barrigas cresceram, o tempo passou
Nasceram os brasileiros, cada um com a sua cor
[35] Uns com a pele clara, outros mais escura
Mas todos viemos da mesma mistura
Então, presta atenção nessa sua babaquice
Pois como eu já disse, racismo é burrice
Dê à ignorância um ponto final:
[40] Faça uma lavagem cerebral
Racismo é burrice [...]
O PENSADOR, Gabriel. Racismo é burrice. Disponível em: . Acesso em: 9 set. 2009.
As questões de 06 a 10 referem-se ao Texto 2.
O texto apresenta uma idéia de como o brasileiro se comporta diante do racismo. O autor, dessa forma, caracteriza o brasileiro como:
Questão 3 170017
IFMT 2010/1Texto 1
PROJETO DO GOVERNO DO RIO DE JANEIRO ATACA DISCRIMINAÇÃO A HOMOSSEXUAIS NAS ESCOLAS
Thaís Leitão
[1] Embora não haja levantamentos oficiais que dimensionem a evasão escolar motivada pela discriminação contra
alunos com base em sua sexualidade, profissionais de educação do Rio de Janeiro garantem que em sala de
aula o preconceito se revela como um forte fator para que os jovens abandonem os estudos e, muitas vezes,
deixem de lado sonhos de formação profissional. O governo estadual espera mudar essa realidade por meio de
um projeto que pretende capacitar dirigentes de escolas para enfrentar o problema.
[2] “Ainda não temos indicadores, mas sabemos que a discriminação na escola é muito séria e é causa de uma
grande evasão. Percebemos que muitos alunos que procuram a Eja (Educação para Jovens e Adultos) haviam
abandonado seus estudos porque não se sentiam à vontade em sala de aula, sendo motivo de chacota e até
agressão física” explicou a assistente de coordenação de Diversidade Educacional da Secretaria Estadual de
Educação do Rio, Silva Cruz. “Por isso, começamos a elaborar um programa para mudar essa realidade,
principalmente no ensino médio.”
[3] Na tentativa de reverter esse quadro, o governo estadual está capacitando diretores das escolas de sua rede
para lidar com a diversidade nas salas de aula. Por meio do projeto Jornada de Educação e Cidadania e
Combate à Homofobia, que envolve exibição de vídeos e realização de mesas-redondas e debates, esses
profissionais recebem orientações específicas sobre como respeitar as diferentes orientações sexuais de
professores e alunos e estimular a convivência saudável no ambiente escolar.
[4] O professor Fábio Castelano, diretor da secretaria de Gênero e Combate à Homofobia do Sepe (Sindicato
Estadual dos Profissionais de Educação), conta que o preconceito é comum não apenas em relação a alunos,
mas também a docentes homossexuais. “É muito comum ver atos discriminatórios em sala de aula. Como
professor, quando percebo algo nesse sentido, tento fazer um paralelo com outros tipos de preconceitos, como
o racial. Aí, é mais fácil os alunos entenderem que qualquer discriminação, seja por orientação sexual, seja pela
cor ou pela religiosidade, é absurda.”
[5] Castelano é um exemplo de quanto o preconceito na escola também faz com que as pessoas escondam sua
orientação sexual. Ele disse ter escondido sua homossexualidade durante anos por temer a reação da
comunidade escolar. “Sempre fui um professor muito respeitado e tinha medo de perder essa condição que
conquistei com muito trabalho e dedicação.”
[6] Gilmar Santos, presidente do grupo Conexão G, organização não-governamental que atua na defesa dos direitos
dos homossexuais em favelas cariocas, afirmou que, além dos prejuízos emocionais provocados pela evasão
escolar em função da discriminação, o abandono dos estudos aumenta as dificuldades dessa parcela da
população na hora de conseguir um emprego. “Quando desistem de estudar, ficam sem qualificação e encontrar
um emprego se torna muito mais difícil. Dessa forma, muitos acabam caindo na prostituição por não encontrarem
outra opção para garantir seu pão de cada dia.”
[7] Segundo Santos, com base nos atendimentos realizados pela Ong, que incluem orientação jurídica, social e
psicológica, ocorre pelo menos um caso de agressão, física ou verbal, contra homossexuais a cada dia.
LEITÃO, Thaís. Projeto do governo do Rio de Janeiro ataca discriminação a homossexuais nas escolas. Disponível em: . Acesso em: 8 set. 2009.
Considerando o uso da palavra homofobia e sua relação com o texto, o seu significado é:
Questão 6 10888045
Liceu-SP 2009A questão baseia-se no conto de Carlos Drummond de Andrade.
A incapacidade de ser verdadeiro
Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões-da-independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.
Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:
- Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia.
As informações do período - Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias. - equivale a
Questão 61 10873515
IFSP 2009A questão baseiam-se nos versos de Márion de Andrade.
A meditação sobre o Tietê
Água do meu Tietê,
Onde me queres levar?
– Rio que entras pela terra
E que me afastas do mar...
É noite. E tudo é noite. Debaixo do arco admirável
Da Ponte das Bandeiras o rio
Murmura num banzeiro de água pesada e oliosa.
É noite e tudo é noite. Uma ronda de sombras,
Soturnas sombras, enchem de noite de tão vasta
O peito do rio, que é como si a noite fosse água,
Água noturna, noite líquida, afogando de apreensões
As altas torres do meu coração exausto. (...)
Observe os versos:
Água do meu Tietê,
Onde me queres levar?
A expressão Água do meu Tietê funciona como
Questão 57 10873479
IFSP 2009Leia o texto para responder à questão.
Os donos de Piratininga
Nos tempos da fundação de São Paulo, os tupiniquins dominavam os campos de Piratininga e o Vale do Tietê. O planalto era povoado por várias aldeias tupis. Os índios desciam para o litoral na época do frio para pescar e foram os responsáveis pela criação de várias trilhas, a maioria usada pelos jesuítas e portugueses.
Os tupis eram formados por diversos grupos indígenas, que, na sua maioria, viviam para a guerra. Tinham na sua força e coragem profundo orgulho.
Entre as famílias tupis, predominavam na Ilha de São Vicente os tamoios, quando a expedição portuguesa chegou em 1532.
É importante ressaltar que o cacique Tibiriçá, chefe de uma parte da nação indígena estabelecida nos campos de Piratininga, com sede na aldeia de Inhampuambuçu, foi grande colaborador dos jesuítas e portugueses. Defendeu muitas vezes São Paulo de ataques de outras tribos e facilitou o trabalho de catequese. Seus restos mortais se encontram hoje depositados em uma cripta na Catedral da Sé.
(www.cidadedesaopaulo.com/shMat.asp)
Observe a frase:
Os índios desciam para o litoral na época do frio para pescar e foram os responsáveis pela criação de várias trilhas, a maioria usada pelos jesuítas e portugueses.
Assinale a alternativa em que o trecho, reescrito, está de acordo com a língua padrão quanto à concordância nominal e verbal.
Questão 14 10727002
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2009Texto
AS DEFESAS DA SUPERECONOMIA
O Brasil resiste de maneira inédita aos choques da crise externa e festeja o aumento do crescimento e o recorde nos investimentos
GIULIANO GUANDALINI
Desde que eclodiu, há um ano, a crise dos mercados financeiros freou a atividade econômica nos países ricos e contagiou as bolsas em todo o planeta. A despeito dessa tormenta, no entanto, a economia brasileira segue inabalável. De acordo com números divulgados na semana passada, o PIB (produto interno bruto, soma de todas as mercadorias e serviços produzidos pelo país) cresceu num ritmo forte de 6,1% no segundo trimestre deste ano. O País, assim, deve completar dois anos consecutivos com aumento do PIB acima de 5%, o que não ocorria havia mais de duas décadas. O que é melhor: o crescimento foi puxado por um avanço recorde de 16,2% nos investimentos produtivos, ou seja, está-se diante de um crescimento sadio e, ao que tudo indica, sustentável.
Como o país prospera em meio à turbulência dos mercados mundiais? São várias as razões. Uma delas, como mostra a Carta ao Leitor desta edição, é a ascensão de 20 milhões de novos consumidores no Brasil. Esse contingente veio das classes D e E e atingiu os níveis de consumo de classe média, mesmo que ainda nos primeiros degraus. Eles não emergiram por motivos fortuitos. O país teve de arrumar a casa antes. Desde 1994, a economia foi se cercando de escudos protetores que lhe permitem hoje navegar com mais segurança e capacidade em momentos de tormenta externa, como agora. Pois é essa imunidade ao contágio externo, ainda que imperfeita e não testada em situações de gravidade máxima, que permite ao Brasil comemorar recordes de investimentos e de consumo privado, a despeito da crise nas bolsas do mundo – com reflexo no nosso próprio mercado acionário. Alguns desses escudos são amplamente conhecidos. Entre ele, a manutenção de políticas econômicas previsíveis e responsáveis há mais de uma década. (...)
94 | 17 DE SETEMBRO, 2008 | veja
Sabemos que os pronomes funcionam como elementos de referenciação, identificando seres no tempo e no espaço.
No fragmento: “Desde 1994, a economia foi se cercando de escudos protetores que lhe permitem hoje navegar com mais segurança e capacidade em momentos de tormenta externa, como agora.” (texto), quais termos são, respectivamente, referenciados pelos pronomes destacados?
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