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Questão 27 172041
SESC 2010Texto
Talvez você não saiba, mas a internet polui. E muito: ela já é responsável por 2% de todas as emissões globais de CO2(mesma quantidade de poluição gerada pelos aviões). Isso acontece porque os computadores que sustentam a rede são movidos a energia elétrica. E, quando essa energia é obtida pela queima de carvão ou outros combustíveis fósseis, polui. Mas cientistas dos EUA bolaram uma proposta intrigante para resolver o problema: eles querem deixar a internet mais lenta – e, com isso, reduzir em até 50% o seu consumo de energia. Isso mesmo.
A ideia é segurar o fluxo de informações, o que daria um refresco para a infra-estrutura da rede. Em vez de ficarem ativos o tempo inteiro, os roteadores (computadores que direcionam o fluxo de dados na internet) seriam desligados. Eles só entrariam em ação quando tivessem determinada quantidade de dados para processar ou transmitir. Além de economizar energia, isso causaria congestionamentos na rede – mas os cientistas dizem que ninguém precisa se preocupar. “O atraso fica entre 3 e 20 milésimos de segundo. É imperceptível”, diz o pesquisador Sergiu Nedevschi, da Universidade da Califórnia. Ele acredita que, até 2010, toda a rede poderá estar operando no novo sistema.
Enquanto isso não acontece, a preocupação com o consumo de energia já mobiliza os gigantes da internet. Para tentar resolver sua parte do problema, o Google está investindo em energia solar e montando seus centros de processamento ao lado de usinas hidrelétricas, que não poluem. Já a Microsoft achou outra saída. Ela percebeu que suas máquinas gastam muita energia mesmo quando estão trabalhando pouco. Quando você abre o Messenger, mas deixa o programa ocioso, sem bater papo, isso causa um desperdício de 60% na eletricidade consumida pela Microsoft (pois as máquinas dela, nos EUA, ficam ligadas sem necessidade). Solução? A empresa vai cortar o número de máquinas dedicadas a gerenciar o Messenger – mas jura que, apesar disso, ele não vai ficar mais lerdo. É esperar pra ver.
Revista Superinteressante, Abril, Ed. 257, outubro 2008.
No período: “Eles entrariam em ação quando tivessem determinada quantidade de dados para processar ou transmitir.”
Que expressões abaixo não estabelecem a mesma relação semântica do conectivo destacado?
Questão 3 172016
SESC 2010Leia a notícia abaixo retirada do site de notícias G1.globo.com.
Número de casos da nova gripe passa de 2.000, diz Organização Mundial da Saúde
Agência da ONU confirma 44 mortes provocadas pelo vírus A (H1N1).
Cidade do México relaxa as restrições impostas após a epidemia.
O número de casos da nova gripe A (H1N1) atingia 2.099 até às 6h GMT (3h de Brasília) desta quintafeira (7), segundo boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Foram registradas 44 mortes - 42 no México e 2 nos EUA. O México, país em que surgiu a epidemia, tem 1.112 casos confirmados em laboratório, e os EUA, 642.
Os seguintes países registraram casos, mas sem mortes: Áustria (1), Canadá (201), Hong Kong (1), Colômbia (1), Costa Rica (1), Dinamarca (1), El Salvador (2), França (5), Alemanha (9), Guatemala (1), Irlanda (1), Israel (4), Itália (5), Holanda (1), Nova Zelândia (5), Portugal (1), Coréia do Sul (2), Espanha (73), Suécia (1), Suíça (1) e Reino Unido (28, sendo 2 na Escócia e 26 na Inglaterra).
A Organização Mundial da Saúde mantém no nível 5 (em uma escala até 6) o nível de alerta de pandemia, o que significa que os governos devem se manter preparados para a possibilidade de a doença se transformar em uma pandemia.
http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias Acessado em 07/07/2009
Segundo as informações contidas no texto A chamada nova gripe, causada pelo vírus H1N1, mantémse em nível epidêmico, contudo há grande probabilidade dessa enfermidade tornar-se uma pandemia. Pode-se dizer que essa afirmação é feita porque:
Questão 49 171567
ETEC 2010/2Leia o texto para responder à questão.
Final Feliz

Há uma casa morrendo na minha rua.
Penso em quem a pôs de pé. Tinha certamente um sonho, um projeto em que devem ter entrado amor e filhos, talvez netos e esperanças. Deve ter chegado com ar triunfante ao alto da colina das Perdizes, quando os raros moradores ainda dividiam espaços com as preás*, pois consta que perdizes não havia. Ele deve ter descortinado lá embaixo o vale desabitado do Pacaembu; na colina oposta, as elegantes chaminés de Higienópolis e, lá longe, as fumaças da laboriosa Lapa. E deve ter pensado: é aqui o lugar!
A casa deve ter sido imponente: seis enormes janelas laterais, uma espaçosa e comprida varanda voltada para um extenso terreno onde houve, algum dia, um pomar e um jardim. Dois bancos de alvenaria protegidos por quatro colunas sugerem a existência de uma pérgula*. Atrevo-me a imaginar que alguém, às tardes, ficava ali a ler, ou a bordar, sob uma parreira de uvas roxas...
Mas agora, abandonada, é como se a casa tivesse desistido aos poucos de viver. Moradores levianos param de amá-las, depois que desaparecem aqueles que mandaram erguê-las e, assim, a casa ressente-se da ausência humana e logo perde o viço*.
A tinta das janelas racha, as paredes estalam, o vento levanta sua pele de cal e silêncios, os telhados cedem ao peso da responsabilidade de décadas sem uma palavra de agradecimento, vidraças explodem castigadas e ratos e morcegos se instalam oportunistas.
Mas, para ter um final feliz, imaginei contar, ao contrário, a história de um desses casarões que se deixam morrer nessa cidade. Ela começaria com um sem-teto arrancando a janela rachada para aquecer-se numa noite fria, assustando os morcegos e ratos, e iria caminhando para trás, ano após ano, a pintura refazendo-se, o pó sumindo, o verde voltando, os moradores a desfrutando, prazerosamente, a festa de inauguração, a janela de pinho-de-riga sendo instalada, a mesma janela viajando de navio para o Brasil, junto com outros materiais, e terminaria com um senhor trajado de roupas do início do século passado dizendo com confiança e energia:
─ Vou construir aqui uma casa que meus netos e bisnetos vão amar!
(Ivan Ângelo, Veja SP, 24.01.2001. Adaptado)
*Preás: pequeno roedor
*Viço: força; beleza
Reconheça o discurso empregado na frase a seguir:
─ Vou construir aqui a casa que meus netos e bisnetos vão amar!
Questão 49 171514
ETEC 2010/1Da utilidade dos animais

Terceiro dia de aula. Na sala, estampas coloridas mostram animais de todos os feitios. É preciso querer bem a eles, diz a professora, com um sorriso que envolve toda a fauna, protegendo-a. Eles têm direito à vida como nós e além disso são muito úteis. Todos ajudam.
− Aquele cabeludo ali, professora, também ajuda?
− Aquele ali é o texugo, se você quiser pintar a parede de seu quarto, escolha pincel de texugo. Parece que é ótimo.
E também fornece pelo para os pincéis de barba.
Arturzinho objetou que, no futuro, pretende usar barbeador elétrico. Além do mais, não gostaria de pelar o texugo, uma vez que devemos gostar dele, mas a professora já explicava a utilidade da tartaruga-marinha.
− A tartaruga, meu Deus, é de uma utilidade que vocês não calculam. Comem-se os ovos e toma-se a sopa: uma de-lí-cia! O casco serve para fabricar pentes, cigarreiras, tanta coisa... O biguá é engraçado.
− Engraçado, como?
− É uma ave que apanha peixe pra gente.
− Apanha e entrega, professora?
− Não é bem assim. Você bota um anel no pescoço dele, e o biguá pega o peixe, mas não pode engolir. Então você tira o peixe da goela do biguá.
− Bobo que ele é.
− Não. É útil. Ai de nós se não fossem os animais que nos ajudam de todas as maneiras. Por isso que eu digo: devemos amar os animais e não maltratá-los de jeito nenhum. Entendeu, Ricardo?
− Entendi. A gente deve amar, respeitar, pelar e comer os animais, e aproveitar bem o pelo, o couro e os ossos.
(Carlos Drummond de Andrade. Para Gostar de Ler. Vol.4. São Paulo: Editora Ática, 1981. Adaptado)
Os verbos de elocução são aqueles que introduzem as falas das personagens, como aparece em: Por isso eu digo: devemos amar os animais e não maltratá-los de jeito nenhum.
Sabendo disso, assinale a alternativa em que os verbos de elocução completam, correta e respectivamente, as situações apresentadas.
• O técnico, nervoso e descontrolado, __________ para o time: − Joguem com mais garra, seus preguiçosos!
• Para não perturbar o bebê que dormia, a mãe __________ à filha maior: − Vamos sair do quarto sem fazer barulho...
• Desesperado pelo medo de perder o emprego, o rapaz _________ ao chefe:
− Por favor, reconsidere sua decisão.
Questão 48 171513
ETEC 2010/1Da utilidade dos animais

Terceiro dia de aula. Na sala, estampas coloridas mostram animais de todos os feitios. É preciso querer bem a eles, diz a professora, com um sorriso que envolve toda a fauna, protegendo-a. Eles têm direito à vida como nós e além disso são muito úteis. Todos ajudam.
− Aquele cabeludo ali, professora, também ajuda?
− Aquele ali é o texugo, se você quiser pintar a parede de seu quarto, escolha pincel de texugo. Parece que é ótimo.
E também fornece pelo para os pincéis de barba.
Arturzinho objetou que, no futuro, pretende usar barbeador elétrico. Além do mais, não gostaria de pelar o texugo, uma vez que devemos gostar dele, mas a professora já explicava a utilidade da tartaruga-marinha.
− A tartaruga, meu Deus, é de uma utilidade que vocês não calculam. Comem-se os ovos e toma-se a sopa: uma de-lí-cia! O casco serve para fabricar pentes, cigarreiras, tanta coisa... O biguá é engraçado.
− Engraçado, como?
− É uma ave que apanha peixe pra gente.
− Apanha e entrega, professora?
− Não é bem assim. Você bota um anel no pescoço dele, e o biguá pega o peixe, mas não pode engolir. Então você tira o peixe da goela do biguá.
− Bobo que ele é.
− Não. É útil. Ai de nós se não fossem os animais que nos ajudam de todas as maneiras. Por isso que eu digo: devemos amar os animais e não maltratá-los de jeito nenhum. Entendeu, Ricardo?
− Entendi. A gente deve amar, respeitar, pelar e comer os animais, e aproveitar bem o pelo, o couro e os ossos.
(Carlos Drummond de Andrade. Para Gostar de Ler. Vol.4. São Paulo: Editora Ática, 1981. Adaptado)
Com base na interpretação do texto, identifica-se uma oposição entre as ideias em:
Questão 47 171512
ETEC 2010/1Da utilidade dos animais

Terceiro dia de aula. Na sala, estampas coloridas mostram animais de todos os feitios. É preciso querer bem a eles, diz a professora, com um sorriso que envolve toda a fauna, protegendo-a. Eles têm direito à vida como nós e além disso são muito úteis. Todos ajudam.
− Aquele cabeludo ali, professora, também ajuda?
− Aquele ali é o texugo, se você quiser pintar a parede de seu quarto, escolha pincel de texugo. Parece que é ótimo.
E também fornece pelo para os pincéis de barba.
Arturzinho objetou que, no futuro, pretende usar barbeador elétrico. Além do mais, não gostaria de pelar o texugo, uma vez que devemos gostar dele, mas a professora já explicava a utilidade da tartaruga-marinha.
− A tartaruga, meu Deus, é de uma utilidade que vocês não calculam. Comem-se os ovos e toma-se a sopa: uma de-lí-cia! O casco serve para fabricar pentes, cigarreiras, tanta coisa... O biguá é engraçado.
− Engraçado, como?
− É uma ave que apanha peixe pra gente.
− Apanha e entrega, professora?
− Não é bem assim. Você bota um anel no pescoço dele, e o biguá pega o peixe, mas não pode engolir. Então você tira o peixe da goela do biguá.
− Bobo que ele é.
− Não. É útil. Ai de nós se não fossem os animais que nos ajudam de todas as maneiras. Por isso que eu digo: devemos amar os animais e não maltratá-los de jeito nenhum. Entendeu, Ricardo?
− Entendi. A gente deve amar, respeitar, pelar e comer os animais, e aproveitar bem o pelo, o couro e os ossos.
(Carlos Drummond de Andrade. Para Gostar de Ler. Vol.4. São Paulo: Editora Ática, 1981. Adaptado)
Em – Arturzinho objetou que, no futuro, pretende usar barbeador elétrico. Além do mais, não gostaria de pelar o texugo, uma vez que devemos gostar dele... − há, em relação à exposição da professora:
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