Questões de EFAF Português
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Questão 8367410
COTUCA COTUCA 2010 1 FaseU Gerais 2010Observe a tirinha a seguir:
A partir da leitura atenta da tira, assinale a alternativa incorreta:
Questão 8367409
COTUCA COTUCA 2010 1 FaseU Gerais 2010De como não ler um poema
Há tempos me perguntaram umas menininhas, numa dessas pesquisas, quantos diminutivos eu empregara no meu livro "A Rua dos Cata-ventos". Espantadíssimo, disse-lhes que não sabia. Nem tentaria saber, porque poderiam escapar-me alguns na contagem. Que essas estatísticas, aliás, só poderiam ser feitas eficientemente com o auxílio de robôs. Não sei se as menininhas sabiam ao certo o que era um robô. Mas a professora delas, que mandara fazer as perguntas, devia ser um deles. E mal sabia eu, então, que estava dando um testemunho sobre o estruturalismo – o qual só depois vim a conhecer pelos seus produtos em jornais e revistas. Mas continuo achando que um poema (um verdadeiro poema, quero dizer), sendo algo dramaticamente emocional, não deveria ser entregue à consideração de robôs, que, como todos sabem, são inumanos. Um robô, quando muito, poderá fazer uma meticulosa autópsia – caso fosse possível autopsiar uma coisa tão viva como é a poesia. Em todo caso, os estruturalistas não deixam de ter o seu quê de humano... Nas suas pacientes, afanosas, exaustivas furungações, são exatamente como certas crianças que acabam estripando um boneco para ver onde está a musiquinha.
QUINTANA, Mário. Textos selecionados.
Glossário:
Estruturalismo: tendência metodológica que busca a apreensão de estruturas concebidas como modelos matemáticos, mecânicos.
Afanosas: trabalhosas, cansativas.
Furungações: buscas exaustivas de dados que não existem.
Questão 8367408
COTUCA COTUCA 2010 1 FaseU Gerais 2010De como não ler um poema
Há tempos me perguntaram umas menininhas, numa dessas pesquisas, quantos diminutivos eu empregara no meu livro "A Rua dos Cata-ventos". Espantadíssimo, disse-lhes que não sabia. Nem tentaria saber, porque poderiam escapar-me alguns na contagem. Que essas estatísticas, aliás, só poderiam ser feitas eficientemente com o auxílio de robôs. Não sei se as menininhas sabiam ao certo o que era um robô. Mas a professora delas, que mandara fazer as perguntas, devia ser um deles. E mal sabia eu, então, que estava dando um testemunho sobre o estruturalismo – o qual só depois vim a conhecer pelos seus produtos em jornais e revistas. Mas continuo achando que um poema (um verdadeiro poema, quero dizer), sendo algo dramaticamente emocional, não deveria ser entregue à consideração de robôs, que, como todos sabem, são inumanos. Um robô, quando muito, poderá fazer uma meticulosa autópsia – caso fosse possível autopsiar uma coisa tão viva como é a poesia. Em todo caso, os estruturalistas não deixam de ter o seu quê de humano... Nas suas pacientes, afanosas, exaustivas furungações, são exatamente como certas crianças que acabam estripando um boneco para ver onde está a musiquinha.
QUINTANA, Mário. Textos selecionados.
Glossário:
Estruturalismo: tendência metodológica que busca a apreensão de estruturas concebidas como modelos matemáticos, mecânicos.
Afanosas: trabalhosas, cansativas.
Furungações: buscas exaustivas de dados que não existem.
Acerca do texto lido, pode-se afirmar que:
O poeta se espantou com a pergunta, porque ela lhe foi feita por umas menininhas.
Os estruturalistas, como os robôs, fazem uma análise tão cuidadosa do poema, que acabam por desfigurá-lo.
O poeta e a professora estavam de acordo sobre a importância dos diminutivos no texto literário.
Os robôs são inumanos e os estruturalistas, com seu excessivo apego a detalhes, às vezes tornam-se desumanos.
Os poemas, por demandarem sensibilidade do leitor, não deveriam ser analisados por professores que agem como robôs.
Estão corretas as seguintes interpretações do texto de Mário Quintana:
Questão 8367407
COTUCA COTUCA 2010 1 FaseU Gerais 2010Leia com atenção:
“Podem me prender no
quarto eu saio pela janela.
Podem trancar a janela eu
fujo pelo telefone.
Podem cortar o telefone
Eu pulo dentro de um
livro.”
(Léo Cunha)
Identifique qual das afirmativas abaixo não corresponde às informações sugeridas pelo texto:
Questão 8367406
COTUCA COTUCA 2010 1 FaseU Gerais 2010Leia:
Portão
O portão fica bocejando, aberto
para os alunos retardatários.
Não há pressa em viver
nem nas ladeiras duras de subir,
quanto mais para estudar a insípida cartilha.
Mas se o pai do menino é da oposição
à ilustríssima autoridade municipal,
prima da eminentíssima autoridade provincial,
prima por sua vez da sacratíssima
autoridade nacional,
ah, isso não: o vagabundo
ficará mofando lá fora
e leva no boletim uma galáxia de zeros.
A gente aprende muito no portão
fechado.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Menino antigo. Livraria José Olympio Editora. p. 49.
Glossário:
Insípida: sem graça, sem sabor.
Cartilha: livro de alfabetização.
Eminentíssima: muito importante.
Provincial: da província, do Estado.
Sacratíssima: muito sagrada.
O portão fechado ensina que:
Aprender as lições da cartilha é algo que se faz por dever, não por prazer, uma vez que não tem a menor graça;
Sempre há um novo dia, trazendo novas oportunidades; por isso, não se deve ter pressa em viver;
A escola que permite a entrada de alunos atrasados, quando estes são filhos, parentes ou apadrinhados de gente importante, não pratica a igualdade democrática;
A escola, instituição que, depois da família, é a principal responsável pela educação das novas gerações, costuma ser muito compreensiva com os atrasos dos alunos;
A concessão de privilégios relacionados a parentesco, importância social, detenção de poder político é uma prática generalizada no Brasil.
Sobre a interpretação do poema, estão corretas as afirmações:
Questão 8367375
CN CN 2009 1 FaseU Demais 2010Eles blogam. E você?
Após o surgimento da rede mundial de computadores, no início da década de , testemunhamos uma revolução nas tecnologias de comunicação instantânea. Nós, que nascemos em um mundo anterior à internet, aprendemos a viver no universo constituído por coisas palpáveis: casas, máquinas, roupas etc. O contato se estabelecia entre seres humanos reais por meios "físicos”: cartas, telefonemas, encontros.
Em um mundo concreto, a escola não poderia ser diferente: livros, giz, carteiras, quadro-negro, mural. Esse espaço é ainda hoje definido por uma série de símbolos de um tempo passado e tem se mantido relativamente inalterado desde o século XIX. Os alunos atuais, porém, são nativos digitais. Em outras palavras: nasceram em um mundo no qual já existiam computadores, internet, telefone celular, tocadores de MP3, videogames, programas de comunicação instantânea (MSN, Google Talk etc.) e muitas outras ferramentas da era digital. Seu mundo é definido por coisas imateriais: imagens, dados e sons que trafegam e são armazenados no espaço virtual.
Um dos aspectos mais sedutores do ciberespaço é o seu poder de articulação social. Foi no fim da década de que os usuários da Internet descobriram uma ferramenta facilitadora da interação escrita entre diferentes pessoas conectadas em uma rede virtual: os weblogs, que logo ficaram conhecidos como blogs. O termo é formado pelas palavras web (rede, em inglês) e log (registro, anotação diária). A velocidade de reprodução da blogosfera é assustadora: mil novos blogs por dia, blog por semana.
O blog se caracteriza por apresentar as observações pessoais de seu "dono" (o criador do blog) sobre temas que variam de acordo com os interesses do blogueiro e também de acordo com o tipo de blog. As possibilidades são infinitas: há blogs pessoais, políticos, culturais, esportivos, jornalísticos, de humor etc.
Os textos que o blogueiro insere no blog são chamados de posts. Em português, o termo já deu origem a um verbo, "postar", que significa "escrever uma entrada em um blog". Os posts são cronológicos, porém apresentados em ordem inversa: sempre do mais recente para o mais antigo. Os internautas que visitam um blog podem fazer comentários aos posts.
Justamente porque facilitam a comunicação e permitem a interação entre usuários de todas as partes, os blogs são interessantes ferramentas pedagógicas. Se a escola é o espaço preferencial para a construção do conhecimento, nada mais lógico do que levar os blogs para a sala de aula, porque eles têm como vocação a produção de conteúdo. Por que não criar um blog de uma turma, do qual participem todos os alunos, para comentar temas atuais, para debater questões polêmicas, para criar um contexto real em que o texto escrito surja como algo natural?
Na blogosfera, informação é poder. E os jovens sabem disso, porque conhecem o ciberespaço. O entusiasmo pela criação de um blog coletivo certamente será acompanhado pelo desejo de transformá-lo em ponto de parada obrigatória para os leitores que vagam no universo virtual. E esse desejo será um motivador muito importante. Para conquistar leitores, os autores de um blog precisam não só ter o que dizer, mas, também, saber como dizer o que querem, escolher imagens instigantes, criar títulos provocadores.
Uma vez criado o blog da turma, as possibilidades pedagógicas a ele associadas multiplicam-se. Para gerar conteúdo consistente é necessário pesquisar, considerar diferentes pontos de vista sobre temas polêmicos, avaliar a necessidade de ilustrar determinados conceitos com imagens, definir critérios para a moderação dos comentários, escolher os temas preferenciais a serem abordados etc. Todos esses procedimentos estão na base da construção de conhecimento. Outro aspecto muito importante é que os jovens, em uma situação rara no espaço escolar, vão constatar que, nesse caso, quem domina o conhecimento são eles. Pela primeira vez não precisarão virar "analógicos" para se adaptar ao universo da sala de aula. Eu blogo. Eles blogam. E você?
Assinale a opção em que a mudança de pontuação dos trechos, de acordo com o texto, NÃO alterou significativamente o sentido original.ABAURRE, Maria Luiza. Revista Carta na Escola (adaptado).
06
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