Questões de EFAF Português - Sintaxe
1.422 Questões
Questão 18 10183440
CMM 1° Ano - Prova de Português 2018TEXTO

Fonte: http://emrccolegiodelamas.blogspot.com/2015/12/passagem-de-ano-com-humor-para-pensar.html
Na tirinha, Manoelito e Mafalda dialogam sobre expectativas para um ano vindouro.
A partir da análise das duas falas, é incorreto afirmar que:
Questão 10 10132725
CMSM 1° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2018Leia o texto para responder ao item.
TEXTO
O texto abaixo é uma composição de Jorge Vercillo, cantor de MPB, com mais de 4,5 CDs e DVDs vendidos. Lançado em 2005, Elo é um álbum em que consta "Homem-Aranha".
Homem-Aranha
Eu adoro andar no abismo
Numa noite viril de perseguição
Saltando entre os edifícios
Vi você!...
Em poder de um fugitivo
Que cercado pela polícia
Te fez refém
Lá nos precipícios
Foi paixão à primeira vista...
Me joguei de onde o céu arranha
Te salvando com a minha teia
Prazer!
Me chamam de Homem-Aranha
Seu herói!...
Hoje o herói aguenta o peso
Das compras do mês
No telhado, ajeitando
A antena da tevê
Acordado a noite inteira
Pra ninar bebê...
Chega de bandido pra prender
De bala perdida pra deter
Eu tenho uma ideia:
Você na minha teia...
Chega de assalto pra impedir
Seja em Brasília ou aqui
Eu tive a grande ideia:
Você na minha teia...
Hoje eu estou nas suas mãos
Nessa sua ingênua sedução
Que me pegou na veia
Eu tô na tua teia...
(...)
Tenho um grande golpe pra impedir
Seja em Brasília ou aqui
Eu tive a grande ideia:
Você na minha teia...
Hoje eu estou nas suas mãos
Nessa sua ingênua sedução
Que me pegou na veia
Eu tô na tua teia...
Acerca do estudo de Regência Verbal, pode-se dizer que:
Questão 8 622138
COTUCA 2018O livro “Este seu Olhar”, organizado por Regina Zilberman, publica textos de autores consagrados que, a partir de uma fotografia importante de suas vidas, escrevem histórias que relembram a infância, fatos marcantes, momentos felizes e tristes. Na apresentação do livro, a organizadora escreve o que chama de “Receita de escrita”. Leia-a, a seguir, para responder à questão.
RECEITA DE ESCRITA
1. Ingredientes:
1 foto de infância;
1 autor;
1 leitor;
muita imaginação.
2. Modo de preparo:
Pense primeiro: qual é minha foto preferida? Qual delas me provoca lembranças especiais? Que retrato traduz um momento importante de minha vida?
Feita a escolha, separe a foto, mas deixe-a a seu alcance.
Agora, volte a refletir: o que essa foto me diz? O que ela conta de mim? Essa etapa pode levar algum tempo, mas não procure apressar seus pensamentos. Principalmente porque sua imaginação começará a ser movimentada, já que, como toda foto, esta conta uma história.
Volte à foto, que estava separada. E responda: que história ela conta? Uma narrativa começa a se organizar: o início poderá anteceder a imagem representada no retrato, mas, a esse começo, seguir-se-ão ações, vivenciadas por seres reais ou imaginários, humanos ou não. As ações requerem continuidade, movimento, conflito e solução. Eis que se forma uma narrativa, a que você – e só você – compôs. Responsável pela elaboração do texto, você pode participar dele como personagem, testemunha ou mero narrador; pode relembrar um fato passado ou projetar um acontecimento futuro; e, assim como teve um começo, disporá de um final, em que os eventos mostrarão um sucesso ou um fracasso, mas, de toda maneira, um acabamento.
Retorne a seu conto, depois de terminá-lo, pois ele requer revisões, rearranjos, sincronização e afinamento dos dados. Supõe-se que a elaboração de um texto é linear, mas, como ocorre à leitura, a escrita exige um permanente vaivém, segundo o qual cabe regressar ao começo, a cada movimento de avanço.
Não deixe, porém, a foto de lado, pois ela regula a história em construção, como se fosse um mecanismo de controle e aprovação constantes. Se a imagem desencadeia a ficção, esta não pode perder de vista o ponto de partida, para que você integre o visual e o oral, a figura e o discurso suscitado por ela.
3. Modo de servir – modo de ler:
Sirva uma primeira porção a seu leitor, que poderá ser, nesse momento, você mesmo. Sirva, porém, novas porções a outros destinatários, porque eles percorrerão a trilha da leitura, descrita na receita anterior. A leitura apresenta-se de novo, porque, sem o diálogo com o outro, a escrita não completa seu ciclo, o significado não se apresenta, a comunicação não se estabelece. A escrita depende da leitura, porque esta provoca novas escritas, reaparecendo o processo infinito mencionado antes. Incendiada pela imaginação e mediada pelos recursos da ficção, a expressão verbal dispõe de inúmeros meios de se manifestar, e impedi-los é limitar a ação humana.
Sirva-se, pois, à vontade e constantemente, a exemplo dos escritores que formam este livro.
Adaptado de Este seu olhar. Organização e apresentação de Regina Zilberman. São Paulo: Moderna, 2006.
Releia este trecho inicial do texto: “Pense primeiro: qual é minha foto preferida? Qual delas me provoca lembranças especiais? Que retrato traduz um momento importante de minha vida?”. Sobre as construções estabelecidas nele, assinale a alternativa correta.
Questão 8 611670
IF Sertão 2018TEXTO
SOBRE POLÍTICA E JARDINAGEM
De todas as vocações, a política é a mais nobre. Vocação, do latim vocare, quer dizer ‘chamado’. Vocação é um chamado interior de amor: chamado de amor por um ‘fazer’, o vocacionado quer ‘fazer amor’ com o mundo. Psicologia de amante: faria, mesmo que não ganhasse nada.
‘Política’ vem de ‘polis’, cidade. A cidade era, para os gregos, um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens podiam se dedicar à busca da felicidade. O político seria aquele que cuidaria desse espaço. A vocação política, assim, estaria a serviço da felicidade dos moradores da cidade. Talvez por terem sido nômades no deserto, os hebreus não sonhavam com cidades; sonhavam com jardins. Quem mora no deserto sonha com o oásis. Deus não criou uma cidade. Ele criou um jardim. Se perguntássemos a um profeta hebreu ‘o que é política?’ ele nos responderia: ‘A arte de jardinagem aplicada às coisas públicas’.
O político por vocação é um apaixonado pelo grande jardim para todos. Seu amor é tão grande que ele abre mão do pequeno jardim que ele poderia plantar para si mesmo. De que vale um pequeno jardim se a sua volta está deserto? É preciso que o deserto inteiro se transforme em jardim.
Amo a minha vocação, que é escrever. Literatura é uma vocação bela e fraca. O escritor tem amor, mas não tem poder. Mas o político tem. Um político por vocação é um poeta forte: ele tem o poder de transformar poemas sobre jardins em jardins de verdade.
A vocação política é transformar sonhos em realidade. É uma vocação tão feliz que Platão sugeriu que os políticos não precisam possuir nada: bastar-lhes-ia o grande jardim para todos. Seria indigno que o jardineiro tivesse um espaço privilegiado, melhor e diferente do espaço ocupado por todos. Conheci e conheço muitos políticos por vocação. Sua vida foi e continua a ser um motivo de esperança.
Vocação é diferente de profissão. Na vocação a pessoa encontra a felicidade na própria ação. Na profissão o prazer se encontra não na ação. O prazer está no ganho que dela se deriva. O homem movido pela vocação é um amante. Faz amor com a amada pela alegria de fazer amor. O profissional não ama a mulher. Ele ama o dinheiro que recebe dela. É um gigolô.
Todas as vocações podem ser transformadas em profissões. O jardineiro por vocação ama o jardim de todos. O jardineiro por profissão usa o jardim de todos para construir seu jardim privado, ainda que, para que isso aconteça, ao seu redor aumentem o deserto e o sofrimento.
Assim é a política. São muitos os políticos profissionais. Posso, então, enunciar minha segunda tese: de todas as profissões, a política é a mais vil. O que explica o desencanto total do povo, em relação à política. Guimarães Rosa, questionado por Gunter Lorenz se ele se considerava político, respondeu: “Eu jamais poderia ser político com toda essa charlatanice da realidade. Ao contrário dos ‘legítimos’ políticos, acredito no homem e lhe desejo um futuro. O político pensa apenas em minutos. Sou escritor e penso em eternidades. Eu penso na ressurreição do homem”.
Quem pensa em minutos não tem paciência para plantar árvores. Uma árvore leva muitos anos para crescer. É mais lucrativo cortá-las.
Nosso futuro depende dessa luta entre políticos por vocação e políticos por profissão. (...)
(ALVES, Rubem. In: Folha de S. Paulo, fragmento, 19 maio 2000.)
Leia o trecho abaixo:
“Quem pensa em minutos não tem paciência para plantar árvores. Uma árvore leva muitos anos para crescer. É mais lucrativo cortá-las.
Nosso futuro depende dessa luta entre políticos por vocação e políticos por profissão.”
Sobre aspectos morfossintáticos do fragmento destacado, julgue as análises a seguir e marque a alternativa que contém uma análise CORRETA
Questão 4 611628
IF Sertão 2018TEXTO
Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
(ALVES, Rubem. Disponível em: https://www.pensador.com/poesias sobre escola/ )
Analise os períodos a seguir no que se refere à concordância verbal. Em seguida, marque a proposição que contém uma afirmativa INCORRETA.
I – Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo.
II – Pássaros engaiolados sempre têm um dono.
Questão 2 398597
IFPE 2018/1TEXTO
MÚSICA, DIVINA MÚSICA!
(1) Tanto duvidaram dele, da teoria daquele jovem gênio musical, que ele resolveu provar pra si mesmo, empiricamente, a teoria de que não existem animais selvagens. Que os animais são tão ou mais sensíveis do que os seres humanos. E que são sensíveis sobretudo ao envolvimento da música, quando esta é competentemente interpretada.
(2) Por isso, uma noite, esgueirou-se sozinho pra dentro do Jardim Zoológico da cidade e, silenciosamente, se aproximou da jaula dos orangotangos. Começou a tocar baixinho, bem suave, a sua magnífica flauta doce, ao mesmo tempo em que abria a porta da jaula. Os macacões quase que não pestanejaram. Se moveram devagarinho, fascinados, apenas pra se aproximar mais do músico e do som.
(3) O músico continuou as volutas de sua fantasia musical enquanto abria a jaula dos leões. Os leões, também hipnotizados, foram saindo, pé ante pé, com o respeito que só têm os grandes aficionados da música. E assim a flauta continuou soando no meio da noite, mágica e sedutora, enquanto o gênio ia abrindo jaula após jaula e os animais o acompanhavam, definitivamente seduzidos, como ele previra.
(4) Uma lua enorme, de prata e ouro, iluminava os jacarés, elefantes, cobras, onças, tudo quanto é animal de Deus ali reunido, envolvidos na sinfonia improvisada no meio das árvores. Até que o músico, sempre tocando, abriu a última jaula, do último animal - um tigre.
(5) Que, mal viu a porta aberta, saltou sobre ele, engolindo músico e música - e flauta doce de quebra. Os bichos todos deram um oh! de consternação. A onça, chocada, exprimiu o espanto e a revolta de todos:
- Mas, tigre, era um músico estupendo, uma música sublime! Por que você fez isso?
E o tigre, colocando as patas em concha nas orelhas, perguntou:
- Ahn? O quê, o quê? Fala mais alto, pô!
FERNANDES, M. Fábulas fabulosas. Disponível em: http://www2.uol.com.br/millor/fabulas/055.htm. Acesso em: 03 out. 2017.
A análise dos aspectos semânticos do TEXTO permite-nos afirmar que
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