Questões de EFAF Português
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Questão 8367558
ETECSP ETECSP 2010 2 FaseU Gerais 2010
Final feliz
Há uma casa morrendo na minha rua. Penso em quem a pôs de pé. Tinha certamente um sonho, um projeto em que devem ter entrado amor e filhos, talvez netos e esperanças. Deve ter chegado com ar triunfante ao alto da colina das Perdizes, quando os raros moradores ainda dividiam espaços com as preás*, pois consta que perdizes não havia. Ele deve ter descortinado lá embaixo o vale desabitado do Pacaembu; na colina oposta, as elegantes chaminés de Higienópolis e, lá longe, as fumaças da laboriosa Lapa. E deve ter pensado: é aqui o lugar! A casa deve ter sido imponente: seis enormes janelas laterais, uma espaçosa e comprida varanda voltada para um extenso terreno onde houve, algum dia, um pomar e um jardim. Dois bancos de alvenaria protegidos por quatro colunas sugerem a existência de uma pérgula*. Atrevo-me a imaginar que alguém, às tardes, ficava ali a ler, ou a bordar, sob uma parreira de uvas roxas... Mas agora, abandonada, é como se a casa tivesse desistido aos poucos de viver. moradores levianos param de amá-las, depois que desaparecem aqueles que mandaram erguê-las e, assim, a casa ressente-se da ausência humana e logo perde o viço*. A tinta das janelas racha, as paredes estalam, o vento levanta sua pele de cal e silêncios, os telhados cedem ao peso da responsabilidade de décadas sem uma palavra d e agradecimento, vidraças explodem castigadas e ratos e morcegos se instalam oportunistas. Mas, para ter um final feliz, imaginei contar, ao contrário, a história de um desses casarões que se deixam morrer nessa cidade. Ela começaria com um sem-teto arrancando a janela rachada para aquecer-se numa noite fria, assustando os morcegos e ratos, e iria caminhando para trás, ano após ano, a pintura refazendo-se, o pó sumindo, o verde voltando, os moradores a desfrutando, prazerosamente, a festa de inauguração, a janela de pinho-de-riga sendo instalada, a mesma janela viajando de navio para o Brasil, junto com outros materiais, e terminaria com um senhor trajado de roupas do início do século passado dizendo com confiança e energia:
— Vou construir aqui uma casa que meus netos e bisnetos vão amar!
Ivan Ângelo, Veja SP, 24 jan. 2001. (Adaptado)
*preás: pequenos roedores.
*pérgula: espécie de galeria coberta de barrotes espacejados assentados em pilares.
*viço: força; beleza.
Características humanas a seres não humanos. Considerando a definição proposta, assinale a alternativa cujo trecho apresenta um exemplo dessa figura de linguagem.
Final feliz
Há uma casa morrendo na minha rua. Penso em quem a pôs de pé. Tinha certamente um sonho, um projeto em que devem ter entrado amor e filhos, talvez netos e esperanças. Deve ter chegado com ar triunfante ao alto da colina das Perdizes, quando os raros moradores ainda dividiam espaços com as preás*, pois consta que perdizes não havia. Ele deve ter descortinado lá embaixo o vale desabitado do Pacaembu; na colina oposta, as elegantes chaminés de Higienópolis e, lá longe, as fumaças da laboriosa Lapa. E deve ter pensado: é aqui o lugar! A casa deve ter sido imponente: seis enormes janelas laterais, uma espaçosa e comprida varanda voltada para um extenso terreno onde houve, algum dia, um pomar e um jardim. Dois bancos de alvenaria protegidos por quatro colunas sugerem a existência de uma pérgula*. Atrevo-me a imaginar que alguém, às tardes, ficava ali a ler, ou a bordar, sob uma parreira de uvas roxas... Mas agora, abandonada, é como se a casa tivesse desistido aos poucos de viver. moradores levianos param de amá-las, depois que desaparecem aqueles que mandaram erguê-las e, assim, a casa ressente-se da ausência humana e logo perde o viço*. A tinta das janelas racha, as paredes estalam, o vento levanta sua pele de cal e silêncios, os telhados cedem ao peso da responsabilidade de décadas sem uma palavra d e agradecimento, vidraças explodem castigadas e ratos e morcegos se instalam oportunistas. Mas, para ter um final feliz, imaginei contar, ao contrário, a história de um desses casarões que se deixam morrer nessa cidade. Ela começaria com um sem-teto arrancando a janela rachada para aquecer-se numa noite fria, assustando os morcegos e ratos, e iria caminhando para trás, ano após ano, a pintura refazendo-se, o pó sumindo, o verde voltando, os moradores a desfrutando, prazerosamente, a festa de inauguração, a janela de pinho-de-riga sendo instalada, a mesma janela viajando de navio para o Brasil, junto com outros materiais, e terminaria com um senhor trajado de roupas do início do século passado dizendo com confiança e energia:
— Vou construir aqui uma casa que meus netos e bisnetos vão amar!
Ivan Ângelo, Veja SP, 24 jan. 2001. (Adaptado)
*preás: pequenos roedores.
*pérgula: espécie de galeria coberta de barrotes espacejados assentados em pilares.
*viço: força; beleza.
Questão 8367557
ETECSP ETECSP 2010 2 FaseU Gerais 2010
Final feliz
Há uma casa morrendo na minha rua. Penso em quem a pôs de pé. Tinha certamente um sonho, um projeto em que devem ter entrado amor e filhos, talvez netos e esperanças. Deve ter chegado com ar triunfante ao alto da colina das Perdizes, quando os raros moradores ainda dividiam espaços com as preás*, pois consta que perdizes não havia. Ele deve ter descortinado lá embaixo o vale desabitado do Pacaembu; na colina oposta, as elegantes chaminés de Higienópolis e, lá longe, as fumaças da laboriosa Lapa. E deve ter pensado: é aqui o lugar! A casa deve ter sido imponente: seis enormes janelas laterais, uma espaçosa e comprida varanda voltada para um extenso terreno onde houve, algum dia, um pomar e um jardim. Dois bancos de alvenaria protegidos por quatro colunas sugerem a existência de uma pérgula*. Atrevo-me a imaginar que alguém, às tardes, ficava ali a ler, ou a bordar, sob uma parreira de uvas roxas... Mas agora, abandonada, é como se a casa tivesse desistido aos poucos de viver. moradores levianos param de amá-las, depois que desaparecem aqueles que mandaram erguê-las e, assim, a casa ressente-se da ausência humana e logo perde o viço*. A tinta das janelas racha, as paredes estalam, o vento levanta sua pele de cal e silêncios, os telhados cedem ao peso da responsabilidade de décadas sem uma palavra d e agradecimento, vidraças explodem castigadas e ratos e morcegos se instalam oportunistas. Mas, para ter um final feliz, imaginei contar, ao contrário, a história de um desses casarões que se deixam morrer nessa cidade. Ela começaria com um sem-teto arrancando a janela rachada para aquecer-se numa noite fria, assustando os morcegos e ratos, e iria caminhando para trás, ano após ano, a pintura refazendo-se, o pó sumindo, o verde voltando, os moradores a desfrutando, prazerosamente, a festa de inauguração, a janela de pinho-de-riga sendo instalada, a mesma janela viajando de navio para o Brasil, junto com outros materiais, e terminaria com um senhor trajado de roupas do início do século passado dizendo com confiança e energia:
— Vou construir aqui uma casa que meus netos e bisnetos vão amar!
Ivan Ângelo, Veja SP, 24 jan. 2001. (Adaptado)
*preás: pequenos roedores.
*pérgula: espécie de galeria coberta de barrotes espacejados assentados em pilares.
*viço: força; beleza.
Pela leitura do texto é correto afirmar que o autor
Final feliz
Há uma casa morrendo na minha rua. Penso em quem a pôs de pé. Tinha certamente um sonho, um projeto em que devem ter entrado amor e filhos, talvez netos e esperanças. Deve ter chegado com ar triunfante ao alto da colina das Perdizes, quando os raros moradores ainda dividiam espaços com as preás*, pois consta que perdizes não havia. Ele deve ter descortinado lá embaixo o vale desabitado do Pacaembu; na colina oposta, as elegantes chaminés de Higienópolis e, lá longe, as fumaças da laboriosa Lapa. E deve ter pensado: é aqui o lugar! A casa deve ter sido imponente: seis enormes janelas laterais, uma espaçosa e comprida varanda voltada para um extenso terreno onde houve, algum dia, um pomar e um jardim. Dois bancos de alvenaria protegidos por quatro colunas sugerem a existência de uma pérgula*. Atrevo-me a imaginar que alguém, às tardes, ficava ali a ler, ou a bordar, sob uma parreira de uvas roxas... Mas agora, abandonada, é como se a casa tivesse desistido aos poucos de viver. moradores levianos param de amá-las, depois que desaparecem aqueles que mandaram erguê-las e, assim, a casa ressente-se da ausência humana e logo perde o viço*. A tinta das janelas racha, as paredes estalam, o vento levanta sua pele de cal e silêncios, os telhados cedem ao peso da responsabilidade de décadas sem uma palavra d e agradecimento, vidraças explodem castigadas e ratos e morcegos se instalam oportunistas. Mas, para ter um final feliz, imaginei contar, ao contrário, a história de um desses casarões que se deixam morrer nessa cidade. Ela começaria com um sem-teto arrancando a janela rachada para aquecer-se numa noite fria, assustando os morcegos e ratos, e iria caminhando para trás, ano após ano, a pintura refazendo-se, o pó sumindo, o verde voltando, os moradores a desfrutando, prazerosamente, a festa de inauguração, a janela de pinho-de-riga sendo instalada, a mesma janela viajando de navio para o Brasil, junto com outros materiais, e terminaria com um senhor trajado de roupas do início do século passado dizendo com confiança e energia:
— Vou construir aqui uma casa que meus netos e bisnetos vão amar!
Ivan Ângelo, Veja SP, 24 jan. 2001. (Adaptado)
*preás: pequenos roedores.
*pérgula: espécie de galeria coberta de barrotes espacejados assentados em pilares.
*viço: força; beleza.
Questão 8367556
ETECSP ETECSP 2010 2 FaseU Gerais 2010Assinale a alternativa cujas palavras completam, correta e respectivamente, o texto a seguir.
Na ___________ de pisos e azulejos, o responsável pela obra comprará o material necessário para a __________ da área danificada pelas enchentes. Devido a esse imprevisto, o ___________ do prazo estabelecido para a entrega do edifício está comprometido.
Questão 8367555
ETECSP ETECSP 2010 2 FaseU Gerais (2) 2010Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, a frase a seguir:
Às _______ , nós _______ encontraremos na _________ de artigos esportivos.
Questão 8367554
ETECSP ETECSP 2010 2 FaseU Gerais (2) 2010Assinale a frase em que o verbo está empregado corretamente.
Questão 8367533
EPCAR EPCAR 2010 1 FaseU POR 2010
Canção de EPCAR
Somos da Escola Preparatória
De Cadetes do Ar,
A nossa glória
É honrar a farda,
Nosso lema
(01)É estudar(02).
Escola de Barbacena,
Entre montanhas
E o céu de anil Estribilho
Preparas, para o futuro,
Os jovens do Brasil
Mais tarde, na Academia,
Como pilotos
Na paz ou guerra,
Levaremos bem para o alto
O pendão
De nossa Terra.
Nós, os alunos da Força Aérea,
Com valor, com moral,
Sempre lutando,
Alcançaremos
Nossa meta,
Nosso ideal.
Escola de Barbacena... Estribilho
Letra: Ten. Inf. Roberto Carlos de Breynner. Música: SO Mus Nestor Gomes da Silva
Sobre o texto, só não se pode dizer que
Canção de EPCAR
Somos da Escola Preparatória
De Cadetes do Ar,
A nossa glória
É honrar a farda,
Nosso lema
(01)É estudar(02).
Escola de Barbacena,
Entre montanhas
E o céu de anil Estribilho
Preparas, para o futuro,
Os jovens do Brasil
Mais tarde, na Academia,
Como pilotos
Na paz ou guerra,
Levaremos bem para o alto
O pendão
De nossa Terra.
Nós, os alunos da Força Aérea,
Com valor, com moral,
Sempre lutando,
Alcançaremos
Nossa meta,
Nosso ideal.
Escola de Barbacena... Estribilho
Letra: Ten. Inf. Roberto Carlos de Breynner. Música: SO Mus Nestor Gomes da Silva
06
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