Questões de EFAF Português
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Questão 3 416581
IFAL 2011Leia o texto abaixo e responda à questão.
TEXTO
Oficina irritada
Eu quero compor um soneto duro
como poeta algum ousara escrever.
Eu quero pintar um soneto escuro,
seco, abafado, difícil de ler.
Quero que meu soneto, no futuro,
não desperte em ninguém nenhum
prazer.
E que, no seu maligno ar imaturo,
ao mesmo tempo saiba ser, não ser.
Esse meu verbo antipático e impuro
há de pungir, há de fazer sofrer,
tendão de Vênus sob o pedicuro.
Ninguém o lembrará: tiro no muro,
cão mijando no caos, enquanto Arcturo,
claro enigma, se deixa surpreender.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. 39.ed.Rio de Janeiro: Record, 1998. p.188)
Com base na leitura do poema de Carlos Drummond e nos seus conhecimentos acerca das funções da linguagem, assinale a alternativa correta.
Questão 2 416580
IFAL 2011TEXTO

(Disponivel em: http://amarildocharge.wordpress.com/2010/03/05/1053. Acesso em 01/10/2010).
Relativamente ainda ao texto, assinale a alternativa errada.
Questão 1 416575
IFAL 2011TEXTO

(Disponivel em: http://amarildocharge.wordpress.com/2010/03/05/1053. Acesso em 01/10/2010).
De acordo com a leitura do texto, escolha a alternativa correta.
Questão 26 171425
ETEC 2011/2No texto a seguir, que é pura ficção, o escritor Antonio Prata imaginou uma carta que Henrique e Francisca, pais de Alberto Santos Dumont, teriam escrito ao filho, à época residindo em Paris.
Considere essa carta para responder a questão.
Bom Senso
Fazenda Cabangu, Minas Gerais, 26/03/1903.
Albertinho, querido filho, que saudades!
Recebemos tua última missiva [carta] e ficamos contentes que estejas bem de saúde. Aguardamos ansiosos o teu retorno, tua mãe já não dorme mais, de tão saudosa, e já pediu ao Mané da venda três potes daquela compota de figo que tanto te apetece!
Apesar de serem as compotas um assunto saboroso, não é sobre elas que quero falar aqui, Alberto. O que nos tem preocupado um pouco, filho querido, é a tua insistência com o tal aeroplano. Tu me pedes dinheiro para mais um semestre em Paris e uma outra quantia para investir neste teu novo projeto, mas não a daremos.
Tua mãe e eu sempre te apoiamos; tu hás de recordar que, aos sete anos, quando as crianças não podiam sequer chegar perto do gramofone*, já te deixávamos conduzir as locomotivas Baldwin da fazenda e jamais ralhamos quando desmontavas a máquina de costura da tua mãe, pois sempre soubemos que não estávamos diante de traquinagens, mas do desabrochar de um talento. No entanto, meu caro Alberto, hás de saber reconhecer, nessa vida, a hora de desistir.
Ajudamos quando querias dar a volta na torre Eiffel com aquele dirigível e patrocinamos outras tantas sandices aéreas, mas já basta! Quantas vezes já não te esborrachaste no chão? Pretendes sair do solo com uma máquina mais pesada que o ar?! Alberto, não está na hora de encontrares um rumo definitivo para a tua vida?
O que nos preocupa é teu futuro. Tantas coisas interessantes acontecendo no mundo... Viste as últimas locomotivas a vapor alemãs? Os automóveis, Alberto, feitos pelo senhor Ford?! As imagens em movimento daqueles franceses, os Lumière? E tu, meu filho, insistindo num pássaro artificial, feito de seda e bambu! O futuro, Alberto, está nos trens! Por que diabos, mesmo que tu conseguisses fazer subir essa geringonça ao céu, será que alguém se interessaria em voar? As estradas de ferro estão tão boas! Já é possível vir de São Paulo ao Rio em 12 horas! Apenas 12 horas, Alberto!
Meu filho, eu te rogo: voltes! Vê só: os teus cunhados Villares estão investindo grandes quantias na construção de elevadores − esta sim uma maneira segura de se chegar ao céu! − e me prometeram que podem arrumar-te um empreguinho, primeiro na área de manutenção e quem sabe, mais tarde, na área de criação de mecanismos ou chefia de cabos e roldanas? Sê razoável, querido filho, se Deus quisesse que voássemos, nos teria feito com asas. O mundo, Alberto, não é como nos romances de Júlio Verne*!
Abraços esperançosos de teus pais,
Henrique Dumont e Francisca Santos
P.S.: Tuas queridas irmãs Maria Rosalina, Virgínia, Gabriela, Sofia e Francisca gozam de boa saúde e mandam lembranças.
(PRATA, Antonio. As pernas da tia Corália. Rio de Janeiro: Objetiva, 2003. Adaptado)
* gramofone: forma rudimentar de toca-discos.
* Júlio Verne: escritor francês do século XIX e considerado o autor das primeiras obras de ficção científica.
Considere o seguinte trecho do texto.
E tu, meu filho, insistindo num pássaro artificial, feito de seda e bambu! O futuro, Alberto, está nos trens! Por que diabos, mesmo que tu conseguisses fazer subir essa geringonça ao céu, será que alguém se interessaria em voar?

Esse trecho evidencia que, para os pais de Alberto, o aeroplano era
Questão 46 171390
ETEC 2011/1Analise os textos.
“O espírito do profissional esportivo não é mais o espírito lúdico, pois lhe falta a espontaneidade, a despreocupação. No caso do esporte de massas, temos uma atividade nominalmente classificada como jogo, mas levada a um grau tal de organização técnica e de complexidade científica que o verdadeiro espírito lúdico se encontra ameaçado de desaparecimento. O autêntico jogo desapareceu da civilização atual, e mesmo onde ele parece ainda estar presente trata-se de um falso jogo.”
(HUIZINGA, Johan. Homo ludens – O jogo como elemento da cultura. Trad.: João Paulo Monteiro. São Paulo: Perspectiva, 2004, p. 219-229. Adaptado)
“Hoje o futebol profissional condena o que é inútil, e é inútil o que não é lucrativo. O jogo converteu-se em espetáculo, com poucos protagonistas e muitos espectadores, futebol para olhar, que não se organiza para jogar mas para impedir que se jogue. A burocracia do esporte foi impondo um futebol de pura velocidade e muita força, que renuncia à alegria, atrofia a fantasia e proíbe a ousadia.”
(GALEANO, Eduardo. El fútbol a sol y sombra. México: Siglo XXI, 1995, p. 2. Adaptado)
Considere as afirmações.
I. Os jogos modernos vêm se tornando cada vez mais tecnicamente organizados para gerar resultados eficientes e rentáveis.
II. O espírito lúdico do futebol tende a desaparecer à medida que os jogadores perdem a espontanei- dade e a autonomia de jogar o chamado futebol-arte.
III. O futebol profissionalizado ganha características de jogo técnico, rápido, brincalhão, emocionante e educativo, fazendo desaparecer o velho espírito despreocupado e relaxado do jogo.
De acordo com a opinião defendida pelos autores, é válido o que se afirma em
Questão 35 171378
ETEC 2011/1Assinale a alternativa CORRETA quanto à concordância verbal e nominal.
06
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