Questões de EFAF Português - Gramática
1.745 Questões
Questão 12 391312
IFMT 2018/2Considerando as regras de acentuação gráfica, analise as palavras abaixo e assinale a ÚNICA alternativa em que todas são paroxítonas.
Questão 11 391310
IFMT 2018/2Quanto ao uso do hífen, julgue as alternativas abaixo e assinale a CORRETA.
Questão 9 391306
IFMT 2018/2
(fonte: BARALDI, M. Disponivel em: http://www.marciobaraldi.com.br)
A mesma regra de acentuação gráfica para o substantivo “latifúndio” é usada para grafar a palavra:
Questão 6 391294
IFMT 2018/2Texto

I - Na palavra Piauí, a vogal “i” é acentuada, pois está em posição final na palavra, formando hiato com a vogal anterior e, pelas mesmas razões, a palavra raiz deveria ser acentuada.
II - Na palavra raiz, a vogal não é acentuada graficamente, pois é acompanhada pela letra “z” na mesma sílaba.
III - No plural da palavra raiz, porém, a vogal “i” deve receber acento agudo, pois permanece isolada na sílaba.
Em relação ao Texto, está correto o que se afirma acima em:
Questão 10 306361
SESC 2018TEXTO IV
EU, ETIQUETA
Carlos Drummond de Andrade
Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome... estranho.
..................................................................
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
[5] minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça ao bico dos sapatos,
[10] são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
[15] indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
[20] seja negar minha identidade,
troca-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
[25] eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
[30] Agora sou anúncio,
ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
[35] de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
[40] e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
[45] Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias* tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam
e cada gesto, cada olhar,
[50] cada vinco da roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio da estamparia, não de casa,
[55] da vitrine me tiram, recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo de outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
[60] de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.
ANDRADE, C. D. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002.
* Idissincrasia: disposição, peculiaridade, natureza.
“Eu é que mimosamente pago / para anunciar, para vender” (versos 37-38)
Assinale a figura de linguagem presente nos versos:
Questão 2 295820
IFRJ 2018Leia o texto a seguir e responda à questão.
Inquilinos
Ninguém é responsável pelo funcionamento do mundo. Nenhum de nós precisa acordar cedo para
acender as caldeiras e checar se a Terra está girando em torno do seu próprio eixo na velocidade apropriada, e
em torno do Sol de modo a garantir a correta sucessão das estações. Como num prédio bem administrado, os
serviços básicos do planeta são providenciados sem que se enxergue o síndico – e sem taxa de administração.
[5] Imagine se coubesse à humanidade, com sua conhecida tendência ao desleixo e à improvisação, manter a
Terra na sua órbita e nos seus horários, ou se – coroando o mais delirante dos sonhos liberais – sua gerência
fosse entregue a uma empresa privada, com poderes para remanejar os ventos e suprimir correntes marítimas,
encurtar ou alongar dias e noites e até mudar de galáxia, conforme as conveniências de mercado, e ainda por
cima sujeita a decisões catastróficas, fraudes e falência.
[10] É verdade que, mesmo sob o atual regime impessoal, o mundo apresenta falhas na distribuição dos
seus benefícios, favorecendo alguns andares do prédio metafórico e martirizando outros, tudo devido ao que
só pode ser chamado de incompetência administrativa. Mas a responsabilidade não é nossa. A infraestrutura já
estava pronta quando nós chegamos. Apesar de tentativas como a construção de grandes obras que afetam o
clima e redistribuem as águas, há pouco que podemos fazer para alterar as regras do seu funcionamento.
[15] Podemos, isto sim, é colaborar na manutenção da Terra. Todos os argumentos conservacionistas e
ambientalistas teriam mais força se conseguissem nos convencer de que somos inquilinos no mundo. E que
temos as mesmas obrigações de qualquer inquilino, inclusive a de prestar contas por cada arranhão no fim do
contrato. A escatologia cristã deveria substituir o Salvador que virá pela segunda vez para nos julgar por um
Proprietário que chegará para retomar seu imóvel. E o Juízo Final, por um cuidadoso inventário em que todos
[20] os estragos que fizemos no mundo seriam contabilizados e cobrados.
– Cadê a floresta que estava aqui? – perguntaria o Proprietário.
– Valia uma fortuna.
E:
– Este rio não está como eu deixei…
[25] E, depois de uma contagem minuciosa:
– Estão faltando cento e dezessete espécies.
A Humanidade poderia tentar negociar. Apontar as benfeitorias – monumentos, parques, áreas férteis onde
outrora existiam desertos – para compensar a devastação. O Proprietário não se impressionaria.
– Para o que eu quero o Taj Mahal? Sete Quedas era muito mais bonita.
[30] – E a catedral de Chartres? Fomos nós que construímos. Aumentou o valor do terreno em…
– Fiquem com todas as suas catedrais, represas, cidades e shoppings. Quero o mundo como eu o entreguei.
Não precisamos de uma mentalidade ecológica. Precisamos de uma mentalidade de locadores. E do terror da
indenização.
VERÍSSIMO, Luís Fernando. O mundo é bárbaro e o que nós temos a ver com isso. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. P 19-20
Vocabulário:
Salvador: um dos nomes de Jesus que, segundo a teologia cristã, veio ao mundo para salvar a humanidade.
Juízo Final: dia em que, segundo a teologia cristã, Jesus voltará para julgar as ações de toda a humanidade.
Inventário: descrição do patrimônio de pessoa falecida para que se partilhe os bens entre os herdeiros.
Inquilino: locatário. Residente de imóvel alugado.
Escatologia: doutrina que trata do destino final do homem e do mundo.
Metáfora é o recurso expressivo que compara palavras de diferentes campos do sentido sem o auxílio de um conectivo.
Esse recurso ocorre em:
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