Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 8366818
PUC-RS PUCRS 2011 2 FaseU FBP 2011
“Reconheço”, disse o homem, “fui um poluidor implacável.(09) Matei todo tipo de bicho, criei todo tipo de lixo, transformei bom oxigênio em ar irrespirável.”(10)
E suspirou, contrito, envenenando mais um litro. “Nem sei quanto spray usei, mas aposto meu patrimônio: há um buraco com meu nome na tal (01) camada de ozônio.”
“Florestas foram arrasadas(13) para me dar calor (06) e notícia.(07) Sem falar nos troncos de lei (03) em que canivetei que amava uma tal de (02) Letícia.”
“Fui um flagelo sem dó, uma horda(04) de hunos(04) de um só.”
“Transformei rios(08) em cloacas e cloacas em Rios(08) de sujeira, em transbordante nojeira. ’Abaixo o ecossitema’ foi, eu quase diria, meu lema.”
“Fui um Átila (05) irreciclável,(11) um biodesagradável.”(12)
“Agredi a natureza. Destruí a sua beleza.”
“Mas, em compensação, em matéria de devastação, de agressão e desatino...” (mostrando suas próprias rugas, sua calvície, sua velhice): “... vejam o que Ela fez com este menino.”
VERÍSSIMO, L. F. Jornal Zero Hora. 26 ago. 1990.
Considerando o sentido de algumas palavras/expressões no texto, não é correto afirmar:
“Reconheço”, disse o homem, “fui um poluidor implacável.(09) Matei todo tipo de bicho, criei todo tipo de lixo, transformei bom oxigênio em ar irrespirável.”(10)
E suspirou, contrito, envenenando mais um litro. “Nem sei quanto spray usei, mas aposto meu patrimônio: há um buraco com meu nome na tal (01) camada de ozônio.”
“Florestas foram arrasadas(13) para me dar calor (06) e notícia.(07) Sem falar nos troncos de lei (03) em que canivetei que amava uma tal de (02) Letícia.”
“Fui um flagelo sem dó, uma horda(04) de hunos(04) de um só.”
“Transformei rios(08) em cloacas e cloacas em Rios(08) de sujeira, em transbordante nojeira. ’Abaixo o ecossitema’ foi, eu quase diria, meu lema.”
“Fui um Átila (05) irreciclável,(11) um biodesagradável.”(12)
“Agredi a natureza. Destruí a sua beleza.”
“Mas, em compensação, em matéria de devastação, de agressão e desatino...” (mostrando suas próprias rugas, sua calvície, sua velhice): “... vejam o que Ela fez com este menino.”
VERÍSSIMO, L. F. Jornal Zero Hora. 26 ago. 1990.
Questão 8366817
PUC-RS PUCRS 2011 2 FaseU FBP 2011
“Reconheço”, disse o homem, “fui um poluidor implacável.(09) Matei todo tipo de bicho, criei todo tipo de lixo, transformei bom oxigênio em ar irrespirável.”(10)
E suspirou, contrito, envenenando mais um litro. “Nem sei quanto spray usei, mas aposto meu patrimônio: há um buraco com meu nome na tal (01) camada de ozônio.”
“Florestas foram arrasadas(13) para me dar calor (06) e notícia.(07) Sem falar nos troncos de lei (03) em que canivetei que amava uma tal de (02) Letícia.”
“Fui um flagelo sem dó, uma horda(04) de hunos(04) de um só.”
“Transformei rios(08) em cloacas e cloacas em Rios(08) de sujeira, em transbordante nojeira. ’Abaixo o ecossitema’ foi, eu quase diria, meu lema.”
“Fui um Átila (05) irreciclável,(11) um biodesagradável.”(12)
“Agredi a natureza. Destruí a sua beleza.”
“Mas, em compensação, em matéria de devastação, de agressão e desatino...” (mostrando suas próprias rugas, sua calvície, sua velhice): “... vejam o que Ela fez com este menino.”
VERÍSSIMO, L. F. Jornal Zero Hora. 26 ago. 1990.
Considerando a forma e a função do texto, é correto afirmar que
“Reconheço”, disse o homem, “fui um poluidor implacável.(09) Matei todo tipo de bicho, criei todo tipo de lixo, transformei bom oxigênio em ar irrespirável.”(10)
E suspirou, contrito, envenenando mais um litro. “Nem sei quanto spray usei, mas aposto meu patrimônio: há um buraco com meu nome na tal (01) camada de ozônio.”
“Florestas foram arrasadas(13) para me dar calor (06) e notícia.(07) Sem falar nos troncos de lei (03) em que canivetei que amava uma tal de (02) Letícia.”
“Fui um flagelo sem dó, uma horda(04) de hunos(04) de um só.”
“Transformei rios(08) em cloacas e cloacas em Rios(08) de sujeira, em transbordante nojeira. ’Abaixo o ecossitema’ foi, eu quase diria, meu lema.”
“Fui um Átila (05) irreciclável,(11) um biodesagradável.”(12)
“Agredi a natureza. Destruí a sua beleza.”
“Mas, em compensação, em matéria de devastação, de agressão e desatino...” (mostrando suas próprias rugas, sua calvície, sua velhice): “... vejam o que Ela fez com este menino.”
VERÍSSIMO, L. F. Jornal Zero Hora. 26 ago. 1990.
Questão 8366816
PUC-RS PUCRS 2011 2 FaseU FBP 2011
“Reconheço”, disse o homem, “fui um poluidor implacável.(09) Matei todo tipo de bicho, criei todo tipo de lixo, transformei bom oxigênio em ar irrespirável.”(10)
E suspirou, contrito, envenenando mais um litro. “Nem sei quanto spray usei, mas aposto meu patrimônio: há um buraco com meu nome na tal (01) camada de ozônio.”
“Florestas foram arrasadas(13) para me dar calor (06) e notícia.(07) Sem falar nos troncos de lei (03) em que canivetei que amava uma tal de (02) Letícia.”
“Fui um flagelo sem dó, uma horda(04) de hunos(04) de um só.”
“Transformei rios(08) em cloacas e cloacas em Rios(08) de sujeira, em transbordante nojeira. ’Abaixo o ecossitema’ foi, eu quase diria, meu lema.”
“Fui um Átila (05) irreciclável,(11) um biodesagradável.”(12)
“Agredi a natureza. Destruí a sua beleza.”
“Mas, em compensação, em matéria de devastação, de agressão e desatino...” (mostrando suas próprias rugas, sua calvície, sua velhice): “... vejam o que Ela fez com este menino.”
VERÍSSIMO, L. F. Jornal Zero Hora. 26 ago. 1990.
Pela leitura do texto, conclui-se que o narrador
“Reconheço”, disse o homem, “fui um poluidor implacável.(09) Matei todo tipo de bicho, criei todo tipo de lixo, transformei bom oxigênio em ar irrespirável.”(10)
E suspirou, contrito, envenenando mais um litro. “Nem sei quanto spray usei, mas aposto meu patrimônio: há um buraco com meu nome na tal (01) camada de ozônio.”
“Florestas foram arrasadas(13) para me dar calor (06) e notícia.(07) Sem falar nos troncos de lei (03) em que canivetei que amava uma tal de (02) Letícia.”
“Fui um flagelo sem dó, uma horda(04) de hunos(04) de um só.”
“Transformei rios(08) em cloacas e cloacas em Rios(08) de sujeira, em transbordante nojeira. ’Abaixo o ecossitema’ foi, eu quase diria, meu lema.”
“Fui um Átila (05) irreciclável,(11) um biodesagradável.”(12)
“Agredi a natureza. Destruí a sua beleza.”
“Mas, em compensação, em matéria de devastação, de agressão e desatino...” (mostrando suas próprias rugas, sua calvície, sua velhice): “... vejam o que Ela fez com este menino.”
VERÍSSIMO, L. F. Jornal Zero Hora. 26 ago. 1990.
Questão 8366815
ETECSP ETECSP 2011 2 FaseU Gerais 2011Considere a tirinha:
LAERTE, Folha de S. Paulo, 10 fev. 2011.
Observando os elementos presentes na cena, é correto afirmar que o robô
Questão 8366814
ETECSP ETECSP 2011 2 FaseU Gerais 2011No texto a seguir, que é pura ficção, o escritor Antonio Prata imaginou uma carta que Henrique e Francisca, pais de Alberto Santos Dumont, teriam escrito ao filho, à época residindo em Paris.
Considere essa carta para responder a questão.
Bom senso
Fazenda Cabangu, Minas Gerais, 26/03/1903.
Albertinho, querido filho, que saudades!
Recebemos tua última missiva [carta] e ficamos contentes que estejas bem de saúde. Aguardamos ansiosos o teu retorno, tua mãe já não dorme mais, de tão saudosa, e já pediu ao Mané da venda três potes daquela compota de figo que tanto te apetece!
Apesar de serem as compotas um assunto saboroso, não é sobre elas que quero falar aqui, Alberto. O que nos tem preocupado um pouco, filho querido, é a tua insistência com o tal aeroplano. Tu me pedes dinheiro para mais um semestre em Paris e uma outra quantia para investir neste teu novo projeto, mas não a daremos.
Tua mãe e eu sempre te apoiamos; tu hás de recordar que, aos sete anos, quando as crianças não podiam sequer chegar perto do gramofone*, já te deixávamos conduzir as locomotivas Baldwin da fazenda e jamais ralhamos quando desmontavas a máquina de costura da tua mãe, pois sempre soubemos que não estávamos diante de traquinagens, mas do desabrochar de um talento. No entanto, meu caro Alberto, hás de saber reconhecer, nessa vida, a hora de desistir.
Ajudamos quando querias dar a volta na torre Eiffel com aquele dirigível e patrocinamos outras tantas sandices aéreas, mas já basta!
Quantas vezes já não te esborrachaste no chão" Pretendes sair do solo com uma máquina mais pesada que o ar"! Alberto, não está na hora de encontrares um rumo definitivo para a tua vida?
O que nos preocupa é teu futuro. Tantas coisas interessantes acontecendo no mundo... Viste as últimas locomotivas a vapor alemãs?
Os automóveis, Alberto, feitos pelo senhor Ford"! As imagens em movimento daqueles franceses, os Lumière" E tu, meu filho, insistindo num pássaro artificial, feito de seda e bambu! O futuro, Alberto, está nos trens! Por que diabos, mesmo que tu conseguisses fazer subir essa geringonça ao céu, será que alguém se interessaria em voar? As estradas de ferro estão tão boas! Já é possível vir de São Paulo ao Rio em 12 horas! Apenas 12 horas, Alberto!
Meu filho, eu te rogo: voltes! Vê só: os teus cunhados Villares estão investindo grandes quantias na construção de elevadores — esta sim uma maneira segura de se chegar ao céu! — e me prometeram que podem arrumar-te um empreguinho, primeiro na área de manutenção e quem sabe, mais tarde, na área de criação de mecanismos ou chefia de cabos e roldanas? Sê razoável, querido filho, se Deus quisesse que voássemos, nos teria feito com asas. O mundo, Alberto, não é como nos romances de Júlio Verne*!
Abraços esperançosos de teus pais,
Henrique Dumont e Francisca Santos
P.S.: Tuas queridas irmãs Maria Rosalina, Virgínia, Gabriela, Sofia e Francisca gozam de boa saúde e mandam lembranças.
PRATA, Antonio. As pernas da tia Corália. Rio de Janeiro: Objetiva, 2003. (Adaptado.)
gramofone: forma rudimentar de toca-discos.
Júlio Verne: escritor francês do século XIX e considerado o autor das primeiras obras de ficção científica.
Considere o seguinte trecho do texto:
Disponível em: http://downloadsopen4group.com/ walpapers/14-bis-e-santos-dumont-92016.jpg. Acesso em: 17 abr. 2011.
E tu, meu filho, insistindo num pássaro artificial, feito de seda e bambu! O futuro, Alberto, está nos trens! Por que diabos, mesmo que tu conseguisses fazer subir essa geringonça ao céu, será que alguém se interessaria em voar?
O trecho evidencia que, para os pais de Alberto, o aeroplano era
Questão 8366812
ETECSP ETECSP 2011 2 FaseU Gerais 2011No texto a seguir, que é pura ficção, o escritor Antonio Prata imaginou uma carta que Henrique e Francisca, pais de Alberto Santos Dumont, teriam escrito ao filho, à época residindo em Paris.
Considere essa carta para responder a questão.
Bom senso
Fazenda Cabangu, Minas Gerais, 26/03/1903.
Albertinho, querido filho, que saudades!
Recebemos tua última missiva [carta] e ficamos contentes que estejas bem de saúde. Aguardamos ansiosos o teu retorno, tua mãe já não dorme mais, de tão saudosa, e já pediu ao Mané da venda três potes daquela compota de figo que tanto te apetece!
Apesar de serem as compotas um assunto saboroso, não é sobre elas que quero falar aqui, Alberto. O que nos tem preocupado um pouco, filho querido, é a tua insistência com o tal aeroplano. Tu me pedes dinheiro para mais um semestre em Paris e uma outra quantia para investir neste teu novo projeto, mas não a daremos.
Tua mãe e eu sempre te apoiamos; tu hás de recordar que, aos sete anos, quando as crianças não podiam sequer chegar perto do gramofone*, já te deixávamos conduzir as locomotivas Baldwin da fazenda e jamais ralhamos quando desmontavas a máquina de costura da tua mãe, pois sempre soubemos que não estávamos diante de traquinagens, mas do desabrochar de um talento. No entanto, meu caro Alberto, hás de saber reconhecer, nessa vida, a hora de desistir.
Ajudamos quando querias dar a volta na torre Eiffel com aquele dirigível e patrocinamos outras tantas sandices aéreas, mas já basta!
Quantas vezes já não te esborrachaste no chão" Pretendes sair do solo com uma máquina mais pesada que o ar"! Alberto, não está na hora de encontrares um rumo definitivo para a tua vida?
O que nos preocupa é teu futuro. Tantas coisas interessantes acontecendo no mundo... Viste as últimas locomotivas a vapor alemãs?
Os automóveis, Alberto, feitos pelo senhor Ford"! As imagens em movimento daqueles franceses, os Lumière" E tu, meu filho, insistindo num pássaro artificial, feito de seda e bambu! O futuro, Alberto, está nos trens! Por que diabos, mesmo que tu conseguisses fazer subir essa geringonça ao céu, será que alguém se interessaria em voar? As estradas de ferro estão tão boas! Já é possível vir de São Paulo ao Rio em 12 horas! Apenas 12 horas, Alberto!
Meu filho, eu te rogo: voltes! Vê só: os teus cunhados Villares estão investindo grandes quantias na construção de elevadores — esta sim uma maneira segura de se chegar ao céu! — e me prometeram que podem arrumar-te um empreguinho, primeiro na área de manutenção e quem sabe, mais tarde, na área de criação de mecanismos ou chefia de cabos e roldanas? Sê razoável, querido filho, se Deus quisesse que voássemos, nos teria feito com asas. O mundo, Alberto, não é como nos romances de Júlio Verne*!
Abraços esperançosos de teus pais,
Henrique Dumont e Francisca Santos
P.S.: Tuas queridas irmãs Maria Rosalina, Virgínia, Gabriela, Sofia e Francisca gozam de boa saúde e mandam lembranças.
PRATA, Antonio. As pernas da tia Corália. Rio de Janeiro: Objetiva, 2003. (Adaptado.)
gramofone: forma rudimentar de toca-discos.
Júlio Verne: escritor francês do século XIX e considerado o autor das primeiras obras de ficção científica.
Pela leitura do texto, é correto afirmar que06
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