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Questão 8366979
UNESP UNESP 2011 1 Fase1 Gerais 2011A questão toma por base um fragmento do livro Comunicação e folclore, de Luiz Beltrão (1918-1986).
O fragmento apresentado focaliza, por meio da opinião do autor e de outros folcloristas mencionados, o bumba-meu-boi, auto popular brasileiro bastante conhecido. A leitura do fragmento, como um todo, deixa claro que o núcleo temático do bumba-meu-boi é sempreO Bumba-Meu-Boi
Entre os autos populares conhecidos e praticados no Brasil - pastoril, fandango, chegança, reisado, congada, etc. - aquele em que melhor o povo exprime a sua crítica, aquele que tem maior conteúdo jornalístico, é, realmente, o bumba-meu-boi, ou simplesmente boi.
Para Renato Almeida, é o “bailado mais notável do Brasil, o folguedo brasileiro de maior significação estética e social". Luís da Câmara Cascudo, por seu turno, observou a sua superioridade porque “enquanto os outros autos cristalizaram, imóveis, no elenco de outrora, o bumba-meu-boi é sempre atual, incluindo soluções modernas, figuras de agora, vocabulário, sensação, percepção contemporânea. Na época da escravidão mostrava os vaqueiros escravizados vencendo pela inteligência, astúcia e cinismo. Chibateava a cupidez, a materialidade, o sensualismo de doutores, padres, delegados, fazendo-os cantar versinhos que eram confissões estertóricas. O capitão-do-mato, preador de escravizados, assombro dos moleques, faz-sono dos negrinhos, vai ‘caçar ’ os negros que fugiram, depois da morte do Boi, e em vez de trazê-los é trazido amarrado, humilhado, tremendo de medo. O valentão mestiço, capoeira, apanha pancada e é mais mofino que todos os mofinos. Imaginem a alegria negra, vendo e ouvindo essa sublimação aberta, franca, na porta da casa-grande de engenho ou no terreiro da fazenda, nos pátios das vilas, diante do adro da igreja! A figura dos padres, os padres do interior, vinha arrastada com a violência de um ajuste de contas. O doutor, o curioso, metido a entender de tudo, o delegado autoritário, valente com a patrulha e covarde sem ela, toda a galeria perpassa, expondo suas mazelas, vícios, manias, cacoetes, olhada por uma assistência onde estavam muitas vítimas dos personagens reais, ali subalternizados pela virulência do desabafo”.
Como algumas outras manifestações folclóricas, o bumba-meu-boi utiliza uma forma antiga, tradicional; entretanto, fá-la revestir-se de novos aspectos, atualiza o entrecho, recompõe a trama. Daí “o interesse do tipo solidário que desperta nas camadas populares”, como o assinala Édison Carneiro. Interesse que só pode manter-se porque o que no auto se apresenta não reflete apenas situações do passado, “mas porque têm importância para o futuro”. Com efeito, tendo por tema central a morte e a ressurreição do boi, “cerca-se de episódios acessórios, não essenciais, muito desligados da ação principal, que variam de região para região... em cada lugar, novos personagens são enxertados, aparentemente sem outro objetivo senão o de prolongar e variar a brincadeira”. Contudo, dentre esses personagens, os que representam as classes superiores são caricaturados, cobrindo-se de ridículo, o que torna “o folguedo, em si mesmo, uma reivindicação”.
Sílvio Romero recolheu os versos de um bumba-meu-boi, através dos quais se constata a intenção caricaturesca nos personagens do folguedo. Como o Padre, que recita:
Não sou padre, não sou nada
“Quem me ver estar dançando
Não julgue que estou louco;
Secular sou como os outros”.
Ou como o Capitão-do-Mato que, dando com o negro Fidélis, vai prendê-lo:
“CAPITÃO - Eu te atiro, negro
Eu te amarro, ladrão,
Eu te acabo, cão.”
Mas, ao contrário, quem vai sobre o Capitão e o amarra é o Fidélis:
“CORO - Capitão de campo
Veja que o mundo virou
Foi ao mato pegar negro
Mas o negro lhe amarrou.
CAPITÃO - Sou valente afamado
Como eu não pode haver;
Qualquer susto que me fazem
Logo me ponho a correr”.
BELTRÃO, Luiz. Comunicação e folclore. São Paulo: Edições Melhoramentos, 1971.
Questão 8366977
UNESP UNESP 2011 1 Fase1 Gerais 2011INSTRUÇÃO: A questão toma por base duas passagens do livro "A linguagem harmônica da Bossa Nova", do docente e pesquisador da Unesp José Estevam Gava.
Momento Bossa Nova
Nos anos 1940, o samba-canção já era uma alternativa para o samba tradicional, batucado, quadrado. Em sua gênese foram empregados recursos correntes na música erudita europeia e na música popular norte-americana. Já era algo mais sofisticado, praticado por compositores e arranjadores com maior preparo musical e sempre de ouvido aberto para as soluções propostas pela música estrangeira. O jazz, por exemplo, mais tarde permitiria fusões interessantes como o “samba-jazz” e o “samba moderno”, com arranjos grandiosos e com base nos instrumentos de sopro. Mas, em termos de poesia e expressividade, o samba-canção tendia a manter seu caráter escuro, sombrio, com muitos elementos que lembravam a atmosfera tensa e pessimista do tango argentino e do bolero, gêneros latinos por excelência.
O samba-canção esteve desde logo ambientado em Copacabana, lugar de vida noturna intensa, boates enfumaçadas, mulheres adultas e fatais envoltas num clima de pecado e traição, enquanto a Bossa Nova ambientou-se mais para o Sul, em Ipanema, além de tornar-se representativa de um público mais jovem, amante do sol e da praia. Nesse ambiente solar, a mulher passou a ser a garota da praia, a namorada. Deu-se um descanso às imagens de “amante proibida e vingativa, com uma navalha na liga. E as letras da Bossa Nova não tinham nada de enfumaçado. Eram uma saga oceânica: a nado, numa prancha ou num barquinho, seus compositores prestaram todas as homenagens possíveis ao mar e ao verão. Esse mar e esse verão eram os de Ipanema” (Castro, 1999, p. 59).
A Bossa Nova levou aos extremos a tendência intimista de cantar sobre temas do cotidiano, sem muita complicação poética. Em vez da negatividade do samba-canção, explorou ao máximo a positividade expressiva e um otimismo sem precedentes. Esse foi o grande traço distintivo entre a Bossa Nova e o samba-canção. O otimismo diante do amor trouxe consigo imagens de paz e estabilidade possibilitadas por relacionamentos amorosos felizes e amores correspondidos, sem as cores patológicas e dramáticas que tanto marcavam os sambas-canções. Mesmo a dor, quando ocorria, era encarada como um estágio passageiro, deixando de assumir o antigo caráter terminal.
Em plenos anos 1950, quando nas rádios predominava o derramamento vocal e sentimental, Tom Jobim já buscava um retraimento expressivo pautado por um discurso poético/musical mais sereno, mais em tom de conversa do que de súplica. Se os mais jovens identificavam-se com essas coisas novas, os mais velhos e tradicionalistas viam-nas com estranheza, sendo compreensível que as descrevessem como canções bobas e ingênuas, não obstante a sofisticação harmônica e rítmica.
GAVA, José Estevam. A linguagem harmônica da Bossa Nova. São Paulo: Editora Unesp, 2002.
"... sendo compreensível que as descrevessem como canções bobas e ingênuas, não obstante a sofisticação harmônica e rítmica".
Nesta passagem, a sequência, "não obstante a" poderia ser substituída, sem prejuízo do sentido, por:
Questão 8366904
ESPM ESPM 2011 1 FaseU Gerais 2011
As minhas traições SOU UM traidor. Sou um hipócrita. Não tenho defesa. Nem perdão. Mas guardar segredo é pior que partilhá-lo. Partilho. Imagine o leitor: eu, num círculo de amigos literatos, discutindo as últimas novidades da “rentrée”. Subitamente, alguém fala sobre o futuro do livro. E elogia as qualidades do livro eletrônico. É nesse preciso momento que eu faço cara de nojo, limpo o suor da testa com meu lenço de renda e disparo um “jamais!” que faz tremer o salão. O meu mundo é o mundo de Gutenberg: o mundo arcaico do papel e da tinta, não de “pixels”, “bits” e outras barbaridades linguísticas. Livro eletrônico? É como fazer amor com uma boneca insuflável. “Um livro é um livro”, disparava eu, em conhecido clichê. Nada substitui o objeto físico que transportamos, dobramos, sublinhamos. Tocamos. Cheiramos. Por vezes, rasgamos ou queimamos. A ideia de ler um romance, uma biografia, um mero ensaio em suporte eletrônico chegava para cobrir a minha costela conservadora de um horror herético. Nem morto.

Mas então aconteceu: uma oferta familiar em dia de aniversário. Bateram à porta. Entregaram a encomenda. Era o famoso Kindle da Amazon, com capa de pele, bonitinho. Perigosamente bonitinho. Farejei o bicho com desconfiança primitiva. Cocei o crânio com pasmo neandertal e senti-me um dos macacos de Stanley Kubrick, na sequência inicial de “2001 - Uma Odisseia no Espaço”. Como se um objeto estranho tivesse vindo diretamente do futuro. Por milagre não quebrei o aparelho com a força das minhas ossadas. Um livro eletrônico era aquilo" “Jamais, jamais”, gritava a minha pobre consciência. Os dias passaram. O objeto, a um canto, mendigava a minha atenção sempre que passava por ele. “Jamais, jamais”, repetia ainda. E sempre com menor convicção. Uma tarde, aproximei-me. Tentei ignorá-lo, lendo ostensivamente as “Páginas Amarelas”. O objeto soltou um suspiro de tristeza, quem sabe de abandono. E eu, com caridade cristã, decidi dedicar-lhe dois minutos de atenção, não mais. Liguei o Kindle. Com enfado, fui lendo as instruções. E, por cada página lida, a pergunta mefistofélica: experimentar nunca fez mal a ninguém, certo" Experimentei. Diretamente do site da Amazon, fui importando livros grátis. Os clássicos gregos. Os clássicos romanos. Algum Maquiavel, algum Hobbes, algum Swift. Os pensamentos de Pascal. Uma edição completa das peças do bardo. Tudo a preço zero. Em 60 segundos, a Biblioteca de Alexandria viajava até minha casa. O meu entusiasmo começava a ser perigoso. Embaraçoso. Numa tarde, descarregara 50 livros. Outros 50 vinham a caminho. E, pior, já começara a ler um: a autobiografia de Tony Blair, que comprei a preço reduzido. Lia. Inacreditavelmente, sublinhava. Mais inacreditavelmente ainda, escrevia notas. Aquilo não era um livro. Era melhor que um livro. Que foi mesmo que eu disse" Hoje, levo uma vida dupla. Em público, passeio os meus grossos volumes da “Enciclopédia Britânica”, em gesto de resistência ao mundo virtual. Finjo. Quando me falam nas virtudes do Kindle, ou do e-book, as minhas gargalhadas são jocosas, ofensivas, delirantes. Mas são também forçadas e encenadas: chego em casa e chamo logo pelo meu Kindle como quem chama pelo gato. E ele vem, pronto para miar centenas e centenas de obras-primas. Se um dia a casa arder e eu estiver em estado delirante, o leitor já sabe o que significa “Salvem o gato! Salvem o gato!”. Moral da história" A internet foi a primeira grande revolução da minha existência literária. Mas o livro eletrônico será a segunda ao introduzir a mais importante divisão intelectual da vida. Haverá sempre livros que desejarei ter; e “ter” no sentido tangível do verbo: como objetos físicos, artísticos, existenciais. Nesse sentido, as livrarias continuarão a ser os únicos templos laicos que frequento com religioso fervor. Mas depois existirão os livros que quero ler. Simplesmente ler. Não amanhã, ou depois, ou um dia qualquer. Mas hoje. Agora. Já. O sonho de qualquer leitor curioso, insaciável, ditatorial. Regresso ao início: sou um traidor. E no dia em que os meus amigos literatos, cansados de minhas mentiras, vierem buscar-me para a fogueira, nada peço em minha defesa. Espero apenas que poupem o gato.
(João Pereira Coutinho, Folha de S. Paulo, 05/10/2010)
1. rentrée: em francês, regresso, retorno, reentrada.
2. herético: relativo a ou que envolve heresia.
Ao longo do texto, o narrador se mostra avesso ao “Kindle” (livro eletrônico). O fato que explica sua primeira alteração de postura transparece em:
As minhas traições SOU UM traidor. Sou um hipócrita. Não tenho defesa. Nem perdão. Mas guardar segredo é pior que partilhá-lo. Partilho. Imagine o leitor: eu, num círculo de amigos literatos, discutindo as últimas novidades da “rentrée”. Subitamente, alguém fala sobre o futuro do livro. E elogia as qualidades do livro eletrônico. É nesse preciso momento que eu faço cara de nojo, limpo o suor da testa com meu lenço de renda e disparo um “jamais!” que faz tremer o salão. O meu mundo é o mundo de Gutenberg: o mundo arcaico do papel e da tinta, não de “pixels”, “bits” e outras barbaridades linguísticas. Livro eletrônico? É como fazer amor com uma boneca insuflável. “Um livro é um livro”, disparava eu, em conhecido clichê. Nada substitui o objeto físico que transportamos, dobramos, sublinhamos. Tocamos. Cheiramos. Por vezes, rasgamos ou queimamos. A ideia de ler um romance, uma biografia, um mero ensaio em suporte eletrônico chegava para cobrir a minha costela conservadora de um horror herético. Nem morto.
Mas então aconteceu: uma oferta familiar em dia de aniversário. Bateram à porta. Entregaram a encomenda. Era o famoso Kindle da Amazon, com capa de pele, bonitinho. Perigosamente bonitinho. Farejei o bicho com desconfiança primitiva. Cocei o crânio com pasmo neandertal e senti-me um dos macacos de Stanley Kubrick, na sequência inicial de “2001 - Uma Odisseia no Espaço”. Como se um objeto estranho tivesse vindo diretamente do futuro. Por milagre não quebrei o aparelho com a força das minhas ossadas. Um livro eletrônico era aquilo" “Jamais, jamais”, gritava a minha pobre consciência. Os dias passaram. O objeto, a um canto, mendigava a minha atenção sempre que passava por ele. “Jamais, jamais”, repetia ainda. E sempre com menor convicção. Uma tarde, aproximei-me. Tentei ignorá-lo, lendo ostensivamente as “Páginas Amarelas”. O objeto soltou um suspiro de tristeza, quem sabe de abandono. E eu, com caridade cristã, decidi dedicar-lhe dois minutos de atenção, não mais. Liguei o Kindle. Com enfado, fui lendo as instruções. E, por cada página lida, a pergunta mefistofélica: experimentar nunca fez mal a ninguém, certo" Experimentei. Diretamente do site da Amazon, fui importando livros grátis. Os clássicos gregos. Os clássicos romanos. Algum Maquiavel, algum Hobbes, algum Swift. Os pensamentos de Pascal. Uma edição completa das peças do bardo. Tudo a preço zero. Em 60 segundos, a Biblioteca de Alexandria viajava até minha casa. O meu entusiasmo começava a ser perigoso. Embaraçoso. Numa tarde, descarregara 50 livros. Outros 50 vinham a caminho. E, pior, já começara a ler um: a autobiografia de Tony Blair, que comprei a preço reduzido. Lia. Inacreditavelmente, sublinhava. Mais inacreditavelmente ainda, escrevia notas. Aquilo não era um livro. Era melhor que um livro. Que foi mesmo que eu disse" Hoje, levo uma vida dupla. Em público, passeio os meus grossos volumes da “Enciclopédia Britânica”, em gesto de resistência ao mundo virtual. Finjo. Quando me falam nas virtudes do Kindle, ou do e-book, as minhas gargalhadas são jocosas, ofensivas, delirantes. Mas são também forçadas e encenadas: chego em casa e chamo logo pelo meu Kindle como quem chama pelo gato. E ele vem, pronto para miar centenas e centenas de obras-primas. Se um dia a casa arder e eu estiver em estado delirante, o leitor já sabe o que significa “Salvem o gato! Salvem o gato!”. Moral da história" A internet foi a primeira grande revolução da minha existência literária. Mas o livro eletrônico será a segunda ao introduzir a mais importante divisão intelectual da vida. Haverá sempre livros que desejarei ter; e “ter” no sentido tangível do verbo: como objetos físicos, artísticos, existenciais. Nesse sentido, as livrarias continuarão a ser os únicos templos laicos que frequento com religioso fervor. Mas depois existirão os livros que quero ler. Simplesmente ler. Não amanhã, ou depois, ou um dia qualquer. Mas hoje. Agora. Já. O sonho de qualquer leitor curioso, insaciável, ditatorial. Regresso ao início: sou um traidor. E no dia em que os meus amigos literatos, cansados de minhas mentiras, vierem buscar-me para a fogueira, nada peço em minha defesa. Espero apenas que poupem o gato.
(João Pereira Coutinho, Folha de S. Paulo, 05/10/2010)
1. rentrée: em francês, regresso, retorno, reentrada.
2. herético: relativo a ou que envolve heresia.
Questão 8366899
PUC-RS PUCRS 2011 1 FaseU FBP 2011Para responder, relacione as colunas, de modo que as expressões da direita completem adequadamente as frases da esquerda.
1. onde
2. que
3. A que
4. por que
5. cuja
6. à qual
7. aonde
8. pela qual
() A descoberta _________ se referia o cientista era surpreendente.() Estes são dados sigilosos, _______ divulgação é reservada.
() Áreas _______ há maior pobreza merecem toda atenção dos estudiosos.
() A pesquisa,__________ não faltam recursos financeiros, está parada por razões políticas.
() A penúria _________ passa grande parte da humanidade exige uma ciência ética.
Relacionando as duas colunas, a sequência correta, de cima para baixo, é:
Questão 8366897
PUC-RS PUCRS 2011 1 FaseU FBP 2011
A zona franca do pensamento
Qual é a invenção que lhe (18) deixa mais perplexo, aquela que foge à sua compreensão" Tantas. (07) O avião, por exemplo. Como consegue voar aquele zepelin de aço, (02) com 300 passageiros e suas respectivas bagagens provenientes de Miami" Internet: (08) eu aqui e você em Cingapura, conversando a um custo de eu aqui e você ali na esquina. Fax: (08) coloco uma folha de papel num aparelhinho e ele sai reproduzido, (13) no mesmo instante, (13) em Guiné-Bissau. Televisão: (08) uma câmera capta minha imagem e eu apareço,(14) ao mesmo tempo, (14) num casebre do Morro da Cruz e numa mansão da Barra da Tijuca, ao vivo e em cores. Ultrassonografia. Gestação in vitro. (09) Clonagem. (09) Reverencio a tecnologia e hoje me arrependo de ter matado algumas aulas de física e biologia, que me ajudariam a entender melhor como funciona o mundo que me cerca. (01)Só numa invenção (03) pisoteio e cuspo em cima (03)(05) no detector de mentiras. (...) Uma geringonça que se julga capaz de adivinhar o que pensamos! (01)
O pensamento é o território mais protegido do mundo, e ao mesmo tempo o mais livre. Nele cabe um mundaréu de gente, todas as que conhecemos (10) e mais aquelas que imaginamos, e delas somos seu deus e seu diabo. (04) (...) O pensamento (11) não tem fronteiras, lógica, advogado de defesa ou carrasco. (12) É zona franca, (15)(16) terra de ninguém.
Vivemos cercados de micro câmeras, pardais, caetanos, alarmes. Somos constantemente vigiados, (17) qualquer um nos localiza, identifica, surpreende. O pensamento é o único lugar onde ainda estamos seguros, onde nossa loucura é permitida e todos os nossos atos são inocentes. Que se instale um novo mundo cibernético, mas que virem sucata (06) esses detectores de mentiras, tão sujeitos a falhas. Dentro do pensamento, não há tecnologia que consiga nos achar.
(Marta Medeiros Zero Hora, 31/03/1999 (adaptado))
Quanto à pontuação utilizada no texto, não é correto afirmar que:
A zona franca do pensamento
Qual é a invenção que lhe (18) deixa mais perplexo, aquela que foge à sua compreensão" Tantas. (07) O avião, por exemplo. Como consegue voar aquele zepelin de aço, (02) com 300 passageiros e suas respectivas bagagens provenientes de Miami" Internet: (08) eu aqui e você em Cingapura, conversando a um custo de eu aqui e você ali na esquina. Fax: (08) coloco uma folha de papel num aparelhinho e ele sai reproduzido, (13) no mesmo instante, (13) em Guiné-Bissau. Televisão: (08) uma câmera capta minha imagem e eu apareço,(14) ao mesmo tempo, (14) num casebre do Morro da Cruz e numa mansão da Barra da Tijuca, ao vivo e em cores. Ultrassonografia. Gestação in vitro. (09) Clonagem. (09) Reverencio a tecnologia e hoje me arrependo de ter matado algumas aulas de física e biologia, que me ajudariam a entender melhor como funciona o mundo que me cerca. (01)Só numa invenção (03) pisoteio e cuspo em cima (03)(05) no detector de mentiras. (...) Uma geringonça que se julga capaz de adivinhar o que pensamos! (01)
O pensamento é o território mais protegido do mundo, e ao mesmo tempo o mais livre. Nele cabe um mundaréu de gente, todas as que conhecemos (10) e mais aquelas que imaginamos, e delas somos seu deus e seu diabo. (04) (...) O pensamento (11) não tem fronteiras, lógica, advogado de defesa ou carrasco. (12) É zona franca, (15)(16) terra de ninguém.
Vivemos cercados de micro câmeras, pardais, caetanos, alarmes. Somos constantemente vigiados, (17) qualquer um nos localiza, identifica, surpreende. O pensamento é o único lugar onde ainda estamos seguros, onde nossa loucura é permitida e todos os nossos atos são inocentes. Que se instale um novo mundo cibernético, mas que virem sucata (06) esses detectores de mentiras, tão sujeitos a falhas. Dentro do pensamento, não há tecnologia que consiga nos achar.
(Marta Medeiros Zero Hora, 31/03/1999 (adaptado))
Questão 8366892
PUC-RS PUCRS 2011 1 FaseU FBP 2011

(JAGUAR. Atila, você é bárbaro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968. p. 166-167.)
O ditado popular que melhor sintetiza as ideias expressas no cartum é:

(JAGUAR. Atila, você é bárbaro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968. p. 166-167.)
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