Questões de EFAF Português - Gramática
1.745 Questões
Questão 2 398528
IFPE 2018/2TEXTO
64% DOS VENEZUELANOS PERDERAM MÉDIA DE 11KG POR FALTA DE ALIMENTO
Pesquisa foi elaborada com informações obtidas entre julho e setembro, por isso resultados não refletem o efeito da hiperinflação, que começou em outubro
(1) A Pesquisa sobre Condições de Vida na Venezuela (Encovi), apresentada nesta quarta-feira e realizada com 6.168 famílias de todo o país, feita pelas principais universidades venezuelanas, revelou que 64% dos entrevistados afirmam ter perdido uma média de 11 quilos no último ano por não ter acesso a alimentos.
(2) A Encovi, realizada a cada ano desde 2014, foi elaborada com informações obtidas entre os meses de julho e setembro, por isso os pesquisadores deixaram claro no dia da sua apresentação que esses resultados não refletem o efeito que teve sobre os venezuelanos o fenômeno da hiperinflação, que começou em outubro.
(3) “Cerca de 64% das pessoas afirmam ter sofrido uma perda de peso de 11 quilos no último ano”, disse Marianella Herrera, da Universidade Central da Venezuela (UCV), pós-graduada em Nutrição Clínica pela Universidade Simón Bolívar (USB). Ela explicou, ainda, que 61% dos consultados disseram ter ido para a cama com fome porque não contavam com alimentos suficientes e 90% disseram que sua renda não é suficiente para comprar os alimentos necessários. Além disso, 78% dos entrevistados dizem que não conseguem muitos dos alimentos da cesta básica.
(4) Os resultados apresentados pela especialista em nutrição indicam que, diante dessa realidade, 63% das pessoas praticaram a “estratégia” de reduzir os alimentos em casa, ao eliminar refeições ou diminuir as porções nos pratos. Segundo a pesquisadora, há 20% que não tomam café da manhã e os lanches estão praticamente eliminados, enquanto 70% dizem que não conseguem comprar alimentos saudáveis e equilibrados.
(5) Marianella acrescenta que, definitivamente, “80% das famílias apresentam algum grau de insegurança alimentar”, o que significa que foram identificadas com três ou mais das variáveis anteriores que têm a ver com acesso, custo ou qualidade.
(6) A nutricionista afirma, por fim, que atualmente existe uma “deterioração na qualidade dos produtos” que a população está consumindo, que “a dieta consiste em arroz, milho, farinha de trigo, tubérculos” e as fontes de ferro e outros micronutrientes se reduziram.
EFE. 64% dos venezuelanos perderam média de 11kg por falta de alimento. Revista Exame. Disponível em: . Acesso em: 12 maio 2018 (adaptado).
No que diz respeito a características linguísticas do TEXTO, assinale a alternativa CORRETA.
Questão 18 395726
IFMT 2018/1
(fonte: cantinhooliterariososriosdobrasil.wordpress.com. Acesso em 15/09/2016)
Obedece a mesma regra do plural em “onça-pintada” a palavra o substantivo composto:
Questão 13 395720
IFMT 2018/1ISSO É O QUE DÁ SER CERTINHO
Inversão de valores é a expressão que se usa para descrever a sensação de que se está errado quando se faz o que é certo. Hoje em dia, o aluno aplicado é “Caxias”, o funcionário leal é “Puxa-saco”, quem respeita filas é “Trouxa”. E existem pessoas que até se constrangem em devolver um troco recebido a mais. Estamos perdendo o controle sobre o certo e o errado. Ser “certinho” é uma acusação depreciativa.
Quando tudo parece dizer “Seja errado você também”, “Você está querendo ser o Joãozinho-do-Passo-Certo?", “Deixe disso!”, só podemos afirmar uma coisa: não existirá dignidade – nem qualidade de vida – num mundo em que a honestidade seja motivo de vergonha.
(Propaganda da RBS/TV. Zero Hora. 16/08/92)
Na frase: "Ser "certinho" é uma acusação desvalorativa”, a expressão destacada indica que "ser certinho" é um (a):
Questão 6 395712
IFMT 2018/1
Nas palavras "impressora" e "tesoura", no que se refere aos recursos fonológicos usados em suas construções, temos, respectivamente:
Questão 5 395710
IFMT 2018/1
No texto as palavras "polígamo" e "esferográfica" recebem acentos agudos, pois são:
Questão 3 395707
IFMT 2018/1Deixem a ortografia em paz
Do Senado, duas notícias, uma boa e outra má. A boa: parece que temos senadores preocupados com o ensino de português. A má: querem alterar outra vez nossa ortografia, agora radicalmente, com a esperança de que, com isso, alunos possam obter melhores resultados na aprendizagem da língua. Criaram até uma comissão, com o objetivo de aplicar o acordo ortográfico (o mesmo que, na prática, já está em vigor), e para fazer com que “se escreva como se fala”. Além de não ser boa, a ideia é impraticável.
[...]
Mas isso não é tudo. Como costuma lembrar Carlos Alberto Faraco, a língua escrita não é mero reflexo da língua falada: ambas constituem meios autônomos de manifestação do saber linguístico. A ortografia é uma representação abstrata e convencional da língua. E é fundamental que o sistema ortográfico seja estável e que, independentemente da variação na fala, haja uma única representação gráfica por palavra. Do contrário, não teríamos como reconhecer palavras que fossem escritas em outro tempo (ou até em outro espaço). Seria o caos.
[...]
Temos ainda o aspecto prático, talvez o mais relevante de todos. Quando foi imposto o último acordo ortográfico (que, absurdamente, teve sua implantação oficial postergada), toda a indústria editorial movimentou-se para preparar novas edições de todo o seu acervo. Dezenas de milhares de títulos sofreram as mudanças exigidas pelo MEC e outros órgãos governamentais e privados. Gramáticas e dicionários foram refeitos; tratados foram revisados; livros infantis, alterados; manuais, reeditados. Uma nova reforma seria desastrosa, não só para as editoras, mas também para os governos, que teriam que substituir todas as bibliotecas novamente. Trata-se de muito dinheiro jogado fora, possivelmente levando à falência muitas casas editoriais importantes, promovendo gasto desnecessário de verbas públicas, tornando obsoletos bilhões de livros escolares e universitários.
E há, ainda, o aspecto da exclusão social. Quando uma reforma ortográfica é implantada, grande parte dos adultos se torna analfabeta, já que eles nem sempre conseguem reter e utilizar as novas regras inventadas por capricho de meia dúzia de “sábios”, ou de desavisados. [...]
(Publicado originalmente no jornal Correio Braziliense em 09/05/2014, por Jaime Pinsky*) (*) Jaime Pinsky é historiador, professor titular da Unicamp, diretor da Editora Contexto, autor de “Por que gostamos de história”, entre outros livros.
Segundo o autor, uma nova reforma ortográfica seria desastrosa, pois:
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