Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 6 419440
IFSul - Rio-Grandense 2012/2Leia, com o máximo empenho de compreensão, o texto seguinte para responder à questão.
Velha e louca
[1] Pode falar que eu não ligo,
[2] Agora, amigo,
[3] Eu tô em outra,
[4] Eu tô ficando velha,
[5] Eu tô ficando louca.
[6] Pode avisar qu'eu não vou,
[7] Oh oh oh...
[8] Eu tô na estrada,
[9] Eu nunca sei da hora,
[10] Eu nunca sei de nada.
[11] Nem vem tirar
[12] Meu riso frouxo com algum conselho
[13] Que hoje eu passei batom vermelho,
[14] Eu tenho tido a alegria como dom
[15] Em cada canto eu vejo o lado bom.
[16] Pode falar qu'eu nem ligo,
[17] Agora eu sigo
[18] O meu nariz,
[19] Respiro fundo e canto
[20] Mesmo que um tanto rouca.
[21] Pode falar, não importa
[22] O que eu tenho de torta,
[23] Eu tenho de feliz,
[24] Eu vou cambaleando
[25] De perna bamba e solta
Mallu Magalhães in “Pitanga”, cd gravado no estúdio El Rocha, em São Paulo, SP, entre maio e julho de 2011.
O texto analisado apresenta características de um poema. Isso pode ser constatado
Questão 3 419437
IFSul - Rio-Grandense 2012/2Leia, com o máximo empenho de compreensão, o texto seguinte para responder à questão.
Velha e louca
[1] Pode falar que eu não ligo,
[2] Agora, amigo,
[3] Eu tô em outra,
[4] Eu tô ficando velha,
[5] Eu tô ficando louca.
[6] Pode avisar qu'eu não vou,
[7] Oh oh oh...
[8] Eu tô na estrada,
[9] Eu nunca sei da hora,
[10] Eu nunca sei de nada.
[11] Nem vem tirar
[12] Meu riso frouxo com algum conselho
[13] Que hoje eu passei batom vermelho,
[14] Eu tenho tido a alegria como dom
[15] Em cada canto eu vejo o lado bom.
[16] Pode falar qu'eu nem ligo,
[17] Agora eu sigo
[18] O meu nariz,
[19] Respiro fundo e canto
[20] Mesmo que um tanto rouca.
[21] Pode falar, não importa
[22] O que eu tenho de torta,
[23] Eu tenho de feliz,
[24] Eu vou cambaleando
[25] De perna bamba e solta
Mallu Magalhães in “Pitanga”, cd gravado no estúdio El Rocha, em São Paulo, SP, entre maio e julho de 2011.
Em “Respiro fundo e canto mesmo que um tanto rouca” (versos 19 e 20), as palavras sublinhadas classificam-se gramaticalmente como
Questão 2 419435
IFSul - Rio-Grandense 2012/2Leia, com o máximo empenho de compreensão, o texto seguinte para responder à questão.
Velha e louca
[1] Pode falar que eu não ligo,
[2] Agora, amigo,
[3] Eu tô em outra,
[4] Eu tô ficando velha,
[5] Eu tô ficando louca.
[6] Pode avisar qu'eu não vou,
[7] Oh oh oh...
[8] Eu tô na estrada,
[9] Eu nunca sei da hora,
[10] Eu nunca sei de nada.
[11] Nem vem tirar
[12] Meu riso frouxo com algum conselho
[13] Que hoje eu passei batom vermelho,
[14] Eu tenho tido a alegria como dom
[15] Em cada canto eu vejo o lado bom.
[16] Pode falar qu'eu nem ligo,
[17] Agora eu sigo
[18] O meu nariz,
[19] Respiro fundo e canto
[20] Mesmo que um tanto rouca.
[21] Pode falar, não importa
[22] O que eu tenho de torta,
[23] Eu tenho de feliz,
[24] Eu vou cambaleando
[25] De perna bamba e solta
Mallu Magalhães in “Pitanga”, cd gravado no estúdio El Rocha, em São Paulo, SP, entre maio e julho de 2011.
A expressão “riso frouxo” (verso 12) tem sentido
Questão 10 419398
IFSul - Rio-Grandense 2012/1
[1] A presença dos índios no território brasileiro é muito anterior ao processo de ocupação
[2] estabelecido pelos exploradores europeus que aportaram em nossas terras. Segundo os dados
[3] presentes em algumas estimativas, a população indígena brasileira variava entre três e cinco milhões
[4 ]de habitantes. Entre essa vasta população, observamos o desenvolvimento de civilizações
[5] heterogêneas entre as quais podemos citar os xavantes, caraíbas, tupis, jês e guaranis.
[6] Geralmente, o acesso às informações sobre essas populações é bastante restrito. A falta de
[7] fontes escritas e o próprio processo de dizimação dessas culturas acabaram limitando as
[8] possibilidades de estudo das mesmas. Em geral, o maior contato desenvolvido entre índios e
[9] europeus aconteceu nas faixas litorâneas do nosso território, onde predominam os povos indígenas
[10] pertencentes ao grupo tupi-guarani. Apesar das várias generalizações, relatos do século XVI
[11] esclarecem alguns hábitos desse povo.
[12] De acordo com esses registros, os povos tupi-guaranis organizavam aldeias que variavam
[13] entre 500 e 750 habitantes. A presença da aldeia era temporária e todo o seu contingente era
[14] dividido entre seis a dez casas, sendo que cada uma delas poderia variar de tamanho e comprimento
[15] de acordo com as necessidades materiais e culturais de cada aldeia. Para buscarem sustento, os
[16] tupis desenvolveram a exploração da coleta, da caça, da pesca e, em alguns casos, das atividades
[17] agrícolas.
[18] Sob o ponto de vista político, essas comunidades não contavam com nenhum tipo de
[19] organização estatal ou hierarquia política que pudesse distinguir seus integrantes. Apesar disso, não
[20] podemos ignorar que alguns guerreiros e chefes espirituais eram valorizados pelas habilidades que
[21] detinham. Muitas vezes, diferentes tribos mantinham contato entre si em busca da manutenção de
[22] alguns laços culturais ou em razão da proximidade da língua falada.
[23] A realização das tarefas cotidianas poderia variar segundo o gênero e a idade de cada um dos
[24] integrantes da aldeia. Em suma, as mulheres tinham a obrigação de desenvolver as atividades
[25] agrícolas, fabricar peças artesanais, processar os alimentos e cuidar dos menores. Já os homens
[26] deveriam realizar o preparo das terras e as atividades de caça e pesca. Tendo outro modelo de
[27] organização familiar, os índios organizavam casamentos e, em algumas situações, a poligamia era
[28] aceita.
[29] No campo religioso, alguns desses povos acreditavam na existência dos espíritos, na
[30] reencarnação dos seus antepassados e na compreensão dos fenômenos naturais como divindades.
[31] Em diversas situações, esse corolário de crenças era fonte de explicação para a origem do mundo ou
[32] a ocorrência de algum evento significativo. Em alguns casos, os índios praticavam a antropofagia
[33] como um importante ritual em que os guerreiros da tribo absorviam a força e as habilidades dos
[34] inimigos capturados.
[35] Historicamente, a situação dos índios variou entre quadros de completo abandono,
[36] perseguição e miséria. Até meados da segunda metade do século XX, alguns especialistas no assunto
[37] acreditavam que a presença dos índios chegaria a um fim. Contudo, estipulados em uma população
[38] de aproximadamente um milhão de indivíduos, os indígenas hoje buscam o reconhecimento de seus
[39] direitos pelo Estado e ainda sofrem grandes obstáculos no exercício de sua autonomia.
Por Rainer Sousa Graduado em História Equipe Brasil Escola Disponível em: Acesso em: 5 set. 2011. (Adaptado).
Considerando os dados históricos presentes no texto, é possível constatar que a situação da população indígena atualmente é de
Questão 9 419397
IFSul - Rio-Grandense 2012/1
[1] A presença dos índios no território brasileiro é muito anterior ao processo de ocupação
[2] estabelecido pelos exploradores europeus que aportaram em nossas terras. Segundo os dados
[3] presentes em algumas estimativas, a população indígena brasileira variava entre três e cinco milhões
[4 ]de habitantes. Entre essa vasta população, observamos o desenvolvimento de civilizações
[5] heterogêneas entre as quais podemos citar os xavantes, caraíbas, tupis, jês e guaranis.
[6] Geralmente, o acesso às informações sobre essas populações é bastante restrito. A falta de
[7] fontes escritas e o próprio processo de dizimação dessas culturas acabaram limitando as
[8] possibilidades de estudo das mesmas. Em geral, o maior contato desenvolvido entre índios e
[9] europeus aconteceu nas faixas litorâneas do nosso território, onde predominam os povos indígenas
[10] pertencentes ao grupo tupi-guarani. Apesar das várias generalizações, relatos do século XVI
[11] esclarecem alguns hábitos desse povo.
[12] De acordo com esses registros, os povos tupi-guaranis organizavam aldeias que variavam
[13] entre 500 e 750 habitantes. A presença da aldeia era temporária e todo o seu contingente era
[14] dividido entre seis a dez casas, sendo que cada uma delas poderia variar de tamanho e comprimento
[15] de acordo com as necessidades materiais e culturais de cada aldeia. Para buscarem sustento, os
[16] tupis desenvolveram a exploração da coleta, da caça, da pesca e, em alguns casos, das atividades
[17] agrícolas.
[18] Sob o ponto de vista político, essas comunidades não contavam com nenhum tipo de
[19] organização estatal ou hierarquia política que pudesse distinguir seus integrantes. Apesar disso, não
[20] podemos ignorar que alguns guerreiros e chefes espirituais eram valorizados pelas habilidades que
[21] detinham. Muitas vezes, diferentes tribos mantinham contato entre si em busca da manutenção de
[22] alguns laços culturais ou em razão da proximidade da língua falada.
[23] A realização das tarefas cotidianas poderia variar segundo o gênero e a idade de cada um dos
[24] integrantes da aldeia. Em suma, as mulheres tinham a obrigação de desenvolver as atividades
[25] agrícolas, fabricar peças artesanais, processar os alimentos e cuidar dos menores. Já os homens
[26] deveriam realizar o preparo das terras e as atividades de caça e pesca. Tendo outro modelo de
[27] organização familiar, os índios organizavam casamentos e, em algumas situações, a poligamia era
[28] aceita.
[29] No campo religioso, alguns desses povos acreditavam na existência dos espíritos, na
[30] reencarnação dos seus antepassados e na compreensão dos fenômenos naturais como divindades.
[31] Em diversas situações, esse corolário de crenças era fonte de explicação para a origem do mundo ou
[32] a ocorrência de algum evento significativo. Em alguns casos, os índios praticavam a antropofagia
[33] como um importante ritual em que os guerreiros da tribo absorviam a força e as habilidades dos
[34] inimigos capturados.
[35] Historicamente, a situação dos índios variou entre quadros de completo abandono,
[36] perseguição e miséria. Até meados da segunda metade do século XX, alguns especialistas no assunto
[37] acreditavam que a presença dos índios chegaria a um fim. Contudo, estipulados em uma população
[38] de aproximadamente um milhão de indivíduos, os indígenas hoje buscam o reconhecimento de seus
[39] direitos pelo Estado e ainda sofrem grandes obstáculos no exercício de sua autonomia.
Por Rainer Sousa Graduado em História Equipe Brasil Escola Disponível em: Acesso em: 5 set. 2011. (Adaptado).
Segundo o texto, os índios praticavam um importante ritual de absorção da força e das habilidades dos inimigos chamado de antropofagia (linha 32). Denotativamente esse ritual consiste em
Questão 8 419396
IFSul - Rio-Grandense 2012/1
[1] A presença dos índios no território brasileiro é muito anterior ao processo de ocupação
[2] estabelecido pelos exploradores europeus que aportaram em nossas terras. Segundo os dados
[3] presentes em algumas estimativas, a população indígena brasileira variava entre três e cinco milhões
[4 ]de habitantes. Entre essa vasta população, observamos o desenvolvimento de civilizações
[5] heterogêneas entre as quais podemos citar os xavantes, caraíbas, tupis, jês e guaranis.
[6] Geralmente, o acesso às informações sobre essas populações é bastante restrito. A falta de
[7] fontes escritas e o próprio processo de dizimação dessas culturas acabaram limitando as
[8] possibilidades de estudo das mesmas. Em geral, o maior contato desenvolvido entre índios e
[9] europeus aconteceu nas faixas litorâneas do nosso território, onde predominam os povos indígenas
[10] pertencentes ao grupo tupi-guarani. Apesar das várias generalizações, relatos do século XVI
[11] esclarecem alguns hábitos desse povo.
[12] De acordo com esses registros, os povos tupi-guaranis organizavam aldeias que variavam
[13] entre 500 e 750 habitantes. A presença da aldeia era temporária e todo o seu contingente era
[14] dividido entre seis a dez casas, sendo que cada uma delas poderia variar de tamanho e comprimento
[15] de acordo com as necessidades materiais e culturais de cada aldeia. Para buscarem sustento, os
[16] tupis desenvolveram a exploração da coleta, da caça, da pesca e, em alguns casos, das atividades
[17] agrícolas.
[18] Sob o ponto de vista político, essas comunidades não contavam com nenhum tipo de
[19] organização estatal ou hierarquia política que pudesse distinguir seus integrantes. Apesar disso, não
[20] podemos ignorar que alguns guerreiros e chefes espirituais eram valorizados pelas habilidades que
[21] detinham. Muitas vezes, diferentes tribos mantinham contato entre si em busca da manutenção de
[22] alguns laços culturais ou em razão da proximidade da língua falada.
[23] A realização das tarefas cotidianas poderia variar segundo o gênero e a idade de cada um dos
[24] integrantes da aldeia. Em suma, as mulheres tinham a obrigação de desenvolver as atividades
[25] agrícolas, fabricar peças artesanais, processar os alimentos e cuidar dos menores. Já os homens
[26] deveriam realizar o preparo das terras e as atividades de caça e pesca. Tendo outro modelo de
[27] organização familiar, os índios organizavam casamentos e, em algumas situações, a poligamia era
[28] aceita.
[29] No campo religioso, alguns desses povos acreditavam na existência dos espíritos, na
[30] reencarnação dos seus antepassados e na compreensão dos fenômenos naturais como divindades.
[31] Em diversas situações, esse corolário de crenças era fonte de explicação para a origem do mundo ou
[32] a ocorrência de algum evento significativo. Em alguns casos, os índios praticavam a antropofagia
[33] como um importante ritual em que os guerreiros da tribo absorviam a força e as habilidades dos
[34] inimigos capturados.
[35] Historicamente, a situação dos índios variou entre quadros de completo abandono,
[36] perseguição e miséria. Até meados da segunda metade do século XX, alguns especialistas no assunto
[37] acreditavam que a presença dos índios chegaria a um fim. Contudo, estipulados em uma população
[38] de aproximadamente um milhão de indivíduos, os indígenas hoje buscam o reconhecimento de seus
[39] direitos pelo Estado e ainda sofrem grandes obstáculos no exercício de sua autonomia.
Por Rainer Sousa Graduado em História Equipe Brasil Escola Disponível em: Acesso em: 5 set. 2011. (Adaptado).
No último parágrafo, o termo Contudo (linha 37) é utilizado com o objetivo de ligar duas proposições
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