Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 5 618420
CTI (UNIFICADO) 2012Leia o texto para responder à questão.
O português de bengala
O título pode levar o leitor a se enganar, se ele pensa que o remete a alguma anedota preconceituosa. Ele se refere à língua portuguesa.
A língua falada no Brasil anda trôpega, porque se abusa de expressões que não são necessárias para a construção de sentido da frase. Servem apenas de bengala para quem fala, no intuito de ganhar um tempinho para encaminhar melhor sua ideia ou para manter o passo.
Não me refiro aos cacoetes individuais que marcam o falante, como o do tio de um jornalista que, de tanto encaixar a palavra “porém”, ganhou o apelido carinhoso de “meu tio adversativo”.
Refiro-me às muletas coletivas. Àquelas falas que andam de bengala por aí. Um exemplo é o “sabia?”. Na dramaturgia fácil das telenovelas, aparece vinte vezes a cada capítulo. Os mais novos vão copiando os mais velhos, sabia?
Há bengalas que entram no início da frase, como o “então”. Sem quê nem pra quê, como se a pessoa retomasse uma fala que não houve, alonga-se um “então”, depois de um silêncio: “Então... não sei ainda se vou fazer pedagogia”. Ou a bengala explicativa – “O que acontece?” – que precede uma explicação, uma justificativa, mas não é necessária.
Bastante comuns são o emprego do pronome (ele, ela), sem a menor função na frase. “A prefeitura ela demora muitos dias para expedir uma guia.” E o da preposição “em”, também inútil: “Somos em quatro”.
Esse fato linguístico não é uma característica da atualidade. Há registros, datados de 1900, contra quem pontuava as frases com um “entende?”. Com essa expressão, o falante pretende induzir o interlocutor a compreender o que é claro.
Usam-se muitas outras expressões como penduricalhos nas frases: “tipo assim”, “não é verdade?”.
Uma fala simples pode se transformar, facilmente, em:
– Então...Não sei ainda se vou fazer pedagogia. O que acontece? É complicado lidar com criança, sabia? A criança ela exige muito, tipo assim, não sabe fazer as coisas sozinha, entende? Fico na dúvida, não é verdade?
Prefiro a língua mais enxuta e exata. Entende?
(Ivan Ângelo. Veja São Paulo, 05.10.2011. Adaptado)
Na frase do 2.º parágrafo – A língua falada no Brasil anda trôpega… – a palavra trôpega pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
Questão 4 618415
CTI (UNIFICADO) 2012Leia o texto para responder à questão.
O português de bengala
O título pode levar o leitor a se enganar, se ele pensa que o remete a alguma anedota preconceituosa. Ele se refere à língua portuguesa.
A língua falada no Brasil anda trôpega, porque se abusa de expressões que não são necessárias para a construção de sentido da frase. Servem apenas de bengala para quem fala, no intuito de ganhar um tempinho para encaminhar melhor sua ideia ou para manter o passo.
Não me refiro aos cacoetes individuais que marcam o falante, como o do tio de um jornalista que, de tanto encaixar a palavra “porém”, ganhou o apelido carinhoso de “meu tio adversativo”.
Refiro-me às muletas coletivas. Àquelas falas que andam de bengala por aí. Um exemplo é o “sabia?”. Na dramaturgia fácil das telenovelas, aparece vinte vezes a cada capítulo. Os mais novos vão copiando os mais velhos, sabia?
Há bengalas que entram no início da frase, como o “então”. Sem quê nem pra quê, como se a pessoa retomasse uma fala que não houve, alonga-se um “então”, depois de um silêncio: “Então... não sei ainda se vou fazer pedagogia”. Ou a bengala explicativa – “O que acontece?” – que precede uma explicação, uma justificativa, mas não é necessária.
Bastante comuns são o emprego do pronome (ele, ela), sem a menor função na frase. “A prefeitura ela demora muitos dias para expedir uma guia.” E o da preposição “em”, também inútil: “Somos em quatro”.
Esse fato linguístico não é uma característica da atualidade. Há registros, datados de 1900, contra quem pontuava as frases com um “entende?”. Com essa expressão, o falante pretende induzir o interlocutor a compreender o que é claro.
Usam-se muitas outras expressões como penduricalhos nas frases: “tipo assim”, “não é verdade?”.
Uma fala simples pode se transformar, facilmente, em:
– Então...Não sei ainda se vou fazer pedagogia. O que acontece? É complicado lidar com criança, sabia? A criança ela exige muito, tipo assim, não sabe fazer as coisas sozinha, entende? Fico na dúvida, não é verdade?
Prefiro a língua mais enxuta e exata. Entende?
(Ivan Ângelo. Veja São Paulo, 05.10.2011. Adaptado)
O título da crônica
Questão 3 618412
CTI (UNIFICADO) 2012Leia o texto para responder à questão.
O português de bengala
O título pode levar o leitor a se enganar, se ele pensa que o remete a alguma anedota preconceituosa. Ele se refere à língua portuguesa.
A língua falada no Brasil anda trôpega, porque se abusa de expressões que não são necessárias para a construção de sentido da frase. Servem apenas de bengala para quem fala, no intuito de ganhar um tempinho para encaminhar melhor sua ideia ou para manter o passo.
Não me refiro aos cacoetes individuais que marcam o falante, como o do tio de um jornalista que, de tanto encaixar a palavra “porém”, ganhou o apelido carinhoso de “meu tio adversativo”.
Refiro-me às muletas coletivas. Àquelas falas que andam de bengala por aí. Um exemplo é o “sabia?”. Na dramaturgia fácil das telenovelas, aparece vinte vezes a cada capítulo. Os mais novos vão copiando os mais velhos, sabia?
Há bengalas que entram no início da frase, como o “então”. Sem quê nem pra quê, como se a pessoa retomasse uma fala que não houve, alonga-se um “então”, depois de um silêncio: “Então... não sei ainda se vou fazer pedagogia”. Ou a bengala explicativa – “O que acontece?” – que precede uma explicação, uma justificativa, mas não é necessária.
Bastante comuns são o emprego do pronome (ele, ela), sem a menor função na frase. “A prefeitura ela demora muitos dias para expedir uma guia.” E o da preposição “em”, também inútil: “Somos em quatro”.
Esse fato linguístico não é uma característica da atualidade. Há registros, datados de 1900, contra quem pontuava as frases com um “entende?”. Com essa expressão, o falante pretende induzir o interlocutor a compreender o que é claro.
Usam-se muitas outras expressões como penduricalhos nas frases: “tipo assim”, “não é verdade?”.
Uma fala simples pode se transformar, facilmente, em:
– Então...Não sei ainda se vou fazer pedagogia. O que acontece? É complicado lidar com criança, sabia? A criança ela exige muito, tipo assim, não sabe fazer as coisas sozinha, entende? Fico na dúvida, não é verdade?
Prefiro a língua mais enxuta e exata. Entende?
(Ivan Ângelo. Veja São Paulo, 05.10.2011. Adaptado)
A expressão meu tio adversativo, presente no 3.º parágrafo, refere-se
Questão 2 618410
CTI (UNIFICADO) 2012Leia o texto para responder à questão.
O português de bengala
O título pode levar o leitor a se enganar, se ele pensa que o remete a alguma anedota preconceituosa. Ele se refere à língua portuguesa.
A língua falada no Brasil anda trôpega, porque se abusa de expressões que não são necessárias para a construção de sentido da frase. Servem apenas de bengala para quem fala, no intuito de ganhar um tempinho para encaminhar melhor sua ideia ou para manter o passo.
Não me refiro aos cacoetes individuais que marcam o falante, como o do tio de um jornalista que, de tanto encaixar a palavra “porém”, ganhou o apelido carinhoso de “meu tio adversativo”.
Refiro-me às muletas coletivas. Àquelas falas que andam de bengala por aí. Um exemplo é o “sabia?”. Na dramaturgia fácil das telenovelas, aparece vinte vezes a cada capítulo. Os mais novos vão copiando os mais velhos, sabia?
Há bengalas que entram no início da frase, como o “então”. Sem quê nem pra quê, como se a pessoa retomasse uma fala que não houve, alonga-se um “então”, depois de um silêncio: “Então... não sei ainda se vou fazer pedagogia”. Ou a bengala explicativa – “O que acontece?” – que precede uma explicação, uma justificativa, mas não é necessária.
Bastante comuns são o emprego do pronome (ele, ela), sem a menor função na frase. “A prefeitura ela demora muitos dias para expedir uma guia.” E o da preposição “em”, também inútil: “Somos em quatro”.
Esse fato linguístico não é uma característica da atualidade. Há registros, datados de 1900, contra quem pontuava as frases com um “entende?”. Com essa expressão, o falante pretende induzir o interlocutor a compreender o que é claro.
Usam-se muitas outras expressões como penduricalhos nas frases: “tipo assim”, “não é verdade?”.
Uma fala simples pode se transformar, facilmente, em:
– Então...Não sei ainda se vou fazer pedagogia. O que acontece? É complicado lidar com criança, sabia? A criança ela exige muito, tipo assim, não sabe fazer as coisas sozinha, entende? Fico na dúvida, não é verdade?
Prefiro a língua mais enxuta e exata. Entende?
(Ivan Ângelo. Veja São Paulo, 05.10.2011. Adaptado)
De acordo com o texto, o autor
Questão 1 618396
CTI (UNIFICADO) 2012Leia o texto para responder à questão.
O português de bengala
O título pode levar o leitor a se enganar, se ele pensa que o remete a alguma anedota preconceituosa. Ele se refere à língua portuguesa.
A língua falada no Brasil anda trôpega, porque se abusa de expressões que não são necessárias para a construção de sentido da frase. Servem apenas de bengala para quem fala, no intuito de ganhar um tempinho para encaminhar melhor sua ideia ou para manter o passo.
Não me refiro aos cacoetes individuais que marcam o falante, como o do tio de um jornalista que, de tanto encaixar a palavra “porém”, ganhou o apelido carinhoso de “meu tio adversativo”.
Refiro-me às muletas coletivas. Àquelas falas que andam de bengala por aí. Um exemplo é o “sabia?”. Na dramaturgia fácil das telenovelas, aparece vinte vezes a cada capítulo. Os mais novos vão copiando os mais velhos, sabia?
Há bengalas que entram no início da frase, como o “então”. Sem quê nem pra quê, como se a pessoa retomasse uma fala que não houve, alonga-se um “então”, depois de um silêncio: “Então... não sei ainda se vou fazer pedagogia”. Ou a bengala explicativa – “O que acontece?” – que precede uma explicação, uma justificativa, mas não é necessária.
Bastante comuns são o emprego do pronome (ele, ela), sem a menor função na frase. “A prefeitura ela demora muitos dias para expedir uma guia.” E o da preposição “em”, também inútil: “Somos em quatro”.
Esse fato linguístico não é uma característica da atualidade. Há registros, datados de 1900, contra quem pontuava as frases com um “entende?”. Com essa expressão, o falante pretende induzir o interlocutor a compreender o que é claro.
Usam-se muitas outras expressões como penduricalhos nas frases: “tipo assim”, “não é verdade?”.
Uma fala simples pode se transformar, facilmente, em:
– Então...Não sei ainda se vou fazer pedagogia. O que acontece? É complicado lidar com criança, sabia? A criança ela exige muito, tipo assim, não sabe fazer as coisas sozinha, entende? Fico na dúvida, não é verdade?
Prefiro a língua mais enxuta e exata. Entende?
(Ivan Ângelo. Veja São Paulo, 05.10.2011. Adaptado)
Segundo o texto, a língua falada no Brasil
Questão 10 481997
IFNMG 2012TEXTO l
Chuva pode piorar em Minas no fim de semana
Defesa Civil Estadual alerta para chuva significativa ao longo do dia em áreas dos vales do
Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce

Nos primeiros quatro dias do ano, choveu em Belo Horizonte 181 milímetros
[1] Nesta quinta-feira, a presença de uma frente fria entre o litoral do Espírito Santo e Bahia
juntamente com a umidade vinda da Amazônia mantêm o tempo mais nublado e chuvoso na faixa
leste de Minas Gerais.
Ao longo do dia, há chance de chuva significativa com acentuado volume de precipitação,
[5] especialmente em áreas dos vales do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce. Áreas onde ainda se deve
redobrar cuidado, por causa dos alagamentos, deslizamentos de terra e elevação de nível dos rios. As
temperaturas diurnas sofrem uma ligeira elevação em boa parte do estado.
A chuva continua castigando Minas Gerais e a previsão é de tempo instável até sexta-feira
(6). No entanto, o alerta maior é para o final de semana, quando uma nova frente fria deve chegar ao
[10] estado, trazendo fortes temporais, segundo o meteorologista Ruibran dos Reis.
Nos primeiros quatro dias do ano, choveu em Belo Horizonte 181 milímetros, o que
corresponde a 62% da média esperada para o mês de janeiro. Conforme o meteorologista, no mês de
dezembro do ano passado, choveu 789 milímetros, 145% acima do previsto. Na capital, a mínima
desta quarta-feira (4) foi de 18º e a máxima de 28º.
[15] Na Zona da Mata e na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a chuva deu uma trégua
mas não parou completamente. Pela manhã o sol chegou a aparecer, porém as pancadas de chuva
voltaram na parte da tarde. A situação ainda é crítica para deslizamento de terra e enchentes, pois o
excesso de chuva deixou o solo encharcado e o nível dos rios acima do normal.
Nas regiões mineiras mais próximas da Bahia e do Espírito Santo, a chuva aumentou,
[20] desde terça-feira (3), com o deslocamento de uma frente fria.
Em São Romão, na região Noroeste de Minas, choveu 111 milímetros entre 9 horas de
terça e 9 horas desta quarta. Metade desta chuva, 51 milímetros, caiu em apenas um hora, entre 18 e
19 horas da noite de terça.
A frente fria que permanece sobre o Norte de Minas Gerais vai provocar mais chuva até a
[25] noite na região Noroeste, no Vale do Rio Doce, no Vale do Jequitinhonha e no Espírito Santo. Há
risco de chuva forte e volumosa nestas áreas.
Fonte: http://www.hojeemdia.com.br/minas/chuva-pode-piorar-em-minas-no-fim-de-semana-1.389289. Acesso em 04 jan 2012.
TEXTO II
Asa Branca
Luiz Gonzaga
Quando oiei a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Intonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Intonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Hoje longe, muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão
Quando o verde dos teus óio
Se espaiar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
meu coração
Fonte: http://letras.terra.com.br/Luiz-Gonzaga/47081/. Acesso em 05 jan 2012.
Comparando a temática dos textos I à do texto ll, assinale a afirmativa INCORRETA.
06
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