Questões de EFAF Português
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Questão 8366345
EMBRAER EMBRAER 2012 ConhecimentosGerais 2012Chove em São Paulo. São da tarde. Milhões de pessoas saem de seus escritórios para encarar um engarrafamento de quilômetros. Dentro dos carros e ônibus, a população torce para que esse cenário não seja prejudicado por algum acidente. A frota da cidade ultrapassa a marca de milhões de veículos desde março, segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP). Seis milhões deles são carros. Se todos saíssem da garagem ao mesmo tempo, não haveria espaço suficiente nas ruas para ficarem parados um atrás do outro. A alternativa, o metrô, mesmo sendo o maior do país com , não serve toda a população.
No trecho - Se todos saíssem da garagem ao mesmo tempo, não haveria espaço suficiente nas ruas para ficarem parados um atrás do outro. -, as informações são apresentadas de forma:(Galileu, junho de )
Questão 8366342
EMBRAER EMBRAER 2012 ConhecimentosGerais 2012O eclipse do eclipse
Quem conseguiu assistir ao eclipse lunar em Curitiba, Paraná, na noite de quarta-feira, pode se considerar ________. A nuvem de cinzas liberadas pelo vulcão chileno Puyehue-Cordón Caulle, que tem prejudicado o ________ de aviões na Região Sul do país, também embaçou a visão do fenômeno. (...) O primeiro eclipse lunar total em mais de uma década ________ ser visto no Brasil durante o crepúsculo, nas regiões Nordeste, Sul e Sudeste.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.(Época, . Adaptado)
Questão 8366335
UNIFESP UNIFESP 2012 1 FaseU PORING 2012Leia a charge.

(Gazeta do Povo, 18/06/2010)
Analise as afirmações.
O efeito de humor da charge advém da ideia de engano na ligação, decorrente das diferentes formas para enunciar o mesmo nome.
Em determinados contextos comunicativos, Wilson e Wirso podem ser usados como formas equivalentes, dependendo da variante linguística de que se vale o falante em sua enunciação.
A frase - NÃO. É O WILSON. - manteria o sentido com a omissão do ponto após o advérbio não.
Está correto o que se afirma em:
Questão 8366334
UNIFESP UNIFESP 2012 1 FaseU PORING 2012O que o excesso de gordura tem a ver com problemas de memória? Tudo, segundo estudos recentes. O último foi feito na Kent State University (EUA) e mostrou que pacientes submetidos à cirurgia bariátrica exibiram melhora na capacidade de armazenar informações semanas depois da operação. "Estamos acompanhando esses indivíduos para checar se a performance continuará a mesma um ano e dois anos depois", disse à ISTOÉ John Gunstad, líder da pesquisa. Na sua experiência clínica, o médico Roberto Rizzi, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, já havia observado a associação. "Percebe-se que após uma grande perda de peso há melhoria no poder de se lembrar das coisas", diz.
(IstoÉ, 22.06.2011. Adaptado.)
Um título adequado ao texto é:
Questão 8366270
AFA AFA 2012 1 FaseU Gerais 2012
TEXTO II
O ídolo
Em um belo dia, a deusa dos ventos beija o pé do homem, o maltratado, desprezado pé, e, desse beijo, nasce o ídolo do futebol. Nasce em berço de palha e barraco de lata e vem ao mundo abraçado a uma bola.
Desde que aprende a andar, sabe jogar. Quando criança, alegra os descampados e os baldios, joga e joga e joga nos ermos dos subúrbios até que a noite cai e ninguém mais consegue ver a bola, e, quando jovem, voa e faz voar nos estádios. Suas artes de malabarista convocam multidões, domingo após domingo, de vitória em vitória, de ovação em ovação.
A bola o procura, o reconhece, precisa dele. No peito de seu pé, ela descansa e se embala. Ele lhe dá brilho e a faz falar, e neste diálogo entre os dois, milhões de mudos conversam. Os Zé Ninguém, os condenados a serem para sempre ninguém, podem sentir-se alguém por um momento, por obra e graça desses passes devolvidos num toque, essas fintas que desenham os zês na grama, esses golaços de calcanhar ou de bicicleta: quando ele joga o time tem doze jogadores.
– Doze? Tem quinze! Vinte!
A bola ri, radiante, no ar. Ele a amortece, a adormece, diz galanteios, dança com ela, e vendo essas coisas nunca vistas, seus adoradores sentem piedade por seus netos ainda não nascidos, que não estão vendo o que acontece.
Mas o ídolo é ídolo apenas por um momento, humana eternidade, coisa de nada; e quando chega a hora do azar para o pé de ouro, a estrela conclui sua viagem do resplendor à escuridão. Esse corpo está com mais remendos que roupa de palhaço, o acrobata virou paralítico, o artista é uma besta:
– Com a ferradura, não!
A fonte da felicidade pública se transforma no para-raios do rancor público:
– Múmia!
Às vezes, o ídolo não cai inteiro. E, às vezes, quando se quebra, a multidão o devora aos pedaços.
(Eduardo Galeano. Futebol, ao sol e à sombra.)
Pela leitura do texto, só NÃO se pode afirmar que o ídolo:
TEXTO II
O ídolo
Em um belo dia, a deusa dos ventos beija o pé do homem, o maltratado, desprezado pé, e, desse beijo, nasce o ídolo do futebol. Nasce em berço de palha e barraco de lata e vem ao mundo abraçado a uma bola.
Desde que aprende a andar, sabe jogar. Quando criança, alegra os descampados e os baldios, joga e joga e joga nos ermos dos subúrbios até que a noite cai e ninguém mais consegue ver a bola, e, quando jovem, voa e faz voar nos estádios. Suas artes de malabarista convocam multidões, domingo após domingo, de vitória em vitória, de ovação em ovação.
A bola o procura, o reconhece, precisa dele. No peito de seu pé, ela descansa e se embala. Ele lhe dá brilho e a faz falar, e neste diálogo entre os dois, milhões de mudos conversam. Os Zé Ninguém, os condenados a serem para sempre ninguém, podem sentir-se alguém por um momento, por obra e graça desses passes devolvidos num toque, essas fintas que desenham os zês na grama, esses golaços de calcanhar ou de bicicleta: quando ele joga o time tem doze jogadores.
– Doze? Tem quinze! Vinte!
A bola ri, radiante, no ar. Ele a amortece, a adormece, diz galanteios, dança com ela, e vendo essas coisas nunca vistas, seus adoradores sentem piedade por seus netos ainda não nascidos, que não estão vendo o que acontece.
Mas o ídolo é ídolo apenas por um momento, humana eternidade, coisa de nada; e quando chega a hora do azar para o pé de ouro, a estrela conclui sua viagem do resplendor à escuridão. Esse corpo está com mais remendos que roupa de palhaço, o acrobata virou paralítico, o artista é uma besta:
– Com a ferradura, não!
A fonte da felicidade pública se transforma no para-raios do rancor público:
– Múmia!
Às vezes, o ídolo não cai inteiro. E, às vezes, quando se quebra, a multidão o devora aos pedaços.
(Eduardo Galeano. Futebol, ao sol e à sombra.)
Questão 8366160
PUC-RS PUCRS 2012 2 FaseU FBP 2012
Não tive acesso ao conteúdo do livro (28) “Por uma vida melhor”, apenas a pequenos (28) trechos. Portanto (13)(23), falo (14) com base em informações e opiniões de terceiros. Nessa perspectiva (15), vejo como positivo o debate que a abordagem pouco ortodoxa (29) dos autores desencadeou (16), pondo fogo (30) a um tema em geral tido como irrelevante: a língua materna em uso (01) . Entretanto, um trecho da obra (03) me preocupou, e destaco (35) “Posso falar ‘os livro’?” “Claro que pode, mas dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico (02)". Para começar (11), pedir licença para falar de um determinado jeito é um tiro no pé (05) (31) da tese defendida em “Por uma vida melhor”. Porque pedir licença, neste contexto (40), é reconhecer o poder do outro sobre nós (04) (36) - o que parece ser exatamente o contrário do que os autores pregam. Além disso, a resposta “Claro que pode” é inócua: o aluno tanto sabe que pode que usa (24) essa concordância rotineiramente. O problema maior, bem mais sutil e muito mais (41) complicado, porém (12) , está na segunda parte (42) da fala (06).
Agir livre de preconceito, o oposto de fazer alguém “vítima de preconceito”, implica não só aceitar as pessoas como são, mas também (25) acreditar que todos sejam capazes de evoluir por méritos próprios. Ao afirmar (26) que a modalidade “permitida” pode vitimizar quem a utiliza - pela ação do “outro (37) ameaçador” (07) -, os autores estão deslocando o foco (32) da importância de construir conhecimento (08) de modo autônomo e reflexivo (09)(18) e enfatizando (33) o julgamento alheio, novamente (17) reforçando o preconceito. Ora(27), aula de língua materna é aula de cidadania, e ninguém se torna cidadão por receio (43) do “outro ameaçador”. O aluno (20) (38) deve ter oportunidade de conhecer e desenvolver (34) múltiplas linguagens porque assim (19) ele poderá (44) expressar ideias e sentimentos com mais autonomia. E, talvez (21), com menos preconceito (22). Tudo (39) isso pode parecer muito sutil, mas a linguagem é feita de sutilezas, para o bem ou para o mal(10).
(Marisa M. Smith. PUCRS, Notícias FALE, junho, 2011.)
Duas expressões-chave para compreender o texto estão reunidas em:
Não tive acesso ao conteúdo do livro (28) “Por uma vida melhor”, apenas a pequenos (28) trechos. Portanto (13)(23), falo (14) com base em informações e opiniões de terceiros. Nessa perspectiva (15), vejo como positivo o debate que a abordagem pouco ortodoxa (29) dos autores desencadeou (16), pondo fogo (30) a um tema em geral tido como irrelevante: a língua materna em uso (01) . Entretanto, um trecho da obra (03) me preocupou, e destaco (35) “Posso falar ‘os livro’?” “Claro que pode, mas dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico (02)". Para começar (11), pedir licença para falar de um determinado jeito é um tiro no pé (05) (31) da tese defendida em “Por uma vida melhor”. Porque pedir licença, neste contexto (40), é reconhecer o poder do outro sobre nós (04) (36) - o que parece ser exatamente o contrário do que os autores pregam. Além disso, a resposta “Claro que pode” é inócua: o aluno tanto sabe que pode que usa (24) essa concordância rotineiramente. O problema maior, bem mais sutil e muito mais (41) complicado, porém (12) , está na segunda parte (42) da fala (06).
Agir livre de preconceito, o oposto de fazer alguém “vítima de preconceito”, implica não só aceitar as pessoas como são, mas também (25) acreditar que todos sejam capazes de evoluir por méritos próprios. Ao afirmar (26) que a modalidade “permitida” pode vitimizar quem a utiliza - pela ação do “outro (37) ameaçador” (07) -, os autores estão deslocando o foco (32) da importância de construir conhecimento (08) de modo autônomo e reflexivo (09)(18) e enfatizando (33) o julgamento alheio, novamente (17) reforçando o preconceito. Ora(27), aula de língua materna é aula de cidadania, e ninguém se torna cidadão por receio (43) do “outro ameaçador”. O aluno (20) (38) deve ter oportunidade de conhecer e desenvolver (34) múltiplas linguagens porque assim (19) ele poderá (44) expressar ideias e sentimentos com mais autonomia. E, talvez (21), com menos preconceito (22). Tudo (39) isso pode parecer muito sutil, mas a linguagem é feita de sutilezas, para o bem ou para o mal(10).
(Marisa M. Smith. PUCRS, Notícias FALE, junho, 2011.)
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