Questões de EFAF Português - Sintaxe
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Questão 12 10783637
IFMT 2019/2Texto-base para a questão
Artista argentino cria tanque de guerra munido da arma mais poderosa: livros
Por Vicente Carvalho
Já dizia Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Talvez esta frase tenha inspirado o artista argentino Raul Lemesoff, o responsável pela criação de uma arma que pode mudar a vida de muitas pessoas: ele transformou um antigo carro Ford Falcon, de 1979, em um tanque de guerra. Mas, ao invés de disparar balas, o veículo dispara livros. O veículo funciona como uma verdadeira biblioteca itinerante. O formato é de tanque de guerra e tem até um canhão, mas toda a lateral é repleta de prateleiras, em que são dispostos até 900 livros, com os mais diversos temas e estilos.
Com a munição de livros pronta, o artista percorre as ruas de Buenos Aires, na Argentina, disparando livros por todos os lados e para todas as pessoas que cruzam o seu caminho. Não é necessário pagar nada pelos exemplares, apenas se comprometer com a leitura. O projeto em que Lemesoff trabalhou nos últimos anos dá um novo significado a um dos principais símbolos de guerra, que foi batizado de “Arma de Instrução em Massa”.
(Disponível em https://bit.ly/2IKiwdY, acesso em: 12 abr.2019)
No excerto “O veículo funciona como uma verdadeira biblioteca itinerante”, a palavra em destaque poderia ser substituída por uma conjunção
Questão 16 10781170
Liceu-SP C. Gerais 2019Leia o poema para responder à questão.
Noivado
Os namorados ternos suspiravam,
Quando há de ser o venturoso dia?!
Quando há de ser?! O noivo então dizia
E a noiva e ambos d’amores s’embriagavam.
E a mesma frase o noivo repetia;
Fora no campo pássaros trinavam.
Quando há de ser?! E os pássaros falavam,
Há de chegar, a brisa respondia.
Vinha rompendo a aurora majestosa,
Dos rouxinóis ao sonoroso harpejo
E a luz do sol vibrava esplendorosa.
Chegara enfim o dia desejado,
Ambos unidos, soluçara um beijo,
Era o supremo beijo de noivado!
(Augusto dos Anjos, Eu e outras poesias)
O sujeito é o termo da oração do qual se declara alguma coisa.
Ele está corretamente destacado em:
Questão 13 10781144
Liceu-SP C. Gerais 2019Leia o texto para responder à questão.
As três moças de Encruzilhada
Era uma vez três moças que moravam na florescente cidade de Encruzilhada. E, como eram três moças muito sérias, faltava-lhes o senso de humor e tomavam ao pé da letra o nome de sua cidade natal. E nunca sabiam aonde ir, o que fazer, o que responder...
Para acabar com essa dúvida atroz, depois de infindáveis hesitações, resolveram o seguinte: a primeira sempre diria “sim”, a segunda que não e a terceira responderia com ar sonhador:
– Talvez...
Ora, um dia a Morte apareceu à primeira, e a moça disse que sim.
A morte a levou.
No outro dia a Morte apareceu à segunda, esta disse que não.
– Como ousas contrariar-me? – a Morte retrucou. – Eu sou a única Potestade* do Céu e da Terra a quem ninguém pode dizer “não”.
E levou a moça.
Enfim, no terceiro dia, a Morte apresentou-se à última das três – e a moça ficou olhando, olhando a cara da Morte e finalmente suspirou:
– Talvez...
E a Morte retirou-se, danada da vida.
(Mário Quintana, Da preguiça como método de trabalho)
* Potestade: ser supremo, divindade
Assinale a alternativa em que o predicado destacado expressa uma qualidade do sujeito da oração.
Questão 11 10736758
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2019Texto para a questão.

Disponível em: http://pastoralaidssul3.blogspot.com/2014/11/pecas-publicitarias-da-campanha-de_27.html
Assinale a alternativa em que há uma análise INCORRETA quanto às orações retiradas da peça publicitária.
Questão 6 10716375
CMBH 1°ano - Prova de Português 2019Texto

[1] O autismo — nome técnico oficial: Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) — é uma
condição de saúde caracterizada por déficit na interação social, na comunicação e no comportamento.
Não há só um, mas muitos subtipos do transtorno. Tão abrangente que se usa o termo “espectro”, pelos
vários níveis de comprometimento — há desde pessoas com condições associadas (comorbidades),
[5] como deficiência intelectual e epilepsia, até pessoas independentes, que levam uma vida comum.
Algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram diagnóstico.
Não é conhecida completamente a causa do autismo, por ser um transtorno multifatorial. Porém,
estudos recentes têm demonstrado que fatores genéticos são os mais importantes na determinação de
suas causas (estimados entre 70% e 90% — e ligados a mais de mil genes), além de fatores ambientais,
[10] ainda controversos, poderem estar associados.
Tratamento e sinais
Alguns sinais de autismo podem aparecer a partir de um ano e meio de idade, e mesmo antes, em
casos mais graves. Há uma grande importância em iniciar o tratamento o quanto antes — mesmo que
seja apenas uma suspeita clínica, ainda sem diagnóstico fechado — pois, quanto mais cedo começarem
as intervenções, maiores serão as possibilidades de melhorar a qualidade de vida da pessoa. O
[15] tratamento psicológico com maior evidência de eficácia, segundo a Associação Americana de
Psiquiatria, é a terapia de intervenção comportamental. O tratamento para autismo é personalizado e
interdisciplinar: além da psicologia, pacientes podem se beneficiar com fonoaudiologia, terapia
ocupacional, entre outros, conforme a necessidade de cada autista. Na escola, um mediador pode trazer
grandes benefícios ao aprendizado e à interação social.
[20] Alguns sintomas, como irritabilidade, agitação, autoagressividade, hiperatividade, impulsividade,
desatenção, insônia e outros, podem ser tratados com medicamentos, que devem ser prescritos por um
médico. Dentre os medicamentos indicados, a risperidona, que é da classe dos antipsicóticos atípicos, é o
mais comum deles.
No final de 2007, a ONU declarou 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do
[25] Autismo, quando cartões-postais do mundo todo se iluminam de azul (cor escolhida por haver, em
média, 4 homens para cada mulher com TEA). O símbolo do autismo é o quebra-cabeça, que denota sua
diversidade e complexidade.
Consulta médica
Veja o quadro, a seguir, em que se elencam alguns sinais de autismo. Apenas três deles, num
criança de um ano e meio, já justificam uma consulta a um médico neuropediatra ou a um psiquiatra da
[30] infância e da juventude. Testes como o M-CHAT (com versão em português) estão disponíveis na
internet para serem aplicados por profissionais.
Sinais de autismo:

- não manter contato visual por mais de 2 segundos;
- não atender quando chamado pelo nome;
- isolar-se ou não se interessar por outras crianças;
- alinhar objetos;
- ser muito preso a rotinas a ponto de entrar em crise;
- não usar brinquedos de forma convencional;
- fazer movimentos repetitivos sem função aparente;
- não falar ou não fazer gestos para mostrar algo;
- repetir frases ou palavras em momentos inadequados, sem a devida função (ecolalia);
- não compartilhar interesse;
- girar objetos sem uma função aparente;
- apresentar interesse restrito ou hiperfoco;
- não imitar;
- não brincar de faz-de-conta.
PAIVA JUNIOR, Francisco. O que é autismo? Revista Autismo, São Paulo, ano V, n.5, p.8, jun./jul./ago. 2019.
Disponível em: Acesso em: 26 ago. 2019. (Texto adaptado.)
Considere o excerto retirado do TEXTO .
“Algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram diagnóstico.” (linha 6)
A oração grifada é:
Questão 8 10627453
COTIL 1° Ano 2019Texto para a questão:
Fomos proibidos de te amar, São Paulo
Herdamos o mito dos bandeirantes, e vocês transformaram Borba Gato, esse genocida, em fundador de nossa identidade. De legado, temos esta metástase em forma de desenvolvimentismo estéril, estas milhões de toneladas de concreto que hoje tentamos adornar para deixá-las suportáveis, mas que seria melhor não existissem.
Nos confinaram em bolhas de metal, em bolhas de concreto, em bolhas de vidro, como se fôssemos gado que tem por ração plástico. Disseram na nossa cara que11 praia de paulistano é shopping5, que Cumbica é o melhor lugar de nossa cidade, que plano de aposentadoria é pousada na Bahia. Que aqui não se cria filho, que essa terra só serve para ganhar dinheiro, como uma versão apocalíptica de Serra Pelada.
Nos deram uma ponte hedionda como novo cartão postal4, transformaram nossa espinha dorsal em uma avenida de banqueiros, bairros inteiros em cidades-dormitório. Nos chamaram de feios, sem horizonte, sem perspectiva além da fuga. Que aqui não tem amor3. Envenenaram nosso ar, nossa água, e até ela nos usurparam1.
Por identidade nos deram os bairros, que ainda assim se digladiam entre si, o excesso de trabalho e um superpoder: a capacidade de deixar o outro invisível, praticada todos os dias com pessoas e lugares, nos semáforos, quando nos deparamos com o dependente químico que9 chamamos de zumbi, metáfora usada em tom cruel e irônico para dar nome ao nosso maior monstro social2, justamente porque eles não produzem como nós, os viventes.
Nossa história e arquitetura foram deixadas às ruínas, que ativamente permitimos que desmoronem6. Nos legaram um palimpsesto de cidade, onde sobrepomos uma camada de concreto à outra, sem respeito pelo passado, planejamento ou cuidado.
Nos disseram que devemos conquistar ou ser conquistados, non ducor duco*, fomos colocados em estado permanente de guerra uns contra os outros, nos envenenaram com o medo pelas ruas e deixaram que o único elemento que nos cimentasse fosse o ódio comum e ancestral por São Paulo. Sem história, sem horizonte, perdidos. Fomos proibidos de te amar, São Paulo.
Chega. Talvez essa relação atávica de ódio nos encha os olhos de cataratas e não consigamos dar nome a essa emergência ainda, mas o faremos, com o devido distanciamento histórico. Ocupamos as ruas com comida, com música, com arte, com cinema, com vida em toda a sua potência7. Vimos no feio o belo13, deixamos de ter medo da rua, que surge como um eixo que começa a aglutinar em torno de si uma nova identidade de paulistano. Lutamos com mil unhas e dentes por um pedaço de terra que até então não era mais do que10 um estacionamento e que chamaremos de parque. Fizemos da cicatriz causada pelo militarismo um espaço para ensinar os novos paulistanos a andarem de bicicleta. Ocupamos lugares que nunca tínhamos visto e recuperamos a avenida das mãos dos banqueiros. Faremos turismo na cidade que habitamos. Não aceitamos mais esse ódio, esse estado permanente de guerra, a necessidade de conquistar o outro diariamente.
São Paulo é uma cidade no futuro: pós-apocalíptica, radioativa, seca, onde um dia dinheiro e trabalho não serão os únicos imperativos da vida social. Quando o mundo tremer, todas as cidades serão parecidas com a nossa. Do caos e da feiúra emerge uma beleza que apenas nós, que rejeitamos sua ideia de belo, vemos.8
Temos vontade de rua, negamos seus heróis, seus monumentos, seus carros, seus modos de vida. Nem que12 nos custem décadas, mas faremos algo belo com os escombros que herdamos e deles faremos uma cidade, não uma abstração chamada São Paulo. Ocuparemos cada fresta, cada trinca, cada buraco da cidade cinza. Aqui se encerra esse ciclo de ódio e se abre uma possibilidade de um novo começo na relação com São Paulo.
Nossa terra está em transe. Somos afortunados. Somos os novos paulistanos, e essa cidade é nosso rolê.
* expressão latina: “não sou conduzido, conduzo”
(GUERRA, Facundo. Fomos proibidos de te amar, São Paulo. Carta Capital. Caderno Sociedade. 27/08/2015. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/fomos-proibidos-de-te-amar-sao-paulo-2365.html. Acessado em 11/08/2018)
Observe o uso do vocábulo que nos enunciados dos itens abaixo.
I. “...quando nos deparamos com o dependente químico que9 chamamos de zumbi...”
II. “...não era mais do que10 um estacionamento...”
III. “Disseram na nossa cara que11 praia de paulistano é shopping...”
IV. “Nem que12 nos custem décadas, mas faremos algo belo com os escombros...”
Assinale a alternativa que apresenta a sua classificação correta.
06
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