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Questão 8945831
ETECSP ETECSP 2012 1 FaseU Gerais 2012A melhor e a pior comida do mundo
Há mais de dois mil anos, um rico mercador grego tinha um escravizado chamado Esopo. Um escravizado corcunda, feio, mas de sabedoria única no mundo. Certa vez, para provar as qualidades de seu escravizado, o mercador ordenou:
— Toma, Esopo, aqui está esta sacola de moedas. Corre ao mercado, compra lá o que houver de melhor para um banquete. A melhor comida do mundo!
Pouco tempo depois, Esopo voltou do mercado e colocou sobre a mesa um prato coberto por fino pano de linho. O mercador levantou o paninho e ficou surpreso.
— Ah, língua" Nada como a boa língua que os pastores gregos sabem tão bem preparar. Mas por que escolheste exatamente a língua como a melhor comida do mundo"
O escravizado, cabisbaixo, explicou sua escolha:
— O que há de melhor do que a língua, senhor" A língua é que une a todos, quando falamos. Sem a língua não poderíamos nos entender. A língua é a chave das ciências, o órgão da verdade e da razão. Graças à língua é que se constroem as cidades, graças à língua podemos dizer o nosso amor. A língua é o órgão do carinho, da ternura, da compreensão. É a língua que torna eternos os versos dos grandes poetas, as ideias dos grandes escritores. Com a língua se ensina, se persuade, se instrui, se reza, se explica, se canta, se elogia, se demonstra, se afirma. Com a língua, dizemos "sim". Com a língua dizemos "eu te amo"! O que pode haver de melhor do que a língua, senhor"
O mercador levantou-se entusiasmado:
— Muito bem, Esopo! Realmente tu me trouxeste o que há de melhor. Com esta outra sacola de moedas, vai de novo ao mercado e traze o que houver de pior, pois quero ver a tua sabedoria.
Mais uma vez, tempos depois, Esopo voltou do mercado trazendo um prato coberto por um pano. O mercador recebeu-o com um sorriso.
— Hum... já sei o que há de melhor. Vejamos agora o que há de pior.
O mercador descobriu o prato e ficou indignado:
— O quê"! Língua" Língua outra vez" Língua" Não disseste que a língua era o que havia de melhor" Queres ser açoitado" Esopo encarou o mercador e respondeu:
— A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. É a fonte de todas as intrigas, o início de todos os processos, a mãe de todas as discussões. É a língua que divide os povos. É a língua que usam os maus políticos quando querem enganar com suas falsas promessas. É a língua que usam os vigaristas quando querem trapacear. A língua é o órgão da mentira, da discórdia, dos desentendimentos, das guerras, da exploração. É a língua que mente, que esconde, que engana, que explora, que blasfema, que vende, que seduz, que corrompe. Com a língua dizemos "não". Com a língua dizemos "eu te odeio"! Aí está, senhor, porque a língua é a pior e a melhor de todas as coisas!
Assinale a alternativa correta sobre o texto.Disponível em: http://www.bibliotecapedrobandeira.com.br/. Acesso em: 5 ago. 2011. Adaptado.
Questão 8945830
ETECSP ETECSP 2012 1 FaseU Gerais 2012A melhor e a pior comida do mundo
Há mais de dois mil anos, um rico mercador grego tinha um escravizado chamado Esopo. Um escravizado corcunda, feio, mas de sabedoria única no mundo. Certa vez, para provar as qualidades de seu escravizado, o mercador ordenou:
— Toma, Esopo, aqui está esta sacola de moedas. Corre ao mercado, compra lá o que houver de melhor para um banquete. A melhor comida do mundo!
Pouco tempo depois, Esopo voltou do mercado e colocou sobre a mesa um prato coberto por fino pano de linho. O mercador levantou o paninho e ficou surpreso.
— Ah, língua" Nada como a boa língua que os pastores gregos sabem tão bem preparar. Mas por que escolheste exatamente a língua como a melhor comida do mundo"
O escravizado, cabisbaixo, explicou sua escolha:
— O que há de melhor do que a língua, senhor" A língua é que une a todos, quando falamos. Sem a língua não poderíamos nos entender. A língua é a chave das ciências, o órgão da verdade e da razão. Graças à língua é que se constroem as cidades, graças à língua podemos dizer o nosso amor. A língua é o órgão do carinho, da ternura, da compreensão. É a língua que torna eternos os versos dos grandes poetas, as ideias dos grandes escritores. Com a língua se ensina, se persuade, se instrui, se reza, se explica, se canta, se elogia, se demonstra, se afirma. Com a língua, dizemos "sim". Com a língua dizemos "eu te amo"! O que pode haver de melhor do que a língua, senhor"
O mercador levantou-se entusiasmado:
— Muito bem, Esopo! Realmente tu me trouxeste o que há de melhor. Com esta outra sacola de moedas, vai de novo ao mercado e traze o que houver de pior, pois quero ver a tua sabedoria.
Mais uma vez, tempos depois, Esopo voltou do mercado trazendo um prato coberto por um pano. O mercador recebeu-o com um sorriso.
— Hum... já sei o que há de melhor. Vejamos agora o que há de pior.
O mercador descobriu o prato e ficou indignado:
— O quê"! Língua" Língua outra vez" Língua" Não disseste que a língua era o que havia de melhor" Queres ser açoitado" Esopo encarou o mercador e respondeu:
— A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. É a fonte de todas as intrigas, o início de todos os processos, a mãe de todas as discussões. É a língua que divide os povos. É a língua que usam os maus políticos quando querem enganar com suas falsas promessas. É a língua que usam os vigaristas quando querem trapacear. A língua é o órgão da mentira, da discórdia, dos desentendimentos, das guerras, da exploração. É a língua que mente, que esconde, que engana, que explora, que blasfema, que vende, que seduz, que corrompe. Com a língua dizemos "não". Com a língua dizemos "eu te odeio"! Aí está, senhor, porque a língua é a pior e a melhor de todas as coisas!
Pela leitura da narrativa, pode-se afirmar que o texto apresenta funçãoDisponível em: http://www.bibliotecapedrobandeira.com.br/. Acesso em: 5 ago. 2011. Adaptado.
Questão 8945828
ETECSP ETECSP 2012 1 FaseU Gerais 2012A melhor e a pior comida do mundo
Há mais de dois mil anos, um rico mercador grego tinha um escravizado chamado Esopo. Um escravizado corcunda, feio, mas de sabedoria única no mundo. Certa vez, para provar as qualidades de seu escravizado, o mercador ordenou:
— Toma, Esopo, aqui está esta sacola de moedas. Corre ao mercado, compra lá o que houver de melhor para um banquete. A melhor comida do mundo!
Pouco tempo depois, Esopo voltou do mercado e colocou sobre a mesa um prato coberto por fino pano de linho. O mercador levantou o paninho e ficou surpreso.
— Ah, língua" Nada como a boa língua que os pastores gregos sabem tão bem preparar. Mas por que escolheste exatamente a língua como a melhor comida do mundo"
O escravizado, cabisbaixo, explicou sua escolha:
— O que há de melhor do que a língua, senhor" A língua é que une a todos, quando falamos. Sem a língua não poderíamos nos entender. A língua é a chave das ciências, o órgão da verdade e da razão. Graças à língua é que se constroem as cidades, graças à língua podemos dizer o nosso amor. A língua é o órgão do carinho, da ternura, da compreensão. É a língua que torna eternos os versos dos grandes poetas, as ideias dos grandes escritores. Com a língua se ensina, se persuade, se instrui, se reza, se explica, se canta, se elogia, se demonstra, se afirma. Com a língua, dizemos "sim". Com a língua dizemos "eu te amo"! O que pode haver de melhor do que a língua, senhor"
O mercador levantou-se entusiasmado:
— Muito bem, Esopo! Realmente tu me trouxeste o que há de melhor. Com esta outra sacola de moedas, vai de novo ao mercado e traze o que houver de pior, pois quero ver a tua sabedoria.
Mais uma vez, tempos depois, Esopo voltou do mercado trazendo um prato coberto por um pano. O mercador recebeu-o com um sorriso.
— Hum... já sei o que há de melhor. Vejamos agora o que há de pior.
O mercador descobriu o prato e ficou indignado:
— O quê"! Língua" Língua outra vez" Língua" Não disseste que a língua era o que havia de melhor" Queres ser açoitado" Esopo encarou o mercador e respondeu:
— A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. É a fonte de todas as intrigas, o início de todos os processos, a mãe de todas as discussões. É a língua que divide os povos. É a língua que usam os maus políticos quando querem enganar com suas falsas promessas. É a língua que usam os vigaristas quando querem trapacear. A língua é o órgão da mentira, da discórdia, dos desentendimentos, das guerras, da exploração. É a língua que mente, que esconde, que engana, que explora, que blasfema, que vende, que seduz, que corrompe. Com a língua dizemos "não". Com a língua dizemos "eu te odeio"! Aí está, senhor, porque a língua é a pior e a melhor de todas as coisas!
Assinale a afirmação correta sobre o texto.Disponível em: http://www.bibliotecapedrobandeira.com.br/. Acesso em: 5 ago. 2011. Adaptado.
Questão 8945822
ETECSP ETECSP 2012 2 FaseU Gerais 2012Texto I
Existe amor em São Paulo
A maior criação do Brasil é a cidade de São Paulo, e calma porque isso quem diz não sou eu, é o IBGE*. Da escala humana à escala financeira, São Paulo lidera. Mais de das riquezas produzidas no Brasil são produzidas nesta cidade. Que família do país não tem um parente trabalhando aqui" Se São Paulo não tem mar, São Paulo tem um mar de ideias. O planejamento do Brasil passa tanto pelas torres dos complexos empresarias das avenidas Faria Lima e Berrini quanto pelos prédios da Esplanada dos Ministérios. O novo ciclo de desenvolvimento do Brasil tem tudo a ver com a cidade. Seu supermundo financeiro faz a cidade evoluir sempre de pilha nova, com carga máxima, conectada pelas antenas de seus milhões de habitantes/seguidores. São pouquíssimas as metrópoles do mundo que contam com área tão extensa de massa cinzenta, com mistura tão completa de profissionais competentes, cada vez mais especializados. É um ciclo virtuoso: os serviços de alta qualidade atraem trabalhadores de alta qualificação e remuneração, que buscam mais serviços de ponta, como cultura, saúde, educação, luxo e alta gastronomia, que por sua vez atrairão consumidores de outras cidades e países. São Paulo hoje tem capital humano e capital financeiro para encubar qualquer empreendimento. Os galpões industriais que ficaram vazios com a transferência das indústrias da cidade para outras regiões do Estado e do país são rapidamente reocupados por atividades criativas e comerciais. A relativa menor atividade industrial (porque a cidade segue potência fabril) foi compensada pela maior atividade cultural, de feiras e de eventos. Não saí de Salvador para vir para São Paulo, mas acabei chegando à metrópole paulista e aqui me desenvolvi em plenitude, prosperei como tantos outros migrantes e imigrantes. Amo trabalhar e em São Paulo o trabalho sempre foi muito valorizado. Isso é fundamental, porque um dos grandes problemas dessa sociedade tão demandada é o desrespeito ao trabalho. Assim, quando as pessoas querem te ofender, elas dizem: "Esse cara só pensa em trabalho". Quando querem ofender São Paulo, dizem a mesma bobagem: que a cidade só é boa para trabalhar. Mas o que mais uma cidade precisa ser" Se ela é boa para trabalhar, o resto será consequência.
GUANAES, Nizan. Existe amor em São Paulo. Folha de S. Paulo, São Paulo, 24 jan. 2012. Adaptado.
*IBGE: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Texto II
Não existe amor em SP*
Não existe amor em SP
Um labirinto místico
Onde os grafites gritam
Não dá pra descrever
Numa linda frase
De um postal tão doce
cuidado com doce
São Paulo é um buquê
Buquês são flores mortas
Num lindo arranjo arranjo
lindo feito pra você
Não existe amor em SP
Os bares estão cheios de almas tão vazias
A ganância vibra, a vaidade excita
Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fel
Aqui ninguém vai pro céu
CRIOLO. Não existe amor em SP. In: CRIOLO. Nó na orelha. São Paulo: Oloko Records, 2011. Disponível em: https://www.vagalume.com.br/criolo/nao-existe-amor-em-sp.html. Acesso em: 27 jan. 2012. Adaptado.
*Na letra da música, a sigla SP refere-se à cidade de São Paulo, não ao estado.
Considerando que muitas palavras possuem um sentido próprio (denotativo) e também um sentido figurado (conotativo), analise as afirmações sobre os trechos em destaque.
Se São Paulo não tem mar, São Paulo tem um mar de ideias. ( parágrafo do texto I.)
Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fel. ( estrofe do texto II.)
No primeiro trecho, a palavra mar foi empregada para indicar quantidade, uma grande quantidade de ideias.
No texto I, a ideia presente no trecho selecionado é retomada no parágrafo, o que se confirma, por exemplo, pela expressão “com área tão extensa de massa cinzenta".
No texto II, o autor escolheu a palavra fel, que em sentido próprio significa veneno, para fazer menção às características negativas da cidade.
É correto o que se afirma em
Questão 8945809
COTIL COTIL 2012 1 FaseU Gerais 2012O cérebro eletrônico
Quando o computador foi inventado, em – aliás, eu também fui inventado em –, pesava toneladas. Imagine o tamanho. E não se chamava computador. O nome da engenhoca era ’cérebro eletrônico’. Era um invento assustador. Ficava dentro de uma espécie de armazém, tinha rolos de fitas imensos, fazia um barulho danado. Parecia um monstro. Mas os inventores foram logo acalmando as pessoas (a guerra tinha acabado havia um ano): ’até o final do século, teremos computadores que pesarão apenas tonelada’.
Pois o século terminou, e hoje ele pesa quilinhos. E passou a se chamar ’micro’. E continua emagrecendo. E, ao contrário do que previa o Gilberto Gil em , na música ’Cérebro Eletrônico’, ele já fala. Não só fala como às vezes duvida de você e – acintosamente – pergunta: ’Você tem certeza de que quer fazer isso ou aquilo?’
Uns anos depois, lá pelos anos , na África do Sul, um tal de doutor Barnard fez o primeiro transplante de coração. Tirou de um sujeito e colocou em outro. O cara não viveu muito tempo, não. Mas a coisa foi evoluindo e hoje qualquer clínica ali na esquina tá fazendo transplante baratinho, baratinho. Transplantam tudo hoje em dia. Menos a inteligência e a alma (se é que existe mesmo). A miss Brasil do ano passado tinha feito operações plásticas. Assim, até eu, minha senhora. E agora começaram a transplantar com órgãos artificiais. ’Matéria plástica, que coisa elástica, que coisa drástica’, como já reclamavam o Ari Toledo e o Carlinhos Lyra nos mesmos anos , numa música chamada ’Subdesenvolvido’.
E você deve estar perguntando: aonde é que este cara quer chegar?
Quero chegar no chip. Que, segundo o Houaiss, é uma ’pequena lâmina miniaturizada (em geral de silício), usada na construção de transistores, díodos ou outros semicondutores, capaz de realizar diversas funções mais ou menos complexas’. Estão colocando chips dentro do nosso corpo. Ou seja, pedaços de computadores, nacos de cérebros eletrônicos.
Ou seja, talvez até o final deste século (ou menos, muito menos), a gente não vá mais precisar dos computadores. Nós vamos ser um computador ambulante. Será que seremos todos brancos ou existirão ainda os negros, os amarelos e os vermelhos" Será que ainda vamos estar com mania de querermos ser computadores do Primeiro Mundo" Os americanos terão mais bits que os sul-americanos" O homem-computador do Iraque será desligado das tomadas e das pilhas" A bateria vai acabar ou seremos, finalmente, imortais? [...]
Leia o trecho: "Será que seremos todos brancos ou existirão ainda os negros, os amarelos e os vermelhos" Será que ainda vamos estar com mania de querermos ser computadores do Primeiro Mundo" Os americanos terão mais bits que os sul-americanos" O homem-computador do Iraque será desligado das tomadas e das pilhas" A bateria vai acabar ou seremos, finalmente, imortais?"PRATA, Mário. O cérebro eletrônico. Época, 20 fev. 2009.
Questão 8390059
CESGRANRIO CESGRANRIO 2012 Avulsas 2012"A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos."
Nós nos acostumamos a morar em apartamentos de fundos.
A troca de pronomes também respeita as regras de concordância estabelecidas na norma-padrão em:
06
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