Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 5 10801208
Concursos Pref de Florianópolis 2012Sabe o SMS, as conhecidas mensagens de texto que
você pode receber em seu celular ou enviar a partir
dele, para outro celular? É com ele que conta o governo
de Quênia, país da África, para proteger sua fauna, da
qual fazem parte animais raros, ameaçados pela caça
descontrolada e ilegal. Proteger reservas onde esses
animais se encontram não é fácil; não é possível, por
exemplo, cercar áreas muito grandes, nem há um
número suficiente de oficiais para vigiá-las. Então o
governo criou uma solução que confia no poder da
tecnologia. Toda a área das reservas será monitorada
por satélite e, ao haver uma invasão, patrulheiros rece-
berão um SMS notificando onde ela ocorreu, podendo
agir rapidamente contra os criminosos. Estima-se que o
programa possa reduzir a caça ilegal em até 90%.
Adaptado de http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,, EMI328446-17770,00-SMS+PODE+SALVAR+ANIMAIS+NO+QUENIA. htm.
Assinale a alternativa que indica corretamente a justificativa para o emprego da vírgula (ou das vírgulas) com as expressões abaixo.
Questão 13 10799945
Concursos PREF DE GRAMADO 2012Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Julgamento final
Não é a função mais glamourosa do jornalismo, mas talvez seja uma das mais relevantes.
Entre as centenas de decisões editoriais que são tomadas todos os dias em um jornal,
eventualmente inclui-se aquela de avaliar o espaço e o destaque que vai receber a morte de uma
personalidade pública.
[5] Quando a fama tem dimensão planetária, e as circunstâncias da morte são de alguma
forma surpreendentes, como no caso de Lady Di, por exemplo, não há muito o que discutir.
Nenhum jornalista do mundo teve dúvida sobre o tamanho dessa cobertura nos dias seguintes –
embora em algum momento alguém talvez tenha parado para se perguntar se a atenção já não
andava ____________. Como a maioria das pessoas não são Lady Di nem Steve Jobs, enfrenta-
[10] se com certa frequência na redação a necessidade de discutir a dimensão de uma determinada
personalidade enquanto notícia fúnebre do dia seguinte. Uma página? Duas? Caderno Especial?
É uma espécie de juí_o final sem céu nem inferno, em que se ..........não o mérito de uma vida,
mas o impacto que ela teve (ou ainda terá) sobre outras vidas. Em certo sentido, tenta-se
combinar a avaliação do presente com uma aposta no peso que a História dará a esse
[15] personagem.
No caso do jornalismo cultural, essas ___________ podem se tornar bem complexas, uma
vez que nem sempre talento ou relevância (que podem garantir um lugar na História) andam de
mãos dadas com fama ou popularidade (que apontam para a relevância no presente). O cantor de
rádio que ............ multidões ao delírio nos anos 40 pode vir a receber o mesmo espaço que o
[20] coadjuvante da novela das oito. Um filó_ofo alemão pode acabar dividindo a página do obituário
com a bailarina que inventou a dança da garrafa. Na vida, como na morte, aca_os e aproximações
___________ são mais a regra do que a exceção.
Às vezes, somos pegos de surpresa. Foi o caso, por exemplo, da comoção nacional que
se seguiu à morte de Bussunda, um comediante famoso, mas que se revelou ainda mais querido
[25] pelo público do que se imaginava. Um fenômeno semelhante aconteceu essa semana com a
morte de Wando, personagem quase cômico em seu romantismo caricato, mas que despertava
simpatia mesmo em quem seria incapa_ de ouvir uma música sua até o fim.
Assim como do médico espera-se que faça seu trabalho sem perder de vista a dimensão
humana do paciente e a dor de sua família, o bom jornalismo é aquele que consegue dar à noticia
[30] de uma morte não apenas o indispensável tratamento factual, mas também a devida relevância
subjetiva do personagem. Quando morre um ídolo, um líder, um guru, o jornal (e agora também as
redes sociais) é o espaço público onde a dor e a perplexidade são compartilhadas. Por trás da
notícia de uma morte, qualquer morte, há sempre uma cerimônia de despedida coletiva, uma
promessa de lembrança, uma homenagem. Um obituário, por mais curto que seja, sempre é
[35] solene.
Wando, a propó_ito, ganhou duas páginas.
(FONTE: Claudia Laitano – Zero Hora – 11/02/2012 - Adaptação)
No trecho “Por trás da notícia deuma morte, qualquer morte, há sempre uma cerimônia de despedida coletiva, uma promessade lembrança, uma homenagem” (linhas 32 a34), as palavras sublinhadas classificam-se, respectivamente, como:
Questão 10 10775584
UTFPR Inverno 2012Assinale a alternativa que preenche as lacunas do texto com uma linguagem mais adequada aos padrões da norma culta da língua.
_________ minha mãe pede __________ ser aplicado nos estudos, mas, ___________ estudar, vou _______________.
Consequentemente, posso não ter bons resultados na escola.
Questão 6 10757050
UTFPR Verão 2012/2Assinale a alternativa em que há ambiguidade.
Questão 16 10737111
CMBH 6° Ano - Português 2012No livro “Emília no país da gramática”, do escritor brasileiro Monteiro Lobato, Emília – uma boneca de pano – juntamente com outras personagens aventuram-se num país imaginário no qual seus moradores são as palavras da Língua Portuguesa. Ao chegarem em uma cidade movimentada e diferente, D. Etimologia, uma das moradoras do local, explica como é a vida por lá. Acompanhe:
GENTE DE FORA
Aqui na cidade nova as palavras vindas da cidade velha misturaram-se com inúmeras de origem
local, ou palavras índias, que já existiam nas terras do Brasil quando os portugueses as descobriram. A
maior parte dos nomes de cidades, rios e montanhas do Brasil são de origem índia, como Tremembé,
Itu, Niterói, Itatiaia, Goiás, Piauí, Pirambóia, etc.
Ita é uma palavra da língua tupi que quer dizer Pedra, e tem servido de Prefixo para a formação
[5] de muitos Nomes. Temos em São Paulo a cidadezinha de Itápolis, formada de Ita, que é indígena, e
Polis (cidade), que é grega. Pira (peixe) é outra palavra tupi muito usada. Piracicaba, Piraquara,
Guapira.
— Eu gosto muito das palavras tupis e lamento que o Brasil não tenha um nome tirado dessa
língua — disse Pedrinho.
[10] — Em compensação muitos Estados do Brasil possuem nomes indígenas, como Pará (rio
grande), Pernambuco (quebra-mar), Paraná (rio enorme), Paraíba (rio ruivo), Maranhão (mar
grande) e outros. O tupi conseguiu encaixar na língua portuguesa grande número de palavras de uso
diário, como Taba, Moranga, Jaguar, Araçá, Jabuticabal, Capim, Carioca, Marimbondo, Pipoca,
Pereba, Cuia, Jararaca, Urutu, Tipiti, Embira, etc.
[15] — E também muitos Nomes Próprios — advertiu Narizinho. — Conheço meninas chamadas
Araci, Iracema, Lindóia, Inaiá, Jandira. . .
— E eu conheço um menino chamado Ubirajara Guaporé de Itapuã Guaratinguaçu, filho dum
turco que mora perto do sítio do Tio Barnabé — lembrou Pedrinho.
— Pois é isso — continuou a velha. — Todas as línguas vão dando palavras para a língua desta
[20] cidade. O grego deu muitas. O hebraico deu várias, como Messias, Rabino, Satanás, Maná, Aleluia. O
árabe deu, entre outras, Alfândega, Alambique, Alface, Alfaiate, Alqueire, Álcool, Algarismo, Arroba,
Armazém, Fatia, Macio, Matraca, Xarope, Cifra, Zero, Assassino. A língua francesa deu boa
quantidade, como Paletó, Boné, Jornal, Bandido, Tambor, Vendaval, Comboio, Conhaque,
Champanha. A língua espanhola deu menos do que devia dar. Citarei Fandango, Frente, Muchacho,
[25] Castanhola, Trecho, Savana. A língua italiana deu muito mais. Ágio, Bancarrota, Bússola, Gôndola,
Cantata, Cascata, Charlatão, Macarrão, Tenor, Piano, Violino, Carnaval, Gazeta, Soneto, Ópera,
Fiasco e Polenta são palavras italianas.
O inglês está dando muitas agora. Das antigas posso citar Cheque, Clube, Tilburi, Trole, Esporte,
Rosbife, Sanduíche; e entre as modernas há várias trazidas pelo cinema e pelo futebol.
[30] — Eu sei uma! — gritou Pedrinho levantando o dedo.
— Diga.
— Okey, que também se escreve com duas letras, OK. Quer dizer que está tudo muito bem.
(...) Dona Etimologia prosseguiu:
— Também vieram muitas palavras da África, trazidas pelos negros escravizados, como Banze,
[35] Cacimba, Canjica, Inhame, Macaco, Mandinga, Moleque, Papagaio, Tanga, Zebra, Vatapá, Batuque,
Mocotó, Gambá. Da Rússia vieram Caleça, Cossaco, Soviete, Bolchevismo, etc. Da Hungria vieram
Coche, Cocheiro, Sutche, Hussardo. Da China vieram Chá, Chávena, Mandarim, Leque. Da Pérsia
vieram Bazar, Caravana, Balcão, Diva, Turbante, Tabuleiro, Tafetá. Da Turquia vieram Tulipa,
Odalisca, Paxá, Bergamota, Quiosque. A velha parou na Turquia, para tomar mais um gole de chá. E
[40] assim se foi formando, e se vai formando, a língua. Uma língua não para nunca. Evolui sempre, isto é,
muda sempre. Há certos gramáticos que querem fazer a língua parar num certo ponto, e acham que é
erro dizermos de modo diferente do que diziam os clássicos.
— Que vem a ser clássicos? — perguntou a menina.
— Os entendidos chamaram clássicos aos escritores antigos, como o Padre Antônio Vieira, Frei
[45] Luís de Sousa, o Padre Manuel Bernardes e outros. Para os Carrancas, quem não escreve como eles
está errado. Mas isso é curteza de vistas. Esses homens foram bons escritores no seu tempo. Se
aparecessem agora seriam os primeiros a mudar ou a adotar a língua de hoje, para serem entendidos. A
língua variou muito e sobretudo aqui na cidade nova. Inúmeras palavras que na cidade velha querem
dizer uma coisa aqui dizem outra. Borracho, por exemplo, quer dizer bêbado; lá quer dizer filhote de
[50] pombo — vejam que diferença! Arrear, aqui é selar um animal; lá, é enfeitar, adornar.
— Então lá há moças bem arreadas? — perguntou Emília.
— Sim — respondeu a velha. — Uma dama bem arreada não espanta a ninguém lá do outro
lado. Aqui, Moço significa jovem; lá, significa serviçal, criado. Também no modo de pronunciar as
palavras existem muitas variações. Aqui, todos dizem Peito; lá, todos dizem Paito, embora escrevam a
[55] palavra da mesma maneira. Aqui se diz Tenho e lá se diz Tanho. Aqui se diz Verão; lá se diz V'rao.
— Também eles dizem por lá Vatata, Vacalhau, Baca, Vesouro — lembrou Pedrinho.
— Sim, o povo de lá troca muito o V pelo B e vice-versa.
— Nesse caso, aqui nesta cidade se fala mais direito do que na cidade velha — concluiu Narizinho.
— Por quê? Ambas têm o direito de falar como quiserem, e portanto ambas estão certas. O que
[60] sucede é que uma língua, sempre que muda de terra, começa a variar muito mais depressa do que se
não tivesse mudado. Os costumes são outros, a natureza é outra — as necessidades de expressão
tornam-se outras. Tudo junto força a língua que emigra a adaptar-se à sua nova pátria. A língua desta
cidade está ficando um dialeto da língua velha. Com o correr dos séculos é bem capaz de ficar tão
diferente da língua velha como esta ficou diferente do latim. Vocês vão ver.
[65] — Nós vamos ver? — exclamou Narizinho, dando uma risada. — Então pensa que somos como
a senhora, que vive toda a vida e mais séculos e séculos?
— Vocês também viverão séculos e séculos por meio de seus futuros filhinhos e netos e bisnetos
— replicou a velha.
— Menos eu! — gritou Emília. — Já me casei e me arrependi bastante. Felizmente, não tive
[70] filhos — e como não pretendo casar-me de novo, não deixarei "descendência" neste mundo...
— E se aparecer um grande pirata, como aquele Capitão Gancho da história de Peter Pan? —
cochichou Narizinho no ouvido dela.
— Isso é outro caso... — respondeu Emília, cujo sonho sempre fora ser esposa dum grande pirata —para
"mandar num navio"...
[75] — Por falar em pirata. . . Onde andará o Visconde? — indagou Pedrinho. — Depois que tirou
Quindim da sala não o vi mais.
— O Visconde está armando alguma — disse a boneca, que andava desconfiada de qualquer
coisa. — Vamos procurá-lo, já, já, antes que lhe aconteça alguma.
E como tinham de procurar o Visconde, despediram-se de Dona Etimologia, que prometeu
[80] aparecer no sítio de Dona Benta.
(LOBATO, Monteiro. Emília no país da gramática. São Paulo: Círculo do Livro. Com adaptações)
“Todas as línguas vão dando palavras para a língua desta cidade”. (linhas 19 e 20)
Se escrevermos as classes de palavras de cada uma das palavras grifadas, encontraremos a seguinte sequência, respectivamente.
Questão 2 10735739
CMRJ 6º Ano - Português 2012TEXTO
Os meninos morenos
Ziraldo

Eu fui um menino cor da terra. Não vou, porém,
saber nunca de onde vieram os verdadeiros avós dos
avós dos meus avós. Nisso, nós, os meninos
brasileiros, somos diferentes dos meninos morenos da
[5] Guatemala, do México, da América Central ou de todo
o planalto andino. Quando o homem branco chegou na
minha terra, encontrou meninos com a carinha igual à
de todos os meninos que viviam nas florestas úmidas
da América ou nas altas montanhas dos Andes.
[10] Depois, eles trouxeram os negros da África, que não
queriam vir. E vieram também os árabes e outras
gentes da Ásia. E todos se misturaram, sem registro e
sem cartório.
E, aqui, ficamos todos da cor da nossa terra e
viramos, todos, brasileiros.
(ZIRALDO. Os meninos morenos. Ed. Melhoramentos, 2004, p. 6.)
Vocabulário:
1. Registro (l.12) – documento, certidão.
2. Cartório (l.13) – local onde se fazem os registros e outros documentos.
Nas frases:
I. Eu fui um menino cor da terra. (l. 1)
II. Quando o homem branco chegou na minha terra. (l. 6-7)
os termos destacados expressam, respectivamente, as ideias de
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