Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 9 10616107
Colégio Embraer 2020Leia o texto para responder à questão
Dois anos depois do nascimento de Artur, o Rei Uther Pendragon adoeceu gravemente e teve de ficar acamado por muito tempo. Os inimigos aproveitaram a ocasião para invadir suas terras, matando muitos de seus homens e causando grandes tumultos.
– Senhor – aconselhou Merlin –, sem o vosso comando, nossos exércitos não serão vitoriosos. Mesmo que seja numa liteira levada por cavalos, Vossa Majestade deve ir ao campo de batalha.
O conselho foi seguido, e o rei foi transportado ao local onde estavam suas tropas para combater os inimigos. Sua simples presença deu novo ânimo aos soldados, que lutaram com muito mais disposição, vencendo os inimigos que ameaçavam o norte do país.
Uther voltou a Londres; a cidade rejubilava-se com a vitória obtida. Mas o esforço tinha sido grande demais para quem estava tão doente; durante três dias e três noites, ele não conseguiu nem mesmo falar.
Preocupados, os nobres se reuniram e consultaram Merlin.
– Não há nada a fazer, a não ser deixar que se cumpra a vontade de Deus – disse o sábio. – Mas já que estamos todos reunidos, podemos perguntar ao nosso soberano sobre o futuro do reino.
E, na presença de todos os nobres, Uther Pendragon declarou bem alto, para que todos ouvissem:
– Que Deus abençoe meu filho Artur como eu o abençoo, para que ele possa rezar por minha alma e herdar minha coroa. Dele será o reino da Inglaterra, e quando for chegada a hora vós sabereis reconhecer o verdadeiro descendente de Uther Pendragon, único herdeiro de toda a Inglaterra. Depois de dizer isso, entregou sua alma a Deus.
(Thomas Malory, Os cavaleiros da Távola Redonda [Tradução de Ana Maria Machado], 1991)
Se o rei da Inglaterra perdesse a batalha contra os inimigos, o trecho destacado em “Uther voltou a Londres; a cidade rejubilava-se com a vitória obtida” (4º parágrafo) deveria assumir a seguinte redação:
Questão 5 10616052
Colégio Embraer 2020Leia o poema.
Dilema
A pretensão me degrada
a humildade me deprime
e assim a vida é lesada:
ora é virtude ora é crime
(Ferreira Gullar. Muitas vozes, 2013)
A ideia contida no título do poema materializa-se nos versos por meio de
Questão 2 10616014
Colégio Embraer 2020Leia o texto para responder à questão
Eu Nunca... terá segunda temporada?
Eu Nunca... chegou à Netflix em 27 de abril e, em duas semanas no ar, já está no top 5 entre os dez títulos mais vistos divulgados pela plataforma. Sucesso de audiência no Brasil e no mundo, a pergunta que muita gente está fazendo é se teremos uma continuação e quando ela chega.
Divertida e leve na medida, a série acompanha Devi Vishwakumar (Maitreyi Ramakrishnan), uma menina de 15 anos e seus anseios e questionamentos de adolescente.
Como um bônus muito interessante, Eu Nunca... ainda aborda vários pontos da cultura indiana, fruto do trabalho e da inspiração de sua criadora, Mindy Kaling. A atriz, produtora e roteirista americana é filha de indianos e ficou muito famosa com seu trabalho em um clássico das séries de comédia: The Office.
Oficialmente, a Netflix ainda não confirmou uma segunda temporada da série de Mindy Kaling. Mas, dada a boa recepção do público em todo o mundo e os rumos do final da primeira, tudo leva a crer que sim.
(Renata Nogueira, “Eu Nunca... terá segunda temporada? Tudo o que já sabemos sobre a série”. https://entretenimento.uol.com.br, 15.05.2020. Adaptado)
Considerando-se a organização das informações, é correto afirmar que o texto apresenta
Questão 20 10577375
FAETEC 2020Leia o texto para responder à questão
Texto I
Quais os efeitos da cultura do cancelamento?
Juliana Domingos de Lima
Além dos seus usos mais tradicionais – como deixar de assinar um serviço ou desmarcar um compromisso agendado –, o verbo “cancelar” tem sido empregado com frequência, recentemente, para pessoas. O ato de cancelar alguém costuma ser aplicado a figuras públicas que tenham feito ou dito algo considerado condenável, ofensivo ou preconceituoso.
São inúmeros os exemplos de cancelados, e a lista aumenta a cada semana. O cancelamento é primeiramente decretado numa rede social, onde gera uma onda de críticas e comentários. Depois estampa manchetes e, normalmente, é seguido de uma retratação do cancelado, que pode ou não ser acatada por seus críticos. Cancelar alguém publicamente requer um anúncio, o que torna o alvo do cancelamento objeto de atenção.
Para ser cancelado, não é preciso nem mesmo estar vivo: a internet brasileira proclamou no fim de outubro o cancelamento do músico Raul Seixas, após uma nova biografia levantar suspeitas de que ele tenha delatado o amigo Paulo Coelho a agentes da ditadura militar.
A arquiteta e feminista negra Stephanie Ribeiro disse que os cancelamentos não são propriamente uma novidade. “Há um ou dois anos atrás, a gente não falava em cancelamento, mas em linchamento virtual”, disse. Ela liga essas movimentações às redes sociais, “às possibilidades de interação e de resposta muito mais rápidas”, tanto no que diz respeito a reagir a algo que desagrada quanto a conectar pessoas que pensam da mesma maneira.
Leonardo Goldberg, psicólogo e doutor em psicologia, aponta que, com isso, o usuário pode participar ativamente dos perfis, das contas e das carreiras dos artistas. “Acho que a cultura do cancelamento é uma consequência desse usuário ativo, que consegue, de modo engajado, social, político e coletivo dizer se está ou não gostando” das condutas daqueles que acompanha pelas redes.
M u i t o s d a q u e l e s q u e f o r a m a l v o d e cancelamentos, ou que se solidarizam com pessoas que tenham sido criticadas dessa forma, se queixam de uma perseguição inquisitorial que cercearia o discurso e as ações de comediantes, artistas, políticos e youtubers. Críticos apontam ainda que as reações muitas vezes alcançam dimensões desproporcionais ou se dão sem base em fatos.
Os efeitos da cultura do cancelamento, no entanto, são em geral menos efetivos do que os “canceladores” poderiam desejar e do que os “ c a n c e l a d o s ” c o s t u m a m a l a r d e a r .
O autor do artigo da New Republic, Osita Nwanevu, vai ao encontro desses questionamentos sobre o verdadeiro impacto da cultura do cancelamento, sugerindo um entendimento mundano da questão: enxergá-la como expressões públicas e corriqueiras de desagrado, manifestadas por pessoas comuns em novas plataformas.
Embora critique a ausência de diálogo que impede “qualquer operação simbólica que possa fazer aquela pessoa mudar de opinião, porque ela é simplesmente cancelada”, Goldberg vê de maneira positiva que as críticas transformam os discursos públicos. Todos aqueles que passam a emitir discursos públicos vão ter que se haver com aquilo que dizem”.
(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/ 2019/11/01/Quais-os-efeitos-da-cultura-do-cancelamento) Adaptado
Leia o texto para responder às questão.
Texto II

https://tirasarmandinho.tumblr.com/
A frase do texto I que se aproxima do posicionamento crítico da tirinha sobre a internet é:
Questão 19 10577365
FAETEC 2020Leia o texto para responder às questão.
Texto

https://tirasarmandinho.tumblr.com/
Na tirinha, uso do teclado pelo personagem infantil tem função:
Questão 18 10577030
FAETEC 2020Leia o texto para responder às questão.
Texto

https://tirasarmandinho.tumblr.com/
No primeiro quadrinho, o uso da palavra “ainda” sugere, em relação ao diálogo entre pai e filho, um(a):
06
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