Questões de EFAF Português - Sintaxe
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Questão 12 10514063
CMBH PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA 2020Leia as seguintes afirmações sobre os textos 1 e 2.
I. o texto 1 incentiva pais e filhos a relacionarem-se melhor.
II. o texto 2 critica os jovens por sua impaciência para com os adultos.
III. o texto 1 atribui o sucesso da relação jovens/adultos ao diálogo cortês.
IV. o texto 2 apresenta, de forma direta e explícita, o anseio dos jovens por uma boa convivência com os adultos.
Assinale a alternativa em que as afirmativas acima estejam corretas.
Questão 2 10416143
CMT 2020Leia o texto a seguir. Ele servirá de suporte para você responder à questão.
VALORES HUMANOS – UMA REFERÊNCIA QUE DEVEMOS POSSUIR NO DIA A DIA
Os valores humanos são as características que nos diferenciam do restante dos seres vivos e estão relacionados, principalmente, à dignidade e à moral. Alguns exemplos incluem honestidade, respeito, responsabilidade, tolerância e humildade. Ter esses e outros valores como referência em nosso dia a dia é essencial para que possamos conviver de maneira pacífica e positiva.
Nossos valores funcionam como um guia para nossas vidas. É esse guia que irá nos orientar no modo de agir e pensar. Além disso, são também a representação daquilo que acreditamos, portanto, imprescindíveis para os nossos relacionamentos.
O que são valores humanos?
Cada indivíduo tem os próprios valores, que são o conjunto de regras que consideram importantes. Eles podem variar de pessoa para pessoa, entretanto existem aqueles que devem estar sempre presentes na mentalidade de todos, que são os chamados valores humanos.
Imagine que você esteja na rua, vê uma pessoa passar que, sem perceber, deixa cair a carteira no chão. Se a sua primeira reação for pegar o objeto caído e chamá-la imediatamente para devolver, é sinal de que possui um valor humano muito importante: a honestidade. O mesmo vale para tantas outras situações do dia a dia, como ajudar um idoso a atravessar a rua, ceder o seu assento no transporte público para uma gestante e daí por diante.
Esses valores possuem um importante papel no contexto social. Afinal de contas, são eles os responsáveis por orientar nossas ações no cotidiano. Assim, eles terão total influência em nossos relacionamentos, sejam eles pessoais ou profissionais.
Nossos valores humanos podem contribuir significativamente para nosso desenvolvimento como indivíduo. Isso acontece porque, ao mesmo tempo em que eles podem nos tornar pessoas mais dignas, amorosas e até mesmo felizes, eles também são capazes de nos fazer acreditar em nós mesmos, ser perseverantes e corajosos. Qualidades importantíssimas!
Internet: www.jrmcoaching.com.br/blog/valores-humanos-uma-referencia-que-devemos-possuir-no-dia-dia/. Acesso em 17 de set de 2020 (com adaptação).
Uma ideia, uma informação podem ser escritas de diversas formas e, mesmo assim, apresentar o mesmo significado. Isso é possível, pois temos recursos na língua como os sinônimos, por exemplo, ou mesmo podemos escrever a mesma oração de diferentes ordens.
Assinale a opção em que o trecho escrito corresponde ao mesmo significado do trecho do texto.
Questão 40 10252325
EFOMM 1º Dia 2020Texto
Como Dizia Meu Pai
Já se tomou hábito meu, em meio a uma conversa, preceder algum comentário por uma introdução:
— Como dizia meu pai...
Nem sempre me reporto a algo que ele realmente dizia, sendo apenas uma maneira coloquial de dar ênfase a alguma opinião.
De uns tempos para cá, porém, comecei a perceber que a opinião, sem ser de caso pensado, parece de fato corresponder a alguma coisa que Seu Domingos costumava dizer. Isso significará talvez — Deus queira — que insensivelmente vou me tomando com o correr dos anos cada vez mais parecido com ele. Ou, pelo menos, me identificando com a herança espiritual que dele recebi. Não raro me surpreendo, antes de agir, tentando descobrir como ele agiria em semelhantes circunstâncias, repetindo uma atitude sua, até mesmo esboçando um gesto seu. Ao formular uma ideia, percebo que estou concebendo, para nortear meu pensamento, um princípio que, se não foi enunciado por ele, só pode ter sido inspirado por sua presença dentro de mim.
— No fim tudo dá certo...
Ainda ontem eu tranquilizava um de meus filhos com esta frase, sem reparar que repetia literalmente o que ele costumava dizer, sempre concluindo com olhar travesso:
— Se não deu certo, é porque ainda não chegou no fim.
Gosto de evocar a figura mansa de Seu Domingos, a quem chamávamos paizinho, a subir pausadamente a escada da varanda de nossa casa, todos os dias, ao cair da tarde, egresso do escritório situado no porão. Ou depois do jantar, sentado com minha mãe no sofá de palhinha da varanda, como namorados, trocando notícias do dia. Os filhos guardavam zelosa distância, até que ela ia aos seus afazeres e ele se punha à disposição de cada um, para ouvir nossos problemas e ajudar a resolvê-los. Finda a última audiência, passava a mão no chapéu e na bengala e saía para uma volta, um encontro eventual com algum amigo. Regressava religiosamente uma hora depois, e tendo descido a pé até o centro, subia sempre de bonde. Se acaso ainda estávamos acordados, podíamos contar com o saquinho de balas que o paizinho nunca deixava de trazer.
Costumava se distrair realizando pequenos consertos domésticos: uma boia de descarga, a bucha de uma torneira, um fusível queimado. Dispunha para isso da necessária habilidade e de uma preciosa caixa de ferramentas em que ninguém mais podia tocar. Aprendi com ele como é indispensável, para a boa ordem da casa, ter à mão pelo menos um alicate e uma chave de fenda. Durante algum tempo andou às voltas com o velho relógio de parede que fora de seu pai, hoje me pertence e amanhã será de meu filho: estava atrasando. Depois de remexer durante vários dias em suas entranhas, deu por findo o trabalho, embora ao remontá-lo houvessem sobrado umas pecinhas, que alegou não fazerem falta. O relógio passou a funcionar sem atrasos, e as batidas a soar em horas desencontradas. Como, aliás, acontece até hoje.
Tinha por hábito emitir um pequeno sopro de assovio, que tanto podia ser indício de paz de espírito como do esforço para controlar a perturbação diante de algum aborrecimento.
— As coisas são como são e não como deviam ser. Ou como gostaríamos que fossem.
Este pronunciamento se fazia ouvir em geral quando diante de uma fatalidade a que não se poderia fugir. Queria dizer que devemos nos conformar com o fato de nossa vontade não poder prevalecer sobre a vontade de Deus - embora jamais fosse assim eloquente em suas conclusões. Estas quase sempre eram, mesmo, eivadas de certo ceticismo preventivo ante as esperanças vãs:
— O que não tem solução, solucionado está.
E tudo que acontece é bom — talvez não chegasse ao cúmulo do otimismo de afirmar isso, como seu filho Gerson, mas não vacilava em sustentar que toda mudança é para melhor: se mudou, é porque não estava dando certo. E se quiser que mude, não podendo fazer nada para isso, espere, que mudará por si.
[...]
Tudo isso que de uns tempos para cá me vem ocorrendo, às vezes inconscientemente, como legado de meu pai, teve seu coroamento há poucos dias, quando eu ia caminhando distraído pela praia. Revirava na cabeça, não sei a que propósito, uma frase ouvida desde a infância e que fazia parte de sua filosofia: não se deve aumentar a aflição dos aflitos. Esta máxima me conduziu a outra, enunciada por Carlos Drummond de Andrade no filme que fiz sobre ele, a qual certamente Seu Domingos perfilharia: não devemos exigir das pessoas mais do que elas podem dar. De repente fui fulminado por uma verdade tão absoluta que tive de parar, completamente zonzo, fechando os olhos para entender melhor. No entanto era uma verdade evangélica, de clareza cintilante como um raio de sol, cheguei a fazer uma vênia de gratidão a Seu Domingos por me havê-la enviado:
— Só há um meio de resolver qualquer problema nosso: é resolver primeiro o do outro.
Com o tempo, a cidade foi tomando conhecimento do seu bom senso, da experiência adquirida ao longo de uma vida sem maiores ambições: Seu Domingos, além de representante de umas firmas inglesas, era procurador de partes — solene designação para uma atividade que hoje talvez fosse referida como a de um despachante. A princípio os amigos, conhecidos, e depois até desconhecidos passaram a procurá-lo para ouvir um conselho ou receber dele uma orientação. Era de se ver a romaria no seu escritório todas as manhãs: um funcionário que dera desfalque, uma mulher abandonada pelo marido, um pai agoniado com problemas do filho — era gente assim que vinha buscar com ele alívio para a sua dúvida, o seu medo, a sua aflição. O próprio Governador, que não o conhecia pessoalmente, certa vez o consultou através de um secretário, sobre questão administrativa que o atormentava. Não se falando nos filhos: mesmo depois de ter saído de casa, mais de uma vez tomei trem ou avião e fui colher uma palavra sua que hoje tanta falta me faz.
Resta apenas evocá-la, como faço agora, para me servir de consolo nas horas más. No momento, ele próprio está aqui a meu lado, com o seu sorriso bom.
SABINO, Fernando. A volta por cima. In: Obra Reunida v. III. Rio de Janeiro: Ed. Nova Aguilar, 1996. (Texto adaptado)
Assinale a opção em que o sinal de pontuação presente no fragmento poderá ser substituído por travessão simples.
Questão 11 10136110
CMPA 1º Ano - Língua Portuguesa 2020Texto
Cinema
Na grande sala escura,
só teus olhos existem para os meus:
olhos cor de romance e de aventura,
longos como um adeus.
[05]
Só teus olhos: nenhuma
atitude, nenhum traço, nenhum
gesto persiste sob o vácuo de uma
grande sombra comum.
[10]
E os teus olhos de opala,
exagerados na penumbra, são
para os meus olhos soltos pela sala,
uma dupla obsessão.
[15]
Um cordão de silhuetas
escapa desses olhos que, afinal,
são dois carvões pondo figuras pretas
sobre um muro de cal.
[20]
E uma gente esquisita,
em torno deles, como de dois sóis,
é um sistema de estrelas que gravita:
— são bandidos e herois;
[25]
são lágrimas e risos;
são mulheres, com lábios de bombons;
bobos gordos, alegres como guizos;
homens maus e homens bons...
[30]
É a vida, a grande vida
que um deus artificial gera e conduz
num mundo branco e preto, e que trepida
nos seus dedos de luz...
ALMEIDA, Guilherme de. Toda a poesia. 2 ed. São Paulo: Martins, 1955. v.5. p. 60-6
Caso o trecho destacado em “E os teus olhos de opala, / exagerados na penumbra, são / para os meus olhos soltos pela sala, / uma dupla obsessão [...]” (Is. 11-14), fosse substituído por um pronome oblíquo, seria mantida a atenção as regras de colocação pronominal - na variedade padrão da língua portuguesa - e ao valor temporal da forma verbal “são” na seguinte proposta de reescrita:
Questão 9 11770661
IFPE Integrados Part I 2019/2Considerando que a transitividade verbal trata do tipo de relação que um verbo estabelece com seu(s) complemento(s), analise o trecho em destaque e, em seguida, assinale a alternativa cujo verbo sublinhado possui igual regência.
Chico Mendes não sobreviveu aos ataques sofridos.
Questão 10 11546472
Pref. de São Paulo 6º Ano Prova Semestral 2019Como fazíamos sem vaso sanitário
Em 1597, John Harington construiu um WC (water closet, em inglês, ou armário de água, em português) que tinha um assento de madeira, uma caixa d’água e uma válvula de descarga. Harington instalou sua obra-prima para rainha Elizabeth I, mas sem encanamento ou rede de esgoto, o destino das obras reais era o mesmo do de qualquer cidadão: a rua.
Com o tempo, os governantes perceberam que tanta falta de higiene levava doenças à população e passaram a investir em sistemas de encanamento.
Na Europa, sistemas de encanamento começaram a funcionar em 1850, permitindo o escoamento das águas do WC direto para o subterrâneo.
SOALHEIRO, Bárbara. Como fazíamos sem... São Paulo, SP: Panda Books, 2006.
o texto, o termo “começaram a funcionar” concorda com “sistemas de encanamento”. Das orações a seguir, a que mantém o mesmo princípio de concordância entre os termos é:
06
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