Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 2 421678
IFSudesteMinas 2013Leia o texto “Ousadia”, de Fernando Sabino, para responder à questão:
TEXTO :
Ousadia
(Fernando Sabino)
A moça ia no ônibus muito contente desta vida, mas, ao saltar, a contrariedade se anunciou:
- A sua passagem já está paga - disse o motorista.
- Paga por quem?
- Esse cavalheiro aí.
E apontou um mulato bem vestido que acabara de deixar o ônibus, e aguardava com um sorriso junto à calçada.
- É algum engano, não conheço esse homem. Faça o favor de receber.
- Mas já está paga...
- Faça o favor de receber! - insistiu ela, estendendo o dinheiro e falando bem alto para que o homem ouvisse:
- Já disse que não conheço! Sujeito atrevido, ainda fica ali me esperando, o senhor não está vendo? Vamos, faço questão que o senhor receba minha passagem.
O motorista ergueu os ombros e acabou recebendo: melhor para ele, ganhava duas vezes.
A moça saltou do ônibus e passou fuzilando de indignação pelo homem.
Foi seguindo pela rua, sem olhar para ele.
Se olhasse, veria que ele a seguia, meio ressabiado, a alguns passos.
Somente quando dobrou à direita para entrar no edifício onde morava, arriscou uma espiada: lá vinha ele! Correu para o apartamento, que era no térreo, e pôs-se a bater aflita:
- Abre! Abre aí!
A empregada veio abrir e ela irrompeu pela sala, contando aos pais atônitos, em termos confusos, a sua aventura:
- Descarado, como é que tem coragem? Me seguiu até aqui!
De súbito, ao voltar-se, viu pela porta aberta que o homem ainda estava lá fora, no saguão.
Protegida pela presença dos pais, ousou enfrentá-lo:
- Olha ele ali! É ele, venham ver! Ainda está ali o sem-vergonha.
Mas que ousadia!
Todos se precipitaram para a porta. A empregada levou as mãos à cabeça:
- Mas a senhora, como é que pode! É o Marcelo.
- Marcelo? Que Marcelo? - a moça se voltou surpreendida.
- Marcelo, o meu noivo. A senhora conhece ele, foi quem pintou o apartamento.
A moça só faltou morrer de vergonha:
- É mesmo, é o Marcelo! Como é que eu não o reconheci! Você me desculpe, Marcelo, por favor.
No saguão, Marcelo torcia as mãos, encabulado:
- A senhora é que me desculpe, foi muita ousadia...
SABINO, Fernando. Ousadia. In: Para gostar de ler – Crônicas. São Paulo: Ática, 1981. v. 2.
Assinale a única alternativa cuja ideia NÃO é coerente com o sentido real do texto “Ousadia”:
Questão 1 421670
IFSudesteMinas 2013Leia o texto “Ousadia”, de Fernando Sabino, para responder à questão:
TEXTO :
Ousadia
(Fernando Sabino)
A moça ia no ônibus muito contente desta vida, mas, ao saltar, a contrariedade se anunciou:
- A sua passagem já está paga - disse o motorista.
- Paga por quem?
- Esse cavalheiro aí.
E apontou um mulato bem vestido que acabara de deixar o ônibus, e aguardava com um sorriso junto à calçada.
- É algum engano, não conheço esse homem. Faça o favor de receber.
- Mas já está paga...
- Faça o favor de receber! - insistiu ela, estendendo o dinheiro e falando bem alto para que o homem ouvisse:
- Já disse que não conheço! Sujeito atrevido, ainda fica ali me esperando, o senhor não está vendo? Vamos, faço questão que o senhor receba minha passagem.
O motorista ergueu os ombros e acabou recebendo: melhor para ele, ganhava duas vezes.
A moça saltou do ônibus e passou fuzilando de indignação pelo homem.
Foi seguindo pela rua, sem olhar para ele.
Se olhasse, veria que ele a seguia, meio ressabiado, a alguns passos.
Somente quando dobrou à direita para entrar no edifício onde morava, arriscou uma espiada: lá vinha ele! Correu para o apartamento, que era no térreo, e pôs-se a bater aflita:
- Abre! Abre aí!
A empregada veio abrir e ela irrompeu pela sala, contando aos pais atônitos, em termos confusos, a sua aventura:
- Descarado, como é que tem coragem? Me seguiu até aqui!
De súbito, ao voltar-se, viu pela porta aberta que o homem ainda estava lá fora, no saguão.
Protegida pela presença dos pais, ousou enfrentá-lo:
- Olha ele ali! É ele, venham ver! Ainda está ali o sem-vergonha.
Mas que ousadia!
Todos se precipitaram para a porta. A empregada levou as mãos à cabeça:
- Mas a senhora, como é que pode! É o Marcelo.
- Marcelo? Que Marcelo? - a moça se voltou surpreendida.
- Marcelo, o meu noivo. A senhora conhece ele, foi quem pintou o apartamento.
A moça só faltou morrer de vergonha:
- É mesmo, é o Marcelo! Como é que eu não o reconheci! Você me desculpe, Marcelo, por favor.
No saguão, Marcelo torcia as mãos, encabulado:
- A senhora é que me desculpe, foi muita ousadia...
SABINO, Fernando. Ousadia. In: Para gostar de ler – Crônicas. São Paulo: Ática, 1981. v. 2.
Considerando a leitura do início da crônica “Ousadia”, assinale a única alternativa FALSA:
Questão 10 419545
IFSul - Rio-Grandense 2013/1Leia o texto seguinte para responder à questão.
Telhados de Paris
[1] Venta
[2] Ali se vê
[3] Aonde o arvoredo inventa um ballet
[4] Enquanto invento aqui pra mim
[5] Um silêncio sem fim
[6] Deixando a rima assim
[7] Sem mágoas, sem nada
[8] Só uma janela em cruz
[9] E uma paisagem tão comum
[10] Telhados de Paris
[11] Em casas velhas, mudas
[12] Em blocos que o engano fez aqui
[13] Mas tem no outono uma luz
[14] Que acaricia essa dureza cor de giz
[15] Que mora ao lado e mais parece outro país
[16] Que me estranha mas não sabe se é feliz
[17] E não entende quando eu grito
[18] O tempo se foi
[19] Há tempos que eu já desisti
[20] Dos planos daquele assalto
[21] E de versos retos, corretos
[22] O resto da paixão, reguei
[23] Vai servir pra nós
[24] O doce da loucura é teu, é meu
[25] Pra usar à sós
[26] Eu tenho os olhos doidos, doidos, já vi
[27] Meus olhos doidos, doidos, são doidos por ti
Disponível em: http://letras.mus.br/nei-lisboa/68276/ . Acesso em: 9 set. 2012.
Apresenta ERRO na divisão silábica a palavra
Questão 7 419540
IFSul - Rio-Grandense 2013/1Leia o texto seguinte para responder à questão.
Telhados de Paris
[1] Venta
[2] Ali se vê
[3] Aonde o arvoredo inventa um ballet
[4] Enquanto invento aqui pra mim
[5] Um silêncio sem fim
[6] Deixando a rima assim
[7] Sem mágoas, sem nada
[8] Só uma janela em cruz
[9] E uma paisagem tão comum
[10] Telhados de Paris
[11] Em casas velhas, mudas
[12] Em blocos que o engano fez aqui
[13] Mas tem no outono uma luz
[14] Que acaricia essa dureza cor de giz
[15] Que mora ao lado e mais parece outro país
[16] Que me estranha mas não sabe se é feliz
[17] E não entende quando eu grito
[18] O tempo se foi
[19] Há tempos que eu já desisti
[20] Dos planos daquele assalto
[21] E de versos retos, corretos
[22] O resto da paixão, reguei
[23] Vai servir pra nós
[24] O doce da loucura é teu, é meu
[25] Pra usar à sós
[26] Eu tenho os olhos doidos, doidos, já vi
[27] Meus olhos doidos, doidos, são doidos por ti
Disponível em: http://letras.mus.br/nei-lisboa/68276/ . Acesso em: 9 set. 2012.
Acentua-se graficamente a palavra “mágoas” por terminar em
Questão 6 419536
IFSul - Rio-Grandense 2013/1Leia o texto seguinte para responder à questão.
Telhados de Paris
[1] Venta
[2] Ali se vê
[3] Aonde o arvoredo inventa um ballet
[4] Enquanto invento aqui pra mim
[5] Um silêncio sem fim
[6] Deixando a rima assim
[7] Sem mágoas, sem nada
[8] Só uma janela em cruz
[9] E uma paisagem tão comum
[10] Telhados de Paris
[11] Em casas velhas, mudas
[12] Em blocos que o engano fez aqui
[13] Mas tem no outono uma luz
[14] Que acaricia essa dureza cor de giz
[15] Que mora ao lado e mais parece outro país
[16] Que me estranha mas não sabe se é feliz
[17] E não entende quando eu grito
[18] O tempo se foi
[19] Há tempos que eu já desisti
[20] Dos planos daquele assalto
[21] E de versos retos, corretos
[22] O resto da paixão, reguei
[23] Vai servir pra nós
[24] O doce da loucura é teu, é meu
[25] Pra usar à sós
[26] Eu tenho os olhos doidos, doidos, já vi
[27] Meus olhos doidos, doidos, são doidos por ti
Disponível em: http://letras.mus.br/nei-lisboa/68276/ . Acesso em: 9 set. 2012.
No verso “Enquanto invento aqui pra mim” (linha 4), se o verbo utilizado fosse “criar”, teríamos uma ocorrência de
Questão 5 419534
IFSul - Rio-Grandense 2013/1Leia o texto seguinte para responder à questão.
Telhados de Paris
[1] Venta
[2] Ali se vê
[3] Aonde o arvoredo inventa um ballet
[4] Enquanto invento aqui pra mim
[5] Um silêncio sem fim
[6] Deixando a rima assim
[7] Sem mágoas, sem nada
[8] Só uma janela em cruz
[9] E uma paisagem tão comum
[10] Telhados de Paris
[11] Em casas velhas, mudas
[12] Em blocos que o engano fez aqui
[13] Mas tem no outono uma luz
[14] Que acaricia essa dureza cor de giz
[15] Que mora ao lado e mais parece outro país
[16] Que me estranha mas não sabe se é feliz
[17] E não entende quando eu grito
[18] O tempo se foi
[19] Há tempos que eu já desisti
[20] Dos planos daquele assalto
[21] E de versos retos, corretos
[22] O resto da paixão, reguei
[23] Vai servir pra nós
[24] O doce da loucura é teu, é meu
[25] Pra usar à sós
[26] Eu tenho os olhos doidos, doidos, já vi
[27] Meus olhos doidos, doidos, são doidos por ti
Disponível em: http://letras.mus.br/nei-lisboa/68276/ . Acesso em: 9 set. 2012.
A palavra “pra” (linhas 4, 23 e 25) tem seu uso admitido coloquialmente.
No presente caso, a utilização foi adequada por tratar-se de texto.
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)