Questões de EFAF Português
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Questão 8364976
COTIL COTIL 2013 1 FaseU Gerais 2013Militantes em causa própria
Eles nasceram no auge da discussão ambiental e herdarão um planeta caótico. Quem é a geração em busca de um futuro mais verde e saudável?
(Época, 18 jun. 2012)
O paulistano Pedro Sartori, de 13 anos, passou as férias de janeiro com o pai, a mãe e as três irmãs nos Estados Unidos, dividindo-se entre as montanhas-russas da Disney, espetáculos de baleias orcas no Sea World e visitas a seus super-heróis favoritos nos parques da Universal. Embarcaram num avião em São Paulo rumo a Orlando e, depois de 15 dias, retornaram ao Brasil com as malas cheias de mimos e um monte de história para contar. Em outros tempos, seria uma viagem inocente. Em época de mudanças climáticas, derretimento das geleiras e extinção de espécies, um simples passeio pode vir embutido de um sentimento de culpa. De volta para o colégio Bandeirantes, a escola particular onde estuda, Pedro estimou na aula de ciência quanto ele e a família emitiram de gases do efeito estufa, uma das causas do aquecimento global, na ida aos EUA. O cálculo, feito por um site, mostra quanto cada um poluiu e quantas árvores poderia plantar para aliviar seu pecado. Pedro precisa plantar 38 mudas no solo para pagar sua conta.
Esse é um dos carmas da geração de Pedro, nascida no auge do caos ambiental. Ela precisa agora assumir a responsabilidade pelo passivo de seus antecessores. O prenúncio da catástrofe está em toda parte. No comercial de TV que mostra um urso-polar desolado sobre a única ilha que não derreteu. Ou na campanha de uma ONG em que um motosserra destrói a floresta. O bombardeio não se restringe aos problemas que assolam a Terra. Essas crianças e jovens – que vieram ao mundo entre a Rio 92, quando a discussão das mazelas ganhou fôlego, e a Rio+20 – sofrem uma chuva de cobranças.
Questão 8364975
COTIL COTIL 2013 1 FaseU Gerais 2013Militantes em causa própria
Eles nasceram no auge da discussão ambiental e herdarão um planeta caótico. Quem é a geração em busca de um futuro mais verde e saudável?
(Época, 18 jun. 2012)
O paulistano Pedro Sartori, de 13 anos, passou as férias de janeiro com o pai, a mãe e as três irmãs nos Estados Unidos, dividindo-se entre as montanhas-russas da Disney, espetáculos de baleias orcas no Sea World e visitas a seus super-heróis favoritos nos parques da Universal. Embarcaram num avião em São Paulo rumo a Orlando e, depois de 15 dias, retornaram ao Brasil com as malas cheias de mimos e um monte de história para contar. Em outros tempos, seria uma viagem inocente. Em época de mudanças climáticas, derretimento das geleiras e extinção de espécies, um simples passeio pode vir embutido de um sentimento de culpa. De volta para o colégio Bandeirantes, a escola particular onde estuda, Pedro estimou na aula de ciência quanto ele e a família emitiram de gases do efeito estufa, uma das causas do aquecimento global, na ida aos EUA. O cálculo, feito por um site, mostra quanto cada um poluiu e quantas árvores poderia plantar para aliviar seu pecado. Pedro precisa plantar 38 mudas no solo para pagar sua conta.
Esse é um dos carmas da geração de Pedro, nascida no auge do caos ambiental. Ela precisa agora assumir a responsabilidade pelo passivo de seus antecessores. O prenúncio da catástrofe está em toda parte. No comercial de TV que mostra um urso-polar desolado sobre a única ilha que não derreteu. Ou na campanha de uma ONG em que um motosserra destrói a floresta. O bombardeio não se restringe aos problemas que assolam a Terra. Essas crianças e jovens – que vieram ao mundo entre a Rio 92, quando a discussão das mazelas ganhou fôlego, e a Rio+20 – sofrem uma chuva de cobranças.
Questão 8364974
COTIL COTIL 2013 1 FaseU Gerais 2013Rio+20: a ciência, a economia – e a política
A história da espécie humana é uma trajetória de 150 mil anos de sucesso movido a conhecimento. Do fogo à máquina a vapor, da roda ao trem-bala, do arado aos transgênicos, das naus antigas aos foguetes espaciais, dos registros cuneiformes aos tablets. Não teríamos chegado até aqui sem a ciência.
O maior valor da ciência é permitir conhecer a verdade. Não a verdade intangível e complexa dos filósofos. Mas uma verdade mais modesta, mais simples, mais terrena – portanto mais útil. Se lanço uma maçã pela janela, ela cai. Se esquento a água, ela ferve. Se risco um fósforo e aproximo do meu dedo, ele queima. Se lanço gases poluentes na atmosfera ao longo de séculos, o clima do planeta muda.
Deriva do conhecimento da verdade outro valor tangível da ciência: ela gera riqueza. Produzimos mais alimentos com o arado, as máquinas e a revolução agrícola. Transportamos mais rápido objetos e pessoas graças aos navios, à ferrovia e ao avião a jato. Vivemos mais e melhor por causa das vacinas, dos antibióticos e de todo tipo de técnica médica. Fabricamos artefatos e engenhocas antes inimagináveis graças às indústrias e a nosso indiscutível domínio sobre os recursos naturais terrestres.
O maior desafio da humanidade ao longo de sua história sempre foi usar o conhecimento – e a ciência – para crescer, alargar suas fronteiras e transmitir às gerações futuras algo além daquilo que recebeu das passadas. As civilizações que não tinham conhecimentos ou não souberam usar aquele que tinham foram varridas do planeta.
Sobramos nós.
A responsabilidade da conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento e meio ambiente, a Rio+20, é garantir que continuemos aqui. Os maiores líderes globais afirmam que têm missões mais importantes a cumprir neste momento – eleições, crise financeira ou o que o valha. Pode ser. Políticos não costumam ser muito afeitos a conceitos científicos ou realidades econômicas. Mas talvez eles devessem ouvir o que dizem as crianças. [...] Até o fim do século, provavelmente não estaremos mais aqui.
Sobrarão elas.
Época, 18 jun. 2021.
Passando o trecho “Se risco um fósforo e aproximo do meu dedo, ele queima. ” para o pretérito imperfeito do subjuntivo, teremos a correta relação entre as orações em:
Questão 8364973
COTIL COTIL 2013 1 FaseU Gerais 2013Rio+20: a ciência, a economia – e a política
A história da espécie humana é uma trajetória de 150 mil anos de sucesso movido a conhecimento. Do fogo à máquina a vapor, da roda ao trem-bala, do arado aos transgênicos, das naus antigas aos foguetes espaciais, dos registros cuneiformes aos tablets. Não teríamos chegado até aqui sem a ciência.
O maior valor da ciência é permitir conhecer a verdade. Não a verdade intangível e complexa dos filósofos. Mas uma verdade mais modesta, mais simples, mais terrena – portanto mais útil. Se lanço uma maçã pela janela, ela cai. Se esquento a água, ela ferve. Se risco um fósforo e aproximo do meu dedo, ele queima. Se lanço gases poluentes na atmosfera ao longo de séculos, o clima do planeta muda.
Deriva do conhecimento da verdade outro valor tangível da ciência: ela gera riqueza. Produzimos mais alimentos com o arado, as máquinas e a revolução agrícola. Transportamos mais rápido objetos e pessoas graças aos navios, à ferrovia e ao avião a jato. Vivemos mais e melhor por causa das vacinas, dos antibióticos e de todo tipo de técnica médica. Fabricamos artefatos e engenhocas antes inimagináveis graças às indústrias e a nosso indiscutível domínio sobre os recursos naturais terrestres.
O maior desafio da humanidade ao longo de sua história sempre foi usar o conhecimento – e a ciência – para crescer, alargar suas fronteiras e transmitir às gerações futuras algo além daquilo que recebeu das passadas. As civilizações que não tinham conhecimentos ou não souberam usar aquele que tinham foram varridas do planeta.
Sobramos nós.
A responsabilidade da conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento e meio ambiente, a Rio+20, é garantir que continuemos aqui. Os maiores líderes globais afirmam que têm missões mais importantes a cumprir neste momento – eleições, crise financeira ou o que o valha. Pode ser. Políticos não costumam ser muito afeitos a conceitos científicos ou realidades econômicas. Mas talvez eles devessem ouvir o que dizem as crianças. [...] Até o fim do século, provavelmente não estaremos mais aqui.
Sobrarão elas.
Época, 18 jun. 2021.
"A história da espécie humana é uma trajetória de 150 mil anos de sucesso movido a conhecimento. Do fogo à máquina a vapor, da roda ao trem-bala, do arado aos transgênicos, das naus antigas aos foguetes espaciais, dos registros cuneiformes aos tablets."
O trecho em negrito retoma um termo já citado no período anterior. Indique a que termo esse trecho se refere.
Questão 8364971
COTIL COTIL 2013 1 FaseU Gerais 2013Rio+20: a ciência, a economia – e a política
A história da espécie humana é uma trajetória de 150 mil anos de sucesso movido a conhecimento. Do fogo à máquina a vapor, da roda ao trem-bala, do arado aos transgênicos, das naus antigas aos foguetes espaciais, dos registros cuneiformes aos tablets. Não teríamos chegado até aqui sem a ciência.
O maior valor da ciência é permitir conhecer a verdade. Não a verdade intangível e complexa dos filósofos. Mas uma verdade mais modesta, mais simples, mais terrena – portanto mais útil. Se lanço uma maçã pela janela, ela cai. Se esquento a água, ela ferve. Se risco um fósforo e aproximo do meu dedo, ele queima. Se lanço gases poluentes na atmosfera ao longo de séculos, o clima do planeta muda.
Deriva do conhecimento da verdade outro valor tangível da ciência: ela gera riqueza. Produzimos mais alimentos com o arado, as máquinas e a revolução agrícola. Transportamos mais rápido objetos e pessoas graças aos navios, à ferrovia e ao avião a jato. Vivemos mais e melhor por causa das vacinas, dos antibióticos e de todo tipo de técnica médica. Fabricamos artefatos e engenhocas antes inimagináveis graças às indústrias e a nosso indiscutível domínio sobre os recursos naturais terrestres.
O maior desafio da humanidade ao longo de sua história sempre foi usar o conhecimento – e a ciência – para crescer, alargar suas fronteiras e transmitir às gerações futuras algo além daquilo que recebeu das passadas. As civilizações que não tinham conhecimentos ou não souberam usar aquele que tinham foram varridas do planeta.
Sobramos nós.
A responsabilidade da conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento e meio ambiente, a Rio+20, é garantir que continuemos aqui. Os maiores líderes globais afirmam que têm missões mais importantes a cumprir neste momento – eleições, crise financeira ou o que o valha. Pode ser. Políticos não costumam ser muito afeitos a conceitos científicos ou realidades econômicas. Mas talvez eles devessem ouvir o que dizem as crianças. [...] Até o fim do século, provavelmente não estaremos mais aqui.
Sobrarão elas.
Sobre o texto, é correto afirmar queÉpoca, 18 jun. 2021.
Questão 8364944
CN CN 2012 1 FaseU Demais 2013Texto I
Felicidade suprema
Às vezes vale a pena pensar sobre a vida.(1) Não sobre o que temos ou não consumido,(31) tampouco a respeito(36) do que fizemos ou deixamos de fazer. São aspectos factuais que, mais do que ajudar(34) em uma reflexão mais profunda,(15) tornam-se barreiras(18) ao pensamento abstrato,(25) aquele em que vamos encontrar as verdadeiras significações.(22) Chegamos quase à ideia de Platão,(28) mas aí já o terreno é extremamente perigoso e podemos nos enredar.(24)
Tentar entender o que é a felicidade talvez seja um dos caminhos para se chegar ao sentido da vida.(4) É um assunto para o qual não há dona de álbum(27) de pensamentos(37) que não tenha uma resposta pronta:(23) a felicidade não existe. Existem momentos felizes.(39) Essa é uma verdade chocantemente inofensiva,(10) pois não chega a pensar o que seja a felicidade como também não esclarece o que são tais momentos felizes.
Pois bem, o assunto me ocorre ao me lembrar(11) de que vivemos em uma sociedade(19) excessivamente consumista,(3) sociedade em que a maioria considera-se feliz se pode comprar.(37) Assim é o capitalismo: entranha-se em nossa consciência essa aparência de verdade fazendo parecer que os interesses de alguns sejam verdades inquestionáveis.(8) O que é bom para mim tem de ser(29) bom para todos.(17) Isso tem o nome de ideologia,(38) palavra tão surrada quão pouco entendida. E haja propaganda para que a máquina continue girando.(9) Não sou contra o consumo, declaro desde já, mas contra o consumismo. Elevar o consumo de bens materiais(21) (principalmente) como o bem supremo(16) de um ser humano é tirar-lhe toda a humanidade.(5)
[...]
Schopenhauer, filósofo do século XIX,(30) já vislumbrava(40) nossa época,(12) a sociedade do consumismo desenfreado.(35) Ele afirmava que o desejo é a regência do mundo.(2) E que desejamos o que não temos.(20) Portanto, somos infelizes. E se o desejo é satisfeito com a obtenção de seu objeto,(32) novos objetos surgem em seu caminho.(50) Esta insaciabilidade do ser humano(33) é que o vai manter preso à infelicidade.(6)
Bem, e a que chegamos? Enquanto alguém que circule melhor do que eu pela filosofia,(13) que mal tangencio como curioso,(14) vou continuar pensando que a vida não tem sentido, apenas existência. E isso, um pouco à maneira do Alberto Caeiro,(7) para quem pensar é estar doente.
BRAFF, Menalton. Felicidade suprema. 2012. Disponível em: www.cartacapital.com.br. Acesso em: 22 fev. 2012 (adaptado).
Analise as afirmativas sobre o texto I.
O segundo parágrafo apresenta algumas causas para a insatisfação do ser humano e sua constante busca pela felicidade.
O quarto parágrafo elabora uma relação em que duas afirmações feitas por Schopenhauer remetem a uma conclusão lógica acerca do que se discute no contexto.
As ideias do quarto parágrafo se contrapõem àquelas do terceiro.
Assinale a opção correta.
06
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