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Questão 8365237
ETECSP ETECSP 2013 1 FaseU Gerais 2013Quando a rede vira um vício
Com o título "Preciso de ajuda", Carolina G. fez um desabafo aos integrantes da comunidade Viciados em Internet Anônimos, a que pertence: "Estou muito dependente da web. Não consigo mais viver normalmente". Essas frases dão a dimensão do tormento provocado pela dependência da internet, um mal que começa a ganhar relevo estatístico, sobretudo entre jovens de a anos.
Os estragos são enormes. Como ocorre com um viciado em álcool ou em drogas, o doente desenvolve uma tolerância que, nesse caso, o faz ficar on-line por uma eternidade sem se dar conta do exagero. Ele também sofre de constantes crises de abstinência quando está desconectado, e seu desempenho nas tarefas de natureza intelectual despenca. Diante da tela do computador, vive, aí sim, momentos de rara euforia, mas não percebe que vai, aos poucos, perdendo os elos com o mundo real até se aprisionar num universo paralelo e completamente virtual.
Não é fácil detectar o momento em que alguém deixa de fazer uso saudável e produtivo da rede para estabelecer com ela uma relação doentia, porém, em todos os casos, a internet era apenas útil ou divertida e foi ganhando um espaço central, a ponto de a vida longe da rede ser descrita agora como sem sentido.
Mudança tão drástica se deu sem que os pais atentassem para a gravidade do que ocorria. Para o psiquiatra Daniel Spritzer, "a internet faz parte do dia a dia dos adolescentes e o isolamento é um comportamento típico dessa fase da vida, por isso a família raramente detecta o problema antes de ele ter fugido ao controle".
A ciência, por sua vez, já tem bem mapeados os primeiros sintomas da doença. De saída, o tempo na internet aumenta até culminar, pasme-se, numa rotina de catorze horas diárias, e as situações vividas na rede passam, então, a habitar mais e mais as conversas. É típico o aparecimento de olheiras profundas e ainda um ganho de peso relevante, resultado da troca de refeições por sanduíches — que prescindem de talheres e liberam uma das mãos para o teclado. Gradativamente, a vida social vai se extinguindo, como alerta a psicóloga Ceres Araujo: "Se a pessoa começa a ter mais amigos na rede do que fora dela, é um sinal claro de que as coisas não vão bem".
Com a rede, afinal, descortina-se uma nova dimensão de acesso às informações, à produção de conhecimento e ao próprio lazer, dos quais, em sociedades modernas, não faz sentido se privar, portanto toda a questão gira em torno da dose ideal, sobre a qual já existe um consenso acerca do razoável: até duas horas diárias, no caso de crianças e adolescentes. Desse modo, reduz-se drasticamente a possibilidade de que, no futuro, eles enfrentem o drama vivido hoje pelos jovens viciados.
Considere o trecho reescrito a partir das ideias do 5º parágrafo e assinale a alternativa em que se preserva o sentido original do texto.ROGAR, Silvia; FIGUEIREDO, João; SOARES, Ronaldo. Quando a rede vira um vício. Veja, São Paulo, 24 mar. 2010. Adaptado.
Questão 8365236
ETECSP ETECSP 2013 1 FaseU Gerais 2013Quando a rede vira um vício
Com o título "Preciso de ajuda", Carolina G. fez um desabafo aos integrantes da comunidade Viciados em Internet Anônimos, a que pertence: "Estou muito dependente da web. Não consigo mais viver normalmente". Essas frases dão a dimensão do tormento provocado pela dependência da internet, um mal que começa a ganhar relevo estatístico, sobretudo entre jovens de a anos.
Os estragos são enormes. Como ocorre com um viciado em álcool ou em drogas, o doente desenvolve uma tolerância que, nesse caso, o faz ficar on-line por uma eternidade sem se dar conta do exagero. Ele também sofre de constantes crises de abstinência quando está desconectado, e seu desempenho nas tarefas de natureza intelectual despenca. Diante da tela do computador, vive, aí sim, momentos de rara euforia, mas não percebe que vai, aos poucos, perdendo os elos com o mundo real até se aprisionar num universo paralelo e completamente virtual.
Não é fácil detectar o momento em que alguém deixa de fazer uso saudável e produtivo da rede para estabelecer com ela uma relação doentia, porém, em todos os casos, a internet era apenas útil ou divertida e foi ganhando um espaço central, a ponto de a vida longe da rede ser descrita agora como sem sentido.
Mudança tão drástica se deu sem que os pais atentassem para a gravidade do que ocorria. Para o psiquiatra Daniel Spritzer, "a internet faz parte do dia a dia dos adolescentes e o isolamento é um comportamento típico dessa fase da vida, por isso a família raramente detecta o problema antes de ele ter fugido ao controle".
A ciência, por sua vez, já tem bem mapeados os primeiros sintomas da doença. De saída, o tempo na internet aumenta até culminar, pasme-se, numa rotina de catorze horas diárias, e as situações vividas na rede passam, então, a habitar mais e mais as conversas. É típico o aparecimento de olheiras profundas e ainda um ganho de peso relevante, resultado da troca de refeições por sanduíches — que prescindem de talheres e liberam uma das mãos para o teclado. Gradativamente, a vida social vai se extinguindo, como alerta a psicóloga Ceres Araujo: "Se a pessoa começa a ter mais amigos na rede do que fora dela, é um sinal claro de que as coisas não vão bem".
Com a rede, afinal, descortina-se uma nova dimensão de acesso às informações, à produção de conhecimento e ao próprio lazer, dos quais, em sociedades modernas, não faz sentido se privar, portanto toda a questão gira em torno da dose ideal, sobre a qual já existe um consenso acerca do razoável: até duas horas diárias, no caso de crianças e adolescentes. Desse modo, reduz-se drasticamente a possibilidade de que, no futuro, eles enfrentem o drama vivido hoje pelos jovens viciados.
Assinale a alternativa em que o termo em destaque no trecho pode ser substituído, corretamente e sem alteração de sentido, pelo termo entre parênteses.ROGAR, Silvia; FIGUEIREDO, João; SOARES, Ronaldo. Quando a rede vira um vício. Veja, São Paulo, 24 mar. 2010. Adaptado.
Questão 8365136
EFOMM EFOMM 2013 1 FaseU PORING 2013Espera uma carta
Carlos Drummond de Andrade
Agora sei por que não vieste, depois de tanto e tanto te esperar. Cheguei a supor que não existisses. Imaginei, às vezes, que foras ter a outra porta, e alguém se beneficiava de ti. Era o equívoco mais consolador, afinal não se perderia a mensagem. Eu indagava os rostos, pesquisava neles a furtiva iluminação, o traço de beatitude, que indicasse conhecimento de teu segredo. Não distinguia bem, as pessoas se afastavam ou escondiam tão finamente tua posse, que a dúvida ficava enrodilhada à minha esquerda. O desengano, à direita. E não havia combate entre eles. Coexistiam, mais a cabeçuda esperança.
Todas as manhãs te aguardava. Ao meio-dia já era certo que não vinhas. O resto do dia era neutro. Restava amanhã. E outro amanhã. E depois. Repousava, aos domingos, dessa expectação sem limites. Via-te aparecer em sonho, e fechava os olhos como quem soubesse que não te merecia, ou quisesse retardar o instante de comunicação. Esperar era quase receber. Cismava que te recebera havia longos anos, mas era menino e sem condições de avaliar-te, ou vieras em código, e eu, sem possuir a chave, me quedava mirando-te e remirando-te como à estrela intocável.
Muitas recebi durante esse prazo. Não se confundiam contigo. Traziam palavras boas ou más, indiferentes, quaisquer. E o receio de que entre elas rolasses perdida, fosses considerada insignificante" Desprezada, como impresso de propaganda"
As dádivas que devias trazer-me, quais seriam" Nunca imaginei ao certo o que de grande me reservavas. Quem sabe se a riqueza, de que eu tinha medo, mas revestida de doçura e imaginação, a resumir os prazeres do despojamento" Ou a glória espiritual, sem seus gêmeos a jactância e o orgulho? Ou o amor - e esta só palavra me fazia curvar a cabeça, ao peso de sua magnificência. Eu não escolhia nem hesitava. O dom seria perfeito, sem proporção com o ente gratificado. E infinito, a envolver minha finitude.
Mas agora sei por que não vieste nem virás. Estavas entre inúmeras companheiras, jogadas em sacos espessos, por sua vez afundados num subterrâneo. E dizer que todos os dias passei por tuas proximidades, até mesmo em cima de ti, sem discernir tua pulsação. Servidores infiéis ou cansados foram acumulando debaixo do chão o monte de notícias, lamentos, beijos, ameaças, faturas, ordens, saudades, sobre o qual os caminhões passavam, os dias passavam, passavam os governos e suas reformas. Escondida, esmagada no monte, sem sombra de movimento, lá te deixaste jazer, enquanto eu conjeturava mil formas de extravio e omissão. Cheguei a desconfiar de ti, a crer que zombavas de minha urgência, distraindo-te por itinerários loucos. Suspeitei que te recusavas, quase desejei que fogo ou água te liquidassem, já que te esquivavas a tua missão.
E foi o que aconteceu, sem dúvida. A umidade e os ratos de esgoto te consumiram. Restam - se restarem - fragmentos que nada contam ou explicam, senão que uma carta maravilhosa, esperada desde a eternidade, por mim e por outro qualquer homem igual a mim, foi escrita em alguma parte do mundo e não chegou a destino, porque o Correio a jogou fora, entre trezentas mil ou trezentos milhões de cartas.
OBS.: O texto foi adaptado às regras do Novo Acordo Ortográfico.
Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada se acentua por uma regra que se DISTINGUE das demais.Questão 8365124
CN CN 2012 1 FaseU Demais 2013Texto I
Felicidade suprema
Às vezes vale a pena pensar sobre a vida.(1) Não sobre o que temos ou não consumido,(31) tampouco a respeito(36) do que fizemos ou deixamos de fazer. São aspectos factuais que, mais do que ajudar(34) em uma reflexão mais profunda,(15) tornam-se barreiras(18) ao pensamento abstrato,(25) aquele em que vamos encontrar as verdadeiras significações.(22) Chegamos quase à ideia de Platão,(28) mas aí já o terreno é extremamente perigoso e podemos nos enredar.(24)
Tentar entender o que é a felicidade talvez seja um dos caminhos para se chegar ao sentido da vida.(4) É um assunto para o qual não há dona de álbum(27) de pensamentos(37) que não tenha uma resposta pronta:(23) a felicidade não existe. Existem momentos felizes.(39) Essa é uma verdade chocantemente inofensiva,(10) pois não chega a pensar o que seja a felicidade como também não esclarece o que são tais momentos felizes.
Pois bem, o assunto me ocorre ao me lembrar(11) de que vivemos em uma sociedade(19) excessivamente consumista,(3) sociedade em que a maioria considera-se feliz se pode comprar.(37) Assim é o capitalismo: entranha-se em nossa consciência essa aparência de verdade fazendo parecer que os interesses de alguns sejam verdades inquestionáveis.(8) O que é bom para mim tem de ser(29) bom para todos.(17) Isso tem o nome de ideologia,(38) palavra tão surrada quão pouco entendida. E haja propaganda para que a máquina continue girando.(9) Não sou contra o consumo, declaro desde já, mas contra o consumismo. Elevar o consumo de bens materiais(21) (principalmente) como o bem supremo(16) de um ser humano é tirar-lhe toda a humanidade.(5)
[...]
Schopenhauer, filósofo do século XIX,(30) já vislumbrava(40) nossa época,(12) a sociedade do consumismo desenfreado.(35) Ele afirmava que o desejo é a regência do mundo.(2) E que desejamos o que não temos.(20) Portanto, somos infelizes. E se o desejo é satisfeito com a obtenção de seu objeto,(32) novos objetos surgem em seu caminho.(50) Esta insaciabilidade do ser humano(33) é que o vai manter preso à infelicidade.(6)
Bem, e a que chegamos? Enquanto alguém que circule melhor do que eu pela filosofia,(13) que mal tangencio como curioso,(14) vou continuar pensando que a vida não tem sentido, apenas existência. E isso, um pouco à maneira do Alberto Caeiro,(7) para quem pensar é estar doente.
BRAFF, Menalton. Felicidade suprema. 2012. Disponível em: www.cartacapital.com.br. Acesso em: 22 fev. 2012 (adaptado).
Observe as frases a seguir, retiradas do texto I.
"Enquanto alguém que circule melhor do que eu pela filosofia[...]." (13)
"[...] que mal tangencio como curioso [...]." (14)
"São aspectos factuais que, mais do que ajudar em uma reflexão mais profunda[...]." (15)
"Elevar o consumo de bens materiais (principalmente) como o bem supremo[...].” (16)
"O que é bom para mim tem de ser bom para todos." (17)
Assinale a opção que apresenta, respectivamente, a antonímia das palavras destacadas acima.
Questão 8365119
COTUCA COTUCA 2013 1 FaseU Gerais 2013Faça uma leitura atenta do texto a seguir e assinale a alternativa correta quanto a sua interpretação.
"Feliz ano-novo e pás na terra aos homens de boa vontade.”
(Sugestão de leitor para a Campanha de Combate à Miséria. Apud Joelmir Beting,O Estado de S. Paulo, 30 de dez. 1994)
Questão 8365117
COTUCA COTUCA 2013 1 FaseU Gerais 2013Leia o trecho a seguir atentamente.
Através das janelas
Janelas são molduras dos acontecimentos. Testemunham o tempo e a vida que corre por fora e por dentro. Mostram e escondem. Quando abertas, fazem a conexão da casa com a vida lá fora. Fechadas, preservam o lar do frio e dos olhares externos. Ainda assim, sempre deixam escapar detalhes, como um vaso de flor ou uma garrafa de café. (...)
(SANTOS, P. Horizontes: destino para sua viagem interior. Disponível em:htpp://portuguesressucat.wordpress.com/2009/08/14/atividades-de-portugues/ ; acesso em 06/10/2012)
A respeito do texto lido, assinale a alternativa correta.
06
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