Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 3 15440691
IFAM Analista de Tecnologia da Informação 2025Um convite para se reencontrar
Por Sandra Cecília Peradelles
Caríssimo, este texto é sobre você. Sim, sobre sua existência, seu valor, sua essência. Um
lembrete de que, antes de qualquer coisa, há um protagonista na sua história. E esse
protagonista é você.
Existe uma linha finíssima, quase invisível, entre ser uma boa pessoa para si e ser uma
[5] boa pessoa apenas para os outros. De um lado, você se enxerga, se respeita, compreende que
tem dignidade e direito a ocupar espaço no mundo. Do outro, abre mão de si, se dissolve em
demandas alheias, esquece de existir enquanto serve. O brilho se apaga, a subserviência toma
conta, e você se torna um vulto de si mesmo.
Desprezar sua própria identidade é abrir caminho para o abismo. Um passo a mais para
[10] longe de si e, de repente, você se perde. No fundo desse buraco, tudo é escuro, nem sombra há
para lhe guiar. Mas, eis uma boa nova: se a escuridão for total, olhe para cima. A luz está lá. E
se o chão for enlameado, que sirva ao menos para o impulso de um salto. Afinal, não há outra
opção ______ sair dali.
O curioso é que a queda é fácil. A sociedade não se cansa de oferecer empurrõezinhos.
[15] Certamente, você já ouviu frases como: “seja humilde”, “ame o próximo”, “o amor é uma
prisão”, “o trabalho dignifica o homem”, “família acima de tudo”. Pequenos mantras repetidos
sem questionamento, talhados .... exaustão no tecido social.
Veja bem, eu não discordo dessas sentenças de todo. Elas carregam verdades que foram
moldadas por séculos. Mas me pergunto: ainda fazem sentido nos dias de hoje? Tomá-las como
[20] dogmas inquestionáveis é um convite .... ansiedade. É um chamado para o descontentamento e
a dependência de psicotrópicos.
Vamos decupar essas ideias. A quem serve um amor que é sofrimento? Que valor tem um
____________ que anula o próprio ser? Excesso de humildade pode transformar alguém em
tapete para ser pisado. O trabalho — que sim, pode ser dignificante — não pode ser a única
[25] fonte de dignidade. A família, por sua vez, não é uma bênção inquestionável; há laços de
sangue que machucam mais que qualquer estranho.
Não estou falando de negar o amor, o trabalho, a família. _____ de se colocar no centro
da própria existência. De compreender que nenhuma relação deve ser baseada na anulação de
um dos lados. Amar sim, mas sem se perder. Trabalhar sim, mas sem se consumir. Valorizar
[30] quem está por perto, mas sem se submeter .... relações que ferem.
Se você não se enxerga, se não reconhece o próprio valor, você não existe. E um ser
inexistente não ama de verdade, não constrói, não chega a lugar nenhum. Isso não é egoísmo.
É sobrevivência.
Em resumo, viver exige protagonismo. Dentro do equilíbrio de ser parte de uma sociedade,
[35] é essencial construir nossas próprias regras de ______. Tudo começa ao entender que somos
únicos, necessários e insubstituíveis para nós mesmos. Antes de fazer algo pelo mundo, é
preciso saber quem somos dentro dele.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/sandra-cecilia-peradelles/noticia/2025/02/umconvite-para-se-reencontrar.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas nas linhas 17, 20 e 30.
Questão 2 15440687
IFAM Analista de Tecnologia da Informação 2025Um convite para se reencontrar
Por Sandra Cecília Peradelles
Caríssimo, este texto é sobre você. Sim, sobre sua existência, seu valor, sua essência. Um
lembrete de que, antes de qualquer coisa, há um protagonista na sua história. E esse
protagonista é você.
Existe uma linha finíssima, quase invisível, entre ser uma boa pessoa para si e ser uma
[5] boa pessoa apenas para os outros. De um lado, você se enxerga, se respeita, compreende que
tem dignidade e direito a ocupar espaço no mundo. Do outro, abre mão de si, se dissolve em
demandas alheias, esquece de existir enquanto serve. O brilho se apaga, a subserviência toma
conta, e você se torna um vulto de si mesmo.
Desprezar sua própria identidade é abrir caminho para o abismo. Um passo a mais para
[10] longe de si e, de repente, você se perde. No fundo desse buraco, tudo é escuro, nem sombra há
para lhe guiar. Mas, eis uma boa nova: se a escuridão for total, olhe para cima. A luz está lá. E
se o chão for enlameado, que sirva ao menos para o impulso de um salto. Afinal, não há outra
opção ______ sair dali.
O curioso é que a queda é fácil. A sociedade não se cansa de oferecer empurrõezinhos.
[15] Certamente, você já ouviu frases como: “seja humilde”, “ame o próximo”, “o amor é uma
prisão”, “o trabalho dignifica o homem”, “família acima de tudo”. Pequenos mantras repetidos
sem questionamento, talhados .... exaustão no tecido social.
Veja bem, eu não discordo dessas sentenças de todo. Elas carregam verdades que foram
moldadas por séculos. Mas me pergunto: ainda fazem sentido nos dias de hoje? Tomá-las como
[20] dogmas inquestionáveis é um convite .... ansiedade. É um chamado para o descontentamento e
a dependência de psicotrópicos.
Vamos decupar essas ideias. A quem serve um amor que é sofrimento? Que valor tem um
____________ que anula o próprio ser? Excesso de humildade pode transformar alguém em
tapete para ser pisado. O trabalho — que sim, pode ser dignificante — não pode ser a única
[25] fonte de dignidade. A família, por sua vez, não é uma bênção inquestionável; há laços de
sangue que machucam mais que qualquer estranho.
Não estou falando de negar o amor, o trabalho, a família. _____ de se colocar no centro
da própria existência. De compreender que nenhuma relação deve ser baseada na anulação de
um dos lados. Amar sim, mas sem se perder. Trabalhar sim, mas sem se consumir. Valorizar
[30] quem está por perto, mas sem se submeter .... relações que ferem.
Se você não se enxerga, se não reconhece o próprio valor, você não existe. E um ser
inexistente não ama de verdade, não constrói, não chega a lugar nenhum. Isso não é egoísmo.
É sobrevivência.
Em resumo, viver exige protagonismo. Dentro do equilíbrio de ser parte de uma sociedade,
[35] é essencial construir nossas próprias regras de ______. Tudo começa ao entender que somos
únicos, necessários e insubstituíveis para nós mesmos. Antes de fazer algo pelo mundo, é
preciso saber quem somos dentro dele.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/sandra-cecilia-peradelles/noticia/2025/02/umconvite-para-se-reencontrar.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Leia a tirinha e as asserções a seguir e analise sua relação com o texto.

Fonte: conversadegentemiuda.wordpress.com/2015/11/30/empatia/
I. Tanto a tirinha quanto o texto abordam a importância do relacionamento consigo mesmo e com os outros.
CONTUDO
II. O texto aborda a valorização de si mesmo, e a tirinha, a empatia com os outros.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Questão 1 15440666
IFAM Analista de Tecnologia da Informação 2025Um convite para se reencontrar
Por Sandra Cecília Peradelles
Caríssimo, este texto é sobre você. Sim, sobre sua existência, seu valor, sua essência. Um
lembrete de que, antes de qualquer coisa, há um protagonista na sua história. E esse
protagonista é você.
Existe uma linha finíssima, quase invisível, entre ser uma boa pessoa para si e ser uma
[5] boa pessoa apenas para os outros. De um lado, você se enxerga, se respeita, compreende que
tem dignidade e direito a ocupar espaço no mundo. Do outro, abre mão de si, se dissolve em
demandas alheias, esquece de existir enquanto serve. O brilho se apaga, a subserviência toma
conta, e você se torna um vulto de si mesmo.
Desprezar sua própria identidade é abrir caminho para o abismo. Um passo a mais para
[10] longe de si e, de repente, você se perde. No fundo desse buraco, tudo é escuro, nem sombra há
para lhe guiar. Mas, eis uma boa nova: se a escuridão for total, olhe para cima. A luz está lá. E
se o chão for enlameado, que sirva ao menos para o impulso de um salto. Afinal, não há outra
opção ______ sair dali.
O curioso é que a queda é fácil. A sociedade não se cansa de oferecer empurrõezinhos.
[15] Certamente, você já ouviu frases como: “seja humilde”, “ame o próximo”, “o amor é uma
prisão”, “o trabalho dignifica o homem”, “família acima de tudo”. Pequenos mantras repetidos
sem questionamento, talhados .... exaustão no tecido social.
Veja bem, eu não discordo dessas sentenças de todo. Elas carregam verdades que foram
moldadas por séculos. Mas me pergunto: ainda fazem sentido nos dias de hoje? Tomá-las como
[20] dogmas inquestionáveis é um convite .... ansiedade. É um chamado para o descontentamento e
a dependência de psicotrópicos.
Vamos decupar essas ideias. A quem serve um amor que é sofrimento? Que valor tem um
____________ que anula o próprio ser? Excesso de humildade pode transformar alguém em
tapete para ser pisado. O trabalho — que sim, pode ser dignificante — não pode ser a única
[25] fonte de dignidade. A família, por sua vez, não é uma bênção inquestionável; há laços de
sangue que machucam mais que qualquer estranho.
Não estou falando de negar o amor, o trabalho, a família. _____ de se colocar no centro
da própria existência. De compreender que nenhuma relação deve ser baseada na anulação de
um dos lados. Amar sim, mas sem se perder. Trabalhar sim, mas sem se consumir. Valorizar
[30] quem está por perto, mas sem se submeter .... relações que ferem.
Se você não se enxerga, se não reconhece o próprio valor, você não existe. E um ser
inexistente não ama de verdade, não constrói, não chega a lugar nenhum. Isso não é egoísmo.
É sobrevivência.
Em resumo, viver exige protagonismo. Dentro do equilíbrio de ser parte de uma sociedade,
[35] é essencial construir nossas próprias regras de ______. Tudo começa ao entender que somos
únicos, necessários e insubstituíveis para nós mesmos. Antes de fazer algo pelo mundo, é
preciso saber quem somos dentro dele.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/sandra-cecilia-peradelles/noticia/2025/02/umconvite-para-se-reencontrar.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. Pode-se afirmar que o texto é uma crônica, tendo em vista que se trata de uma abordagem pessoal a respeito de um tema cotidiano.
II. A autora apresenta profundo embasamento teórico e científico para suas afirmações, o que se percebe pelas citações que o texto traz.
III. Os ditos populares trazidos pela autora são parcialmente aceitos por ela, que questiona sua validade na contemporaneidade.
Quais estão corretas?
Questão 21 15440338
CBNB 1 ano Ensino Médio 2025TEXTO
Os recordes de Phelps, as proezas soviéticas: o que dizem os números das Olimpíadas
O nadador americano tem mais medalhas de ouro que a Argentina
Gabriel Gama, Amanda Gorziza e Renata Buono
A primeira edição dos Jogos Olímpicos da era moderna foi realizada em 1896, em Atenas. Participaram 241 atletas, todos homens, representando catorze países. De lá para cá, tudo mudou. A Olimpíada deste ano, em Paris, receberá em torno de 10 mil atletas de mais de duzentos países – e com a maior participação feminina da história, estima-se. Na liderança do quadro de medalhas estão os Estados Unidos, que subiram ao pódio 2.655 vezes. A União Soviética, que deixou de existir há mais de trinta anos, continua na segunda posição, com 1.010 medalhas. O Brasil tem 150. Confira os dados do =igualdades.

O Brasil ocupa a 28ª posição no ranking geral de medalhas olímpicas. Tem o equivalente a 5,6% das medalhas dos Estados Unidos, que encabeçam a lista com folga desde a extinção da União Soviética. O top 10, como se vê, ainda é dominado por países europeus. […]
Michael Phelps, hoje com 38 anos, participou de cinco edições das Olimpíadas, entre 2000 e 2016. No seu auge, em Pequim, em 2008, conquistou 8 medalhas de ouro – maior marca registrada para um atleta numa única edição. A soviética Larissa Latynina, hoje com 89 anos de idade, participou de três edições entre 1956 e 1964 e obteve 18 medalhas. […]

O Brasil tem acompanhado essa evolução. Na última edição das Olimpíadas, em Tóquio, a delegação brasileira teve o maior percentual de mulheres da história: 49%. Das 21 medalhas que o país obteve naquele ano, 9 foram conquistadas por mulheres. [...]
Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/igualdades-olimpiadas-phelps-medalhas-brasil/. Acesso em: 12 jun. 2024.
Observe os períodos abaixo, retirados da reportagem da Revista Piauí, texto, atentando para a sua construção:
I. “O nadador americano tem mais medalhas de ouro que a Argentina”
II. “A soviética Larissa Latynina, hoje com 89 anos de idade, participou de três edições entre 1956 e 1964 e obteve 18 medalhas.”
III. “O top 10, como se vê, ainda é dominado por países europeus.”
Em relação aos três períodos em destaque, pode-se afirmar que:
Questão 19 15440327
CBNB 1 ano Ensino Médio 2025TEXTO
Os recordes de Phelps, as proezas soviéticas: o que dizem os números das Olimpíadas
O nadador americano tem mais medalhas de ouro que a Argentina
Gabriel Gama, Amanda Gorziza e Renata Buono
A primeira edição dos Jogos Olímpicos da era moderna foi realizada em 1896, em Atenas. Participaram 241 atletas, todos homens, representando catorze países. De lá para cá, tudo mudou. A Olimpíada deste ano, em Paris, receberá em torno de 10 mil atletas de mais de duzentos países – e com a maior participação feminina da história, estima-se. Na liderança do quadro de medalhas estão os Estados Unidos, que subiram ao pódio 2.655 vezes. A União Soviética, que deixou de existir há mais de trinta anos, continua na segunda posição, com 1.010 medalhas. O Brasil tem 150. Confira os dados do =igualdades.

O Brasil ocupa a 28ª posição no ranking geral de medalhas olímpicas. Tem o equivalente a 5,6% das medalhas dos Estados Unidos, que encabeçam a lista com folga desde a extinção da União Soviética. O top 10, como se vê, ainda é dominado por países europeus. […]
Michael Phelps, hoje com 38 anos, participou de cinco edições das Olimpíadas, entre 2000 e 2016. No seu auge, em Pequim, em 2008, conquistou 8 medalhas de ouro – maior marca registrada para um atleta numa única edição. A soviética Larissa Latynina, hoje com 89 anos de idade, participou de três edições entre 1956 e 1964 e obteve 18 medalhas. […]

O Brasil tem acompanhado essa evolução. Na última edição das Olimpíadas, em Tóquio, a delegação brasileira teve o maior percentual de mulheres da história: 49%. Das 21 medalhas que o país obteve naquele ano, 9 foram conquistadas por mulheres. [...]
Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/igualdades-olimpiadas-phelps-medalhas-brasil/. Acesso em: 12 jun. 2024.
No último parágrafo da reportagem da Revista Piauí, texto, aparece o substantivo “evolução”.
Sobre o emprego dessa palavra, é possível afirmar que sua abrangência:
Questão 15 15440305
CBNB 1 ano Ensino Médio 2025TEXTO
Você vai assistir à Olimpíada de Pequim?
SIM
A Olimpíada é a vida – melhorada.
Moacyr Scliar
VOU, SIM, assistir à Olimpíada (pela tevê, naturalmente). Vou torcer por nossos atletas. Vou vibrar e sei que, em alguns momentos, vou me emocionar. Por quê? De onde tiro essa certeza, que é a de milhões de pessoas em todo o mundo?
No meu caso, a resposta está num nome, hoje pouco lembrado: Abebe Bikila. Etíope, ex-pastor de ovelhas e depois militar, foi o primeiro atleta a vencer duas maratonas olímpicas e é considerado por muitos o maior maratonista de todos os tempos.
Bom, vocês dirão, grandes atletas existem, isso não chega a ser novidade. Mas Bikila era diferente. Esse homenzinho pequeno, magro, franzino, nascido em um dos países mais pobres do mundo, assombrou o público na maratona de 1960, em Roma, porque correu pelas ruas da cidade eterna descalço. Isso mesmo, descalço. E, descalço, ele chegou quatro minutos antes do segundo colocado; descalço, declarou que poderia correr mais dez quilômetros sem problemas.
Na maratona seguinte, em Tóquio, ele convalescia de uma cirurgia de apêndice realizada cinco semanas antes. Mas correu, e novamente venceu.
Dessa vez teve de usar tênis por imposição dos juízes. E só não venceu a terceira maratona, na Cidade do México, porque, depois de correr 17 quilômetros, fraturou a perna esquerda e teve de desistir.
Uma outra e irônica tragédia o aguardava. Em 1969, dirigindo o carro que ganhara do governo, teve um acidente que o deixou paralisado do pescoço para baixo. Os pés o consagraram, um automóvel foi a sua nêmese, o instrumento de sua desgraça.
Olimpíadas são eventos mundiais.
Conotações sociais, políticas, ideológicas são inevitáveis; boicotes e até atentados (Munique, 1972: 11 atletas israelenses mortos por terroristas) podem ocorrer. Já em 1936, Hitler tentara transformar a Olimpíada de Berlim num vasto espetáculo de propaganda nazista. Mas algo estragou, ainda que parcialmente, o deleite dos arianos: o fato de o atleta americano Jesse Owens ter ganho quatro medalhas de ouro nas provas de corrida.
Como Abebe Bikila, Jesse Owens era negro; neto de escravos, filho de um humilde trabalhador agrícola.
Bikila e Owens não foram, e não são, casos isolados. Para milhares de jovens, inclusive e principalmente no Brasil, o esporte, e sobretudo o esporte olímpico, é o caminho da auto-afirmação, da restauração da dignidade pessoal. E o instrumento para isso é aquilo que o ser humano possui de mais autêntico: o próprio corpo.
É o corpo que tem de responder ao desafio. Na verdade, o atleta não está só competindo com outros; está competindo consigo próprio. Está pedindo a seu tronco, seus braços, suas pernas, seus músculos, seus nervos que o ajudem a mostrar aos outros o que ele vale. Quando o peito do corredor rompe a fita na chegada da prova, não se trata apenas de uma vitória mensurável em minutos e segundos. Trata-se de libertação. É o momento em que a pessoa se liberta da carga pesada representada por um passado de pobreza, de privações, de humilhação.
Vocês dirão que o esporte não corrige as distorções, não redistribui a renda. Mas corrige distorções emocionais e sociais, representadas pelo preconceito; e redistribui auto-estima. É pouco? Talvez seja, mas é um primeiro passo.
E nós? Nós, os espectadores, sentados em nossas poltronas, diante da tevê? Para nós, a Olimpíada é igualmente importante. Não só porque representa um puxão de orelhas no sedentário (‘Puxa vida, está na hora de eu começar a caminhar pelo parque’), coisa que ajuda a saúde pública, mas também porque, de algum modo, participamos no que ocorre nos estádios.
Sabemos que a vida é dura, cheia de problemas. Mas então pensamos no Abebe Bikila correndo de pés descalços sobre as pedras de Roma. Pensamos no que são as solas daqueles pés, enrijecidas por anos de caminhada e corrida sobre pedregulhos, sobre áspera areia, sobre espinhos. São um símbolo de resistência, esses pés. São pés que, transportando gente humilde, levam-nas longe no caminho da esperança, fazem-nas subir ao pódio de onde se pode, ao menos por um momento, divisar novos horizontes.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0908200809.htm. Acesso em: 04 jun. 2024 - Adaptado.
Analisando-se a subordinação de orações desenvolvidas, observa-se que as adjetivas são introduzidas pelos pronomes relativos.
Diante desse conhecimento, assinale a alternativa em que o único conector destacado NÃO introduz esse tipo de oração.
06
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