Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 1 10775076
UTFPR Inverno 2013/1LEIA ATENTAMENTE O TEXTO A SEGUIR QUE SERVE DE BASE PARA A QUESTÃO.
É preciso rejeitar a despamonhalização da vida.
Sempre que se fala em filosofia, imagina-se uma dedicação a coisas que são esotéricas, abstratas. Mas a filosofia nasce, na origem, a partir do autoconhecimento. É preciso lembrar aquele que é o grande pensador da Antiguidade, Sócrates. Uma de suas ideias centrais era a do “conhece-te a ti mesmo” que, aliás, era uma inscrição no templo de Apolo. Conhece-te a ti mesmo, saiba sobre si, tenha autoconhecimento. E, ao mesmo tempo, suspeite daquilo que é óbvio. A filosofia é a capacidade de pensar um pouco sobre os porquês das coisas, em vez de se contentar com os “comos”. A filosofia busca a capacidade de indagar.
Nós vivemos em um mundo, especialmente por conta das plataformas digitais, em que a lógica é a do “tudo já, agora ao mesmo tempo junto”. Uma das coisas que leva à perda de noção de tempo e processo é o que chamo de despamonhalização da vida. Nós paramos de fazer pamonha e passamos a comprá-la pronta em nome de algo que é prático. Nem sempre o prático é o certo. Muitas vezes o prático é só o prático. É mais prático furtar do que trabalhar, colar do que estudar, copiar do que ter que pesquisar. Em nome do prático começamos a utilizar como critério tudo aquilo que é imediato. Quando se fazia pamonha, passávamos o dia inteiro juntos. Os homens saíam de manhã, iam buscar milho na roça, arrancavam a palha. As crianças tiravam o cabelinho que ficava no meio. As mulheres tinham o trabalho mais complicado que era ralar o milho e costurar um saquinho de palha. Fazíamos isso das sete da manhã até às quatro da tarde, que era quando comíamos a pamonha. A finalidade de fazer pamonha não era comer pamonha, era ficar junto o dia todo. Crianças e jovens aprendiam que para que uma pamonha aparecesse era preciso tempo, trabalho, convivência, divisão de tarefas.
A ideia da pamonha é evitar aquilo que chamo de miojização da vida, a vida miojo. Hoje um jovem imagina que para fazer uma pesquisa ele dá uma “googleada” e pronto. Não. A Internet é um poderoso meio de começo de pesquisa, não de término. Enfim, essa miojização do mundo corresponde a uma despamonhalização da vida, que é preciso rejeitar.
(Excertos da entrevista de Mario Sergio Cortella, em Papo Cabeça. Almanaque Brasil de Cultura Popular. Ano 13, no 153, janeiro de 2012, pp. 12-3.)
De acordo com o texto, é correto afirmar que:
Questão 20 10736588
CMR 6º Ano - Português 2013Texto
Tirinha do Calvin

Disponivel em http:/ftiras-do-calvin .tumbir.com. Acesso em 05 out 2013.
O exame dos elementos verbais e não verbais da tirinha permitem deduzir que o PAI e o FILHO assumem posturas diferentes.
Estas podem ser sintetizadas, RESPECTIVAMENTE, pelos substantivos
Questão 13 10735925
CMRJ 6º Ano - Português 2013TEXTO

Capa do livro de João Mauel Ribeiro escaneada.
Cibernauta
João Manuel Ribeiro
Do meu computador
fiz nave espacial,
da nave fiz casa,
da casa fiz asa,
[5] da asa fiz voo,
do voo fiz ilusão
- e nunca saí do chão.
‘’Cibernauta” é uma palavra nova, criada a partir de outras que já existem.
As palavras a seguir, retiradas do dicionário ou do uso cotidiano, são algumas delas: “Ciberespaço: ambiente virtual criado por uma rede de computadores.”; “Internauta: que navega pela internet.” De acordo com essas informações, o significado de “Cibernauta” seria
Questão 15 10728078
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2013A questão refere-se ao texto abaixo.
̶ Vejam como Deus escreve direito por linhas tortas, pensa ele. Se a mana Piedade tem casado com Quincas Borba, apenas me daria uma esperança colateral. Não casou; ambos morreram, e aqui está tudo comigo; de modo que o que parecia uma desgraça...
Que abismo que há entre o espírito e o coração! O espírito do ex-professor, vexado daquele pensamento, arrepiou caminho, buscou outro assunto, uma canoa que ia passando; o coração, porém, deixou-se estar a bater de alegria. Que lhe importa a canoa nem o canoeiro, que os olhos de Rubião acompanham, arregalados? Ele, o coração, vai dizendo que, uma vez que a mana Piedade tinha de morrer, foi bom que não se casasse [...]
Machado de Assis. Quincas Borba. São Paulo, FTD, 1992.
Considere as afirmações abaixo sobre o fragmento: “Ele, o coração, vai dizendo que, uma vez que a mana Piedade [...]” (2° parágrafo):
I. A palavra “coração” desempenha função sintática de aposto e explica o pronome pessoal reto (ele).
II. Caso omitíssemos a palavra “coração” após o pronome “ele”, geraria um problema de sentidos: a frase se tornaria ambígua, pois não seria possível saber se o pronome estaria se referindo ao coração de Rubião ou ao próprio Rubião.
III. Se o substantivo “coração” fosse retirado, ficaria “Ele vai dizendo que...”, o pronome “ele” estaria se referindo ao próprio personagem Rubião.
Quais são corretas?
Questão 9 10728061
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2013Observe esta charge de Enio, publicada na Gazeta de Alagoas, de 03.10.2012, e responda à questão.

Marque a alternativa que apresenta erro quanto à análise sintática dos elementos textuais.
Questão 6 10728005
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2013Leia este texto de Moacyr Scliar, para responder à questão.
A VIDA ENTRE PARÊNTESES
Leitor pergunta por que uso tantos
parênteses nas minhas crónicas (leitores inteligentes
[5] conseguem descobrir no texto particularidades
significativas). A pergunta me fez pensar (não chega a
ser um evento raro na minha existência, mas pensar
entre parênteses não era algo que eu fizesse com
frequência). E então me dei conta de que os sinais
[10] gráficos, mais que as letras (por muito importantes
que estas sejam), veiculam emoções. Quanta emoção
numa exclamação! E pode haver dúvida maior que a
do ponto de interrogação? Sobre isto sempre somos
reticentes... Mas temos que admitir que certos sinais,
[15] como, por exemplo, a virgula, esta pequenina
serpente que, de espaço em espaço, atravessa o
caminho, sempre acidentado, de nossa frase, é uma
evidência, não muito clara, decerto, mas evidência,
sim, de nossa indecisão.
[20] Já os parênteses (a discussão a respeito foi
propositalmente omitida no parágrafo anterior) têm
uma significação (alguns não admitirão que é uma
significação, mas enfim), os parênteses, dizia eu
quando os parênteses me interromperam, traduzem
[25] não apenas uma forma de escrever, mas (o que é
mais importante) um modo de viver. Sim, porque se
pode viver (ainda que não plenamente) entre
parênteses. O garoto (ah, esses garotos) que no meio
do tema se distrai pensando na sua coleguinha
[30](aquela lindíssima) está vivendo entre parênteses. O
executivo que, no meio da tarde (nessas horas que os
americanos chamam de 'menores mas que para muitos são as maiores), sai para uma escapada (e
deem a esta escapada a interpretação que vocês
[35] quiserem) está vivendo como? (A pergunta era para
ficar soando retoricamente, mas não me furto a dar
aqui a resposta: entre parênteses.)
Sim, confesso: gosto de parênteses (deve
ser uma espécie de perversão). Uma vez escrevi um
[40] livro chamado (O ciclo das águas). O titulo era assim
mesmo, entre parênteses, (eu queria simbolizar com
isto um ciclo fechado). Deu tanta confusão que, nas
edições seguintes, tive de tirar os parênteses (para
escapar dos parênteses, só mesmo assim, em novas
[45] edições. Lamentável é que a vida tenha uma única
edição. Muitas vezes esgotada. Muitas vezes entre
parênteses).
Zero Hora, 05/02/1992, p.5
A vírgula é empregada para isolar o adjunto adverbial deslocado. Em apenas uma alternativa, o emprego da vírgula, nos trechos destacados, não atende a essa justificativa.
Assinale-a.
06
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