Questões de EFAF Português
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Questão 6 15407216
Colégio Pedro II 2023Texto
VALORES
[1] Eu começo este cordel
perguntando agoniado:
porque os nossos valores
são tão desvalorizados?
[5] Quanto vale a honestidade?
Qual o preço da bondade?
Quanto custa ser do bem?
Vivemos a decadência
de um povo que, em sua essência,
[10] só faz o que lhe convém...
Será mesmo tão difícil
pra gente compreender
que quando se ajuda alguém
o ajudado é você?
[15] Será mesmo que enganar
é melhor que ajudar?
Será que não tem mais jeito
de aprender essa lição
consertando o coração
[20] que bate no nosso peito?
[...]
Trabalhar, vencer na vida
é uma estrada comprida...
E ser rico não é feio.
Foi mesmo é esquecer
[25] do que Deus deu pra você
pra desejar o alheio.
Tudo aquilo que vem fácil
facilmente se desfaz,
o vento que às vezes leva
[30] é o mesmo vento que traz.
Seja justo, paciente,
seja um cidadão decente,
pois é na dificuldade
que a gente aprende a viver
[35] e assim pode saber
o valor real da verdade.
BESSA, B Disponível em: https://www.tudoepoema.com.br. Acesso em: 6 out. 2022
Em seu poema, Bráulio Bessa faz uma crítica à sociedade na qual ele também está inserido, assim como aqueles que o leem. Por isso, inclusive, o poeta faz uso frequente da 1a pessoa do plural.
Dos versos a seguir, aquele em que a palavra destacada representa essa ideia de "nós" é:
Questão 5 15407215
Colégio Pedro II 2023Texto
QUEM COLA SAI DA ESCOLA?
[1] A “cola” na escola é a prática de furtar ideias e respostas alheias nas situações de
avaliação. Trata-se de um fenômeno tão recorrente que gera a palavra de ordem dos
corredores: “quem não cola não sai da escola”.
A recorrência do fenômeno sugere que a prática da cola seria ou um problema menor,
[5] ou um problema insolúvel. Aqueles que a veem como problema menor defendem que muitas
vezes a cola pode até estimular a [5] criatividade dos alunos, tantos são os meios inventados
para burlar a vigilância de professores e inspetores. Aqueles que a veem como problema
insolúvel defendem que a essência do ser humano é ruim, logo, se faz necessário aumentar
o controle para que os alunos, pelo menos, colem menos.
[10] De fato, trata-se de um problema. Defendo, no entanto, esse problema não é nem
menor, nem insolúvel.
Por que a cola não é um problema menor? Porque através da sua prática o futuro
cidadão “aprende” a desonestidade intelectual, exatamente a matriz de todo tipo de
corrupção que assola o país. Através da prática da cola o futuro cidadão aprende a subornar,
[15] a aceitar suborno e a avançar o sinal vermelho. Minimizar a importância da cola implica
minimizar suas graves consequências para toda a sociedade.
Por que a cola não é um problema insolúvel? Porque ela é fabricada pela própria
escola, que dela precisa para estruturar e justificar seu complexo sistema de controle e
poder. Na verdade, a cola é a sombra da própria escola. Se percebermos como isso
[20] acontece, podemos mudar as práticas escolares que instituem e promovem a cola.
Na escola são tantas as disciplinas que o conhecimento fica todo esfacelado. Nenhum
professor pode dar conta de toda a matéria que se ensina aos alunos em todas as disciplinas,
mas todos os professores exigem que seus alunos deem conta do que eles mesmos não
conseguem. […]
[25] O aluno, pressionado por tanto exame de tanta matéria, e ao mesmo tempo
percebendo que seus professores não sabem tudo o que eles teriam de saber, tenta escapar
pela cola. A escola então se vê obrigada a criar mecanismos de repressão à cola.
No entanto, como quem passou pela escola sabe bem, esses mecanismos são em
geral ineficientes. Um número muito pequeno de alunos é “pego” colando, o suficiente
[30] apenas para manter a impressão de repressão. Punem-se somente aqueles que colam muito
mal. Isso significa que professores e inspetores são bobos?
Não. Na verdade, o controle deficiente da cola revela-se um procedimento eficiente de
promovê-la. Promove-se assim a desonestidade e, ao mesmo tempo, a dependência
intelectual. Quando consegue colar, o aluno comemora sua vitória sobre o professor, sem
[35] perceber que introjeta tanto a desonestidade quanto a insegurança. Sua vitória é uma
derrota. Quem cola, na verdade, não sai da escola, porque fica preso dentro do seu sistema
viciado e viciante.
[…] Não acho que a cola torne ninguém mais esperto. A prática da cola fabrica antes
pessoas simultaneamente desonestas e inseguras. Logo, sou contra a cola. Mas também
[40] sou contra a repressão à cola, porque ela na verdade estimula essa prática. O que fazer?
Como sempre, a solução encontra na raiz do problema. Essa raiz deve ser arrancada.
Para fazê-lo, devemos modificar as condições escolares que criam e promovem a cola.
BERNARDO, G Disponível em: https://revista.vestibular.uerj.br. Acesso em: 6 out. 2022 (adaptado)
“Defendo, no entanto, que esse problema não é nem menor, nem insolúvel.” (linhas 10-11)
O conectivo destacado poderia ser substituído, mantendo o seu sentido original, por
Questão 4 15407214
Colégio Pedro II 2023Texto
QUEM COLA SAI DA ESCOLA?
[1] A “cola” na escola é a prática de furtar ideias e respostas alheias nas situações de
avaliação. Trata-se de um fenômeno tão recorrente que gera a palavra de ordem dos
corredores: “quem não cola não sai da escola”.
A recorrência do fenômeno sugere que a prática da cola seria ou um problema menor,
[5] ou um problema insolúvel. Aqueles que a veem como problema menor defendem que muitas
vezes a cola pode até estimular a [5] criatividade dos alunos, tantos são os meios inventados
para burlar a vigilância de professores e inspetores. Aqueles que a veem como problema
insolúvel defendem que a essência do ser humano é ruim, logo, se faz necessário aumentar
o controle para que os alunos, pelo menos, colem menos.
[10] De fato, trata-se de um problema. Defendo, no entanto, esse problema não é nem
menor, nem insolúvel.
Por que a cola não é um problema menor? Porque através da sua prática o futuro
cidadão “aprende” a desonestidade intelectual, exatamente a matriz de todo tipo de
corrupção que assola o país. Através da prática da cola o futuro cidadão aprende a subornar,
[15] a aceitar suborno e a avançar o sinal vermelho. Minimizar a importância da cola implica
minimizar suas graves consequências para toda a sociedade.
Por que a cola não é um problema insolúvel? Porque ela é fabricada pela própria
escola, que dela precisa para estruturar e justificar seu complexo sistema de controle e
poder. Na verdade, a cola é a sombra da própria escola. Se percebermos como isso
[20] acontece, podemos mudar as práticas escolares que instituem e promovem a cola.
Na escola são tantas as disciplinas que o conhecimento fica todo esfacelado. Nenhum
professor pode dar conta de toda a matéria que se ensina aos alunos em todas as disciplinas,
mas todos os professores exigem que seus alunos deem conta do que eles mesmos não
conseguem. […]
[25] O aluno, pressionado por tanto exame de tanta matéria, e ao mesmo tempo
percebendo que seus professores não sabem tudo o que eles teriam de saber, tenta escapar
pela cola. A escola então se vê obrigada a criar mecanismos de repressão à cola.
No entanto, como quem passou pela escola sabe bem, esses mecanismos são em
geral ineficientes. Um número muito pequeno de alunos é “pego” colando, o suficiente
[30] apenas para manter a impressão de repressão. Punem-se somente aqueles que colam muito
mal. Isso significa que professores e inspetores são bobos?
Não. Na verdade, o controle deficiente da cola revela-se um procedimento eficiente de
promovê-la. Promove-se assim a desonestidade e, ao mesmo tempo, a dependência
intelectual. Quando consegue colar, o aluno comemora sua vitória sobre o professor, sem
[35] perceber que introjeta tanto a desonestidade quanto a insegurança. Sua vitória é uma
derrota. Quem cola, na verdade, não sai da escola, porque fica preso dentro do seu sistema
viciado e viciante.
[…] Não acho que a cola torne ninguém mais esperto. A prática da cola fabrica antes
pessoas simultaneamente desonestas e inseguras. Logo, sou contra a cola. Mas também
[40] sou contra a repressão à cola, porque ela na verdade estimula essa prática. O que fazer?
Como sempre, a solução encontra na raiz do problema. Essa raiz deve ser arrancada.
Para fazê-lo, devemos modificar as condições escolares que criam e promovem a cola.
BERNARDO, G Disponível em: https://revista.vestibular.uerj.br. Acesso em: 6 out. 2022 (adaptado)
“A recorrência do fenômeno sugere que a prática da cola seria ou um problema menor ou um problema insolúvel.” (linhas 4-5)
A palavra destacada no trecho citado acima é um elemento coesivo que retoma os seguintes termos, presentes no 1º parágrafo:
Questão 3 15407213
Colégio Pedro II 2023Texto
QUEM COLA SAI DA ESCOLA?
[1] A “cola” na escola é a prática de furtar ideias e respostas alheias nas situações de
avaliação. Trata-se de um fenômeno tão recorrente que gera a palavra de ordem dos
corredores: “quem não cola não sai da escola”.
A recorrência do fenômeno sugere que a prática da cola seria ou um problema menor,
[5] ou um problema insolúvel. Aqueles que a veem como problema menor defendem que muitas
vezes a cola pode até estimular a [5] criatividade dos alunos, tantos são os meios inventados
para burlar a vigilância de professores e inspetores. Aqueles que a veem como problema
insolúvel defendem que a essência do ser humano é ruim, logo, se faz necessário aumentar
o controle para que os alunos, pelo menos, colem menos.
[10] De fato, trata-se de um problema. Defendo, no entanto, esse problema não é nem
menor, nem insolúvel.
Por que a cola não é um problema menor? Porque através da sua prática o futuro
cidadão “aprende” a desonestidade intelectual, exatamente a matriz de todo tipo de
corrupção que assola o país. Através da prática da cola o futuro cidadão aprende a subornar,
[15] a aceitar suborno e a avançar o sinal vermelho. Minimizar a importância da cola implica
minimizar suas graves consequências para toda a sociedade.
Por que a cola não é um problema insolúvel? Porque ela é fabricada pela própria
escola, que dela precisa para estruturar e justificar seu complexo sistema de controle e
poder. Na verdade, a cola é a sombra da própria escola. Se percebermos como isso
[20] acontece, podemos mudar as práticas escolares que instituem e promovem a cola.
Na escola são tantas as disciplinas que o conhecimento fica todo esfacelado. Nenhum
professor pode dar conta de toda a matéria que se ensina aos alunos em todas as disciplinas,
mas todos os professores exigem que seus alunos deem conta do que eles mesmos não
conseguem. […]
[25] O aluno, pressionado por tanto exame de tanta matéria, e ao mesmo tempo
percebendo que seus professores não sabem tudo o que eles teriam de saber, tenta escapar
pela cola. A escola então se vê obrigada a criar mecanismos de repressão à cola.
No entanto, como quem passou pela escola sabe bem, esses mecanismos são em
geral ineficientes. Um número muito pequeno de alunos é “pego” colando, o suficiente
[30] apenas para manter a impressão de repressão. Punem-se somente aqueles que colam muito
mal. Isso significa que professores e inspetores são bobos?
Não. Na verdade, o controle deficiente da cola revela-se um procedimento eficiente de
promovê-la. Promove-se assim a desonestidade e, ao mesmo tempo, a dependência
intelectual. Quando consegue colar, o aluno comemora sua vitória sobre o professor, sem
[35] perceber que introjeta tanto a desonestidade quanto a insegurança. Sua vitória é uma
derrota. Quem cola, na verdade, não sai da escola, porque fica preso dentro do seu sistema
viciado e viciante.
[…] Não acho que a cola torne ninguém mais esperto. A prática da cola fabrica antes
pessoas simultaneamente desonestas e inseguras. Logo, sou contra a cola. Mas também
[40] sou contra a repressão à cola, porque ela na verdade estimula essa prática. O que fazer?
Como sempre, a solução encontra na raiz do problema. Essa raiz deve ser arrancada.
Para fazê-lo, devemos modificar as condições escolares que criam e promovem a cola.
BERNARDO, G Disponível em: https://revista.vestibular.uerj.br. Acesso em: 6 out. 2022 (adaptado)
“A recorrência do fenômeno sugere que a prática da cola seria ou um problema menor, ou um problema insolúvel.” (linhas 4-5)
Na frase acima, o autor cria uma hipótese para analisar o problema discutido em seu texto: a cola.
A palavra que reforça a percepção de que se trata de uma hipótese é:
Questão 2 15407212
Colégio Pedro II 2023Texto
QUEM COLA SAI DA ESCOLA?
[1] A “cola” na escola é a prática de furtar ideias e respostas alheias nas situações de
avaliação. Trata-se de um fenômeno tão recorrente que gera a palavra de ordem dos
corredores: “quem não cola não sai da escola”.
A recorrência do fenômeno sugere que a prática da cola seria ou um problema menor,
[5] ou um problema insolúvel. Aqueles que a veem como problema menor defendem que muitas
vezes a cola pode até estimular a [5] criatividade dos alunos, tantos são os meios inventados
para burlar a vigilância de professores e inspetores. Aqueles que a veem como problema
insolúvel defendem que a essência do ser humano é ruim, logo, se faz necessário aumentar
o controle para que os alunos, pelo menos, colem menos.
[10] De fato, trata-se de um problema. Defendo, no entanto, esse problema não é nem
menor, nem insolúvel.
Por que a cola não é um problema menor? Porque através da sua prática o futuro
cidadão “aprende” a desonestidade intelectual, exatamente a matriz de todo tipo de
corrupção que assola o país. Através da prática da cola o futuro cidadão aprende a subornar,
[15] a aceitar suborno e a avançar o sinal vermelho. Minimizar a importância da cola implica
minimizar suas graves consequências para toda a sociedade.
Por que a cola não é um problema insolúvel? Porque ela é fabricada pela própria
escola, que dela precisa para estruturar e justificar seu complexo sistema de controle e
poder. Na verdade, a cola é a sombra da própria escola. Se percebermos como isso
[20] acontece, podemos mudar as práticas escolares que instituem e promovem a cola.
Na escola são tantas as disciplinas que o conhecimento fica todo esfacelado. Nenhum
professor pode dar conta de toda a matéria que se ensina aos alunos em todas as disciplinas,
mas todos os professores exigem que seus alunos deem conta do que eles mesmos não
conseguem. […]
[25] O aluno, pressionado por tanto exame de tanta matéria, e ao mesmo tempo
percebendo que seus professores não sabem tudo o que eles teriam de saber, tenta escapar
pela cola. A escola então se vê obrigada a criar mecanismos de repressão à cola.
No entanto, como quem passou pela escola sabe bem, esses mecanismos são em
geral ineficientes. Um número muito pequeno de alunos é “pego” colando, o suficiente
[30] apenas para manter a impressão de repressão. Punem-se somente aqueles que colam muito
mal. Isso significa que professores e inspetores são bobos?
Não. Na verdade, o controle deficiente da cola revela-se um procedimento eficiente de
promovê-la. Promove-se assim a desonestidade e, ao mesmo tempo, a dependência
intelectual. Quando consegue colar, o aluno comemora sua vitória sobre o professor, sem
[35] perceber que introjeta tanto a desonestidade quanto a insegurança. Sua vitória é uma
derrota. Quem cola, na verdade, não sai da escola, porque fica preso dentro do seu sistema
viciado e viciante.
[…] Não acho que a cola torne ninguém mais esperto. A prática da cola fabrica antes
pessoas simultaneamente desonestas e inseguras. Logo, sou contra a cola. Mas também
[40] sou contra a repressão à cola, porque ela na verdade estimula essa prática. O que fazer?
Como sempre, a solução encontra na raiz do problema. Essa raiz deve ser arrancada.
Para fazê-lo, devemos modificar as condições escolares que criam e promovem a cola.
BERNARDO, G Disponível em: https://revista.vestibular.uerj.br. Acesso em: 6 out. 2022 (adaptado)
“Trata-se de um fenômeno tão recorrente que gera a palavra de ordem dos corredores: “quem não cola não sai da escola”.” (linhas 2-3)
O trecho destacado no excerto acima é um conhecido ditado popular, citado pelo autor com a finalidade de
Questão 1 15407211
Colégio Pedro II 2023Texto
QUEM COLA SAI DA ESCOLA?
[1] A “cola” na escola é a prática de furtar ideias e respostas alheias nas situações de
avaliação. Trata-se de um fenômeno tão recorrente que gera a palavra de ordem dos
corredores: “quem não cola não sai da escola”.
A recorrência do fenômeno sugere que a prática da cola seria ou um problema menor,
[5] ou um problema insolúvel. Aqueles que a veem como problema menor defendem que muitas
vezes a cola pode até estimular a [5] criatividade dos alunos, tantos são os meios inventados
para burlar a vigilância de professores e inspetores. Aqueles que a veem como problema
insolúvel defendem que a essência do ser humano é ruim, logo, se faz necessário aumentar
o controle para que os alunos, pelo menos, colem menos.
[10] De fato, trata-se de um problema. Defendo, no entanto, esse problema não é nem
menor, nem insolúvel.
Por que a cola não é um problema menor? Porque através da sua prática o futuro
cidadão “aprende” a desonestidade intelectual, exatamente a matriz de todo tipo de
corrupção que assola o país. Através da prática da cola o futuro cidadão aprende a subornar,
[15] a aceitar suborno e a avançar o sinal vermelho. Minimizar a importância da cola implica
minimizar suas graves consequências para toda a sociedade.
Por que a cola não é um problema insolúvel? Porque ela é fabricada pela própria
escola, que dela precisa para estruturar e justificar seu complexo sistema de controle e
poder. Na verdade, a cola é a sombra da própria escola. Se percebermos como isso
[20] acontece, podemos mudar as práticas escolares que instituem e promovem a cola.
Na escola são tantas as disciplinas que o conhecimento fica todo esfacelado. Nenhum
professor pode dar conta de toda a matéria que se ensina aos alunos em todas as disciplinas,
mas todos os professores exigem que seus alunos deem conta do que eles mesmos não
conseguem. […]
[25] O aluno, pressionado por tanto exame de tanta matéria, e ao mesmo tempo
percebendo que seus professores não sabem tudo o que eles teriam de saber, tenta escapar
pela cola. A escola então se vê obrigada a criar mecanismos de repressão à cola.
No entanto, como quem passou pela escola sabe bem, esses mecanismos são em
geral ineficientes. Um número muito pequeno de alunos é “pego” colando, o suficiente
[30] apenas para manter a impressão de repressão. Punem-se somente aqueles que colam muito
mal. Isso significa que professores e inspetores são bobos?
Não. Na verdade, o controle deficiente da cola revela-se um procedimento eficiente de
promovê-la. Promove-se assim a desonestidade e, ao mesmo tempo, a dependência
intelectual. Quando consegue colar, o aluno comemora sua vitória sobre o professor, sem
[35] perceber que introjeta tanto a desonestidade quanto a insegurança. Sua vitória é uma
derrota. Quem cola, na verdade, não sai da escola, porque fica preso dentro do seu sistema
viciado e viciante.
[…] Não acho que a cola torne ninguém mais esperto. A prática da cola fabrica antes
pessoas simultaneamente desonestas e inseguras. Logo, sou contra a cola. Mas também
[40] sou contra a repressão à cola, porque ela na verdade estimula essa prática. O que fazer?
Como sempre, a solução encontra na raiz do problema. Essa raiz deve ser arrancada.
Para fazê-lo, devemos modificar as condições escolares que criam e promovem a cola.
BERNARDO, G Disponível em: https://revista.vestibular.uerj.br. Acesso em: 6 out. 2022 (adaptado)
No Texto, a opinião do autor pode ser resumida corretamente pela seguinte frase:
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