Questões de EFAF Português
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Questão 8364061
COTIL COTIL 2014 1 FaseU Gerais 2014
O ritmo do eterno
Nikos Kazantzakis
Lembro-me de uma manhã (01) em que eu havia descoberto (02) um casulo na casca de uma árvore, no momento em que a borboleta rompia o invólucro e se preparava para sair.
Esperei bastante tempo, mas estava demorando muito, e eu estava com pressa. Irritado, curvei-me e comecei a esquentar o casulo com meu hálito. Eu o esquentava e o milagre começou a acontecer diante de mim, a um ritmo mais rápido que o natural.
O invólucro se abriu, a borboleta saiu se arrastando e nunca hei de esquecer o horror que senti então: suas asas ainda não estavam abertas e com todo o seu corpinho que tremia, ela se esforçava para desdobrá-las.
Curvado por cima dela, eu a ajudava com o calor do meu hálito. Em vão. Era necessário um acidente natural e o desenrolar das asas devia ser feito lentamente ao sol – agora era tarde demais (03). Meu sopro obrigara a borboleta a se mostrar toda amarrotada, antes do tempo. Ela se agitou desesperada, alguns segundos depois morreu na palma da minha mão.
Aquele pequeno cadáver é, eu acho (04), o peso maior que tenho na consciência. Pois, hoje entendo bem isso, é um pecado mortal forçar as leis da natureza.
Temos que não nos apressar, não ficar impacientes, seguir com confiança o ritmo do Eterno.
Considerando o último parágrafo do texto, o autor expressa um(a):
O ritmo do eterno
Nikos Kazantzakis
Lembro-me de uma manhã (01) em que eu havia descoberto (02) um casulo na casca de uma árvore, no momento em que a borboleta rompia o invólucro e se preparava para sair.
Esperei bastante tempo, mas estava demorando muito, e eu estava com pressa. Irritado, curvei-me e comecei a esquentar o casulo com meu hálito. Eu o esquentava e o milagre começou a acontecer diante de mim, a um ritmo mais rápido que o natural.
O invólucro se abriu, a borboleta saiu se arrastando e nunca hei de esquecer o horror que senti então: suas asas ainda não estavam abertas e com todo o seu corpinho que tremia, ela se esforçava para desdobrá-las.
Curvado por cima dela, eu a ajudava com o calor do meu hálito. Em vão. Era necessário um acidente natural e o desenrolar das asas devia ser feito lentamente ao sol – agora era tarde demais (03). Meu sopro obrigara a borboleta a se mostrar toda amarrotada, antes do tempo. Ela se agitou desesperada, alguns segundos depois morreu na palma da minha mão.
Aquele pequeno cadáver é, eu acho (04), o peso maior que tenho na consciência. Pois, hoje entendo bem isso, é um pecado mortal forçar as leis da natureza.
Temos que não nos apressar, não ficar impacientes, seguir com confiança o ritmo do Eterno.
Questão 8364054
COTIL COTIL 2014 1 FaseU Gerais 2014

Segundo o contexto, só não se pode aceitar que Mafalda use o termo maquiagem com o sentido de indicar uma ação cujo objetivo seja o de:

Questão 8364053
COTIL COTIL 2014 1 FaseU Gerais 2014Jovens e velhos
Nelson Rodrigues
Às vezes, eu quero pensar que o jovem é uma figura antiga, obsoleta, espectral. Outras vezes, acontecem coisas que provam exatamente o contrário. O jovem está vivo, talvez mais vivo do que nunca. Ontem, dizia-me um amigo: - Meu filho toma droga! Você entende? Droga!
Ele falava, como se o filho fosse o único num mundo imaculado. Sabe, mas esquece, que no mesmo momento, no mundo inteiro, outros filhos, outros sobrinhos, outros netos, também tomam drogas e se autodestroem.
(...)
Comecei dizendo:
- O defeito do jovem é o velho. Ou pluralizando: são os velhos que, no momento, em toda parte e em qualquer idioma, corrompem os jovens.
(...)
Falo dos que erguem a cínica bandeira da imaturidade. Nem se pense que a idealização da imaturidade começa nos jornais, nas universidades, nas rádios, nas TVs, nos sermões. Não. Começa em casa. O moço começa a ter razão na altura da primeira chupeta e quase no berçário. Eu gostaria de saber qual teria sido o primeiro pai, mãe, ou tia, ou avó, ou cunhada, que inaugurou o Poder Jovem. O Poder Jovem é, portanto, anterior a si mesmo. Começa a exercitar a sua ferocidade muito antes, ainda na infância profunda. Há por aí toda uma geração de pequeninos possessos. São garotinhos de quatro, cinco anos, de uma intensa malignidade. Um dia, a família achou que a criança está certa quando mete a mão na cara da mãe, do pai, tia ou avó.
Outro dia, eu próprio vi uma cena admirável. Uma garotinha de cinco anos foi impedida de fazer não sei o quê. Como uma pequenina fera, investiu contra o pai, às caneladas. Desatinada, a mãe vai apanhar a menina e a carrega no colo. E então, acontece isto: a filha mete-lhe a mão na cara. Sempre digo que precisamos tirar o som da bofetada. Uma bofetada muda seria menos ultrajante. Mas a bofetada da garotinha estalou na cara materna. (Até hoje, não entendi como aquele pingo de gente foi capaz de bater com uma violência adulta.)
Fiquei olhando. Mas o episódio familiar não parou aí. A mãe, agarrada à filhinha, soluçava:
- Coitadinha! Coitadinha! Tias se arremessavam. A menina passou de colo em colo. Numa das vezes, chutou o seio de uma tia e meteu a mão na cara da seguinte; e na imediata, cuspiu na boca. Foi um horror. Eis o que eu queria dizer: imagino que a origem do Poder Jovem estará numa bofetada consentida, de filha em mãe, ou de filho em pai. Hoje, o adolescente tem uma sensação de onipotência. O homem maduro tem, por vezes, um olhar estrábico de pavor. Sim, o homem maduro traz o medo no coração. Se alguém gritar: — Olha o rapaz! — Uma dona de casa ou pai de família sairá correndo e pulando os muros da covardia. O jovem, não e nunca (...)
Leia os fragmentos retirados do texto e marque a alternativa correta que completa o trecho.
Há por aí toda uma geração de pequeninos possessos.
Desatinada, a mãe vai apanhar a menina e a carrega no colo.
Uma bofetada muda seria menos ultrajante.
Os três termos em negrito são classificados como ________ e são sinônimos, respectivamente, de ________, ________, ________.
Questão 8364012
CN CN 2013 1 FaseU Demais 2014Texto II

Disponível em: http://10paezinhos.blog.uol.com.br. Acesso em: 23 mar. 2013.
"Não se contente com pouco. Queira mais. Faça mais."
Em que opção a reescritura do período acima, em segunda pessoa, está em total conformidade com a norma padrão?
Questão 8364011
CN CN 2013 1 FaseU Demais 2014Texto II

Que termo resume a ideia apresentada no texto?Disponível em: http://10paezinhos.blog.uol.com.br. Acesso em: 23 mar. 2013.
Questão 8364010
CN CN 2013 1 FaseU Demais 2014TEXTO I
Campeonato do desperdício
No campeonato do desperdício, somos campeões em várias modalidades. Algumas de que nos orgulhamos e outras de que nem tanto.(6) Meu amigo Adamastor, antropólogo das horas vagas, não me deu as causas(7) primeiras de nossa primazia, mas forneceu-me(18) uma lista em que somos imbatíveis. Claro, das modalidades que "nem tanto".
Vocês já ouviram falar em lixo rico?(31) Somos os campeões. Nosso lixo faria a fartura de um Haiti. Com o que jogamos fora e que poderia ser aproveitado, poder-se-ia alimentar(8) muito mais do que a população do Haiti.(5) Há pesquisas do assunto e cálculos exatos que "nem tanto". Somos um país pobre com mania de rico.(22) E nosso lixo é mais rico do que o lixo dos países ricos. Meu falecido pai costumava dizer: rico raspa o queijo com as costas da faca;(32) remediado corta uma casca bem fininha; pobre, contudo, arranca uma lasca imensa do queijo. Meu pai dizia, e tenho a impressão que meu pai era(13) um homem preconceituoso,(30) mas em termos de manuseio dos alimentos nacionais, arrancamos uma lasca imensa do queijo, ah, sim, arrancamos.
Outra modalidade em que somos campeões absolutos, o desperdício do transporte.(25) Ninguém no mundo consegue, tanto quanto nós, jogar grãos nas estradas.(15) Não viajo pouco e me considero testemunha ocular.(20) A Anhanguera, por exemplo, tem verdadeiras plantações de soja(33) em suas margens. Quando pego uma traseira de caminhão e aquela chuva de grãos me assusta, penso rápido e fico calmo: faz parte da competição, e temos de ser campeões.(2)
Na construção civil o desperdício chega a ser escandaloso.(1) Um dia o Adamastor, antropólogo das horas vagas, me veio com uma folha de jornal onde se liam estatísticas indecentes.(10) Com o que se joga fora(19) de material (do mais bruto ao mais sofisticado),(26) o Brasil poderia construir todos os estádios que a FIFA exige(11) e ainda poderia exportar cidades para o mundo.(27)
Antigamente, este que vos atormenta, levava um litro lavado para trocar por outro cheio de leite.(28) Você, caro leitor, talvez nem tenha notícia disso. Mas era assim. Agora, compram-se o leite e sua embalagem internamente aluminizada para jogá-la no lixo.(3) Quanto de nosso petróleo vai para o lixo em forma de sacos plásticos"(21) Vocês já ouviram falar que o petróleo é um recurso inesgotável"(29) Claro que não! Mas sente algum remorso ao jogar os sacos trazidos do supermercado no lixo?(16) Claro que não. Nossa cultura de mosaico nos tirou a capacidade(9) de ligar os fenômenos entre si.(14)
E o que desperdiçamos de talentos, de esforço educacional? São advogados atendendo em balcão de banco,(34) engenheiros vendendo cachorro-quente nas avenidas de São Paulo,(4) são gênios que se desperdiçam diariamente(12) como se fossem recursos,(17) eles também, inesgotáveis. No dia em que a gente precisar, vai lá e pega.(23) No dia em que a gente precisar, pode não existir mais. Não importa, vivemos no melhor dos mundos, segundo a opinião do Adamastor, o gigante, plagiando um tal de Dr. Pangloss, que ironizava um tal de Leibniz.(24)
BRAFF, Menalton. Campeonato do desperdício. Disponível em: www.cartacapital.com.br. Acesso em: 14 jan. 2013 (adaptado).
Dr. Pangloss – personagem de Cândido, de Voltaire. Caracteriza-se pelo extremo otimismo.
Leibniz – autor da teoria de que nada acontece ao acaso. Estamos no melhor dos mundos possíveis, o ser só é, só existe, porque é o melhor possível.
Adamastor, o gigante – personificação do Cabo das Tormentas, em Os Lusíadas, do escritor português Luiz Vaz de Camões.
Leia o trecho a seguir.
"Quando pego uma traseira de caminhão e aquela chuva de grãos me assusta, penso rápido e fico calmo: faz parte da competição e temos de ser campeões." (2)
Em que opção a reescritura do trecho acima está correta, considerando a manutenção dos sentidos e o uso da modalidade padrão?
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