Questões de EFAF Português
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Questão 7 10196548
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2014TEXTO
Um dia, em pleno sertão goiano, ia este cronista em busca de um grupo de índios
apinaiés acampados em um local distante, para com eles complementar seus estudos
etnográficos, quando o guia e companheiro de viagem, Aldírio, perguntou no meio daquele
mundão rosiano, feito de areia, sol e céu azul:
[5] – Mestre Roberto – disse ele com os olhos brilhantes de ironia – se eu lhe deixasse
aqui, o senhor saberia voltar para a aldeia?
– É claro que não! – respondeu um eu meu sobressaltado pelo potencial agressivo da
questão e já querendo entrar em pânico.
– Pois é como eu digo, cada um é doutor no seu ramo. O senhor na escrita e na
[10] leitura, eu no caminhar pelo sertão, no selar dos cavalos, cozinhar e no saber dos caminhos.
Ninguém – concluiu meu companheiro de viagem – é doutor em tudo!
DAMATA, Roberto, O Estado de São Paulo, 26 dez. 2002. Caderno D. pág.8, in ARANHA, M.L.A. e MARTINS, M.H.P. Filosofando – Introdução à Filosofia, SP,2009.
Marque a afirmativa que apresenta uma análise sintática correta dos termos destacados, levando em consideração o sentido que cada um expressa no texto.
Questão 13 10122181
CMRJ 1° Ano - Prova de Português 2014Tira 2

No 2° quadrinho, a fala do Recruta Zero - "Se ele não dissesse..." - apresenta uma oração subordinada, cuja oração principal subentendida.
O verbo da oração principal, nesse caso, resulta da representação de uma ação que
Questão 2 10122096
CMRJ 1° Ano - Prova de Português 2014No ano de seu centenário, nossa homenagem a Dorival Caymmi. E a todas as mãos que fazem, do preparo dos alimentos, um ato de dedicação, responsabilidade e poesia.
Vatapá
Quem quiser vatapá, ô
Que procure fazer
Primeiro o fubá
Depois o dendê
[5] Procure uma nega baiana, ô
Que saiba mexer
Que saiba mexer
Que saiba mexer
Procure uma nega baiana, ô
[10] Que saiba mexer
Que saiba mexer
Que saiba mexer
Bota castanha de caju
Um bocadinho mais
[15] Pimenta malagueta
Um bocadinho mais
Bota castanha de caju
Um bocadinho mais
Pimenta malagueta
[20] Um bocadinho mais
Amendoim, camarão, rala um coco
Na hora de machucar
Sal com gengibre e cebola, iaiá
Na hora de temperar
[25] Não para de mexer, ô
Que é pra não embolar
Panela no fogo
Não deixa queimar
Com qualquer dez mil réis e uma nega ô
[30] Se faz um vatapá
Se faz um vatapá
Que bom vatapá
Bota castanha de caju
Um bocadinho mais
[35] Pimenta malagueta
Um bocadinho mais
Bota castanha de caju
Um bocadinho mais
Pimenta malagueta
[40] Um bocadinho mais
Amendoim, camarão, rala um coco
Na hora de machucar
Sal com gengibre e cebola
Disponível em http://letras.mus.br/dorival-caymmi
No contexto em que foi empregado, o verbo machucar (v. 22) adquire um aspecto semântico que representa
Questão 9022662
EPCAR EPCAR 2014 1 FaseU MATPOR 2014Texto II
Uma carta de Machado de Assis
Machado de Assis tinha anos quando Carolina, sua mulher, morreu em ; viveria ainda quatro anos. Joaquim Nabuco, um de seus melhores amigos, era dez anos mais moço, e correspondia-se com Machado desde a adolescência.
Rio de Janeiro, de novembro de .
Meu caro Nabuco,
Tão longe, e em outro meio, chegou-lhe a notícia da minha grande desgraça, e você expressou a sua simpatia por um telegrama. A única palavra com que lhe agradeci é a mesma que ora lhe mando, não sabendo outra que possa dizer tudo o que sinto e me acabrunha. Foi-se a melhor parte da minha vida e aqui estou só no mundo. Note que a solidão não me é enfadonha, antes me é grata, porque é um modo de viver com ela, ouvi-la, assistir aos mil cuidados que essa companheira de anos de casados tinha comigo; mas não há imaginação que não acorde, e a vigília aumenta a falta da pessoa amada. Éramos velhos, e eu contava morrer antes dela, o que seria um grande favor; primeiro, porque não acharia a ninguém que melhor me ajudasse a morrer; segundo, porque ela deixa alguns parentes que a consolariam das saudades, e eu não tenho nenhum. Os meus são amigos, e verdadeiramente são os melhores; mas a vida os dispersa, no espaço, nas preocupações do espírito e na própria carreira que a cada um cabe. Aqui me fico, por ora na mesma casa, no mesmo aposento, com os mesmos adornos seus. Tudo me lembra a minha meiga Carolina.
Como estou à beira do eterno aposento, não gastarei muito tempo em recordá-la. Irei vê-la, ela me esperará.
Não posso, caro amigo, responder agora à sua carta de 8 de outubro; recebi-a dias depois do falecimento de minha mulher, e você compreende que apenas posso falar deste fundo golpe.
Até outra e breve; então lhe direi o que convém ao assunto daquela carta que, pelo afeto e sinceridade, chegou à hora dos melhores remédios. Aceite este abraço do triste amigo velho.
Machado de Assis
Disponível em: http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/02/uma-carta-de-machado-de-assis.html. Acesso em: 04 maio 2013.
Texto I
Do fundo do baú
Eu tenho uma amiga que, todos os anos, me enviava um belo cartão de Natal, às vezes desenhado por ela. Este ano, em vez de cartão, chegou uma gentil mensagem eletrônica ¹². Eu entendo, ficou mais fácil. E dessa maneira, você manda para quantas pessoas quiser ¹³. Mas não há comparação entre um cartão (que você custa a jogar fora) e uma mensagem eletrônica. Isso ainda é mais verdade para essa maravilhosa forma de comunicação que é a carta. É difícil imaginar o que a carta representa na história da humanidade. Primeiro, como laço afetivo. Certo, pode-se pôr sentimento numa mensagem eletrônica . Mas ela tem um caráter menos pessoal que uma carta. Recebendo a carta, você sabia que era só para você . Que uma determinada pessoa, num cantinho do universo, sentou-se numa mesa, escolheu o papel, uma caneta, e começou a escrever para você. A emoção podia começar na caixa do correio — pelo formato do envelope, pela letra que você conhecia.
Isso pelo lado afetivo ¹¹. Havia outro, enorme: a carta como documento histórico, ou literário, ou sociológico. Aqui no Brasil, começou com a carta de Pero Vaz, o primeiro documento da nacionalidade. Pouquíssimo tempo depois, as cartas do padre Manoel da Nóbrega prestam informações preciosas sobre um país recém-nascido.
Não há nenhuma certeza de que as pessoas vão guardar e-mails. É uma coisa mais precária e a própria pressa da vida moderna conspira contra isso. Assim, talvez deixem de se repetir coisas como :
. As cartas de São Paulo, básicas para a história do cristianismo.
. Dois conjuntos de cartas romanas: as de Cícero e as de Sêneca, que, sozinhas, garantiam um conhecimento quase íntimo de uma época grandiosa. As de Cícero, mais pictóricas, tecidas com as histórias do dia a dia. As de Sêneca, o retrato de um filósofo que foi o Montaigne dos romanos.
. As cartas de Fénelon. Esse grande bispo francês foi um incomparável diretor de consciências na França de Luís . Sua correspondência é uma combinação única de beleza literária e finura espiritual.
. As cartas de Flaubert, talvez sua obra-prima (tenho uma preciosa edição francesa em sete volumes). O caso de Flaubert é um bom exemplo. Como ele vivia isolado, totalmente dedicado aos seus (poucos) romances, a carta era o seu meio de comunicação com o mundo. Sendo ele o escritor que era, surgiram maravilhas literárias . Mas o tom é absolutamente íntimo. Não vai muito bem com a eletrônica.
. A correspondência entre Machado de Assis e Joaquim Nabuco. Este é um tesouro bem nosso. Nabuco era dez anos mais moço que Machado, e foi seu parceiro na formação e consolidação da Academia Brasileira de Letras. Para além do puramente literário, o que essas cartas revelam é o encontro, o diálogo , entre dois espíritos superiores. Tem o sabor de um velho vinho do Porto.
A lista poderia ir longe. Na literatura romântica, por exemplo, as cartas de amor entre Elizabeth Barret Browing e seu futuro marido Robert Browing, todos dois grandes poetas. No século XX, as cartas que tanto enriquecem a estante kafkiana. Sem serem famosas, as cartas de Thomas Mann são um dos melhores meios de aprofundar o conhecimento desse grande romancista alemão .
Isto não é para ser um exercício de saudosismo ¹⁰. Cada época tem suas coisas boas — ou más. Normalmente, nesses casos, ganha-se por um lado e perde-se pelo outro. O ideal é quando se pode conservar tudo — ou quase tudo. (...)
HORTA, Luiz Paulo. O Globo. 28 dez. 2012.
Comparando o texto I ao texto II, só não se pode concluir que
Questão 8389866
INCAB INCAB 2014 Avulsas 2014Uma das palavras abaixo deve se preenchida com SS. Aponte- a.
Questão 8389860
FEPESE FEPESE 2014 Avulsas 2014Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas corretamente, de acordo com o sistema ortográfico vigente.
06
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