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Questão 1 166812
IFRN 2015TEXTO
ADIANTA REDUZIR A MAIORIDADE PENAL?
Por Miguel Martins
A julgar pelas pesquisas de opinião, o Brasil é um país majoritariamente conservador. Em 2013, o Instituto Datafolha aferiu que 48% dos brasileiros julgavam-se de direita ou de centro-direita, ante 30% da população que se identificavam com pautas progressistas. Tal distância entre os espectros reflete em parte a opinião dos cidadãos com relação a alguns temas. O casamento gay é rechaçado por 49,7% da população, segundo pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes. São contrários ao aborto 71% dos brasileiros, de acordo com o Datafolha. Três quartos dos brasileiros, de acordo com a Universidade Federal de São Paulo, dizem ser contra a legalização da maconha. Essa tendência conservadora acentua-se de forma descomunal quando o tema é a proposta de redução da maioridade penal para 16 anos, aprovada por 89% da população, segundo pesquisa realizada por Vox Populi e Carta Capital no ano passado.
Embora criticada por juristas e especialistas em políticas públicas voltadas à criança e ao adolescente, a proposta tem ganhado fôlego no Congresso. Criada em 2011, a Frente Parlamentar pela Redução da Maioridade Penal conta com o apoio de mais de 200 deputados. A Proposta de Emenda Constitucional que defende o novo limite, de autoria do senador tucano Aloysio Nunes, deve ir a plenário ainda este ano. Como opção à PEC de Nunes, um grupo encabeçado pelos parlamentares Humberto Costa e Eduardo Suplicy, com participação da ministra dos Direitos Humanos, Ideli Salvatti, estuda apresentar um projeto que aumenta o tempo de pena para jovens infratores reincidentes em crimes graves, entre eles homicídio, latrocínio e estupro.
Ambas as propostas parecem ignorar a exaustão do sistema carcerário brasileiro, que convive com superlotação nas prisões comuns e nos centros de atendimento socioeducativo. A redução da maioridade penal poderia inflar ainda mais a população carcerária, atualmente superior a 550 mil presos, responsável por posicionar o Brasil entre os quatro países com maior número de presos no mundo. A situação poderia ser pior. Segundo um levantamento do Conselho Nacional de Justiça de 2012, há mais de 500 mil mandados de prisão não cumpridos, o que poderia dobrar a população carcerária brasileira. Na outra ponta, a proposta esbarra na falta de espaço nos centros destinados à criança e ao adolescente. Em São Paulo, 90% das unidades da Fundação Casa apresentam superlotação.
Para Pedro Serrano, professor de Direito Constitucional da PUC, o Brasil atravessa um momento em que o clima político, cultural e midiático estimula o “punitivismo”: as soluções escolhidas para enfrentar a violência passam sempre pelo endurecimento das penas. “Acredita-se que há impunidade no Brasil, mas não é verdade. Punimos muito, mas punimos mal”. Segundo o jurista, as condições insalubres dentro das prisões impedem o maior controle por parte do Estado. “Isso estimula o surgimento do crime organizado. Ao se colocar na cadeia um usuário de drogas como se fosse um traficante, ele pode se tornar mais à frente um homicida”. Serrano menciona o caso dos Estados Unidos, onde se estima que 250 mil jovens são processados, sentenciados ou encarcerados como adultos todo ano. Apesar de as taxas de criminalidade terem caído no país desde os anos 1990, um estudo do Centro de Controle de Doenças e Prevenção (CDC) estimou que jovens presos ao lado de adultos têm 34% mais chance de voltar a cometer crimes.
Fabio Paes, representante da ONG Aldeias Infantil e integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, afirma que a formulação das perguntas sobre o tema nas pesquisas de opinião pode levar a distorções. Ele afirma que a adesão à proposta é motivada pelo desconhecimento da população das políticas públicas desenvolvidas pelo Ministério do Desenvolvimento Social e pela Secretaria de Direitos Humanos. O Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, programa da SDH criado em 2012, busca garantir nacionalmente o cumprimento de modalidades previstas na legislação da criança e do adolescente que escapem à mera aplicação da punição. Há oito medidas que deveriam complementar a internação, dentre elas, a inclusão em programas comunitários, o tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico e a participação dos jovens em programas para alcoólatras e dependentes químicos.
Portanto, antes de se cogitar investir em soluções ineficazes como a redução da maioridade penal, é importante dar uma chance para aquilo que está à disposição, mas não é aplicado.
Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/revista/812/o-inimigo-errado-3791.html. Acesso em: 09 nov. 2014.
O Texto utiliza-se da exposição para
Questão 15 165589
IFGO 2015Texto 3

Disponivel em: http://solidarte.files.wordpress.com/2011/08/mafalda_-_05_-_dedo_importante_22.jpg. Acesso em: 11 nov. 2014
Ainda sobre a tira da Mafalda, analise as seguintes afirmações:
I. A linguagem não-verbal não tem relevância para a compreensão da tira.
II. Apenas a linguagem verbal é suficiente para a compreensão da tira.
III. A compreensão da tira é possível a partir da análise da linguagem verbal e das imagens.
Está(ão) correta(s)
Questão 14 165588
IFGO 2015
Sobre a tira, é correto afirmar que
Questão 12 165586
IFGO 2015Texto 02
Pneu furado
Luís Fernando Veríssimo
O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé, ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha. Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo: “Pode deixar”. Ele trocaria o pneu.
- Você tem macaco?
– perguntou o homem.
- Não – respondeu a moça.
- Tudo bem, eu tenho
– disse o homem.
– Você tem estepe?
- Não – disse a moça.
- Vamos usar o meu
– disse o homem.
E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça. Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar. Dali a pouco chegou o dono do carro.
- Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.
- É. Eu … Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.
- Coisa estranha.
- É uma compulsão. Sei lá.
Disponível em: . Acesso em: 19 Nov. 2014.
Assinale a alternativa em que todas as palavras são advérbios:
Questão 5 165575
IFGO 2015Texto 01
Por que tanto ódio na internet e redes sociais?
Jose Marcos Taveira
No dia em que completou 100 anos, o Palmeiras recebeu uma das melhores mensagens, justamente do principal rival: o Corinthians. Na nota, muito respeitosa, o alvinegro afirmava ter muito orgulho de fazer parte da história do clube.
"O Timão se orgulha de ter feito parte importante da história do clube com quem pôde disputar os clássicos de maior rivalidade, mas com lealdade e amizade acima de tudo. Sem o clássico entre Corinthians e Palmeiras, a capital paulista e o futebol brasileiro certamente não seriam os mesmos", afirmou, emocionando palmeirenses de verdade.
Enquanto isso, na internet, em sites e redes sociais, torcedores atacavam bravamente a equipe. "Lixo de time", "Timinho de segunda divisão" e outras críticas mais estúpidas. O mesmo aconteceu com o Corinthians ao completar 100 anos de existência. Foi massacrado em comentários de torcedores adversários.
Antes disso, o então candidato à Presidência da República Eduardo Campos morria tragicamente na queda do avião em que estava com sua equipe. Rapidamente, comentários em sites e redes sociais eram usados para fazer piadas e "culpar" a presidente Dilma Rousseff. Uma "criatividade" sem fim em montagens de fotos com um único objetivo: fazer "humor" com a morte.
Esses dois episódios mostram a capacidade do ser humano - e não apenas de brasileiros, como muitos pensam - de propagar o ódio em um espaço virtual que deveria ser usado justamente para se compartilharem opiniões com democracia. Mas, infelizmente, transformou-se em templo para propagação de ódio e "humor" banal a todo custo para se ganhar meras "curtidas".
No caso do centenário do Palmeiras, a atitude do principal rival mostra que a disputa é apenas em campo. Fora isso, são empresas, trabalham e ganham dinheiro com o entretenimento. Seus jogadores podem atuar em qualquer um dos clubes, enchendo os bolsos. Quem propaga o ódio é o torcedor, que não ganha nada com isso e ainda impede famílias de visitarem os estádios, com medo da violência e de vasos sanitários matarem alguém. São fanáticos que não sabem argumentar ou mesmo interpretar um texto e usam a internet apenas para xingar e mostrar toda a sua ignorância.
Já a reação grotesca à morte de Eduardo Campos serviu para várias análises em sites e jornais, criticando as brincadeiras em situações como estas. Chegamos a um nível de mediocridade em que não se respeitam mais as famílias e amigos que sofrem com a perda. Passa-se por cima de tudo que é ensinado na escola - ou na vida - em nome de uma tentativa desenfreada de ficar famoso no mundo virtual ou de cultivar "amigos" do mesmo nível, que adoram porcarias.
Artistas, então, são alvos prediletos dos chamados haters (algo como "odiadores", em português). Recebem críticas e ataques como se o simples fato de serem famosos permitisse a falta de educação. O problema é tão sério que levou a filha do Robin Williams a deixar sua conta no Instagram, tamanhas as brincadeiras de mau gosto que fizeram sobre o suicídio de seu famoso pai.
Onde está o respeito?Onde fica o desejo de não querer para os outros o que não se quer para você e as pessoas de que gosta? Por que atacar alguém com tanto ódio em nome da liberdade de expressão ou "desabafo"?
Qual será o próximo passo, com tanta tecnologia à disposição e liberdade de expressão? Criar um tacape virtual para que trogloditas possam se armar, bater no chão com muita raiva e tentar até conquistar mulheres arrastando seus corpos pelos cabelos? É o retorno ao tempo das cavernas...
Disponível em: . Acesso em: 11 Nov. 2014
As aspas foram usadas em “criatividade”, pelo mesmo motivo que foram usadas em
Questão 4 165574
IFGO 2015Texto 01
Por que tanto ódio na internet e redes sociais?
Jose Marcos Taveira
No dia em que completou 100 anos, o Palmeiras recebeu uma das melhores mensagens, justamente do principal rival: o Corinthians. Na nota, muito respeitosa, o alvinegro afirmava ter muito orgulho de fazer parte da história do clube.
"O Timão se orgulha de ter feito parte importante da história do clube com quem pôde disputar os clássicos de maior rivalidade, mas com lealdade e amizade acima de tudo. Sem o clássico entre Corinthians e Palmeiras, a capital paulista e o futebol brasileiro certamente não seriam os mesmos", afirmou, emocionando palmeirenses de verdade.
Enquanto isso, na internet, em sites e redes sociais, torcedores atacavam bravamente a equipe. "Lixo de time", "Timinho de segunda divisão" e outras críticas mais estúpidas. O mesmo aconteceu com o Corinthians ao completar 100 anos de existência. Foi massacrado em comentários de torcedores adversários.
Antes disso, o então candidato à Presidência da República Eduardo Campos morria tragicamente na queda do avião em que estava com sua equipe. Rapidamente, comentários em sites e redes sociais eram usados para fazer piadas e "culpar" a presidente Dilma Rousseff. Uma "criatividade" sem fim em montagens de fotos com um único objetivo: fazer "humor" com a morte.
Esses dois episódios mostram a capacidade do ser humano - e não apenas de brasileiros, como muitos pensam - de propagar o ódio em um espaço virtual que deveria ser usado justamente para se compartilharem opiniões com democracia. Mas, infelizmente, transformou-se em templo para propagação de ódio e "humor" banal a todo custo para se ganhar meras "curtidas".
No caso do centenário do Palmeiras, a atitude do principal rival mostra que a disputa é apenas em campo. Fora isso, são empresas, trabalham e ganham dinheiro com o entretenimento. Seus jogadores podem atuar em qualquer um dos clubes, enchendo os bolsos. Quem propaga o ódio é o torcedor, que não ganha nada com isso e ainda impede famílias de visitarem os estádios, com medo da violência e de vasos sanitários matarem alguém. São fanáticos que não sabem argumentar ou mesmo interpretar um texto e usam a internet apenas para xingar e mostrar toda a sua ignorância.
Já a reação grotesca à morte de Eduardo Campos serviu para várias análises em sites e jornais, criticando as brincadeiras em situações como estas. Chegamos a um nível de mediocridade em que não se respeitam mais as famílias e amigos que sofrem com a perda. Passa-se por cima de tudo que é ensinado na escola - ou na vida - em nome de uma tentativa desenfreada de ficar famoso no mundo virtual ou de cultivar "amigos" do mesmo nível, que adoram porcarias.
Artistas, então, são alvos prediletos dos chamados haters (algo como "odiadores", em português). Recebem críticas e ataques como se o simples fato de serem famosos permitisse a falta de educação. O problema é tão sério que levou a filha do Robin Williams a deixar sua conta no Instagram, tamanhas as brincadeiras de mau gosto que fizeram sobre o suicídio de seu famoso pai.
Onde está o respeito?Onde fica o desejo de não querer para os outros o que não se quer para você e as pessoas de que gosta? Por que atacar alguém com tanto ódio em nome da liberdade de expressão ou "desabafo"?
Qual será o próximo passo, com tanta tecnologia à disposição e liberdade de expressão? Criar um tacape virtual para que trogloditas possam se armar, bater no chão com muita raiva e tentar até conquistar mulheres arrastando seus corpos pelos cabelos? É o retorno ao tempo das cavernas...
Disponível em: . Acesso em: 11 Nov. 2014
Em “Mas, infelizmente, transformou-se em templo para propagação de ódio e ‘humor’ banal a todo custo para se ganhar meras ‘curtidas’.”, o conectivo “mas” expressa ideia de
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