Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 8 10780483
COLUNI/UFV 1° Dia 2020As personagens podem ser caracterizadas não só por suas descrições físicas e psicológicas, mas também pelo que falam e como falam, isto é, por seu discurso. Observe que, no fragmento abaixo, a fala da personagem apresenta-se na forma de discurso indireto livre.
“Ele retirou a tampa com uma pinça, eu e meu irmão de olho, fungando curiosidade, e, Nossa!, eis aquelas peças todas [...]”
CARRASCOZA, J. A. Aos 7 e aos 40. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2016. p. 9.
Assinale a alternativa em que esse mesmo recurso linguístico – discurso indireto livre – é utilizado da mesma forma nos trechos destacados:
Questão 7 10780481
COLUNI/UFV 1° Dia 2020Em relação aos títulos dos livros, Bagagem e Aos 7 e aos 40, é CORRETO afirmar que remetem:
Questão 6 10780471
COLUNI/UFV 1° Dia 2020Leia o poema.
Enredo Para Um Tema
Ele me amava, mas não tinha dote,
só os cabelos pretíssimos e uma beleza
de príncipe de estórias encantadas.
Não tem importância, falou a meu pai,
se é só por isto, espere.
Foi-se com uma bandeira
e ajuntou ouro pra me comprar três vezes.
Na volta me achou casada com D. Cristóvão.
Estimo que sejam felizes, disse.
O melhor do amor é sua memória, disse meu pai.
Demoraste tanto, que... disse D. Cristóvão.
Só eu não disse nada,
nem antes, nem depois.
PRADO, A. Bagagem. 29a ed. Rio de Janeiro. Record. 2019. p. 91.
De acordo com o poema acima, assinale a afirmativa CORRETA:
Questão 4 10780445
COLUNI/UFV 1° Dia 2020Leia o poema.
[...]
A cidade continuava lá,
maciça,
a de sempre,
da sua infância,
com suas ruas empoeiradas e seu casario humilde,
embora sobre ela, membrana transparente,
ao menos aos seus olhos,
havia outra,
que não mais correspondia àquela de antes.
E se ele voltara ali em outras ocasiões, sem notar essa
segunda, dessa vez a percebia não apenas num ou
noutro detalhe,
mas nela toda, cidade que se repovoava em sua
memória.
CARRASCOZA, J. A. Aos 7 e aos 40. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2016. p. 101-102.
Os termos sublinhados no excerto acima se referem, respectivamente, a:
Questão 6 10779384
Liceu-SP C. Gerais 2020Leia a charge para responder à questão.

(Duke. Em: www.otempo.com.br)
A charge aborda com criticidade
Questão 1 10775897
IFMG 2020/1INSTRUÇÃO: Leia a crônica de Fernando Sabino para responder à questão.
O melhor amigo
A mãe estava na sala, costurando. O menino abriu a porta
da rua, meio ressabiado, arriscou um passo para dentro
e mediu cautelosamente a distância. Como a mãe não
se voltasse para vê-lo, deu uma corridinha em direção de
seu quarto.
— Meu filho? – gritou ela.
— O que é – respondeu, com o ar mais natural que lhe
foi possível.
— Que é que você está carregando aí?
Como podia ter visto alguma coisa, se nem levantara a
cabeça? Sentindo-se perdido, tentou ainda ganhar tempo.
— Eu? Nada…
— Está sim. Você entrou carregando uma coisa.
Pronto: estava descoberto. Não adiantava negar – o jeito
era procurar comovê-la. Veio caminhando desconsolado
até a sala, mostrou à mãe o que estava carregando:
— Olha aí, mamãe: é um filhote…
Seus olhos súplices aguardavam a decisão.
— Um filhote? Onde é que você arranjou isso?
— Achei na rua. Tão bonitinho, não é, mamãe?
Sabia que não adiantava: ela já chamava o filhote de isso.
Insistiu ainda:
— Deve estar com fome, olha só a carinha que ele faz.
— Trate de levar embora esse cachorro agora mesmo!
— Ah, mamãe… – já compondo uma cara de choro.
— Tem dez minutos para botar esse bicho na rua. Já disse
que não quero animais aqui em casa. Tanta coisa para
cuidar, Deus me livre de ainda inventar uma amolação
dessas.
O menino tentou enxugar uma lágrima, não havia lágrima.
Voltou para o quarto, emburrado:
“A gente também não tem nenhum direito nesta casa” –
pensava. “Um dia ainda faço um estrago louco. Meu único
amigo, enxotado desta maneira!”
— Que diabo também, nesta casa tudo é proibido! –
gritou, lá do quarto, e ficou esperando a reação da mãe.
— Dez minutos – repetiu ela, com firmeza.
— Todo mundo tem cachorro, só eu que não tenho.
— Você não é todo mundo.
— Também, de hoje em diante, eu não estudo mais, não
vou mais ao colégio, não faço mais nada.
— Veremos – limitou-se a mãe, de novo distraída com a
sua costura.
— A senhora é ruim mesmo, não tem coração!
— Sua alma, sua palma.
Conhecia bem a mãe, sabia que não haveria apelo: tinha
dez minutos para brincar com seu novo amigo, e depois…
ao fim de dez minutos, a voz da mãe, inexorável:
— Vamos, chega! Leva esse cachorro embora.
— Ah, mamãe, deixa! – choramingou ainda: – Meu melhor
amigo, não tenho mais ninguém nesta vida.
— E eu? Que bobagem é essa, você não tem sua mãe?
— Mãe e cachorro não é a mesma coisa.
— Deixa de conversa: obedece sua mãe.
Ele saiu, e seus olhos prometiam vingança. A mãe
chegou a se preocupar: meninos nessa idade, uma
injustiça praticada e eles perdem a cabeça, um recalque,
complexos, essa coisa.
— Pronto, mamãe!
E exibia-lhe uma nota de vinte e uma de dez: havia
vendido seu melhor amigo por trinta dinheiros.
— Eu devia ter pedido cinqueta, tenho certeza que ele dava, murmurou, pensativo.
SABINO, Fernando. A vitória da infância. São Paulo: Ática, 1988.
O conflito da narrativa se desenvolve
06
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